{"id":123921,"date":"2020-03-22T11:37:40","date_gmt":"2020-03-22T14:37:40","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=123921"},"modified":"2020-03-22T11:38:19","modified_gmt":"2020-03-22T14:38:19","slug":"fossil-de-380-milhoes-de-anos-revela-nossas-maos-evoluiram-das-barbatanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/fossil-de-380-milhoes-de-anos-revela-nossas-maos-evoluiram-das-barbatanas\/","title":{"rendered":"F\u00f3ssil de 380 milh\u00f5es de anos revela que nossas m\u00e3os evolu\u00edram das barbatanas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-123922\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fossil-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fossil-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fossil.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O f\u00f3ssil 380 milh\u00f5es de anos de um peixe do g\u00eanero Elpistostege, encontrado em Miguasha, extremo leste do Canad\u00e1, revelou novas pistas sobre como a m\u00e3o humana evoluiu das barbatanas dos peixes. Em um estudo publicado na Nature, o achado \u00e9 o elo evolutivo ausente na transi\u00e7\u00e3o entre peixes e tetr\u00e1podes \u2014 animais que possuem quatro membros.<\/p>\n<p>Com 1,57 metro de comprimento, o f\u00f3ssil \u00e9 o primeiro a ter o esqueleto completo do &#8220;bra\u00e7o&#8221; (barbatana peitoral) entre todos os peixes elpistostegalianos. Analisando o esqueleto a partir de tomografias computadorizadas, pesquisadores da Universidade Flinders, na Austr\u00e1lia, e da Universidade de Quebec em Rimouski, no Canad\u00e1, notaram a presen\u00e7a de \u00famero (osso do bra\u00e7o), r\u00e1dio e ulna (ossos do antebra\u00e7o), fileiras de carpo (ossos do punho) e falanges organizadas em d\u00edgitos (como dedos).<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a primeira vez que encontramos inequivocamente dedos ligados em uma barbatana em qualquer peixe conhecido. Os d\u00edgitos articulados na barbatana s\u00e3o como os ossos dos dedos presentes nas m\u00e3os da maioria dos animais&#8221;, explicou John Long, um dos pesquisadores, em comunicado.<\/p>\n<p>&#8220;Essa descoberta empurra a origem dos d\u00edgitos nos vertebrados para a \u00e9poca dos peixes, e nos diz que o padr\u00e3o para a m\u00e3o dos vertebrados foi desenvolvido profundamente na evolu\u00e7\u00e3o, pouco antes de os peixes sa\u00edrem da \u00e1gua.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo paleont\u00f3logos, artefato \u00e9 o elo evolutivo ausente na transi\u00e7\u00e3o entre peixes e tetr\u00e1podes \u2014 animais que possuem quatro membros (Foto: Flinders University\/Nature)<\/p>\n<p>De acordo com a teoria mais aceita hoje, a evolu\u00e7\u00e3o dos peixes levou ao surgimento dos tetr\u00e1podes, e esse foi um dos eventos mais significativos da hist\u00f3ria da vida, pois assim os vertebrados conseguiram sair da \u00e1gua e povoar a terra. Para que isso tenha acontecido, uma das mudan\u00e7as mais significativas foi justamente a evolu\u00e7\u00e3o das m\u00e3os e dos p\u00e9s.<\/p>\n<p>Como explicou Richard Cloutier, coautor do artigo, a origem dos d\u00edgitos est\u00e1 diretamente ligada ao desenvolvimento da capacidade do peixe de suportar o pr\u00f3prio peso em \u00e1guas rasas, ou em curtos passeios pela terra. Isso porque o aumento do n\u00famero de ossos tamb\u00e9m forneceu mais flexibilidade \u00e0s barbatanas, algo essencial para o suporte do pr\u00f3prio peso.<\/p>\n<p>\u201cAs outras caracter\u00edsticas reveladas pelo estudo, sobre a estrutura do osso do bra\u00e7o ou \u00famero, tamb\u00e9m mostram caracter\u00edsticas que s\u00e3o compartilhadas com os primeiros anf\u00edbios&#8221;, afirmou Cloutier. &#8220;O Elpistostege n\u00e3o \u00e9 necessariamente nosso ancestral, mas \u00e9 o mais pr\u00f3ximo que podemos chegar de um verdadeiro &#8216;f\u00f3ssil de transi\u00e7\u00e3o&#8217;, um intermedi\u00e1rio entre peixes e tetr\u00e1podes.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O f\u00f3ssil 380 milh\u00f5es de anos de um peixe do g\u00eanero Elpistostege, encontrado em Miguasha,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":123922,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fossil.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fossil-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fossil-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fossil.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fossil.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fossil.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fossil.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fossil.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fossil.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fossil.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O f\u00f3ssil 380 milh\u00f5es de anos de um peixe do g\u00eanero Elpistostege, encontrado em Miguasha,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123921"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=123921"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123921\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/123922"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=123921"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=123921"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=123921"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}