{"id":122112,"date":"2020-02-18T11:00:00","date_gmt":"2020-02-18T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=122112"},"modified":"2020-02-17T21:04:27","modified_gmt":"2020-02-18T00:04:27","slug":"sem-querer-treinamos-as-criancas-a-serem-irritantes-diz-psicoterapeuta-britanica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/sem-querer-treinamos-as-criancas-a-serem-irritantes-diz-psicoterapeuta-britanica\/","title":{"rendered":"Sem querer, treinamos as crian\u00e7as a serem irritantes, diz psicoterapeuta brit\u00e2nica"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-122113\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/crianca-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/crianca-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/crianca-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Certo dia, a psicoterapeuta brit\u00e2nica Philippa Perry estava na sala de espera do consult\u00f3rio m\u00e9dico e, ao seu lado, viu uma m\u00e3e acompanhada de seus dois filhos: uma bebezinha doente, que aguardava a consulta, e o irm\u00e3o mais velho, de cerca de 3 anos.<\/p>\n<p>&#8220;O mais velho ficava constantemente pedindo \u00e0 m\u00e3e coisas que ele sabia que ela n\u00e3o conseguiria oferecer naquele momento&#8221;, relembra Perry \u00e0 BBC News Brasil. &#8220;&#8216;Me d\u00e1 um brinquedo?&#8217;, &#8216;me d\u00e1 um suco?&#8217;, e a m\u00e3e respondia irritada.&#8221;<\/p>\n<p>Estamos diante de uma m\u00e3e obviamente cansada e preocupada com a filha beb\u00ea. E, ao mesmo tempo, diante de uma crian\u00e7a de 3 anos que provavelmente estava se sentindo insegura e esnobada diante da aten\u00e7\u00e3o da m\u00e3e para o irm\u00e3o menor, argumenta Perry.<\/p>\n<p>Se a m\u00e3e tivesse percebido isso, talvez pudesse reagir diferentemente e mudar de rumo a desgastante intera\u00e7\u00e3o com o filho, diz Perry \u2014 conhecida no Reino Unido por livros, colunas e programas na imprensa brit\u00e2nica.<\/p>\n<p>&#8220;Ela (m\u00e3e) poderia ter dito ao filho, &#8216;estou vendo que voc\u00ea est\u00e1 se sentindo deixado de lado com toda a aten\u00e7\u00e3o que estou tendo que dar \u00e0 sua irm\u00e3. Sei que isso \u00e9 dif\u00edcil para voc\u00ea&#8217;. Isso teria tirado o peso que o menino sentia, de n\u00e3o se sentir amado e entendido.&#8221;<\/p>\n<p>O argumento de Perry \u00e9 de que se investirmos tempo e energia em entender, aceitar, acolher e verbalizar os sentimentos vivenciados pelos filhos \u2014 mesmo que sejam sentimentos negativos, maus-humores e birras \u2014, economizaremos tempo e energia geralmente gastos em intera\u00e7\u00f5es pouco produtivas e muito desgastantes, como a da m\u00e3e brit\u00e2nica com seu filho no consult\u00f3rio m\u00e9dico.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/EFCD\/production\/_110898316_philippaperry_27nov18_photojustinestoddart-32.jpg\" alt=\"Philippa Perry\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">JUSTINE STODDART<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">&#8216;Precisamos lembrar que estamos do mesmo lado que eles. Caso contr\u00e1rio, ficamos na din\u00e2mica de &#8216;perder ou ganhar&#8221;, diz a psicoterapeuta Philippa Perry<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;As\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/\/portuguese\/topics\/992e096e-28e6-412d-b6a1-652f78be63c7#id\">crian\u00e7as<\/a>\u00a0precisam ser entendidas quando est\u00e3o desapontadas&#8221;, argumenta ela \u00e0 reportagem. &#8220;Em geral, n\u00e3o permitimos que as crian\u00e7as tenham outros sentimentos que n\u00e3o a felicidade, porque estamos t\u00e3o \u00e1vidos para que elas sejam felizes. Sem querer, acabamos calando-as quando sentem qualquer outra coisa.&#8221;<\/p>\n<p>E assim, tamb\u00e9m sem querer, argumenta Perry, acabamos treinando-as para serem irritantes, ou seja, para tentar atrair a aten\u00e7\u00e3o dos pais a qualquer custo, como fazia o menino de tr\u00eas anos da hist\u00f3ria acima.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c0s vezes, elas (crian\u00e7as) querem tanto a sua aten\u00e7\u00e3o que obter uma aten\u00e7\u00e3o negativa sua (com broncas ou brigas) \u00e9 melhor do que n\u00e3o obter aten\u00e7\u00e3o nenhuma&#8221;, escreve Perry em<i>\u00a0O livro que voc\u00ea gostaria que seus pais tivessem lido (e seus filhos ficar\u00e3o gratos por voc\u00ea ler)\u00a0<\/i>(ed Fontanar), que ela lan\u00e7a no Brasil neste m\u00eas. Ela tamb\u00e9m vem a S\u00e3o Paulo em 19 de mar\u00e7o para uma palestra sobre cria\u00e7\u00e3o de filhos, pela The School of Life.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea n\u00e3o vai &#8216;mimar&#8217; seu beb\u00ea se der muitas respostas sens\u00edveis aos sinais dele. Tempo investido no come\u00e7o (da vida das crian\u00e7as) as deixa acostumadas a ter sua necessidade de conex\u00e3o satisfeita. Elas internalizam isso, sabendo que podem confiar nisso.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Mais culpa e menos autoridade para os pais?<\/h2>\n<p>O objetivo, diz Perry, n\u00e3o \u00e9 nem aumentar a culpa tradicionalmente associada \u00e0 maternidade (ou paternidade), nem dar a impress\u00e3o de que os pais t\u00eam mais uma tarefa para inserir em sua rotina familiar.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o quero que voc\u00ea se sinta mal a respeito de como pode ter reagido aos sentimentos de seu filho no passado, mas sim quero enfatizar como \u00e9 importante reconhecer, levar a s\u00e9rio e validar os sentimentos das crian\u00e7as&#8221;, escreve a autora.<\/p>\n<p>&#8220;A causa mais comum de depress\u00e3o em adultos n\u00e3o \u00e9 o que o que est\u00e1 acontecendo com ele no presente, mas sim que, quando crian\u00e7a, (&#8230;), em vez de ser entendido e confortado, ele ouviu que n\u00e3o deveria sentir, ou chorou at\u00e9 cair no sono sozinho, ou foi deixado sozinho com sua raiva. Sua capacidade de tolerar diminui.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/8978\/production\/_103229153_toddler2.jpg\" alt=\"Crian\u00e7a abra\u00e7ada \u00e0 m\u00e3e\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">GETTY IMAGES<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Valida\u00e7\u00e3o e nomea\u00e7\u00e3o dos sentimentos da crian\u00e7a vai ajud\u00e1-la em seu crescimento<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Ela defende que, embora esse exerc\u00edcio de valida\u00e7\u00e3o de sentimentos exija &#8220;percep\u00e7\u00e3o e pr\u00e1tica&#8221; \u2014 e, portanto, algum esfor\u00e7o e bastante paci\u00eancia \u2014, ele &#8220;economiza tempo no longo prazo&#8221; ao reduzir parte das batalhas constantes, estreitar v\u00ednculos com as crian\u00e7as e mudar a mentalidade de que os pais &#8220;perder\u00e3o autoridade&#8221; sobre os filhos.<\/p>\n<p>&#8220;Dizem, &#8216;ele (filho) n\u00e3o saber\u00e1 quem \u00e9 que manda&#8217;. Mas, nessas horas, precisamos lembrar que estamos do mesmo lado que eles. Caso contr\u00e1rio, ficamos na din\u00e2mica de &#8216;perder ou ganhar&#8217;.&#8221; Ela argumenta que, quando a din\u00e2mica se limita a isso, o perdedor n\u00e3o desenvolve sentimento de coopera\u00e7\u00e3o, s\u00f3 de humilha\u00e7\u00e3o. &#8220;Ningu\u00e9m fica bem quando \u00e9 levado a se sentir bobo ou envergonhado.&#8221;<\/p>\n<p>Outro argumento de Perry \u00e9 de que o reconhecimento, a nomea\u00e7\u00e3o e a valida\u00e7\u00e3o dos sentimentos das crian\u00e7as \u2014 &#8220;nosso toque, nossa boa vontade, o respeito que demonstramos a eles: respeito por seus sentimentos, pela pessoa que s\u00e3o, por suas opini\u00f5es e sua interpreta\u00e7\u00e3o do mundo&#8221; \u2014 as deixar\u00e1, ao crescerem, mais confort\u00e1veis a contar para os pais o que est\u00e1 acontecendo na vida delas, em vez de guardar para si.<\/p>\n<p>&#8220;A crian\u00e7a precisa que o pai\/m\u00e3e\/cuidador seja um contenedor de suas emo\u00e7\u00f5es, (ou seja), ser capaz de testemunhar sua raiva, entender por que est\u00e1 com raiva e talvez colocar isso em palavras para ela, encontrando formas aceit\u00e1veis para que expressem sua raiva, sem ser punitivo ou exacerbado por ela. O mesmo vale para outras emo\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Como ficam os limites?<\/h2>\n<p>Ela afirma que isso n\u00e3o significa fazer o que a crian\u00e7a quer, mas ser solid\u00e1rio a sua frustra\u00e7\u00e3o por n\u00e3o obter o que quer. Tampouco significa, diz ela, deixar de impor limites, inclusive os que sejam relativos a seu pr\u00f3prio bem-estar como pai, m\u00e3e ou cuidador.<\/p>\n<p>&#8220;Temos nossos pr\u00f3prios limites. Mas devemos nos definir a n\u00f3s mesmos, em vez de definir as crian\u00e7as. Voc\u00ea pode dizer &#8216;j\u00e1 me cansei de ficar no parque e preciso ir para casa&#8217;, em vez de dizer &#8216;voc\u00ea j\u00e1 brincou demais, vamos embora&#8217;. Quando n\u00f3s nos definimos, em vez de definir as crian\u00e7as, elas tendem a responder. (&#8230;) Voc\u00ea pode manter um la\u00e7o de amizade e ao mesmo tempo dizer &#8216;Eu n\u00e3o me sinto confort\u00e1vel que voc\u00ea saia \u00e0 noite porque eu n\u00e3o acho que seja seguro na sua idade&#8217;.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/14243\/production\/_110899428_gettyimages-1092274048.jpg\" alt=\"Crian\u00e7a\" width=\"638\" height=\"359\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">GETTY IMAGES<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Perry sugere que pais prestem aten\u00e7\u00e3o a experi\u00eancias de sua pr\u00f3pria inf\u00e2ncia que podem influenciar a forma como reagem a seus filhos atualmente<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Perry se define como algu\u00e9m que deu uma cria\u00e7\u00e3o r\u00edgida \u00e0 filha, hoje j\u00e1 adulta.<\/p>\n<p>&#8220;Eu mesma me desapontava comigo. queria ser o tipo de m\u00e3e que dissesse, &#8216;claro, pode fazer isso ou aquilo&#8217;. Mas n\u00e3o conseguia, por exemplo, gerenciar dez amigas da minha filha em casa depois da escola. Ent\u00e3o limitava. Mas eu n\u00e3o dizia que ela n\u00e3o podia dar conta \u2014 era eu quem n\u00e3o conseguia dar conta.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Olhar \u00e0 pr\u00f3pria inf\u00e2ncia<\/h2>\n<p>Perry sugere tamb\u00e9m que pais prestem aten\u00e7\u00e3o a experi\u00eancias de sua pr\u00f3pria inf\u00e2ncia que podem influenciar a forma como reagem a seus filhos hoje.<\/p>\n<p>&#8220;Se n\u00e3o olharmos para a maneira com que formos criados e o legado disso, isso pode voltar para nos atormentar&#8221;, escreve em seu livro. Ela relembra a experi\u00eancia de seu pr\u00f3prio marido, que teve dificuldade com a paternidade quando a filha do casal completou quatro anos \u2014 justamente a idade que ele tinha quando perdeu contato com o pai.<\/p>\n<p>O caminho natural, diz ela, \u00e9 que ajamos com nossas crian\u00e7as do mesmo modo como adultos agiram conosco em nossa inf\u00e2ncia. &#8220;Por isso, precisamos pensar no que funcionou conosco e o que n\u00e3o funcionou. Ser\u00e1 que ser colocado de castigo no meu quarto fez de mim uma pessoa mais cooperativa, ou algu\u00e9m mais ressentida? N\u00e3o gostamos de lembrar dessas coisas, por isso \u00e0s vezes empurramos isso para o fundo (da mem\u00f3ria).&#8221;<\/p>\n<p>No livro, ela diz que quando o comportamento dos filhos causa uma emo\u00e7\u00e3o muito forte (raiva, ressentimento, frustra\u00e7\u00e3o, inveja, p\u00e2nico, irrita\u00e7\u00e3o, medo etc), pode ser um sinal de que &#8220;n\u00e3o necessariamente seu filho est\u00e1 fazendo algo errado, mas de que as pr\u00f3prias feridas dos pais est\u00e3o sendo tocadas&#8221;.<\/p>\n<p>Reconhecer esses gatilhos seria, ent\u00e3o, o passo inicial para n\u00e3o deixar que eles guiem nossas rea\u00e7\u00f5es como pais, diz Perry \u00e0 reportagem: &#8220;Precisamos saber quando um sentimento pertence ao presente ou ao passado e ver se ele est\u00e1 no comando (de nossas a\u00e7\u00f5es). \u00c9 muito f\u00e1cil repetir padr\u00f5es. Sob press\u00e3o, fazemos como foi feito conosco. Mas somos melhores quando refletimos.&#8221;<\/p>\n<p>Ela destaca que a maioria dos clientes de seu consult\u00f3rio de psicoterapia &#8220;tinha pais gentis, bons e bem-intencionados que \u2014 como ningu\u00e9m lhes disse que isso era importante \u2014 n\u00e3o conseguiam estar em sintonia com seus filhos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Acho que todos fazemos o melhor com o que nos \u00e9 dado. Quando temos filhos, costumamos perdoar nossos pais ao ver como \u00e9 dif\u00edcil. E, em geral, devemos mesmo perdo\u00e1-los. Eles n\u00e3o tinham tanta teoria ou acesso ao conhecimento como se tem hoje. E tamb\u00e9m fizeram o que foi havia sido feito com eles.&#8221;<\/p>\n<p>Ela conclui dizendo que, mesmo que a despeito da nossa vontade, nossos pais t\u00eam &#8220;um enorme poder sobre n\u00f3s&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Um elogio \u2014 ou qualquer coisa \u2014 vindo dos pais tem muito mais peso do que um elogio feito por outra pessoa. \u00c9 um poder desigual. Nosso trabalho, como pais, \u00e9 n\u00e3o explorar esse poder.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Certo dia, a psicoterapeuta brit\u00e2nica Philippa Perry estava na sala de espera do consult\u00f3rio m\u00e9dico<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":122113,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/crianca-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/crianca-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/crianca-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/crianca-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/crianca-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/crianca-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/crianca-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/crianca-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/crianca-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/crianca-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Certo dia, a psicoterapeuta brit\u00e2nica Philippa Perry estava na sala de espera do consult\u00f3rio m\u00e9dico","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122112"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122112"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122112\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/122113"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122112"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122112"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122112"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}