{"id":122546,"date":"2020-02-26T12:00:44","date_gmt":"2020-02-26T15:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=122546"},"modified":"2020-02-25T20:55:25","modified_gmt":"2020-02-25T23:55:25","slug":"tamandua-bandeira-e-uma-das-principais-vitimas-de-atropelamentos-no-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tamandua-bandeira-e-uma-das-principais-vitimas-de-atropelamentos-no-cerrado\/","title":{"rendered":"tamandu\u00e1-bandeira \u00e9 uma das principais v\u00edtimas de atropelamentos no Cerrado"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-122548\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><em>*Por Clarissa Beretz<\/em><\/p>\n<p>\u201cSe tem uma coisa que acaba com meu dia \u00e9<strong>\u00a0atropelar\u00a0<\/strong>um\u00a0<strong>animal<\/strong>. \u00c9 triste demais, uma das piores coisas da profiss\u00e3o. Porque n\u00e3o tem o que fazer se o bicho aparece na frente. Frear ou desviar com um\u00a0<strong>caminh\u00e3o\u00a0<\/strong>desse tamanho, cheio de carga, \u00e9 perigoso para mim e para os outros. A\u00ed, o bicho \u00e9 quem paga.\u201d<\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o acima foi extra\u00edda de uma pesquisa feita com mais de 300 caminhoneiros em quatro rodovias federais que atravessam Mato Grosso do Sul, as BRs 262, 040, 267 e 163. A BR-262, cujos 2.295 km de extens\u00e3o conectam Vit\u00f3ria (ES) a Corumb\u00e1 (MS), s\u00e3o recordistas em\u00a0<strong>colis\u00f5es<\/strong>\u00a0de\u00a0<strong>ve\u00edculos<\/strong>\u00a0e animais no Brasil.<\/p>\n<p>A enquete, feita de forma an\u00f4nima, \u00e9 parte do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.tamanduabandeira.org\/\">Bandeiras e Rodovias<\/a>, um projeto do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.icasconservation.org.br\/\">Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o de Animais Silvestres<\/a>\u00a0(Icas) que h\u00e1 tr\u00eas anos investiga o\u00a0<strong>impacto<\/strong>\u00a0das colis\u00f5es rodovi\u00e1rias na sa\u00fade e na popula\u00e7\u00e3o do maior mam\u00edfero inset\u00edvoro do mundo, o\u00a0<strong>tamandu\u00e1-bandeira\u00a0<\/strong>(<em>Myrmecophaga tridactyla<\/em>).<\/p>\n<p>O \u00faltimo relat\u00f3rio acaba de ser conclu\u00eddo e traz importantes ind\u00edcios sobre as causas das colis\u00f5es, que s\u00f3 tendem a crescer com a fragmenta\u00e7\u00e3o do ambiente onde vivem esses animais. Um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0301479719310229\">estudo preliminar<\/a>\u00a0j\u00e1 havia sido publicado em outubro de 2019, com dados de 2013\/2014.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\"><\/div>\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/conexaoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-bandeira-2-conexao-planeta.jpg\" alt=\"Com audi\u00e7\u00e3o ruim e movimentos lentos, tamandu\u00e1-bandeira \u00e9 uma das principais v\u00edtimas de atropelamentos no Cerrado\" width=\"639\" height=\"843\" \/>O bi\u00f3logo Arnaud Desbiez e um dos tamandu\u00e1s monitorados pela pesquisa<\/em><\/p>\n<p>Segundo dados da Anfavea (Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores), a frota de\u00a0<strong>caminh\u00f5es\u00a0<\/strong>no Brasil cresceu a uma taxa m\u00e9dia de 2,8% ao ano entre 2011 e 2017, alcan\u00e7ando quase 2 milh\u00f5es de ve\u00edculos em circula\u00e7\u00e3o. Embora a frota tenha permanecido est\u00e1vel desde ent\u00e3o, a d\u00e9cada terminou com 20% a mais de caminh\u00f5es nas\u00a0<strong>estradas<\/strong>\u00a0brasileiras.<\/p>\n<p>Se levarmos em conta que o\u00a0<strong>Cerrado<\/strong>\u00a0\u00e9 o maior produtor de\u00a0<strong>gr\u00e3os<\/strong>\u00a0no Brasil (mais da metade da\u00a0<strong>soja<\/strong>\u00a0brasileira vem dali), n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil constatar porque esta \u00e9 uma das \u00e1reas mais perigosas para a fauna silvestre. Al\u00e9m do alto tr\u00e1fego de ve\u00edculos de carga, h\u00e1 tamb\u00e9m a perda de habitat impulsionada pela monocultura, particularmente por meio de\u00a0<strong>desmatamento<\/strong>\u00a0e queimadas.<\/p>\n<p>De acordo com o\u00a0<a href=\"http:\/\/cbee.ufla.br\/portal\">Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas<\/a>\u00a0(CBEE), da Universidade de Lavras (MG), o Cerrado \u00e9 o segundo bioma com mais registros de mortes por atropelamento, atr\u00e1s apenas da Mata Atl\u00e2ntica \u2013 o que \u00e9 esperado, j\u00e1 que se trata do bioma com maior densidade populacional do pa\u00eds.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\"><\/div>\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/conexaoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-bandeira-3-conexao-planeta.jpg.png\" alt=\"Com audi\u00e7\u00e3o ruim e movimentos lentos, tamandu\u00e1-bandeira \u00e9 uma das principais v\u00edtimas de atropelamentos no Cerrado\" width=\"639\" height=\"469\" \/>Tamandu\u00e1-bandeira e filhote atropelados na MS-040,<\/em><br \/>\n<em>em Mato Grosso do Sul<\/em><\/p>\n<h2><strong>O impacto humano<\/strong><\/h2>\n<p>Entre os mam\u00edferos de grande porte, o tamandu\u00e1-bandeira \u00e9 um dos que mais sofre atropelamentos: seus olhos, al\u00e9m de muito pequenos, n\u00e3o refletem a luz do farol do carro. O animal ainda ouve mal, tem movimentos lentos, pelagem escura e transita \u00e0 noite. Tudo isso aumenta as chances de colis\u00e3o ao atravessar uma rodovia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 riscos tamb\u00e9m para o motorista, conforme explica o bi\u00f3logo Arnaud Desbiez, que encabe\u00e7a o projeto Bandeiras e Rodovias: \u201cAntes de tudo, este \u00e9 um trabalho de seguran\u00e7a p\u00fablica, porque quando um ve\u00edculo colide com um animal de grande porte, como um tamandu\u00e1, que tem cerca de 35 quilos, as pessoas se machucam. Muitos morrem colidindo com um bicho ou tentando desviar dele\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 da\u00ed que veio a ideia de incluir a dimens\u00e3o humano no estudo, como forma de identificar os fatores psicol\u00f3gicos que afetam a decis\u00e3o do motorista quando um animal aparece na pista.<\/p>\n<p>A partir de entrevistas com caminhoneiros, conforme citado no in\u00edcio da mat\u00e9ria, foi poss\u00edvel constatar, por exemplo, que \u00e9 raro um motorista atropelar um animal silvestre de prop\u00f3sito, conforme sugere a cren\u00e7a popular. \u201cA maior parte acaba colidindo com os animais porque n\u00e3o tem muita escolha, j\u00e1 que frear ou desviar acaba sendo muito perigoso\u201d, diz Mariana Catapani, a pesquisadora do Icas respons\u00e1vel pelas entrevistas.<\/p>\n<p>\u201cSem contar que a colis\u00e3o tamb\u00e9m causa danos ao caminh\u00e3o, e isso \u00e9 perda de tempo e preju\u00edzo financeiro\u201d, acrescenta a bi\u00f3loga. \u201cOs motoristas dizem que atropelar um bandeira, por exemplo, al\u00e9m do dano psicol\u00f3gico, pode lhe custar cerca de R$ 3 mil\u201d.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\"><\/div>\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/conexaoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-bandeira-4-conexao-planeta.jpg.png.jpg\" alt=\"Com audi\u00e7\u00e3o ruim e movimentos lentos, tamandu\u00e1-bandeira \u00e9 uma das principais v\u00edtimas de atropelamentos no Cerrado\" width=\"638\" height=\"383\" \/>O tamandu\u00e1-bandeira \u00e9 o maior mam\u00edfero inset\u00edvoro do mundo:<\/em><br \/>\n<em>pode comer at\u00e9 30 mil formigas e cupins por dia<\/em><\/p>\n<h2><strong>11.199 animais atropelados<\/strong><\/h2>\n<p>Al\u00e9m das entrevistas com os caminhoneiros, a equipe liderada por Arnaud Desbiez monitorou 92.364 km de rodovias, com o intuito de registrar acidentes com as principais esp\u00e9cies de tatus e tamandu\u00e1s.<\/p>\n<p>Entre janeiro de 2017 e dezembro de 2019, os pesquisadores detectaram 11.199 mortes por atropelamento, incluindo 1.812 tatupebas, 750 tatus-galinha, 725 tamandu\u00e1s-bandeira, 586 tamandu\u00e1s-mirim, 65 tatus-de-rabo-mole e 9 tatus-canastra.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m acompanhou a movimenta\u00e7\u00e3o de 44 tamandu\u00e1s-bandeira por meio de GPS contido em um colete acoplado no corpo dos bichos. Como o sistema indicava a localiza\u00e7\u00e3o de cada animal a cada 20 minutos, foi poss\u00edvel entender quando e como os tamandu\u00e1s interagiam com as rodovias. Os coletes tamb\u00e9m eram refletores, para sinalizar uma travessia noturna.<\/p>\n<p>Batizados com nomes como Chester, Yoki, Rodolfo e Pequi, esses animais foram acompanhados por tr\u00eas anos. Al\u00e9m do monitoramento por GPS, os tamandu\u00e1s tamb\u00e9m eram capturados com regularidade para ter amostras de pelo, sangue e carrapatos coletadas e, assim, identificar poss\u00edveis doen\u00e7as. Todos os coletes j\u00e1 foram removidos, e o projeto agora avan\u00e7a para a fase de an\u00e1lise desses dados.<\/p>\n<p>Segundo Arnaud, o cruzamento de informa\u00e7\u00f5es colhidas na pesquisa permitiu identificar um dado interessante: a taxa de crescimento da popula\u00e7\u00e3o de tamandu\u00e1s \u2013 cerca de 5% ao ano \u2013 diminui pela metade (2,5%) quando se considera o impacto das rodovias.<\/p>\n<p>\u201cIsso significa que as estradas n\u00e3o levam \u00e0\u00a0<strong>extin\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong>pelos acidentes, mas diminuem a taxa de crescimento dos tamandu\u00e1s, porque outras amea\u00e7as \u2013 como doen\u00e7a, fogo,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/01\/estudo-soja-biodiversidade\/\">perda de habitat<\/a>, ataques de c\u00e3es ferozes \u2013 ter\u00e3o impacto mais forte para chegar ao n\u00edvel pr\u00f3ximo da extin\u00e7\u00e3o. A combina\u00e7\u00e3o das mortes nas rodovias torna a popula\u00e7\u00e3o de tamandu\u00e1s-bandeira mais fr\u00e1gil \u00e0s outras amea\u00e7as\u201d, diz o bi\u00f3logo.<\/p>\n<p>Arnaud chama a aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para o fato de que o risco de extin\u00e7\u00e3o do tamandu\u00e1-bandeira pode causar impactos na pr\u00f3pria agricultura, desencandeando um estado de\u00a0<strong>desequil\u00edbrio ambiental<\/strong>. O animal cumpre importante fun\u00e7\u00e3o no controle de insetos e pragas: calcula-se que um indiv\u00edduo chegue a comer cerca de 30 mil cupins e formigas por dia com sua l\u00edngua imensa, que pode medir at\u00e9 40 cent\u00edmetros de comprimento.<\/p>\n<p>\u201cSeu papel \u00e9 muito valioso. Evita, inclusive, que os agricultores tenham de gastar em produtos para o controle de pragas, que al\u00e9m de tudo, contaminam o solo\u201d, explica Desbiez.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/conexaoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-bandeira-5-conexao-planeta.jpg.png.jpg\" width=\"640\" height=\"407\" \/>A equipe do Bandeiras e Rodovias em campo<\/em><\/p>\n<h2><strong>A\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0em prol do tamandu\u00e1-bandeira<\/h2>\n<p>Os resultados obtidos at\u00e9 agora est\u00e3o sendo usados para elaborar as normativas do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/faunabrasileira\/10452-plano-de-acao-nacional-para-a-conservacao-do-tamandua-bandeira-e-tatu-canastra\">Plano Nacional de A\u00e7\u00e3o para a Conserva\u00e7\u00e3o de Tamandu\u00e1s-bandeira e Tatus-canastra<\/a>, aprovado em julho de 2019.<\/p>\n<p>O Icas contribuiu com 26 das 31 estrat\u00e9gias definidas como priorit\u00e1rias para a conserva\u00e7\u00e3o de animais pr\u00f3ximos \u00e0 extin\u00e7\u00e3o. Elas incluem a implanta\u00e7\u00e3o de radares nas estradas, placas de limite de velocidade, campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o de t\u00faneis subterr\u00e2neos para a travessia animal e a instala\u00e7\u00e3o de cercas, para evitar que entrem na pista.<\/p>\n<p>O trabalho do Bandeiras e Rodovias abrange ainda uma atua\u00e7\u00e3o multidisciplinar para a conscientiza\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito educacional, m\u00e9dico, ecol\u00f3gico e social. O Icas proporciona educa\u00e7\u00e3o ambiental para cerca de 2.500 alunos de 50 escolas em Mato Grosso do Sul, incluindo sete escolas rurais, capacita\u00e7\u00e3o de 20 educadores da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de Campo Grande e a distribui\u00e7\u00e3o de mais de 3 mil livros did\u00e1ticos em munic\u00edpios de Minas Gerais cujas fazendas aderiram ao projeto ASAS (\u00c1rea de Soltura de Animais Silvestres), para onde alguns filhotes de tamandu\u00e1 foram transferidos depois que a m\u00e3e morreu.<\/p>\n<p>O Bandeiras e Rodovias ainda tem o apoio de concession\u00e1rias de estradas, como a CCR MS. Em junho de 2019, a veterin\u00e1ria Debora Yogui treinou 223 funcion\u00e1rios da rodovia BR-163, que atravessa verticalmente todo o estado ao longo de 850 km. Al\u00e9m de receber informa\u00e7\u00f5es sobre a fauna brasileira, cuidados com animais pe\u00e7onhentos e leis ambientais, eles tamb\u00e9m aprenderam como registrar um atropelamento e como lidar com animais vivos ou feridos na estrada.<\/p>\n<p>Outro aliado que tem ajudado a quantificar o n\u00famero de atropelamentos e a mapear os pontos mais vulner\u00e1veis \u00e9 o aplicativo\u00a0<a href=\"http:\/\/cbee.ufla.br\/portal\/sistema_urubu\/\">Sistema Urubu<\/a>, criado em 2014 pelo CBEE.\u00a0 A ferramenta conta com o envio de fotos e informa\u00e7\u00f5es dos viajantes. A localiza\u00e7\u00e3o de onde foi feita a imagem de um animal morto ou ferido \u00e9 identificada pelo GPS do celular e assim \u00e9 poss\u00edvel mapear e chamar ajuda, caso o animal ainda esteja vivo.<\/p>\n<p>\u201cEm um momento de polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, onde os interesses das bancadas ruralistas e ambientalistas divergem, o trabalho em equipe, envolvendo todos esses agentes, \u00e9 fundamental\u201d, atesta o pesquisador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Fotos: Miguel Ranger Jr.\/Creative Commons\/Flickr (abertura), Gregoire Dubois (banner e tamandu\u00e1 com cupinzeiro ao fundo), Aur\u00e9lio Gomes<\/em>\u00a0(bi\u00f3logo e tamandu\u00e1),<em>\u00a0Bandeiras e Rodovias<\/em>\u00a0(tamandu\u00e1s atropelados)\u00a0<em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Por Clarissa Beretz \u201cSe tem uma coisa que acaba com meu dia \u00e9\u00a0atropelar\u00a0um\u00a0animal. \u00c9 triste<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":122548,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tamandua.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"*Por Clarissa Beretz \u201cSe tem uma coisa que acaba com meu dia \u00e9\u00a0atropelar\u00a0um\u00a0animal. \u00c9 triste","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122546"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122546"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122546\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/122548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122546"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122546"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122546"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}