{"id":121367,"date":"2020-02-06T14:00:36","date_gmt":"2020-02-06T17:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=121367"},"modified":"2020-02-06T13:52:15","modified_gmt":"2020-02-06T16:52:15","slug":"o-cerebro-tem-doencas-que-afetam-a-alma-te-destroem-como-individuo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-cerebro-tem-doencas-que-afetam-a-alma-te-destroem-como-individuo\/","title":{"rendered":"\u201cO c\u00e9rebro tem doen\u00e7as que afetam a alma, te destroem como indiv\u00edduo\u201d"},"content":{"rendered":"<p class=\"\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/juan.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-121368\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/juan.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/juan.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/juan-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a>Os cientistas costumam ser vistos do lado de fora da associa\u00e7\u00e3o como s\u00e1bios com mentes capazes de resolver os problemas pr\u00e1ticos mais complicados.\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/08\/02\/ciencia\/1564748316_920745.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">Curar o c\u00e2ncer<\/a>, acabar com os problemas card\u00edacos, resolver os problemas mentais. Juan Lerma (Moral de Calatrava, Ciudad Real, 1955) \u00e9 um dos neurocientistas mais importantes da Espanha, um dos s\u00e1bios que deveriam nos ajudar a consertar o c\u00e9rebro e, entretanto, ele mesmo reconhece que ap\u00f3s uma longa carreira somente no final come\u00e7ou a estudar os desequil\u00edbrios moleculares que est\u00e3o por tr\u00e1s de doen\u00e7as como a epilepsia, o autismo e a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/sindrome_down\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">s\u00edndrome de Down<\/a>.<\/p>\n<p class=\"\">Lerma \u00e9 professor de pesquisa no Instituto de Neuroci\u00eancias de Alicante (CSIC-UMH), uma institui\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia no estudo do c\u00e9rebro que dirigiu entre 2007 e 2016 e afirma que \u201cprovavelmente, \u00e9 preciso fazer perguntas mais gerais antes de se chegar \u00e0s particulares, ir da fisiologia \u00e0 patologia e n\u00e3o ao contr\u00e1rio\u201d. Significaria compreender primeiro o mecanismo para depois tentar resolv\u00ea-lo, mas n\u00e3o s\u00f3 isso.<\/p>\n<p class=\"\"><b>Pergunta.\u00a0<\/b>Compreender o c\u00e9rebro para cur\u00e1-lo quando est\u00e1 com problemas \u00e9 uma motiva\u00e7\u00e3o para muitos neurocientistas, mas tamb\u00e9m \u00e9 interessante entender como o c\u00e9rebro funciona quando o faz corretamente.<\/p>\n<p class=\"\"><b>Resposta.\u00a0<\/b>O c\u00e9rebro tem doen\u00e7as que s\u00e3o muito importantes porque afetam a alma, te destroem como indiv\u00edduo. Se pensamos no mal de Alzheimer: voc\u00ea perde sua\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/memorias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">mem\u00f3ria<\/a>, perde sua hist\u00f3ria, deixa de ser quem \u00e9. S\u00e3o grav\u00edssimas e s\u00e3o muito prevalentes. Al\u00e9m disso, s\u00e3o doen\u00e7as que n\u00e3o matam, t\u00eam um custo sanit\u00e1rio enorme porque a esquizofrenia, o autismo, a epilepsia&#8230; \u00e9 preciso trat\u00e1-las a vida inteira. O custo social \u00e9 at\u00e9 mesmo maior e o sofrimento familiar e do entorno \u00e9 enorme. Isso \u00e9 urgente e \u00e9 uma demanda social, mas tamb\u00e9m o \u00e9 entender como o c\u00e9rebro funciona, como somos, por que nos comportamos de uma determinada maneira. Por que amamos? Por que odiamos? Como o fazemos? Pensar se isso pode ser modulado para sermos pessoas melhores, se a pr\u00f3pria educa\u00e7\u00e3o pode ser modulada para gerar c\u00e9rebros melhores.<\/p>\n<aside class=\"quote quote_pull | pull_right_tablet font_secondary italic\">\n<blockquote class=\"flex container_column \">\n<div>\u201cVoc\u00ea \u00e9 prisioneiro de suas pr\u00f3prias lembran\u00e7as e sua pr\u00f3pria experi\u00eancia. Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 livre\u201d<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/aside>\n<p class=\"\"><b>P.\u00a0<\/b>Contra o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cancer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">c\u00e2ncer<\/a>\u00a0e outras doen\u00e7as se conseguiu desenvolver tratamentos sem a necessidade de entender exatamente como esses tratamentos agem. Isso \u00e9 mais complicado em doen\u00e7as do c\u00e9rebro como o Alzheimer?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.\u00a0<\/b>H\u00e1 duas maneiras de atacar as doen\u00e7as. A primeira \u00e9 a serendipidade, em que voc\u00ea tem um f\u00e1rmaco, o testa e v\u00ea se alivia algum sintoma de alguma doen\u00e7a. Existem muitos exemplos. A aspirina n\u00e3o foi criada racionalmente, assim como a penicilina. Mas o problema do c\u00e9rebro \u00e9 que \u00e9 muito mais complexo e suas doen\u00e7as tamb\u00e9m.<\/p>\n<p class=\"\">No c\u00e2ncer, a guerra contra o c\u00e2ncer de Nixon, que come\u00e7ou nos anos setenta, n\u00e3o acabou com a doen\u00e7as, mas ap\u00f3s tantos anos de pesquisa a mortalidade diminuiu drasticamente. A sobreviv\u00eancia no c\u00e2ncer de mama que antes era baix\u00edssima agora ronda os 80% e isso \u00e9 um sucesso da pesquisa cient\u00edfica e do conhecimento, da utilidade de conhecer os caminhos de sinaliza\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas e oncogenes quando se coloca ao trabalho do desenvolvimento de f\u00e1rmacos. Agora estamos come\u00e7ando a entender como se formam as met\u00e1stases, quais s\u00e3o os mecanismos \u00edntimos pelos quais as c\u00e9lulas s\u00e3o capazes de viajar e entrar em outros \u00f3rg\u00e3os. Isso, sem d\u00favida, te d\u00e1 conhecimento para poder modular esses sistemas.<\/p>\n<p class=\"\">No caso do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/neurociencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">c\u00e9rebro<\/a>, ao contr\u00e1rio de outros \u00f3rg\u00e3os, estamos a anos-luz de ter esse conhecimento. Sabemos de muitas coisas, mas a neuroci\u00eancia \u00e9 relativamente moderna. Cajal j\u00e1 postulou a exist\u00eancia das sinapses, mas ningu\u00e9m as podia ver claramente antes dos anos cinquenta do s\u00e9culo passado, quando o desenvolvimento do microsc\u00f3pio eletr\u00f4nico o permitiu. O conceito dos neurotransmissores e seu isolamento t\u00eam 50 anos. Se soubermos quais s\u00e3o as subst\u00e2ncias que funcionam na transmiss\u00e3o neuronal, o que faz com que as c\u00e9lulas se comportem de determinada maneira e quais s\u00e3o as bases da comunica\u00e7\u00e3o entre neur\u00f4nios, podemos intervir. Grande parte dos f\u00e1rmacos psicoativos que funcionam hoje o fazem a n\u00edvel da sinapse. E o fazem porque nos \u00faltimos anos se criou esse modelo racional em que tentaram isolar subst\u00e2ncias que modulam, bloqueiam e potencializam alguns dos receptores dos quais se conhece sua estrutura molecular e a fun\u00e7\u00e3o a n\u00edvel sin\u00e1ptico.<\/p>\n<p class=\"\">O valium, o diazepam, n\u00e3o foi fruto de um modelo racional. Foi descoberto fazendo elimina\u00e7\u00f5es de subst\u00e2ncias, mas se sabe onde age e como age. Ainda que existam outros, \u00e9 um dos poucos ansiol\u00edticos que funcionam, e n\u00e3o se sabe muito bem por qu\u00ea. Quando voc\u00ea toma diazepam, o c\u00e9rebro se empapa de forma que n\u00e3o tem fun\u00e7\u00f5es e modula\u00e7\u00f5es espec\u00edficas em estruturas que t\u00eam a ver com um determinado comportamento. Por isso os efeitos secund\u00e1rios.<\/p>\n<aside class=\"quote quote_pull | pull_left_tablet font_secondary italic\">\n<blockquote class=\"flex container_column \">\n<div>\u201cO diazepam \u00e9 um dos poucos ansiol\u00edticos que funcionam, e n\u00e3o se sabe muito bem por qu\u00ea\u201d<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/aside>\n<p class=\"\">Uma das vias de a\u00e7\u00e3o agora \u00e9 determinar, por exemplo, quais s\u00e3o as zonas do c\u00e9rebro e os circuitos ou os tipos de neur\u00f4nios envolvidos numa doen\u00e7a em particular, seja ela depress\u00e3o,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/ansiedad\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">ansiedade<\/a>, algum sintoma de autismo ou qualquer outra, a fim de desenvolver f\u00e1rmacos que s\u00f3 atuem nessa parte para diminuir os efeitos colaterais.<\/p>\n<p class=\"\">Em \u00faltima inst\u00e2ncia, o que acontece \u00e9 que ainda conhecemos muito pouco, sobretudo a respeito do funcionamento global do c\u00e9rebro. Conhecemos propriedades moleculares, a estrutura&#8230; Mas, quando voc\u00ea coloca neur\u00f4nios para trabalhar juntos, surgem propriedades emergentes que voc\u00ea n\u00e3o pode prever, que s\u00e3o as que fazem com que o c\u00e9rebro funcione como funciona, e tudo se complica. E \u00e9 algo que n\u00e3o ocorre no f\u00edgado ou no cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0Como reconstruir e compreender esses mecanismos emergentes?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Neste exato momento, h\u00e1 uma esp\u00e9cie de revolu\u00e7\u00e3o com a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/inteligencia_artificial\/a\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">intelig\u00eancia artificial<\/a>, que ajudar\u00e1 muito a entender o c\u00e9rebro porque permitir\u00e1 modelar as zonas cerebrais, entender como funcionam e ver quando determinados padr\u00f5es s\u00e3o alterados. O avan\u00e7o do conhecimento cient\u00edfico acontece de forma escalonada. Vai-se acumulando conhecimento e, de repente, chega um conhecimento a mais que permite completar o quebra-cabe\u00e7as. Antes voc\u00ea n\u00e3o via nada, mas ent\u00e3o coloca a pe\u00e7a e de repente v\u00ea o objeto que estava reconstruindo. E assim \u00e9 gerado um salto qualitativo no conhecimento.<\/p>\n<p class=\"\">Em todas as ci\u00eancias, esses saltos v\u00eam acompanhados de avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos. Agora a Brain Initiative dos Estados Unidos tem como um de seus objetivos desenvolver tecnologias novas que permitam o estudo do c\u00e9rebro. L\u00e1 ocorrem avan\u00e7os que permitir\u00e3o fazer integra\u00e7\u00f5es muito importantes.<\/p>\n<aside class=\"quote quote_pull | pull_right_tablet font_secondary italic\">\n<blockquote class=\"flex container_column \">\n<div>\u201cChegar\u00e1 um dia em que uma pessoa viciada entrar\u00e1 num hospital e, atrav\u00e9s de certos protocolos de estimula\u00e7\u00e3o, seu v\u00edcio ser\u00e1 apagado\u201d<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/aside>\n<p class=\"\"><b>P.\u00a0<\/b>Para muita gente, essa ideia de decompor os fatores que constituem a consci\u00eancia humana \u2015e, de algum modo, compreend\u00ea-la e poder manipul\u00e1-la\u2015 pode parecer perigosa. Inclusive coloca em quest\u00e3o o livre arb\u00edtrio.<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Essa \u00e9 uma quest\u00e3o mais filos\u00f3fica. N\u00e3o sou fil\u00f3sofo, mas o livre arb\u00edtrio n\u00e3o existe, \u00e9 uma fal\u00e1cia. J\u00e1 discuti isso com fil\u00f3sofos, e muitos negam a n\u00e3o exist\u00eancia do livre arb\u00edtrio. Mas vou lhe dar um exemplo. Se voc\u00ea \u00e9 viciado em nicotina e lhe ofere\u00e7o um cigarro, voc\u00ea tem a liberdade de aceitar ou n\u00e3o. Mas se testamos isso 100 vezes, a liberdade n\u00e3o existe, porque voc\u00ea vai aceitar em 90% delas. Se fosse pelo livre arb\u00edtrio, voc\u00ea agiria sempre da mesma forma, ou pelo menos em 50% das vezes, se fosse aleat\u00f3rio, mas n\u00e3o, o arb\u00edtrio \u00e9 marcado por sua experi\u00eancia pr\u00f3pria. E esta \u00e9 marcada por sua\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/educacion\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">educa\u00e7\u00e3o<\/a>, sua inf\u00e2ncia, seu entorno e, portanto, digamos que voc\u00ea \u00e9 prisioneiro de suas pr\u00f3prias lembran\u00e7as e de sua pr\u00f3pria experi\u00eancia. Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 livre.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.\u00a0<\/b>Pode ser que em algum momento, se chegarmos a conhecer esses mecanismos e tamb\u00e9m essas propriedades emergentes em maior profundidade, haja determinadas pol\u00edticas que agora s\u00e3o marcadas pela ideologia, por uma percep\u00e7\u00e3o subjetiva de como funciona o mundo, nas quais a neuroci\u00eancia possa dizer \u201cesta \u00e9 a postura correta\u201d se quisermos reduzir a criminalidade ou melhorar a educa\u00e7\u00e3o, por exemplo?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Obviamente, mas eu diria de outra maneira. O conhecimento do c\u00e9rebro n\u00e3o vai nos tornar escravos. Pelo contr\u00e1rio. Vai nos tornar mais livres, porque podemos prevenir comportamentos, melhorar ensinamentos para tornar as pessoas mais livres, mais donas de suas pr\u00f3prias decis\u00f5es. Por exemplo, um viciado n\u00e3o tem liberdade. Se voc\u00ea for capaz de determinar quais s\u00e3o os mecanismos da depend\u00eancia, poder\u00e1 apag\u00e1-los, e isso \u00e9 algo que est\u00e1 come\u00e7ando a ser feito. Nos \u00faltimos 15 ou 20 anos de estudo das depend\u00eancias, avan\u00e7amos mais do que no resto da hist\u00f3ria. Agora sabemos bastante bem sobre como s\u00e3o gerados esses v\u00edcios e, portanto, qual \u00e9 o mecanismo da compuls\u00e3o. E podemos atac\u00e1-lo com f\u00e1rmacos, com terapias ou de outras maneiras. Provavelmente, chegar\u00e1 um dia em que uma pessoa viciada entrar\u00e1 num hospital e, atrav\u00e9s de determinados protocolos de estimula\u00e7\u00e3o, o v\u00edcio ser\u00e1 apagado e ela poder\u00e1 ir para casa no dia seguinte. Embora isso pare\u00e7a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, est\u00e1 logo ali na esquina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cientistas costumam ser vistos do lado de fora da associa\u00e7\u00e3o como s\u00e1bios com mentes<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":121368,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/juan.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/juan-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/juan-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/juan.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/juan.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/juan.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/juan.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/juan.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/juan.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/juan.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os cientistas costumam ser vistos do lado de fora da associa\u00e7\u00e3o como s\u00e1bios com mentes","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/121367"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=121367"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/121367\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/121368"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=121367"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=121367"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=121367"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}