{"id":123252,"date":"2020-03-10T07:00:50","date_gmt":"2020-03-10T10:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=123252"},"modified":"2020-03-09T19:08:04","modified_gmt":"2020-03-09T22:08:04","slug":"oscilacoes-de-betelgeuse-se-devem-a-poeira-e-nao-a-explosao-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/oscilacoes-de-betelgeuse-se-devem-a-poeira-e-nao-a-explosao-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Oscila\u00e7\u00f5es de Betelgeuse se devem a poeira e n\u00e3o a explos\u00e3o, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-123253\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/estrela-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/estrela-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/estrela.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>No fim de 2019, astr\u00f4nomos de todo o mundo notaram a diminui\u00e7\u00e3o do brilho da estrela\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Espaco\/noticia\/2020\/02\/o-que-e-estrela-betelgeuse-e-por-que-sua-possivel-explosao-importa-tanto.html\">Betelgeuse<\/a>, a mais brilhante da constela\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Espaco\/noticia\/2017\/07\/nebulosa-de-orion-contem-tres-geracoes-de-estrelas-bebe.html\">Orion<\/a>, situada a\u00a0642,5 anos-luz da Terra. Nos meses que se seguiram \u00e0 observa\u00e7\u00e3o, especialistas especularam que o fen\u00f4meno fosse resultado de sua\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Espaco\/noticia\/2020\/02\/novas-imagens-evidenciam-perda-de-brilho-da-estrela-betelgeuse.html\">explos\u00e3o em supernova<\/a>. Agora, um novo estudo indica outra possibilidade.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, que ser\u00e1 publicada no\u00a0<a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2002.10463\"><em>Astrophysical Journal Letters<\/em><\/a>, as varia\u00e7\u00f5es de brilho e temperatura na superf\u00edcie de\u00a0Betelgeuse s\u00e3o resultado da exist\u00eancia de uma nuvem de poeira c\u00f3smica ao seu redor.\u00a0Os novos c\u00e1lculos corroboam a teoria de que a supergigante vermelha, como muitas outras de seu tipo, liberou material de suas camadas externas, criando essas diverg\u00eancias.<\/p>\n<p>&#8220;Vemos isso o tempo todo em supergigantes vermelhas e \u00e9 uma parte normal do seu ciclo de vida&#8221;, disse Emily Levesque, uma das pesquisadoras, em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2020-03\/uow-dbl030520.php\">comunicado<\/a>. \u201cSupergigantes vermelhas ocasionalmente lan\u00e7am material de suas superf\u00edcies, que se condensam ao redor da estrela como poeira. \u00c0 medida que ela esfria e se dissipa, os gr\u00e3os de poeira absorvem parte da luz que se aproxima de n\u00f3s e bloqueiam nossa vis\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>A descoberta n\u00e3o descarta o fato de que Betelgeuse explodir\u00e1 em\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Espaco\/noticia\/2020\/03\/duas-estrelas-se-uniram-e-formaram-uma-ana-branca-nunca-antes-vista.html\">supernova<\/a>, mas \u00e9 um sinal de que isso pode ocorrer em algum momento nos pr\u00f3ximos 100 mil anos, e n\u00e3o em breve, como muitos acreditam.\u00a0&#8220;Uma maneira simples de diferenciar essas possibilidades \u00e9 determinar a temperatura efetiva da superf\u00edcie de Betelgeuse&#8221;, disse Philip Massey, que tamb\u00e9m participou do estudo.<\/p>\n<div id=\"pub-materia-3\" class=\"adv adv-article halfpage\" data-advertising=\"0\" data-advertising-status=\"complete\" data-google-query-id=\"CLmb9MmyjugCFY9pwQodWpgA7A\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/85042905\/edgalileu\/Ciencia\/Espaco\/materia_5__container__\">O c\u00e1lculo do calor de um astro como a supergigante vermelha \u00e9 feito atrav\u00e9s do espectro de luz que emana da estrela: de acordo com o comprimento de onda enviado pelo corpo, os astr\u00f4nomos podem calcular sua temperatura. A luz de estrelas como a Betelgeuse costuma ser forte demais para c\u00e1lculos do tipo, mas Massey utilizou um filtro para &#8220;amortecer&#8221; o sinal enviado pelo astro, permitindo que ele encontrasse uma assinatura espec\u00edfica: o poder de absor\u00e7\u00e3o da luz pelas mol\u00e9culas de\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Espaco\/noticia\/2019\/06\/astronomos-detectam-massa-misteriosa-abaixo-de-cratera-na-lua.html\">\u00f3xido de tit\u00e2nio<\/a>.<\/div>\n<\/div>\n<p>Como explicam os especialistas, o \u00f3xido de tit\u00e2nio pode se formar e se acumular nas camadas superiores de estrelas grandes e relativamente frias, como a Betelgeuse. Isso porque ele absorve certos\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Espaco\/noticia\/2019\/06\/astronomos-detectam-massa-misteriosa-abaixo-de-cratera-na-lua.html\">comprimentos de onda<\/a>\u00a0da luz, deixando sinais no espectro que os cientistas podem usar para determinar a temperatura da superf\u00edcie da estrela.<\/p>\n<figure><figcaption>O brilho da estrela Betelgeuse aumenta e diminui de intensidade (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ap\u00f3s anos de observa\u00e7\u00f5es, a equipe percebeu que a temperatura m\u00e9dia da superf\u00edcie de Betelgeuse em 14 de fevereiro era de 3.325 graus Celsius, o que \u00e9 apenas de 50 a 100 graus Celsius mais frio que a temperatura detectada 2004.\u00a0Para os pesquisadores, isso coloca em xeque a teoria da explos\u00e3o da estrela em\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Espaco\/noticia\/2019\/12\/como-estrelas-que-tem-mais-de-8-vezes-massa-do-sol-formam-supernovas.html\">supernova<\/a>\u00a0por conta das chamadas &#8220;c\u00e9lulas de convec\u00e7\u00e3o&#8221; da estrela.<\/p>\n<p>Quando acontece uma explos\u00e3o, elas provocam um resfriamento da superf\u00edcie do astro \u2013 que deveria ser muito maior que o registrado pelos especialistas entre 2004 e 2020.\u00a0&#8220;Uma compara\u00e7\u00e3o com nosso espectro de 2004 mostrou imediatamente que a temperatura n\u00e3o havia mudado significativamente&#8221;, pontuou Massey. &#8220;Sab\u00edamos que a resposta tinha que ser poeira.&#8221;<\/p>\n<div id=\"pub-materia-4\" class=\"adv adv-article \" data-advertising=\"0\" data-advertising-status=\"complete\" data-google-query-id=\"CKjHjcuyjugCFcwNgQodJGAMAg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/85042905\/edgalileu\/Ciencia\/Espaco\/materia_6__container__\">De acordo com os astr\u00f4nomos, muitas estrelas t\u00eam essas c\u00e9lulas de convec\u00e7\u00e3o, incluindo o nosso <a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Espaco\/noticia\/2020\/02\/sonda-solar-orbiter-vai-tirar-fotos-ineditas-dos-polos-sul-e-norte-do-sol.html\">Sol<\/a>. &#8220;Elas se assemelham \u00e0 superf\u00edcie de uma panela com \u00e1gua fervente&#8221;, exemplificou Levesque. Mas, enquanto as c\u00e9lulas de convec\u00e7\u00e3o da nossa estrela s\u00e3o numerosas e pequenas, as de supergigantes vermelhas s\u00e3o maiores e mais maci\u00e7as, estendendo-se por grande parte das suas superf\u00edcies.<\/div>\n<\/div>\n<figure><figcaption>Estrela Betelgeuse (ponto laranja da foto), 500 vezes maior que o Sol, ao lado de nebulosas do Complexo Orion (Foto: Rogelio Bernal Andreo\/Wikipedia Commons)<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os astr\u00f4nomos, entretanto, acreditam que \u00e9 necess\u00e1rio continuar estudando a Betelgeuse, tanto para testarem sua hip\u00f3tese quanto para descobrirem novas informa\u00e7\u00f5es. &#8220;Supergigantes vermelhas s\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Espaco\/noticia\/2020\/02\/telescopio-alma-registra-briga-entre-estrelas-parecidas-com-o-sol.html\">estrelas<\/a>\u00a0muito din\u00e2micas&#8221;, pontuou Levesque. &#8220;Quanto mais aprendermos sobre seu comportamento normal, flutua\u00e7\u00f5es de temperatura, poeira e c\u00e9lulas de convec\u00e7\u00e3o, melhor entenderemos e reconheceremos quando algo verdadeiramente \u00fanico, como uma supernova, pode acontecer.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No fim de 2019, astr\u00f4nomos de todo o mundo notaram a diminui\u00e7\u00e3o do brilho da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":123253,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/estrela.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/estrela-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/estrela-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/estrela.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/estrela.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/estrela.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/estrela.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/estrela.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/estrela.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/estrela.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"No fim de 2019, astr\u00f4nomos de todo o mundo notaram a diminui\u00e7\u00e3o do brilho da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123252"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=123252"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123252\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/123253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=123252"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=123252"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=123252"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}