{"id":122747,"date":"2020-03-01T12:00:41","date_gmt":"2020-03-01T15:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=122747"},"modified":"2020-03-01T01:23:37","modified_gmt":"2020-03-01T04:23:37","slug":"por-que-o-brasil-ainda-recicla-tao-pouco-e-produz-tanto-lixo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/por-que-o-brasil-ainda-recicla-tao-pouco-e-produz-tanto-lixo\/","title":{"rendered":"Por que o Brasil ainda recicla t\u00e3o pouco (e produz tanto lixo)?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-122748\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/lixo-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/lixo-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/lixo-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Em agosto de 2020, a Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos completa 10 anos. Mas a legisla\u00e7\u00e3o que estabelece estrat\u00e9gias para a preven\u00e7\u00e3o e a redu\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Meio-Ambiente\/noticia\/2019\/11\/poco-de-lixo-radioativo-das-ilhas-marshall-pode-romper-por-causa-das-mudancas-climaticas.html\">lixo<\/a>, al\u00e9m de criar metas para enfrentar problemas ambientais, sociais e econ\u00f4micos que decorrem do manejo inadequado dos descartes est\u00e1 longe de ter alcan\u00e7ado seu objetivo \u2014 especialmente quando o assunto \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Tecnologia\/noticia\/2017\/10\/reciclagem-esta-perto-de-virar-coisa-de-astronauta.html\">reciclagem<\/a>.<\/p>\n<p>O Brasil gerou, em 2018, 79 milh\u00f5es de toneladas de lixo por ano, um aumento de quase 1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, segundo o Panorama dos Res\u00edduos S\u00f3lidos 2018, elaborado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (Abrelpe). Deste total, a estimativa \u00e9 de que somente 3% sejam de fato reciclados, sendo que o potencial \u00e9 de at\u00e9 30%. \u201cN\u00e3o mudou muito a vis\u00e3o de que basta ter lixeiras e o sistema de coleta j\u00e1 est\u00e1 resolvido. N\u00e3o est\u00e1\u201d, diz Ana Maria Luz, presidente do Instituto GEA \u2014 \u00c9tica e Meio Ambiente, organiza\u00e7\u00e3o que tem como finalidade desenvolver a educa\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o alarmantes. O Brasil \u00e9 hoje o\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Meio-Ambiente\/noticia\/2019\/03\/4-maior-produtor-de-lixo-plastico-do-mundo-brasil-e-o-que-menos-recicla.html\">quarto maior produtor<\/a>\u00a0de lixo\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Meio-Ambiente\/noticia\/2019\/08\/nova-forma-de-poluicao-por-plastico-tem-formato-de-pedras.html\">pl\u00e1stico<\/a>, segundo um estudo da World Wildlife Fund (WWF): s\u00e3o 11,3 toneladas por ano, das quais somente 1,28% s\u00e3o recicladas. O n\u00famero est\u00e1 bem abaixo da m\u00e9dia mundial, de 9%. E, embora quase tr\u00eas quartos dos munic\u00edpios fa\u00e7am algum tipo de coleta seletiva, a maioria se concentra no Sul e Sudeste. No Centro Oeste, menos da metade das cidades tem coleta seletiva.<\/p>\n<p>Para piorar, em muitas localidades o servi\u00e7o n\u00e3o abrange todos os bairros. Na pr\u00e1tica, apenas 17% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds \u00e9 atendida pela coleta seletiva, de acordo com um relat\u00f3rio de 2018 da ONG Compromisso Empresarial de Reciclagem (Cempre). A cidade de S\u00e3o Paulo, por exemplo, tem desde 2014 duas grandes centrais mecanizadas de triagem com capacidade di\u00e1ria para at\u00e9 250 toneladas cada, mas recebem somente metade desse volume, segundo Jo\u00e3o Gianesi Netto, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Res\u00edduos S\u00f3lidos e Limpeza P\u00fablica (ABLP). Se somadas \u00e0 rede de cooperativas de catadores manuais, a capacidade chega a pouco mais de 700 toneladas, embora o n\u00famero processado nunca chegue a isso. \u201cOnde est\u00e1 a falha?\u201d, questiona Netto. No conjunto todo, de acordo com o pr\u00f3prio especialista.<\/p>\n<p><strong>Uma cadeia com muitas lacunas<\/strong><br \/>\n\u201cQualquer programa de coleta seletiva depende que, primeiro, as pessoas pensem antes de jogar o res\u00edduo no lixo para que ele seja separado desde a hora que cai na lixeira e, segundo, que ele chegue \u00e0 reciclagem\u201d, analisa a presidente do Instituto GEA.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a maioria dos brasileiros ainda desconhece o funcionamento da reciclagem. Uma pesquisa do Ibope de 2018 mostra que 66% da popula\u00e7\u00e3o sabe pouco ou nada sobre coleta seletiva, e 39% n\u00e3o separam o lixo. Outro levantamento, este de 2019 feito pelo instituto Ipsos, revelou que 54% dos brasileiros n\u00e3o entendem como funciona a reciclagem em sua regi\u00e3o \u2014 no restante do mundo, esse \u00edndice \u00e9 de 47%, em m\u00e9dia. \u201cO sistema todo funciona mal porque n\u00e3o investimos em educa\u00e7\u00e3o, se [<em>o cidad\u00e3o<\/em>] n\u00e3o sabe nem o dia da coleta seletiva, ele n\u00e3o vai separar o lixo\u201d, comenta Luz.<\/p>\n<p>Falta informa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m sobre o que \u00e9 recicl\u00e1vel ou n\u00e3o. Embalagens de salgadinho e balas, por exemplo, s\u00e3o feitas de um pl\u00e1stico muito mole, que tem pouco valor comercial para ser reciclado, ent\u00e3o raramente o s\u00e3o. J\u00e1 embalagens sujas perdem a capacidade de reaproveitamento (sim, \u00e9 preciso lavar o pote de iogurte antes de jog\u00e1-lo na lixeira). E, se o r\u00f3tulo \u00e9 impresso diretamente na embalagem (como nos potes de margarina), a tinta do material impede a reciclagem.<\/p>\n<div id=\"pub-materia-4\" class=\"adv adv-article \" data-advertising=\"0\" data-advertising-status=\"complete\" data-google-query-id=\"CJD35Yu1-OcCFRQB1AodzTAPEA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/85042905\/edgalileu\/Ciencia\/Meio-Ambiente\/materia_6__container__\">Na outra ponta, por\u00e9m, existe um desinteresse pol\u00edtico e industrial no tema pela falta de vantagens econ\u00f4micas da reciclagem. Enquanto algumas embalagens t\u00eam log\u00edstica de reaproveitamento consagrada, como produtos de a\u00e7o, alum\u00ednio e papel\u00e3o, outras s\u00e3o descartadas pela falta de retorno econ\u00f4mico, como o pl\u00e1stico. \u201cSe o valor pago por elas \u00e9 baixo, n\u00e3o h\u00e1 motiva\u00e7\u00e3o para que catadores separem o produto\u201d, diz Gianesi.<\/div>\n<\/div>\n<p>Da\u00ed uma das explica\u00e7\u00f5es para o Brasil ser um dos maiores recicladores de alum\u00ednio do mundo e o lanterninha quando o assunto \u00e9 pl\u00e1stico: segundo a Cempre, 1 quilo de alum\u00ednio \u00e9 vendido por R$ 3,7, em m\u00e9dia; j\u00e1 a mesma quantidade de garrafas PET (segundo material de maior valor) rende, no m\u00e1ximo, R$ 1,8. \u201c\u00c9 preciso haver um incentivo para que as pessoas atuem nessa \u00e1rea de neg\u00f3cios, com mecanismos que favore\u00e7am as ind\u00fastrias que consumam o material reciclado e o tornem competitivo em rela\u00e7\u00e3o ao material virgem\u201d, explica o presidente da ABLP.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples: os pr\u00f3prios impostos do pa\u00eds s\u00e3o um empecilho. De acordo com Gianesi, o sistema tribut\u00e1rio brasileiro taxa mais a mat\u00e9ria-prima reciclada do que a virgem, encarecendo o produto final. D\u00e1 para comprovar isso com uma r\u00e1pida pesquisa em uma loja de produtos de escrit\u00f3rio por atacado: um pacote com 5 mil folhas recicladas custa R$ 229, enquanto a mesma quantidade de folhas feitas de material virgem sai por R$ 209.<\/p>\n<p><strong>A reciclagem \u00e9 uma farsa?<\/strong><br \/>\nDiante de tamanha dificuldade em fechar os ciclos para tornar a cadeia completa, h\u00e1 quem questione se a reciclagem n\u00e3o passa de um mito: como n\u00e3o funciona na pr\u00e1tica, s\u00f3 serviria para \u201caliviar\u201d a consci\u00eancia dos consumidores, que param de se preocupar com o destino final de seus res\u00edduos.<\/p>\n<p>\u00c9 o ponto levantado pelo document\u00e1rio\u00a0<em>A Farsa da Reciclagem<\/em>, da s\u00e9rie\u00a0<em>Desservi\u00e7o ao Consumidor<\/em>, dispon\u00edvel na Netflix. A produ\u00e7\u00e3o mostra como grandes corpora\u00e7\u00f5es introduziram pl\u00e1sticos descart\u00e1veis no mercado e investiram em propaganda defendendo que n\u00e3o h\u00e1 problema em seu consumo desenfreado \u2014 basta recicl\u00e1-los. Mas elas, muitas vezes, se isentam da responsabilidade de fazer isso acontecer. \u201c\u00c9 injusto que recaia nas costas da sociedade os custos de uma empresa que est\u00e1 ganhando em cima disso\u201d, opina Luz.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, a \u201cfarsa\u201d da reciclagem ganhou propor\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas quando uma moradora da Calif\u00f3rnia, Kathleen Smith, descobriu que as\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Meio-Ambiente\/noticia\/2019\/05\/empresa-recicla-capsulas-usadas-de-cafe-em-novo-centro-instalado-em-sp.html\">c\u00e1psulas de caf\u00e9<\/a>\u00a0usadas em sua cafeteira n\u00e3o eram recicl\u00e1veis, conforme anunciava a fabricante Keurig. Embora feitas de um pl\u00e1stico recicl\u00e1vel, s\u00e3o muito pequenas e leves para de fato serem reaproveitadas (mas rendem uma linda\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Cultura\/noticia\/2020\/02\/8-fantasias-nerds-para-cair-na-folia-neste-carnaval.html\">fantasia de Carnaval<\/a>, como mostrou a ativista\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/B8_uNwrhxY2\/\">Giovanna Nader em seu Instagram<\/a> no \u00faltimo dia 25 de fevereiro). O processo ainda est\u00e1 tramitando, mas j\u00e1 surtiu alguns efeitos: a empresa prometeu adotar embalagens 100% recicl\u00e1veis ou compost\u00e1veis at\u00e9 2025. Mas essa \u00e9 s\u00f3 uma das grandes corpora\u00e7\u00f5es que foram responsabilizadas pela encrenca; ainda faltam centenas de outras.<\/p>\n<p>Isso significa, ent\u00e3o, que devemos parar de nos preocupar com separar o lixo e seguir nossas vidas como se nada fosse acontecer (como de fato dificilmente acontece)? N\u00e3o exatamente. O pl\u00e1stico \u00e9 s\u00f3 a ponta de uma montanha de lixo \u2014 e a mais vis\u00edvel, por se tratar de um material leve que se espalha facilmente e b\u00f3ia na \u00e1gua. Existem alternativas para embalagens menos agressivas ao\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Meio-Ambiente\/noticia\/plantao.html\">meio ambiente<\/a>, como o pr\u00f3prio caso da Keurig demonstra. O que falta \u00e9 interesse econ\u00f4mico e pol\u00edtico em adot\u00e1-las.<\/p>\n<p>Lidar com o destino final do lixo tamb\u00e9m \u00e9 um passo essencial. No Brasil, o que n\u00e3o \u00e9 reciclado vai parar em aterros sanit\u00e1rios, lix\u00f5es ou os chamados aterros controlados (que, apesar do nome, n\u00e3o t\u00eam um controle t\u00e3o r\u00edgido assim da contamina\u00e7\u00e3o do meio ambiente ou das pessoas que trabalham ali). O mesmo relat\u00f3rio da Abrelpe revela que 59,5% (118,631 toneladas) do lixo produzido no pa\u00eds por dia acaba em aterros sanit\u00e1rios; 23% (45,830 toneladas) v\u00e3o para os aterros controlados e 17,5% (34,850 toneladas) se destinam aos lix\u00f5es \u2013 que devem ser extintos at\u00e9 2021, de acordo com a Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos.<\/p>\n<figure><figcaption><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/sVQNFMF5lqcPPSsc-FrI6a_5GW8=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2019\/07\/18\/plastic-bottles-115074_960_720.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para Por que o Brasil ainda recicla t\u00e3o pouco (e produz tanto lixo)?\" width=\"640\" height=\"480\" \/>Lixo (Foto: Pixabay)<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Sem o manejo correto, os res\u00edduos podem cair em rios e c\u00f3rregos e, cedo ou tarde, chegam ao mar. Um estudo publicado em 2016 no peri\u00f3dico\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0048969716310154\"><em>Science of the Total Environment<\/em><\/a>\u00a0estima que 80% do pl\u00e1stico no oceano vem de lixo gerado em \u00e1reas terrestres \u2013 apenas 20% s\u00e3o de atividades mar\u00edtimas. N\u00e3o \u00e0 toa, existem hoje ilhas de\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Meio-Ambiente\/noticia\/2019\/10\/ong-constroi-barreira-para-filtrar-plastico-de-regiao-do-oceano-pacifico.html\">pl\u00e1stico no Oceano Pac\u00edfico<\/a> com tamanho equivalente a duas vezes o territ\u00f3rio da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o adianta acreditar que uma cruzada contra\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/noticia\/2018\/08\/guerra-de-canudos.html\">canudinhos<\/a>\u00a0ou sacolinhas pl\u00e1sticas vai dar conta do problema \u2013 nenhum item sozinho \u00e9 respons\u00e1vel pelo problema. \u201cIsso desvia a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico para o que realmente importa\u201d, diz Luz. O problema \u00e9 sist\u00eamico, e todos t\u00eam sua parcela de responsabilidade na solu\u00e7\u00e3o: a ind\u00fastria, o governo e voc\u00ea, claro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em agosto de 2020, a Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos completa 10 anos. 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