{"id":122700,"date":"2020-02-29T13:32:10","date_gmt":"2020-02-29T16:32:10","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=122700"},"modified":"2020-02-29T13:32:10","modified_gmt":"2020-02-29T16:32:10","slug":"menor-tamandua-do-mundo-cabe-na-palma-da-mao-e-vive-em-cajueiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/menor-tamandua-do-mundo-cabe-na-palma-da-mao-e-vive-em-cajueiros\/","title":{"rendered":"Menor tamandu\u00e1 do mundo cabe na palma da m\u00e3o e vive em cajueiros"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-122701\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Dos quatro tipos de tamandu\u00e1 que existem no mundo, s\u00f3 se falava em dois no Brasil: o bandeira e o mirim.\u00a0Mas a reportagem de\u00a0<strong>Globo Rural<\/strong>\u00a0(TV e revista), num esfor\u00e7o em quatro Estados, fez uma descoberta maravilhosa: nos cajueiros nativos do Delta do Parna\u00edba, no Piau\u00ed, vive uma criaturinha incr\u00edvel, o menor tamandu\u00e1 do mundo &#8211; o tamandua\u00ed.<\/p>\n<p>De um corpo que cabe na m\u00e3o, ele \u00e9 tamb\u00e9m chamado de tamandu\u00e1-de-seda, por conta de sua pelagem macia e levemente dourada, da cor do fio que sai do casulo do bicho-da-seda. Ent\u00e3o, dos quatro tamandu\u00e1s do mundo, o Brasil tem tr\u00eas. E o outro, o quarto, vive no M\u00e9xico (parecido com nosso mirim).<\/p>\n<p>Pesquisadores cient\u00edficos veem os tamandu\u00e1s pelo n\u00famero de dedos nas m\u00e3os. Os mirins t\u00eam quatro dedos (\u201ctetrad\u00e1ctila\u201d, do latim), o bandeira tem tr\u00eas (\u201ctrid\u00e1ctila\u201d) e o tamandua\u00ed, dois (\u201cdid\u00e1ctila\u201d). Dos tr\u00eas, s\u00f3 o mirim tem tamandu\u00e1 no nome (<em>Tamandua tetradactyla<\/em>).<\/p>\n<p>Dos outros tamandu\u00e1s, um \u00e9 o\u00a0<em>Mimercophaga tridactyla<\/em>\u00a0(o bandeira, comedor de formigas\u00a0que tem tr\u00eas dedos), e o outro,\u00a0<em>Cyclopes didactyla<\/em>.\u00a0<em>Cyclopes\u00a0<\/em>quer dizer de p\u00e9s e olhos redondos, e\u00a0<em>didactyla<\/em>, que tem dois dedos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/xLJLWOUcm9U1nrs34-hNbDANWJ8=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2020\/02\/28\/tamandua.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para Menor tamandu\u00e1 do mundo cabe na palma da m\u00e3o e vive em cajueiros no Piau\u00ed\" width=\"638\" height=\"339\" \/><\/p>\n<figure><\/figure>\n<h2>Expedi\u00e7\u00e3o no Piau\u00ed<\/h2>\n<p>Para uma edi\u00e7\u00e3o especial sobre a Amaz\u00f4nia e o Centro-Oeste, a famosa revista americana Time trouxe para o Brasil uma equipe variada de renomados cientistas como objetivo de fazer um levantamento da natureza e ver aqui o que havia demais interessante.<\/p>\n<p>Dos bichos de dentro d\u2019agua, ficaram admirados com o pirarucu, esse maravilhoso peixe que vem sendo implacavelmente ca\u00e7ado e pode ser levado \u00e0 extin\u00e7\u00e3o. Dos animais de cima da terra, escolheram o tamandu\u00e1-bandeira, esse \u201cgigante comedor de formiga\u201d, como o mais interessante.<\/p>\n<p>\u201cAssim como o pirarucu, o tamandu\u00e1 tamb\u00e9m est\u00e1 amea\u00e7ado, mas n\u00e3o existe contra ele a fila de batalh\u00f5es armados atr\u00e1s de sua carne, como no caso do nosso \u2018bacalhau brasileiro\u201d, afirma Karina Molina, mineira, especialista em tamandu\u00e1s do norte do pa\u00eds.<\/p>\n<figure><figcaption><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/phjgjt5P9RV8iIcKfy3-J56W410=\/780x440\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2020\/02\/28\/20190218_132449.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para Menor tamandu\u00e1 do mundo cabe na palma da m\u00e3o e vive em cajueiros no Piau\u00ed\" width=\"638\" height=\"360\" \/>(Foto: Maria Luiza Silveira\/TV Globo)<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para esta reportagem, visitamos Minas Gerais, S\u00e3o Paulo, o Pantanal e o Delta do Parna\u00edba, entre Piau\u00ed e Maranh\u00e3o. No Centro-Sul, cuidamos do mirim e do bandeira, com destaque para o Pantanal, onde pudemos gravar tr\u00eas bandeiras na mesma cena da c\u00e2mera.<\/p>\n<p>E, no Delta do Parna\u00edba, participamos da fant\u00e1stica aventura de encontrar o tamandu\u00e1-de-seda nomeio de cajueiros nativos ao lado de blocos branquinhos de areia da foz do Parna\u00edba.<\/p>\n<h2>Rel\u00edquia na m\u00e3o<\/h2>\n<p>Encontro com o tamandu\u00e1 foi coisa de cinema, a partir do cen\u00e1rio. A foz ramificada do Rio Parna\u00edba no Oceano Atl\u00e2ntico produziu um ecossistema rico e variado, de dunas, lagoas, matas e praias inesquec\u00edveis. Muita gente que conhece o lugar volta l\u00e1 s\u00f3 para ver o p\u00f4r do sol.<\/p>\n<p>O tamandua\u00ed vive nas matas de velhos e retorcidos cajueiros nativos, que a gente alcan\u00e7a ap\u00f3s atravessar bancos de areia, plantas com espinhos e trechos com \u00e1gua. \u201cCuidado, equipe!\u201d, advertiu o pesquisador Alexandre Martins, parceiro de Karina no projeto de preservar o tamandu\u00e1-de-seda.<\/p>\n<figure><figcaption><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/1g8AyR4wjMInn4VYlCeS5xBD7X8=\/780x440\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2020\/02\/28\/20190218_134507.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para Menor tamandu\u00e1 do mundo cabe na palma da m\u00e3o e vive em cajueiros no Piau\u00ed\" width=\"638\" height=\"360\" \/>(Foto: Maria Luiza Silveira\/TV Globo)<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os cajueiros antigos soltam ramos que alcan\u00e7am o ch\u00e3o, se enra\u00edzam e formam novos p\u00e9s de caju, os quais tamb\u00e9m deitam galhos que encostam no ch\u00e3o. A mata \u00e9 assim quase um t\u00fanel de velhos troncos, galhos e ramos que a gente teve de atravessar agachados quase durante o tempo todo.<\/p>\n<p>De fato, nos primeiros 15 minutos na mata encontramos tr\u00eas cobras, uma quase despencou na cabe\u00e7a da produtora da reportagem e fot\u00f3grafa, Maria Luiza Silveira. Al\u00e9m do casal de pesquisadores \u2013 Karina e Alexandre \u2013, est\u00e1vamos tamb\u00e9m com um auxiliar de campo,<br \/>\nFrancisco Mendes.<\/p>\n<p>E foi ele quem, ap\u00f3s sondarem v\u00e3o diversos cap\u00f5es de caju, apontou:\u00a0\u201cAi l\u00e1, aquela bola l\u00e1 no alto do galho dessa gameleira! L\u00e1 est\u00e1 o nosso tamandua\u00ed!\u201d<\/p>\n<h2>&#8220;Bicho de pel\u00facia&#8221;<\/h2>\n<p>O tamandua\u00ed estava dormindo, numa rede de folhas que ele pr\u00f3prio teceu, por isso foi f\u00e1cil captur\u00e1-lo. Ele sai para ca\u00e7ar de noite, durante o dia ele dorme. Depois que o veterin\u00e1rio da expedi\u00e7\u00e3o aplicou o anest\u00e9sico que o manteria tranquilo durante o exame demorado (sangue, medi\u00e7\u00e3o, pesagem, vacina, amostra de pelo, etc.), foi que n\u00f3s pudemos chegar perto.<\/p>\n<div id=\"8149293\" class=\"video\" data-type=\"glb-video\" data-width=\"640\" data-height=\"360\">\n<div id=\"wp3-player-1\" class=\"clappr-player\" tabindex=\"9999\" data-player=\"\">\n<div class=\"media-control media-control-hide\">\n<div class=\"media-control-panel\">\n<div class=\"media-control-panel__middle\">\n<div class=\"quick-seek hidden media-control-element\">\n<div class=\"quick-seek-container\">\n<div class=\"quick-seek-placeholder quick-seek-placeholder--left\"><\/div>\n<div class=\"quick-seek-placeholder quick-seek-placeholder--right\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"media-control-panel__modal\">Estava voltando da anestesia. A\u00ed pude pegar o tamanduazinho na m\u00e3o (com luvas, certamente). Uma belezinha! Parece um bicho de pel\u00facia encantado. Foram os pelos macios e levemente dourados que levaram os americanos a cham\u00e1-lo de \u201csilk tamandu\u00e1\u201d, tamandu\u00e1-de-seda. Perfeito.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Se precisasse uma raz\u00e3o a mais para a gente lutar pela preserva\u00e7\u00e3o dos tamandu\u00e1s nossos velhos conhecidos \u2013 o bandeira e o mirim\u2013, essa raz\u00e3o seria o tamandua\u00ed. \u00c9 uma joia, um capricho da natureza! E tem mais essa: ele vive nos cajueiros e n\u00e3o come caju.<\/p>\n<p><em>*Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro \u00e9 rep\u00f3rter do Programa Globo Rural da TV Globo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos quatro tipos de tamandu\u00e1 que existem no mundo, s\u00f3 se falava em dois no<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":122701,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Dos quatro tipos de tamandu\u00e1 que existem no mundo, s\u00f3 se falava em dois no","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122700"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122700"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122700\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/122701"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}