{"id":122157,"date":"2020-02-19T10:00:51","date_gmt":"2020-02-19T13:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=122157"},"modified":"2020-02-19T08:16:49","modified_gmt":"2020-02-19T11:16:49","slug":"brasil-sera-a-sexta-economia-mais-prejudicada-por-perdas-da-natureza-nas-proximas-decadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/brasil-sera-a-sexta-economia-mais-prejudicada-por-perdas-da-natureza-nas-proximas-decadas\/","title":{"rendered":"Brasil ser\u00e1 a sexta economia mais prejudicada por perdas da natureza nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas"},"content":{"rendered":"<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-122158\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/economia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/economia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/economia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Relat\u00f3rio do WWF revela pela primeira vez quais pa\u00edses ter\u00e3o suas economias <\/em><em>mais afetadas nos pr\u00f3ximos 30 anos se o mundo n\u00e3o agir com urg\u00eancia para\u00a0<\/em><em>lidar com a crise ambiental global<\/em><\/p>\n<p>O estudo\u00a0<em>Global Futures<\/em>, que calculou o custo econ\u00f4mico do decl\u00ednio da natureza em 140 pa\u00edses, da \u00cdndia ao Brasil, mostra que, se o mundo continuar fazendo neg\u00f3cios da forma como sempre fez (business as usual), os EUA sofrer\u00e3o as maiores perdas do PIB anual em termos absolutos, com US$ 83 bilh\u00f5es varridos de sua economia por ano at\u00e9 2050 \u2013 uma quantia equivalente a todo o PIB anual da Guatemala.\u00a0 Isso se deve em grande parte aos danos esperados em suas infraestruturas costeiras e terras agr\u00edcolas, e devido ao aumento das inunda\u00e7\u00f5es e eros\u00e3o como resultado das perdas de defesas costeiras naturais, como recifes de coral e manguezais.<\/p>\n<p><strong>Danos ocasionados na Zona Costeira s\u00e3o a principal causa dos preju\u00edzos \u00e0 economia brasileira,<\/strong>\u00a0que ocupa o sexto lugar no ranking, com perdas de US$ 14 bilh\u00f5es\u00a0(ou R$ 60 bilh\u00f5es no c\u00e2mbio atual)\u00a0ao ano at\u00e9 2050. A destrui\u00e7\u00e3o da zona costeira ir\u00e1 gerar perdas anuais de US$ 12,382 bilh\u00f5es (ou R$ 53.243 no c\u00e2mbio atual), seguida por produ\u00e7\u00e3o florestal (US$ 1,326 bi ou R$ 5.702 bilh\u00f5es), poliniza\u00e7\u00e3o (US$ 1,013 bi ou R$ 4.356 bilh\u00f5es), \u00e1gua doce (US$ 0,69 bi ou R$ 2,967 bilh\u00f5es) e produ\u00e7\u00e3o pesqueira (US$ 0,108 bi ou R$ 464 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>A Zona Costeira brasileira, que abriga cerca de 60% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, possui grande vulnerabilidade frente \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O aumento do n\u00edvel do mar e das eros\u00f5es costeiras, as frequentes e intensas as perdas de bens e pessoas s\u00e3o os aspectos mais vis\u00edveis que impactam nas perdas econ\u00f4micas. J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o florestal tem perda da produtividade causada pela mudan\u00e7a das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas alteradas pelo\u00a0desmatamento e uso do solo. No \u00faltimo ano o Brasil teve uma taxa de 9.762 km\u00b2 de desmatamento e as emiss\u00f5es por uso de solo responderam por 44% de toda a emiss\u00e3o do Pa\u00eds.<\/p>\n<figure id=\"attachment_239786\" class=\"wp-caption aligncenter\" aria-describedby=\"caption-attachment-239786\"><a href=\"https:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/borboleta-menor.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-239786\" src=\"https:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/borboleta-menor.jpg\" sizes=\"(max-width: 628px) 100vw, 628px\" srcset=\"https:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/borboleta-menor.jpg 628w, https:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/borboleta-menor-300x200.jpg 300w, https:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/borboleta-menor-600x399.jpg 600w, https:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/borboleta-menor-272x182.jpg 272w\" alt=\"\" width=\"628\" height=\"418\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-239786\" class=\"wp-caption-text\">Rio de Janeiro \u2013 Borbolet\u00e1rio da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A poliniza\u00e7\u00e3o \u00e9 outro aspecto apontado pelo estudo. No Brasil cerca de 32 alimentos dependem exclusivamente de\u00a0polinizadores (BPBES\/REPPIB) e com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas este ciclo de produ\u00e7\u00e3o fica altamente comprometido. Outros elementos como\u00a0\u00e1gua doce e produ\u00e7\u00e3o pesqueira tamb\u00e9m ser\u00e3o afetados \u00e0 medida que a mudan\u00e7a e intensidade de chuvas alteram o ciclo hidrol\u00f3gico do sistema, impactando na seguran\u00e7a para as comunidades costeiras, na mudan\u00e7a de seu habitat e na reprodu\u00e7\u00e3o dos peixes al\u00e9m de contar com grandes per\u00edodos de estiagem.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico das commodities agr\u00edcolas, s\u00e3o previstas perdas anuais na cultura de cana (US$ 8 milh\u00f5es ou R$ 34,4 milh\u00f5es) e na pecu\u00e1ria (US$ 51 milh\u00f5es ou R$ 219,3 milh\u00f5es) caso o atual modelo intensivo em carbono persista.\u00a0 Por outro lado, a mudan\u00e7a para modelos mais limpos e sustent\u00e1veis permitiria ganhos anuais de US$ 87 milh\u00f5es ou R$ 374,1 milh\u00f5es para a cana, e US$ 4 milh\u00f5es ou R$ 17,2 milh\u00f5es para a pecu\u00e1ria.\u00a0\u00a0Para a ind\u00fastria aliment\u00edcia, a perda \u00e9 de US$ 460 milh\u00f5es ou R$ 1.978 bilh\u00e3o no cen\u00e1rio de um modelo econ\u00f4mico que desconsidera os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos como atualmente, enquanto a ind\u00fastria em geral perderia US$ 2,2 bilh\u00f5es ou R$ 9,46 bilh\u00f5es.\u00a0 J\u00e1 uma economia de baixo carbono geraria ganho de US$ 1,5 bilh\u00e3o ou R$ 6,45 bilh\u00f5es para a ind\u00fastria em geral e de US$ 459 ou R$ 1.974 bilh\u00e3o para a ind\u00fastria aliment\u00edcia. O setor de servi\u00e7os perde nos dois cen\u00e1rios, por\u00e9m em propor\u00e7\u00f5es totalmente diferentes: US$ 9,3 bilh\u00f5es (ou quase R$ 40 bilh\u00f5es\/ano) se a economia permanecer como est\u00e1 e US$ 1,6 bilh\u00e3o (R$ 6,9 bilh\u00f5es) em uma economia que mantenha os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/Deserto-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-239787\" src=\"https:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/Deserto-2.jpg\" sizes=\"(max-width: 638px) 100vw, 638px\" srcset=\"https:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/Deserto-2.jpg 512w, https:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/Deserto-2-300x159.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"339\" \/><\/a><\/p>\n<p>Outras regi\u00f5es em desenvolvimento tamb\u00e9m ser\u00e3o seriamente impactados, com a \u00c1frica Oriental e Ocidental, a \u00c1sia Central e partes da Am\u00e9rica do Sul sendo particularmente afetadas devido \u00e0 perda de seus servi\u00e7os ecossist\u00eamicos que afeta seus n\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o, o com\u00e9rcio e os pre\u00e7os dos alimentos. De acordo com o relat\u00f3rio, os tr\u00eas pa\u00edses que mais devem perder PIB em termos percentuais s\u00e3o Madagascar, Togo e Vietn\u00e3, que at\u00e9 2050 dever\u00e3o ver quedas de 4,2%, 3,4% e 2,8% ao ano, respectivamente.<\/p>\n<p>O estudo\u00a0<em>Global Futures<\/em>\u00a0prev\u00ea perdas globais anuais at\u00e9 2050 de:<\/p>\n<ul>\n<li>US$ 327 bilh\u00f5es em prote\u00e7\u00f5es danificadas contra inunda\u00e7\u00f5es, tempestades e eros\u00e3o devido a mudan\u00e7as na vegeta\u00e7\u00e3o ao longo da costa e aumento do n\u00edvel do mar<\/li>\n<li>US$ 128 bilh\u00f5es com a perda de armazenamento de carbono que protege contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/li>\n<li>US$ 15 bilh\u00f5es em habitats perdidos para abelhas e outros insetos polinizadores<\/li>\n<li>US$ 19 bilh\u00f5es provenientes da redu\u00e7\u00e3o da disponibilidade de \u00e1gua para a agricultura<\/li>\n<li>US$ 7,5 bilh\u00f5es de florestas perdidas e servi\u00e7os de ecossistemas florestais<\/li>\n<\/ul>\n<p>O estudo tamb\u00e9m prev\u00ea aumentos de pre\u00e7os globais nos pr\u00f3ximos 30 anos para as principais commodities, j\u00e1 que o setor agr\u00edcola global ser\u00e1 o mais atingido pelo decl\u00ednio dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos da natureza, como escassez de \u00e1gua e a diminui\u00e7\u00e3o de abelhas e outros insetos polinizadores. Em \u00faltima an\u00e1lise, isso poder\u00e1 levar a um aumento dos pre\u00e7os dos alimentos para os consumidores em todo o mundo, com implica\u00e7\u00f5es para a seguran\u00e7a alimentar em muitas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Os aumentos de pre\u00e7os previstos at\u00e9 2030 para as principais commodities incluem:<\/p>\n<ul>\n<li>Madeira + 8%<\/li>\n<li>Algod\u00e3o + 6%<\/li>\n<li>Sementes oleaginosas + 4%<\/li>\n<li>Frutas e verduras + 3%<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u201cEste estudo inovador mostra como a natureza perdida n\u00e3o apenas ter\u00e1 um enorme impacto na vida e nos meios de subsist\u00eancia humanos, mas tamb\u00e9m ser\u00e1 catastr\u00f3fica para nossa prosperidade futura. Pessoas de todo o mundo j\u00e1 est\u00e3o sentindo o impacto do aumento dos pre\u00e7os dos alimentos, secas, escassez de mercadorias, inunda\u00e7\u00f5es extremas e eros\u00e3o costeira. No entanto, para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o, as coisas ser\u00e3o muito piores, com trilh\u00f5es varridos das economias mundiais at\u00e9 2050\u201d, disse Marco Lambertini, diretor geral da WWF Internacional.<\/p>\n<p>\u201cO mais alarmante \u00e9 que essas s\u00e3o estimativas conservadoras pois, atualmente, apenas alguns dos muitos benef\u00edcios que a natureza nos fornece podem ser modelados. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel levar em considera\u00e7\u00e3o os efeitos multiplicadores de riscos dos pontos de inflex\u00e3o ambiental, al\u00e9m dos quais os habitats mudam r\u00e1pida e irreversivelmente, levando \u00e0 s\u00fabita perda catastr\u00f3fica dos servi\u00e7os da natureza. Se todas essas quest\u00f5es fossem levadas em considera\u00e7\u00e3o, os n\u00fameros seriam ainda mais graves.\u201d<\/p>\n<p>Alexandre Prado, diretor de Economia Verde do WWF-Brasil afirma que \u201co estudo aponta que economia e conserva\u00e7\u00e3o t\u00eam estreita rela\u00e7\u00e3o e que \u00e9 necess\u00e1rio dar \u00eanfase e escala a modos de produ\u00e7\u00e3o e consumo mais sustent\u00e1veis. Os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos n\u00e3o s\u00e3o somente a garantia de nossa sobreviv\u00eancia em nosso planeta, mas tamb\u00e9m da gera\u00e7\u00e3o de oportunidades econ\u00f4micas e da qualidade de vida para as sociedades humanas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO mundo perde muito em n\u00e3o agir, principalmente pelo aumento do n\u00edvel do mar e demais eventos extremos nas costas, mas tamb\u00e9m pela perda de produtividade agr\u00edcola e florestal e o menor volume de \u00e1gua doce dispon\u00edvel. Outro ponto \u00e9 que as perdas ser\u00e3o muito desiguais: os pa\u00edses-ilha, por exemplo, ser\u00e3o varridos do mapa. S\u00f3 vamos conseguir manter o crescimento econ\u00f4mico e a prosperidade global em um cen\u00e1rio de conserva\u00e7\u00e3o\u201d, ressalta Prado.<\/p>\n<p>O estudo\u00a0<em>Global Futures<\/em>\u00a0usou uma nova modelagem econ\u00f4mica e ambiental para avaliar qual seria o impacto macroecon\u00f4mico se o mundo persistisse no\u00a0<em>business as usual<\/em>, incluindo mudan\u00e7as generalizadas e n\u00e3o direcionadas no uso da terra, aumento cont\u00ednuo nas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e perda adicional de recursos naturais.<\/p>\n<p>Em um cen\u00e1rio em que o uso da terra \u00e9 cuidadosamente gerenciado para evitar novas perdas de \u00e1reas importantes para a biodiversidade e os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, que o estudo chama de cen\u00e1rio de \u2018Conserva\u00e7\u00e3o Global\u2019, os resultados econ\u00f4micos seriam dramaticamente melhores. O PIB global aumentaria 0,02% ao ano, gerando um ganho l\u00edquido de US$ 490 bilh\u00f5es por ano acima do c\u00e1lculo da economia como sempre.<\/p>\n<p>Esse m\u00e9todo pioneiro de an\u00e1lise foi criado por meio de uma parceria entre o WWF, o Projeto Global de An\u00e1lise de Com\u00e9rcio da Universidade de Purdue e o Projeto Capital Natural, co-fundador pela Universidade de Minnesota.<\/p>\n<p>Steve Polasky, co-fundador do Projeto Capital Natural, afirma que: \u201cas economias do mundo, as empresas e nosso pr\u00f3prio bem-estar dependem da natureza. Mas, desde mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas extremas e inunda\u00e7\u00f5es, at\u00e9 falta de \u00e1gua, eros\u00e3o do solo e extin\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies, as evid\u00eancias mostram que nosso planeta est\u00e1 mudando mais rapidamente do que em qualquer outro momento da hist\u00f3ria. A maneira como alimentamos, abastecemos e financiamos a n\u00f3s mesmos est\u00e1 destruindo os sistemas de apoio \u00e0 vida dos quais dependemos, arriscando a devasta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica global.\u201d<\/p>\n<p>Thomas Hertel, diretor executivo do Projeto Global de Com\u00e9rcio e An\u00e1lise, entende que: \u201ca ci\u00eancia e a economia s\u00e3o claras. N\u00e3o podemos mais ignorar o forte argumento econ\u00f4mico de restaurar a natureza. A ina\u00e7\u00e3o nos custar\u00e1 muito mais do que a\u00e7\u00f5es para proteger as contribui\u00e7\u00f5es da natureza para a economia. Para garantir um futuro global positivo, precisamos alcan\u00e7ar padr\u00f5es mais sustent\u00e1veis de produ\u00e7\u00e3o e de uso da terra, e reformar os sistemas econ\u00f4mico e financeiro para incentivar a tomada de decis\u00e3o baseada na natureza.\u201d<\/p>\n<p>Lambertini disse: \u201cA boa not\u00edcia \u00e9 que esses resultados desastrosos podem ser evitados se ao inv\u00e9s de continuarmos no modelo antigo de fazermos neg\u00f3cios os governos agirem urgentemente para deter a perda de natureza e enfrentar a nossa emerg\u00eancia planet\u00e1ria. N\u00e3o precisamos nada menos que\u00a0<a href=\"https:\/\/explore.panda.org\/newdeal\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/explore.panda.org\/newdeal&amp;source=gmail&amp;ust=1582143057594000&amp;usg=AFQjCNG4kosMLKhexcBZSi-JUfrqTM0sNg\">um novo acordo para a natureza e as pessoas<\/a>, t\u00e3o abrangente, ambicioso e cient\u00edfico como o acordo clim\u00e1tico global acordado em Paris em 2015.\u201d<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio\u00a0<em>Global Futures<\/em>\u00a0completo pode ser encontrado neste link:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.wwf.org.uk\/globalfutures\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.wwf.org.uk\/globalfutures&amp;source=gmail&amp;ust=1582143057594000&amp;usg=AFQjCNF3u7eVv-UY9OPAbYxfTpdHgzk9VA\">https:\/\/www.wwf.org.uk\/globalfutures<\/a><\/p>\n<p><strong>NOTAS AOS EDITORES<\/strong><\/p>\n<p>Os n\u00fameros inclu\u00eddos no estudo Global Futures referem-se ao impacto econ\u00f4mico projetado de formas espec\u00edficas de perda de natureza, mas n\u00e3o incluem todas as diferentes maneiras pelas quais a degrada\u00e7\u00e3o ambiental afetar\u00e1 as economias globais entre agora e 2050. O impacto total, quando todos esses fatores sejam em considera\u00e7\u00e3o, dever\u00e1 ser muito maior.<\/p>\n<p>Pa\u00edses mais afetados em termos de perda real do PIB nacional anual (bilh\u00f5es) em um cen\u00e1rio business as usual at\u00e9 2050:<\/p>\n<p>1) Estados Unidos da Am\u00e9rica (- US $ 83)<\/p>\n<p>2) Jap\u00e3o (- US$ 80)<\/p>\n<p>3) Reino Unido (- US$ 21)<\/p>\n<p>4) \u00cdndia (- US$ 20)<\/p>\n<p>5) Austr\u00e1lia (- US$ 20)<\/p>\n<p><strong>6) Brasil (- US$ 14)<\/strong><\/p>\n<p>7) Cor\u00e9ia do Sul (- US$ 10)<\/p>\n<p>8) Noruega (- US$ 9)<\/p>\n<p>9) Espanha (- US$ 9)<\/p>\n<p>10) Fran\u00e7a (- US$ 8)<\/p>\n<p>Pa\u00edses mais afetados em termos de% de perda do PIB nacional anual em um cen\u00e1rio business as usual at\u00e9 2050:<\/p>\n<p>1) Madag\u00e1scar (-4,2%)<\/p>\n<p>2) Togo (-3,37%)<\/p>\n<p>3) Vietn\u00e3 (-2,84%)<\/p>\n<p>4) Mo\u00e7ambique (-2,69%)<\/p>\n<p>5) Uruguai (-2,54%)<\/p>\n<p>6) Sri Lanka (-2,48%)<\/p>\n<p>7) Cingapura (-2,31%)<\/p>\n<p>8) Nova Zel\u00e2ndia (-2,29%)<\/p>\n<p>9) Om\u00e3 (-2,25%)<\/p>\n<p>10) Portugal (-1,95%)<\/p>\n<p><strong>Sobre o WWF<\/strong><\/p>\n<p>O WWF \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o independente de conserva\u00e7\u00e3o, com mais de 5 milh\u00f5es de apoiadores e uma rede global ativa em mais de 100 pa\u00edses. A miss\u00e3o do WWF \u00e9 parar a degrada\u00e7\u00e3o do ambiente natural da Terra e construir um futuro em que os seres humanos vivam em harmonia com a natureza, conservando a diversidade biol\u00f3gica do mundo, garantindo que o uso de recursos naturais renov\u00e1veis \u200b\u200bseja sustent\u00e1vel e promovendo a redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o. e consumo desnecess\u00e1rio. Visite\u00a0<a href=\"https:\/\/www.panda.org\/news\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.panda.org\/news&amp;source=gmail&amp;ust=1582143057594000&amp;usg=AFQjCNEKTZsa-8tym5q43lpTLy_oy0k_BA\">www.panda.org\/news<\/a>\u00a0para obter as \u00faltimas not\u00edcias e recursos de m\u00eddia e siga-nos no Twitter @WWF_media.<\/p>\n<p><strong>Sobre o WWF-Brasil<\/strong><\/p>\n<p>O WWF-Brasil \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental brasileira e sem fins lucrativos que trabalha para mudar a atual trajet\u00f3ria de degrada\u00e7\u00e3o ambiental e promover um futuro onde sociedade e natureza vivam em harmonia. Criada em 1996, atua em todo Brasil e integra a Rede WWF. Apoie nosso trabalho em<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/wwf.org.br\/doe\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/wwf.org.br\/doe&amp;source=gmail&amp;ust=1582143057594000&amp;usg=AFQjCNFfnA0ZMa8QMDuBIpsoD1V4DDMFrw\">wwf.org.br\/doe<\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Sobre o Projeto Global de Com\u00e9rcio e An\u00e1lise<\/strong><\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio em 1992, o GTAP (Projeto Global de Com\u00e9rcio e An\u00e1lise) cresceu e se transformou em uma rede global de mais de 18.000 indiv\u00edduos em mais de 175 pa\u00edses. O GTAP construiu um banco de dados comum e uma estrutura de modelagem para avaliar os impactos em toda a economia das pol\u00edticas comerciais, agr\u00edcolas e ambientais. Mais recentemente, o GTAP se tornou um ponto focal para pesquisas sobre quest\u00f5es relacionadas aos recursos h\u00eddricos e terrestres do mundo, incluindo a avalia\u00e7\u00e3o de impactos clim\u00e1ticos e atividades de mitiga\u00e7\u00e3o, incluindo produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis, seguran\u00e7a alimentar, renda e pobreza.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Sobre o Projeto Capital Natural<\/strong><\/p>\n<p>O objetivo do NatCap (Projeto Capital Natural) \u00e9 integrar o valor que a natureza fornece \u00e0 sociedade em todas as principais decis\u00f5es, com o objetivo final de melhorar o bem-estar das pessoas e da natureza, motivando investimentos maiores e mais direcionados em capital natural. A NatCap desenvolveu o conjunto de ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos InVEST (Avalia\u00e7\u00e3o Integrada de Servi\u00e7os e Ecossistemas), compreendendo mais de 20 modelos que estimam como o uso da terra e outras formas de gerenciamento e mudan\u00e7a de ecossistemas afetam o fornecimento de uma ampla gama de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos. O InVEST foi aplicado em 185 pa\u00edses at\u00e9 o momento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio do WWF revela pela primeira vez quais pa\u00edses ter\u00e3o suas economias mais afetadas nos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":122158,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/economia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/economia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/economia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/economia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/economia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/economia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/economia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/economia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/economia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/economia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Relat\u00f3rio do WWF revela pela primeira vez quais pa\u00edses ter\u00e3o suas economias mais afetadas nos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122157"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122157"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122157\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/122158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}