{"id":12250,"date":"2014-12-14T19:08:52","date_gmt":"2014-12-14T19:08:52","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=12250"},"modified":"2014-12-14T19:25:23","modified_gmt":"2014-12-14T19:25:23","slug":"por-um-novo-modelo-de-relacoes-sustentaveis-e-sem-fanatismos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/por-um-novo-modelo-de-relacoes-sustentaveis-e-sem-fanatismos\/","title":{"rendered":"Por um novo modelo de rela\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis e sem fanatismos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sustentabilidade_sem_fanatismos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-12251\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sustentabilidade_sem_fanatismos-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sustentabilidade_sem_fanatismos-300x191.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sustentabilidade_sem_fanatismos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Recentemente, vi um v\u00eddeo no qual o monge budista Thich Nhat Hanh, carinhosamente chamado Thay por seus disc\u00edpulos, exemplificava a rela\u00e7\u00e3o entre a m\u00e3o direita e a esquerda. Ele disse: \u201cCom minha m\u00e3o direita escrevo poemas. Mas nunca ouvi minha m\u00e3o direita dizer para a esquerda: voc\u00ea n\u00e3o serve para nada. A m\u00e3o direita n\u00e3o possui complexo de superioridade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3o esquerda e por isso \u00e9 muito feliz. E minha m\u00e3o esquerda n\u00e3o possui nenhum complexo de inferioridade. Portanto existe em minhas m\u00e3os um tipo de sabedoria conhecida como \u2018n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o\u2019.<\/p>\n<p>Dias atr\u00e1s, continuou o monge, ao martelar um prego, minha m\u00e3o direita n\u00e3o estava muito firme e martelei um dedo. A m\u00e3o direita largou o martelo e segurou com muito carinho o dedo da outra m\u00e3o, como se estivesse cuidando de si mesma. E ela n\u00e3o disse para a m\u00e3o esquerda: eu cuidei de voc\u00ea, voc\u00ea tem que se lembrar disto. E deve me devolver o favor no futuro. Elas n\u00e3o pensam assim. E n\u00e3o dizem: M\u00e3o direita, voc\u00ea me machucou. Me d\u00ea o martelo, eu quero justi\u00e7a! Porque as duas m\u00e3os sabem que est\u00e3o unidas e s\u00e3o iguais, finalizou o mestre Thay.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/Baden-Powell_Wikimedia_Commons_web.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-5707\" src=\"http:\/\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/Baden-Powell_Wikimedia_Commons_web.jpg\" alt=\"Robert Baden-Powell\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/a><br \/>\nRobert Baden-Powell<\/p>\n<p>Em algum momento de minha vida, ouvi que deveria deixar o mundo, melhor que o encontrei. Hoje, sei que embora nunca tenha sido um escoteiro, simpatizei com esta mensagem de Robert Baden-Powell e a adotei como uma constante em muitos momentos de minha vida.<\/p>\n<p>Em 88, assumi na Alemanha, por seis meses, a produ\u00e7\u00e3o de brotinhos, destinados a abastecer as cidades de Munique e Berlim. O casal, dono do neg\u00f3cio, foi passar esse per\u00edodo na It\u00e1lia.<\/p>\n<div id=\"imagegallery5\" class=\"slideshow-image\"><img loading=\"lazy\" style=\"opacity: 1;\" src=\"http:\/\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/brotos_05-Katrin-Morenz-CC-BY-2.0_web.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/div>\n<p>Ao colocar as sementes de molho para germinar, percebi que a \u00e1gua mudava de cor. Sementes carregam os nutrientes necess\u00e1rios para que o broto rec\u00e9m germinado, ao lan\u00e7ar suas ra\u00edzes para fora da casca, tenham \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o, algum tipo de alimento. \u00c9 uma parte do processo que faz com que as plantinhas cres\u00e7am com vigor e rapidez. \u00c9 o que chamo de \u2018l\u00edquido frutificador\u2019.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/i.imgur.com\/RBqJn0i.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-5710\" src=\"http:\/\/i.imgur.com\/RBqJn0i.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/a><\/p>\n<p>Sempre gostei muito de samambaias. Comprei algumas para decorar o escrit\u00f3rio do pr\u00e9dio onde os brotos eram produzidos e uma amiga gostou tanto de uma delas que resolvi presente\u00e1-la com o belo vaso. Uns dois meses depois ela voltou com o que restava da samambaia. Ela havia viajado e a planta secou. Os poucos talos que sobraram tamb\u00e9m estavam secos. Mas ao retirar um pouco da terra, percebi que a planta ainda tinha vida.<\/p>\n<p>Resolvi usar o tal \u2018l\u00edquido frutificador\u2019 na samambaia semimorta e o resultado foi surpreendente. A planta voltou a crescer, e em poucas semanas suas folhas ficaram at\u00e9 mais compridas que as das outras samambaias que sempre receberam \u00e1gua e adubo qu\u00edmico.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 20 anos de perman\u00eancia na Alemanha, voltei ao Brasil em 2005 e resolvi me dedicar ao meio ambiente. Associei-me a uma ONG ambiental, comecei a escrever e a divulgar not\u00edcias e conhecimento sobre o meio ambiente; a elaborar projetos de compensa\u00e7\u00e3o de impactos ambientais e a exercer outras atividades afins. Em algum momento lembrei-me de que acontecera com a samambaia e resolvi fazer algumas experi\u00eancias com a \u00e1gua que as sementes \u2018sujam\u2019 ao germinarem. Encontrei, aqui em Goi\u00e2nia, um produtor de brotinhos e pedi a ele que separasse para mim, toda semana, dois gal\u00f5es daquela \u00e1gua escura que geralmente ele jogava fora todos os dias, ao lavar os brotos para que n\u00e3o apodrecessem durante o processo de germina\u00e7\u00e3o. Usei aquela esp\u00e9cie de adubo para regar minhas plantas e at\u00e9 mesmo uma \u00e1rvore que plantei diante da casa onde morava. A \u00e1rvore se desenvolveu com uma rapidez incomum, com folhas lustrosas e caule frondoso, especialmente se comparada a outra de mesma esp\u00e9cie que j\u00e1 havia sido plantada meses antes na mesma rua.<\/p>\n<p>Conversei com alguns pesquisadores, fui a universidades e a outras empresas envolvidas com pesquisas, mas eles sempre me perguntavam se j\u00e1 havia \u2018literatura cient\u00edfica\u2019 a respeito do que eu estava falando e n\u00e3o se interessavam em fazer a pesquisa com o l\u00edquido frutificador. E at\u00e9 hoje n\u00e3o existe. Mas existir\u00e1 em breve, pois encontrei uma estudante de biologia e at\u00e9 mesmo um professor que prometeram comparecer \u00e0 palestra para a qual este texto deveria servir de base no TEDxGoi\u00e2nia. Mas n\u00e3o compareceram, apesar de inscritos e aceitos pelos curadores do evento.<\/p>\n<p>Ao perceber que n\u00e3o estavam presentes, resolvi adequar a palestra \u00e0 \u201crasteira\u201d que me haviam dado e deixei-me cair ao subir ao palco do Cine Ouro, onde o 3\u00ba TEDx goianiense ocorreu, para demonstrar de forma teatral o ocorrido. Felizmente, sou daqueles que se me derem um lim\u00e3o, fa\u00e7o dele uma limonada, ou duas\u2026 rsrs<\/p>\n<p>Um sapo foi se consultar uma cartomante e assim que ela distribuiu as cartas sobre a mesa, profetizou: \u2013 Vejo uma loira, muito bonita e inteligente, querendo saber tudo sobre voc\u00ea\u2026<br \/>\n\u2013 Oba! respondeu o sapo! Quando e onde eu vou conhecer essa gatinha?<br \/>\n\u2013 Semestre que vem, na aula de biologia, respondeu a cartomante.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/Vilmar-Berna-e-o-Dedo-de-Deus_web.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-5732\" src=\"http:\/\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/Vilmar-Berna-e-o-Dedo-de-Deus_web.jpg\" alt=\"Vilmar Berna\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/a><br \/>\nVilmar Berna<\/p>\n<p>\u201cSustentabilidade \u00e9 s\u00f3 um nome grande e feio que criaram para pintar de verde o velho consumismo de sempre.\u201d, como diz meu amigo Vilmar Berna jornalista brasileiro premiado pela ONU com o Pr\u00eamio Global 500 em 1999.<\/p>\n<p>Voltei da Alemanha, cheio de energia e muita vontade de poder ajudar nosso pa\u00eds a desenvolver a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis. Mas, assim como muitos que se dedicam a ampliar a consci\u00eancia em torno do meio ambiente no Brasil, decepcionei-me enormemente com a destrui\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal Brasileiro e tamb\u00e9m com o fato de nossos legisladores federais terem ampliado para 2018 a regulamenta\u00e7\u00e3o dos lix\u00f5es pela incapacidade de gest\u00e3o da maioria dos prefeitos brasileiros. Portanto tive uma verdadeira crise existencial ao ser convidado para falar sobre um tema que s\u00f3 existe no papel. Mas a oportunidade deveria ser aproveitada, e consegui com muita dificuldade encontrar uma forma de contribuir um pouco com algo \u2018sustent\u00e1vel\u2019.<\/p>\n<p>A humanidade, possui um conceito extremamente danoso a respeito de si mesma, aliada e regida pelo capitalismo, que faz com o que o ego se sinta o verdadeiro \u2018Rei da Cria\u00e7\u00e3o\u2019. Entendo que estamos aqui como parceiros da natureza e n\u00e3o como exploradores do planeta.<\/p>\n<p>Mas na verdade, o que interessa mesmo \u00e9 o que acontece entre e com as pessoas. \u00c9 a emo\u00e7\u00e3o de ser bem recebido por um amigo que te convidou para aquela comemora\u00e7\u00e3o, seja onde mora ou em outro local.<\/p>\n<p>\u00c9 a alegria de poder salvar uma planta que poderia ter sido jogada no lixo. \u00c9 a satisfa\u00e7\u00e3o de ver renascer as folhas da samambaia que estava praticamente morta, \u201cressuscitada\u201d por um tipo de insumo que ainda n\u00e3o foi considerado pela ci\u00eancia como uma possibilidade.<\/p>\n<p>A natureza n\u00e3o faz nada in\u00fatil ou desnecess\u00e1rio. E o interessante \u00e9 que todas as vezes que conversei a respeito com pesquisadores, agr\u00f4nomos e at\u00e9 mesmo agricultores, eles me olhavam com um certo ar de incredulidade. O fato de n\u00e3o existir nenhuma literatura a respeito da utiliza\u00e7\u00e3o dos excedentes de uma semente que germina, parece bloquear a capacidade de percep\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo do \u2018esp\u00edrito cient\u00edfico\u2019 de acad\u00eamicos ou de quem planta.<\/p>\n<p>Hoje, vivemos isolados, muitas vezes acreditamos que os \u00fanicos amigos s\u00e3o aqueles que aparecem nas telas de nossos smartphones ou computadores. Quantas vezes nos esquecemos de dizer um \u2018bom dia\u2019 ou de sorrirmos para uma pessoa que est\u00e1 ao nosso lado no elevador e de nos alegrarmos quando a outra pessoa, surpresa, nos retribui?<\/p>\n<p>Melhor parar por aqui, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Daqui a pouco algu\u00e9m vai me rotular com adjetivos tipo \u2018ecochato\u2019, \u2018eco-xiita\u2019 ou \u2018biodesagrad\u00e1vel\u2019\u2026 rsrs<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/umberto-eco-960x540.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-5736 \" src=\"http:\/\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/umberto-eco-960x540.jpg\" alt=\"umberto eco 960x540\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/a><br \/>\nUmberto Eco<\/p>\n<p>Umberto Eco, o renomado linguista, autor de \u2018O Nome da Rosa\u2019, disse: \u201cFundamentalistas d\u00e3o um toque de arrogante intoler\u00e2ncia e r\u00edgida indiferen\u00e7a para com aqueles que n\u00e3o compartilham suas vis\u00f5es de mundo.\u201d E infelizmente, muitos ambientalistas se enquadram nesta defini\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O melhor que podemos fazer \u00e9 praticarmos atos \u2018sustent\u00e1veis\u2019, sem cobran\u00e7as, sem fanatismo \u2018insustent\u00e1vel\u2019. Beeemm, nem sempre \u00e9 poss\u00edvel ficar no modelito compreensivo e no papel de bonzinho. Eu mesmo j\u00e1 me peguei praticando exatamente o contr\u00e1rio do que acabei de afirmar.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/Gro-Harlem-Brundtland-World-Economic-Forum-CC-BY-2.0_web.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-5734\" src=\"http:\/\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/Gro-Harlem-Brundtland-World-Economic-Forum-CC-BY-2.0_web.jpg\" alt=\"Gro Harlem Brundtland\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/a><br \/>\nGro Harlem Brundtland<\/p>\n<p>As grandes corpora\u00e7\u00f5es e os governos falharam em seus pap\u00e9is de tornarem a proposta da Comiss\u00e3o Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) presidida por Gro Harlem Brundtland h\u00e1 quase 30 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Tentaram fazer algo semelhante ao que o londrino Baden-Powell prop\u00f4s quando eram comemorados 130 anos de seu nascimento, de deixarmos para tr\u00e1s, um planeta melhor que o que encontramos. Imaginaram \u201cum desenvolvimento que satisfizesse as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gera\u00e7\u00f5es futuras de suprir suas pr\u00f3prias necessidades.\u201d S\u00f3 que ficou praticamente uma utopia.<\/p>\n<p>Mas se nossos representantes, nas in\u00fameras confer\u00eancias mundiais sobre o clima falharam e continuam falhando, o que \u00e9 que podemos fazer para tornar sustentabilidade algo real? O que dermos conta. Sem a preocupa\u00e7\u00e3o de que temos que convencer algu\u00e9m de alguma coisa. Devemos ser o exemplo de algu\u00e9m que pratica atos sustent\u00e1veis, mas sem a arrog\u00e2ncia de querermos provar que estamos certos e os outros errados.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o que fazer para que essa tal sustentabilidade fa\u00e7a sentido?<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de desenvolvimento sustent\u00e1vel, proposta em 1987, diz que \u201co uso dos recursos naturais para a satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades presentes n\u00e3o pode comprometer a satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades das gera\u00e7\u00f5es futuras\u201d, \u00e9 bom pr\u00f3xima do \u201cdeixar melhor que estava\u201d do escoteiro-mor, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p>Assim, fa\u00e7o votos que consigamos seguir o exemplo de nossas duas m\u00e3os, que apesar de serem simetricamente opostas, quando unidas pelo mesmo interesse cooperam uma com a outra, sem cobran\u00e7as, sem acusa\u00e7\u00f5es, ou sentimentos de vingan\u00e7a, mesmo quando o que uma faz chega a ferir os interesses da outra.<\/p>\n<p>Meu desejo \u00e9 que aprendamos a tolerar nossas diferen\u00e7as para n\u00e3o nos tornarmos fundamentalistas fan\u00e1ticos, como muitos ambientalistas j\u00e1 o s\u00e3o, e que consigamos estabelecer rela\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis, vidas sustent\u00e1veis, um mundo sustent\u00e1vel\u2026 enfim, que a utopia chamada sustentabilidade se torne real.<\/p>\n<p>Fonte: Revista Ecol\u00f3gica &#8211; Bosco Carvalho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente, vi um v\u00eddeo no qual o monge budista Thich Nhat Hanh, carinhosamente chamado Thay<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12251,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sustentabilidade_sem_fanatismos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sustentabilidade_sem_fanatismos-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sustentabilidade_sem_fanatismos-300x191.jpg",300,191,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sustentabilidade_sem_fanatismos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sustentabilidade_sem_fanatismos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sustentabilidade_sem_fanatismos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sustentabilidade_sem_fanatismos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sustentabilidade_sem_fanatismos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sustentabilidade_sem_fanatismos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/sustentabilidade_sem_fanatismos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Recentemente, vi um v\u00eddeo no qual o monge budista Thich Nhat Hanh, carinhosamente chamado Thay","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12250"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12250"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12250\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12251"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}