{"id":12228,"date":"2014-12-14T19:00:53","date_gmt":"2014-12-14T19:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=12228"},"modified":"2014-12-14T13:46:42","modified_gmt":"2014-12-14T13:46:42","slug":"uma-chance-de-salvar-os-muriquis-o-maior-macaco-das-americas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/uma-chance-de-salvar-os-muriquis-o-maior-macaco-das-americas\/","title":{"rendered":"Uma chance de salvar os muriquis, o maior macaco das Am\u00e9ricas"},"content":{"rendered":"<h3 id=\"linha_fina\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/muriquis.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-12229\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/muriquis-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/muriquis-300x191.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/muriquis.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Como pesquisadores descobriram uma popula\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie em perigo de extin\u00e7\u00e3o a duas horas da cidade de S\u00e3o Paulo<\/h3>\n<p class=\"capitalize\">Quem vive na cidade de S\u00e3o Paulo, cercado de pr\u00e9dios e concreto, pode n\u00e3o acreditar, mas a apenas duas horas de viagem da maior cidade da Am\u00e9rica Latina \u00e9 poss\u00edvel encontrar uma \u00e1rea protegida de floresta que abriga uma s\u00e9rie de esp\u00e9cies selvagens, muitas delas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. Ainda pouco conhecida, a \u00e1rea est\u00e1 sendo estudada por bi\u00f3logos e pesquisadores, que encontraram uma popula\u00e7\u00e3o dos muriquis, o maior macaco das Am\u00e9ricas e uma esp\u00e9cie que corre o risco da extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A reserva, batizada de Legado das \u00c1guas, \u00e9 mantida pela Votorantim. S\u00e3o mais de 30 mil hectares de floresta na regi\u00e3o do Vale do Ribeira, perto de Sorocaba. S\u00e3o terras que foram adquiridas pela empresa d\u00e9cadas atr\u00e1s para garantir o abastecimento de \u00e1gua de um conjunto de hidrel\u00e9tricas no rio Juqui\u00e1, que gera energia para uma f\u00e1brica de alum\u00ednio. A maior parte da floresta n\u00e3o foi alterada e, portanto, poss\u00edvel encontrar animais raros, como uma anta albina, grandes carn\u00edvoros, como a on\u00e7a parda, al\u00e9m dos simp\u00e1ticos muriquis.<\/p>\n<p>O estudo sobre os muriquis \u00e9 coordenado pelo professor da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) Maur\u00edcio Talebi. Ele apresentou os resultados preliminares da pesquisa na semana passada. O trabalho n\u00e3o \u00e9 simples. Consiste em entrar na floresta e buscar vest\u00edgios da passagem dos muriquis. At\u00e9 o momento, foram mais de 300 horas de trabalho no meio da floresta, que resultou em sete encontros (avistamentos) com os muriquis e dez horas de contato visual direto. &#8220;Ao fim do trabalho, n\u00f3s poderemos avaliar se o muriqui est\u00e1 ainda mais ou menos amea\u00e7ado do que acreditamos atualmente&#8221;, diz Talebi.<\/p>\n<p>O muriqui \u00e9 um animal not\u00e1vel. Adulto chega a ter mais de um metro de altura. Sua calda, majestosa, tem mais de um metro de comprimento, e ele a usa para se mover entre as \u00e1rvores. Seu comportamento tamb\u00e9m o difere da maioria dos primatas, incluindo n\u00f3s, seres humanos. O muriqui evoluiu em uma sociedade sem estrutura hier\u00e1rquica, onde os conflitos s\u00e3o resolvidos com concilia\u00e7\u00e3o e abra\u00e7os. O muriqui adora abra\u00e7ar.<\/p>\n<p>Pode n\u00e3o parecer, mas esse animal d\u00f3cil e curioso tamb\u00e9m desempenha uma fun\u00e7\u00e3o importante na Mata Atl\u00e2ntica. &#8220;Ele \u00e9 o jardineiro da floresta&#8221;, diz Talebi. Os muriquis habitam o topo das \u00e1rvores e se alimentam de frutos. Como eles est\u00e3o constantemente se movendo na floresta, acabam dispersando as sementes das \u00e1rvores mais altas, permitindo que elas se reproduzam. Sem os muriquis, as grandes \u00e1rvores morrem, e sem as grandes \u00e1rvores, a Mata Atl\u00e2ntica fica comprometida. \u00c9 um efeito domin\u00f3, j\u00e1 que <a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/colunas-e-blogs\/blog-do-planeta\/noticia\/2014\/05\/para-nao-faltar-agua-proteja-bmata-atlanticab.html\">para se ter \u00e1gua, \u00e9 necess\u00e1rio haver floresta<\/a>. No longo prazo, o desaparecimento do muriqui poder\u00e1 ser sentido nas torneiras de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>E eles est\u00e3o desaparecendo. S\u00e3o duas esp\u00e9cies de muriquis. Os do norte habitam o Rio de Janeiro, Minas Gerais e est\u00e3o praticamente extintos na Bahia, e s\u00e3o classificados como &#8220;criticamente em perigo&#8221;, com menos de 1.500 ind\u00edviduos. A destrui\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica &#8211; s\u00f3 restam 7% da cobertura original do bioma &#8211; \u00e9 a principal causa. Os muriquis do sul habitam o Rio, S\u00e3o Paulo e Paran\u00e1, e est\u00e3o classificados como &#8220;em perigo&#8221;, com uma popula\u00e7\u00e3o de 2 mil indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>O desmatamento levou o muriqui \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o, e o homem pode terminar o trabalho: a ca\u00e7a \u00e9 hoje a maior amea\u00e7a ao maior macaco das Am\u00e9ricas. A ca\u00e7a est\u00e1 geralmente associada \u00e0 extra\u00e7\u00e3o ilegal do palmito. <a href=\"http:\/\/colunas.revistaepoca.globo.com\/planeta\/2013\/01\/24\/caca-para-consumo-humano-ainda-ameaca-os-muriquis\/\" target=\"_blank\">\u00c9POCA j\u00e1 contou essa hist\u00f3ria<\/a>. Os palmiteiros entram na mata e, enquanto buscam o palmito ju\u00e7ara, acabam matando os muriquis para consumo humano.<\/p>\n<p>A pesquisa sobre os muriquis na reserva da Votorantim est\u00e1 apenas no come\u00e7o. Ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber quantos macacos existem na regi\u00e3o, se \u00e9 uma popula\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel ou se ela est\u00e1 sob perigo. Mas o fato de encontrar o muriqui no local \u00e9 um bom sinal. Indica que \u00e9 poss\u00edvel manter grandes reservas de florestas, com a presen\u00e7a de animais silvestres e protegendo a \u00e1gua, mesmo estando t\u00e3o perto de uma grande metr\u00f3pole como S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><em>*O rep\u00f3rter viajou a convite do Instituto Votorantim.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como pesquisadores descobriram uma popula\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie em perigo de extin\u00e7\u00e3o a duas horas da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12229,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/muriquis.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/muriquis-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/muriquis-300x191.jpg",300,191,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/muriquis.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/muriquis.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/muriquis.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/muriquis.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/muriquis.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/muriquis.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/muriquis.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Como pesquisadores descobriram uma popula\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie em perigo de extin\u00e7\u00e3o a duas horas da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12228"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12228"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12228\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12229"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12228"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12228"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12228"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}