{"id":122866,"date":"2020-03-03T15:00:54","date_gmt":"2020-03-03T18:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=122866"},"modified":"2020-03-03T09:35:48","modified_gmt":"2020-03-03T12:35:48","slug":"cientistas-descobrem-por-que-ha-tanta-biodiversidade-nos-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-descobrem-por-que-ha-tanta-biodiversidade-nos-oceanos\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem por que h\u00e1 tanta biodiversidade nos oceanos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-122868\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/biodiversidade-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/biodiversidade-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/biodiversidade.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Um novo estudo de cientistas americanos, publicado na revista \u201cScience\u201d, deu uma ideia de por que nos oceanos do mundo existe tamanha quantidade de esp\u00e9cies, uma quest\u00e3o que h\u00e1 muito tempo \u00e9 foco de pesquisas paleontol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Os tipos mais diversos de animais nos oceanos modernos, como peixes, moluscos e crust\u00e1ceos, diversificaram-se lenta e firmemente por longos per\u00edodos de tempo e foram protegidos contra a extin\u00e7\u00e3o, conclu\u00edram os pesquisadores.<\/p>\n<p>Segundo Andrew Bush, autor do artigo e professor associado da Universidade de Connecticut, saber como a biodiversidade evoluiu ao longo da hist\u00f3ria da Terra pode ajudar os humanos a pensar em quest\u00f5es futuras com perturba\u00e7\u00f5es ambientais, como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cA paleontologia pode nos ajudar a identificar caracter\u00edsticas que ajudaram as esp\u00e9cies a sobreviver e prosperar no passado, inclusive durante extin\u00e7\u00f5es em massa\u201d, afirmou ele. \u201cFelizmente, pesquisas como essa podem nos ajudar a planejar os efeitos da perturba\u00e7\u00e3o ambiental nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.\u201d<\/p>\n<p><strong>Flexibilidade e extin\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O estudo examinou aproximadamente 20 mil g\u00eaneros (grupos de esp\u00e9cies relacionadas) de animais marinhos f\u00f3sseis nos \u00faltimos 500 milh\u00f5es de anos e aproximadamente 30 mil g\u00eaneros de animais marinhos vivos. As descobertas mostram claramente que as esp\u00e9cies dos mais diversos grupos de animais tamb\u00e9m tendem a ser mais m\u00f3veis e mais variadas na maneira como se alimentam e vivem, observou Matthew Knope, autor do estudo, professor assistente de biologia da Universidade do Hava\u00ed em Hilo.<\/p>\n<p>\u201cSer membro de um grupo ecologicamente flex\u00edvel o torna resistente \u00e0 extin\u00e7\u00e3o, principalmente durante extin\u00e7\u00f5es em massa\u201d, diz ele. \u201cOs oceanos que vemos hoje s\u00e3o preenchidos com uma variedade estonteante de esp\u00e9cies em grupos como peixes, artr\u00f3podes e moluscos, n\u00e3o porque tenham maiores taxas de origina\u00e7\u00e3o do que os grupos menos comuns, mas porque apresentam menores taxas de extin\u00e7\u00e3o em intervalos muito longos de tempo.\u201d<\/p>\n<p>O desenvolvimento \u201clento e constante\u201d de linhagens ao longo do tempo tem sido um fator chave para determinar quais linhagens alcan\u00e7aram a maior diversidade. De acordo com Michal Kowalewski, professor de paleontologia de invertebrados da Universidade da Fl\u00f3rida, que n\u00e3o participou do estudo, o trabalho destaca \u201co valor dos dados paleontol\u00f3gicos para avaliar quest\u00f5es centrais da biologia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTalvez a f\u00e1bula da tartaruga e da lebre seja adequada para explicar a diversifica\u00e7\u00e3o de animais marinhos: alguns grupos saltaram para uma diversidade precoce, apenas sendo superados por outros grupos que eram mais ecologicamente diversos e menos evolutivamente vol\u00e1teis, com taxas de diversifica\u00e7\u00e3o constantes e fortes resist\u00eancia \u00e0 extin\u00e7\u00e3o em massa\u201d, acrescentou Knope.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo de cientistas americanos, publicado na revista \u201cScience\u201d, deu uma ideia de por<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":122868,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/biodiversidade-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/biodiversidade-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/biodiversidade.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um novo estudo de cientistas americanos, publicado na revista \u201cScience\u201d, deu uma ideia de por","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122866"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122866"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122866\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/122868"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}