{"id":123917,"date":"2020-03-22T11:29:33","date_gmt":"2020-03-22T14:29:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=123917"},"modified":"2020-03-22T11:29:54","modified_gmt":"2020-03-22T14:29:54","slug":"saborosa-sem-caroco-e-produtiva-conheca-a-uva-brs-vitoria-a-uva-100-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/saborosa-sem-caroco-e-produtiva-conheca-a-uva-brs-vitoria-a-uva-100-brasileira\/","title":{"rendered":"Saborosa, sem caro\u00e7o e produtiva: conhe\u00e7a a uva BRS-Vit\u00f3ria, a uva 100% brasileira"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-123918\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/uva_brasileira-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/uva_brasileira-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/uva_brasileira.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Uma nova variedade de uva est\u00e1 sendo cada vez mais cultivada no Vale do Rio S\u00e3o Francisco, em Pernambuco, a BRS-Vit\u00f3ria. Ela faz sucesso por n\u00e3o ter sementes e ser bem doce.<\/p>\n<p>Essa cultivar \u00e9 resultado do cruzamento de 2 materiais gen\u00e9ticos que fazem parte do maior acervo de videiras de toda Am\u00e9rica Latina, localizado na sede da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gon\u00e7alves, no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Desde a d\u00e9cada de 1970, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria desenvolve um programa de melhoramento gen\u00e9tico uvas do Brasil, que j\u00e1 lan\u00e7ou 21 variedades voltadas para vinho, suco e mesa.<\/p>\n<p>A BRS-Vit\u00f3ria saiu de l\u00e1, foi testada em terras paulistas e paranaenses at\u00e9 ganhar o mundo a partir do Vale do Rio S\u00e3o Francisco. Os agr\u00f4nomos da Embrapa levaram cerca de 10 anos pra desenvolver e testar essa nova variedade.<\/p>\n<p>O produtor rural Jackson Lopes, um dos pioneiros na atividade, lembra de uma degusta\u00e7\u00e3o \u00e0s cegas feita h\u00e1 7 anos, com 65 tipos de uva. \u201cMe chamou a aten\u00e7\u00e3o, mas ela n\u00e3o tinha uma caracter\u00edstica que chamava a aten\u00e7\u00e3o para os produtores porque tinha cachos pequenos\u201d, recorda.<\/p>\n<p>\u201cMas, por ter chamado a aten\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a prefer\u00eancia de sabor, a gente decidiu investir em trabalho t\u00e9cnico para poder aumentar a produtividade&#8221;, afirma o agricultor Jackson Lopes.<\/p>\n<p>O chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Jos\u00e9 Fernando Protas, com que o sucesso da variedade deixou algumas li\u00e7\u00f5es para o futuro pesquisa.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o s\u00f3 o aspecto est\u00e9tico deve ser levado em considera\u00e7\u00e3o, mas o sensorial, de gosto e sabor, deve ser levado em considera\u00e7\u00e3o na cria\u00e7\u00e3o de uma variedade\u201d, conta.<\/p>\n<p>E um dos itens que mais agradou o paladar de quem apostou na uva Vit\u00f3ria foi ela n\u00e3o ter sementes.<\/p>\n<p>\u201cO aspecto importante \u00e9 que o tra\u00e7o da semente da Vit\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 percept\u00edvel na mastiga\u00e7\u00e3o. Ela, na verdade, foi criada para ser consumida. A reprodu\u00e7\u00e3o dela se d\u00e1 por um outro tipo, um outro processo, de enxertia, e n\u00e3o atrav\u00e9s de semente.\u201d<\/p>\n<p>A enxertia \u00e9 a t\u00e9cnica que consiste na jun\u00e7\u00e3o de uma planta boa de ra\u00edzes e outra que vai dar os frutos, no caso a Vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>O agricultor Marcelo Alves tem parceria com a Embrapa para produzir as mudas da variedade. Desde ent\u00e3o, ele s\u00f3 viu crescer a procura pela variedade, saindo de 72 mil mudas em 2015 para 950 mil em 2019.<\/p>\n<p>Os pr\u00f3prios pesquisadores que desenvolveram a BRS-Vit\u00f3ria se mostram surpresos com todo esse sucesso.<\/p>\n<p>\u201cCultivar \u00e9 igual quando a gente tem filho. na hora que cresce, tem a sua trajet\u00f3ria, a gente n\u00e3o pode prever muitas vezes\u201d, afirma a pesquisadora e agr\u00f4noma da Embrapa Patr\u00edcia Ritschel.<\/p>\n<p><strong>5 safras em 2 anos<\/strong><\/p>\n<p>Mais uma vantagem dessa variedade \u00e9 seu r\u00e1pido desenvolvimento de uma safra para outra.<\/p>\n<p>Isso faz com que os produtores do Vale do Rio S\u00e3o Francisco consigam a fa\u00e7anha de colher a uva vit\u00f3ria em todas as semanas do ano, mas, para isso, \u00e9 preciso fazer uma poda dr\u00e1stica, que exp\u00f5e as videiras ao sol. Ela \u00e9 realizada 30 dias depois da colheita.<\/p>\n<p>\u201cPara quem n\u00e3o conhece, parece que a gente matou a planta, mas, a partir do momento da poda at\u00e9 uma nova colheita, s\u00e3o mais ou menos 105 a 112 dias\u201d, explica o agricultor Jackson Lopes.<\/p>\n<p>A rapidez na frutifica\u00e7\u00e3o \u00e9, tamb\u00e9m, uma condi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da Vit\u00f3ria, o que permite produzir at\u00e9 5 safras em 2 anos.<\/p>\n<p><strong>Investimento dos agricultores<\/strong><\/p>\n<p>Os produtores da Vale do S\u00e3o Francisco j\u00e1 colocaram a BRS-Vit\u00f3ria em mais de 1,5 mil hectares. O agricultor Gilson Moreira \u00e9 um dos que ficaram entusiasmados com o potencial de mercado da uva e, por isso, est\u00e1 investindo por volta de R$ 80 mil por hectare na amplia\u00e7\u00e3o do parreiral.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, o plantio de uva Vit\u00f3ria na propriedade ocupa uma \u00e1rea de 3,5 hectares. At\u00e9 o fim do ano, ser\u00e3o 7 hectares.<\/p>\n<p>E assim, a uva BRS-Vit\u00f3ria vai se consolidando como mais uma alternativa dentre as variedades dispon\u00edveis para o agricultor e, tamb\u00e9m, espalhando sua fama para quem ainda n\u00e3o conhece a sua hist\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova variedade de uva est\u00e1 sendo cada vez mais cultivada no Vale do Rio<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":123918,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/uva_brasileira.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/uva_brasileira-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/uva_brasileira-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/uva_brasileira.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/uva_brasileira.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/uva_brasileira.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/uva_brasileira.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/uva_brasileira.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/uva_brasileira.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/uva_brasileira.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma nova variedade de uva est\u00e1 sendo cada vez mais cultivada no Vale do Rio","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123917"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=123917"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123917\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/123918"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=123917"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=123917"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=123917"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}