{"id":121240,"date":"2020-02-04T11:00:37","date_gmt":"2020-02-04T14:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=121240"},"modified":"2020-02-03T11:51:37","modified_gmt":"2020-02-03T14:51:37","slug":"epidemias-mudanca-climatica-e-guerra-nuclear-podem-provocar-um-sofrimento-extremo-a-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/epidemias-mudanca-climatica-e-guerra-nuclear-podem-provocar-um-sofrimento-extremo-a-humanidade\/","title":{"rendered":"Epidemias, mudan\u00e7a clim\u00e1tica e guerra nuclear podem provocar um sofrimento extremo"},"content":{"rendered":"<p class=\"\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/apocalipse.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-121241\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/apocalipse.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/apocalipse.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/apocalipse-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a>O\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/01\/24\/ciencia\/1516802237_407918.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">fim do mundo<\/a>\u00a0sempre \u00e9 pessoal, por vezes social e s\u00f3 uma vez literal. No entanto, a viv\u00eancia irrefut\u00e1vel de que tudo nasce para decair costuma se trasladar para a ordem c\u00f3smica, e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/03\/14\/ciencia\/1426352423_967749.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">a ideia do Apocalipse<\/a>\u00a0\u00e9 onipresente nas sociedades humanas. O universo costuma se encontrar entre uma cria\u00e7\u00e3o onde tudo era bom e um final, muitas vezes pr\u00f3ximo, que chegar\u00e1 porque, com nossa in\u00e9pcia e maldade, corrompemos os dons que nos foram entregues.\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/02\/12\/cultura\/1549963170_648562.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\"><i>Dom Quixote<\/i><\/a>\u00a0recorda, ante um grupo de pastores, a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/07\/11\/cultura\/1531301394_545353.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">vis\u00e3o da Gr\u00e9cia cl\u00e1ssica<\/a>\u00a0quando fala de alguns s\u00e9culos felizes \u201caos quais os antigos puseram o nome de dourados\u201d, uma utopia comunista na qual \u201cos que nela viviam ignoravam essas duas palavras de\u00a0<i>seu<\/i>\u00a0e\u00a0<i>meu<\/i>\u201d. Agora, ap\u00f3s v\u00e1rias degrada\u00e7\u00f5es, n\u00f3s nos encontramos na idade do ferro, e a situa\u00e7\u00e3o vai piorar. Algo similar contam\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/hinduismo\/a\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">os hindus<\/a>, que dizem que vivemos no per\u00edodo Kali Yuga, uma era de disputas e hipocrisia que tamb\u00e9m \u00e9 a \u00faltima antes que algum tipo de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/catastrofes\/a\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">cataclismo<\/a> purifique o planeta.<\/p>\n<p class=\"\">A mesma tend\u00eancia dos humanos de realizar analogias que confundem o ciclo da vida e do mundo pode fazer desprezar o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/01\/25\/ciencia\/1485370641_379950.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">medo de um desastre de dimens\u00f5es planet\u00e1rias<\/a>. Se tantos povos ancestrais acreditaram que o final estava perto e erraram estrepitosamente, \u00e9 f\u00e1cil descartar sem rodeios os arautos do Apocalipse. Isso \u00e9 o que deveria ser feito, por exemplo, com os pesquisadores do Boletim de Cientistas At\u00f4micos, que na semana passada adiantaram seu\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/01\/22\/ciencia\/1548172912_976395.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">metaf\u00f3rico rel\u00f3gio do fim do mundo<\/a>\u00a0e o deixaram a apenas 100 segundos do tr\u00e1gico final. Mas as situa\u00e7\u00f5es nem sempre s\u00e3o compar\u00e1veis, e nos \u00faltimos s\u00e9culos a humanidade incrementou sua capacidade de causar desastres planet\u00e1rios \u2014e tamb\u00e9m de prev\u00ea-los.<\/p>\n<p class=\"\">O rel\u00f3gio do fim do mundo foi criado, fundamentalmente, para advertir sobre os riscos de aniquila\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o humana se a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/guerra_fria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">Guerra Fria<\/a>, na qual durante d\u00e9cadas os Estados Unidos enfrentaram a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, se transformasse num conflito at\u00f4mico. Hoje, por\u00e9m, avaliam-se muito mais riscos, como uma intelig\u00eancia artificial e uma biotecnologia descontroladas. E, segundo escreveu o f\u00edsico Lawrence Krauss, membro do conselho de cientistas do rel\u00f3gio do fim do mundo, \u201cessa multiplica\u00e7\u00e3o das amea\u00e7as elevou a sensa\u00e7\u00e3o de alarme\u201d. \u201cO rel\u00f3gio do ju\u00edzo final est\u00e1 hoje mais perto da meia-noite que durante a crise dos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/misiles\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">m\u00edsseis<\/a>\u00a0de Cuba (na \u00e9poca, ficou a sete minutos do final, contra os 100 segundos atuais), quando o mundo esteve realmente \u00e0 beira do holocausto nuclear\u201d, acrescentou, num artigo publicado no\u00a0<i>The Wall Street Journal<\/i>\u00a0em que duvidava da validez do instrumento.<\/p>\n<figure class=\"article_image | margin_top\"><img loading=\"lazy\" class=\"width_full\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/-rm8NNAE0fLZbkSffQVkTI0FkIs=\/1500x0\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/GSLXR2M2YD3DWCWTTUX6PU7UZQ.jpg\" alt=\"Testes nucleares do Ex\u00e9rcito dos EUA no atol de Bikini (ilhas Marshall). \" width=\"640\" height=\"336\" \/><figcaption class=\"caption | border_bottom border_1 border_gray_ultra_light_warm text_align_right padding_vertical color_gray_medium\">Testes nucleares do Ex\u00e9rcito dos EUA no atol de Bikini (ilhas Marshall).\u00a0<span class=\"color_black margin_left uppercase light\">US ARMY<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\">Nem todas as amea\u00e7as s\u00e3o iguais, e nem os cataclismos t\u00eam as mesmas dimens\u00f5es. Como o pr\u00f3prio Krauss dizia, a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/09\/16\/eps\/1568633180_345386.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">mudan\u00e7a clim\u00e1tica associada \u00e0 atividade industrial<\/a>, uma das supostas grandes amea\u00e7as para a continuidade da civiliza\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 provavelmente\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/10\/29\/ciencia\/1572346437_352787.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">efeitos devastadores<\/a>, mas eles ser\u00e3o sentidos no longo prazo e n\u00e3o ser\u00e3o iguais no mundo todo. Mar\u00eda Jos\u00e9 Sanz, diretora do Centro Basco para a Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica, afirma que o aumento de mais de dois graus na temperatura m\u00e9dia do planeta \u201cpode provocar danos muito importantes para as sociedades humanas, que ter\u00e3o dificuldade de se adaptar a uma frequ\u00eancia de fen\u00f4menos clim\u00e1ticos extremos nunca vistos\u201d. Mas isso n\u00e3o significa que a Terra se transformar\u00e1 num planeta hostil \u00e0 vida,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/ciencia\/2020-01-05\/2020-invasao-em-marte.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">como Marte<\/a>, nem que uma esp\u00e9cie como a humana, que j\u00e1 conta com mais de oito bilh\u00f5es de indiv\u00edduos e uma capacidade tecnol\u00f3gica impressionante, ter\u00e1 sua continuidade amea\u00e7ada.<\/p>\n<blockquote class=\"quote quote_block | font_secondary border border_1 border_solid border_gray_dark border-box\">\n<div>A mudan\u00e7a clim\u00e1tica associada \u00e0 atividade industrial, uma das supostas grandes amea\u00e7as para a continuidade da civiliza\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 provavelmente efeitos devastadores, mas eles ser\u00e3o sentidos no longo prazo e n\u00e3o ser\u00e3o iguais no mundo todo<\/div>\n<\/blockquote>\n<p class=\"\">Sanz aponta, no entanto, alguns perigos dif\u00edceis de prever. \u201cAl\u00e9m do aumento progressivo da temperatura, o sistema clim\u00e1tico tem alguns pontos de inflex\u00e3o\u201d, explica. A quantidade de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/08\/22\/ciencia\/1471879655_591528.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">gelo dos polos<\/a>, o sistema de mon\u00e7\u00f5es tropicais e a corrente norte-sul, que faz com que Nova York seja muito mais fria que Madri apesar de estarem na mesma latitude, e que tem a ver com a quantidade de \u00e1gua doce que desemboca nos oceanos \u2014que, por sua vez, est\u00e1 relacionada com o gelo dos polos\u2014, s\u00e3o mecanismos que regulam o clima planet\u00e1rio e que podem mudar de repente. \u201cSe esses pontos forem ultrapassados, pode haver mudan\u00e7as muito abruptas, e isso \u00e9 o que n\u00e3o se pode prever. Sabemos que est\u00e3o a\u00ed, que estamos acelerando o trajeto rumo a esses pontos de inflex\u00e3o, mas n\u00e3o sabemos o que vai acontecer se eles forem ultrapassados. Nem as consequ\u00eancias disso\u201d, completa.<\/p>\n<p class=\"\">Como deixa claro o sucesso do g\u00eanero zumbi, as doen\u00e7as infecciosas, como o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/sociedade\/2020-01-30\/oms-declara-alerta-internacional-diante-da-expansao-incontrolavel-do-coronavirus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\"><b>coronav\u00edrus de Wuhan<\/b><\/a>, s\u00e3o tamb\u00e9m uma\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/sociedade\/2020-01-31\/nao-ha-nada-mais-contagioso-que-o-medo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">fonte de terror apocal\u00edptico<\/a>. E, nesse caso, o medo n\u00e3o vem sustentado apenas por poss\u00edveis padecimentos futuros, mas por milh\u00f5es de mortos. Durante grande parte da hist\u00f3ria, quando n\u00e3o se sabia o que provocava as infec\u00e7\u00f5es, alguns micr\u00f3bios podiam dizimar a popula\u00e7\u00e3o que atingiam. O historiador Eric Hobsbawm estimou que apenas 6% ou 7% dos marinheiros ingleses mortos entre 1793 e 1815, durante as guerras contra Napole\u00e3o, faleceram nas m\u00e3os dos franceses. \u201cOitenta por cento morreram por causa de doen\u00e7as e acidentes\u201d, escreveu. A sujeira, os servi\u00e7os m\u00e9dicos e a falta de higiene eram inimigos muito mais tem\u00edveis que os canh\u00f5es franceses.<\/p>\n<p class=\"\">Calcula-se que a peste negra, provocada por uma bact\u00e9ria, acabou com um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o da Europa. A gripe espanhola matava at\u00e9 20% dos infectados e aniquilou 6% da popula\u00e7\u00e3o mundial. Para muitos dos habitantes da Am\u00e9rica pr\u00e9-colombiana, embora n\u00e3o os exterminassem completamente, os v\u00edrus provocavam uma esp\u00e9cie de fim do mundo. \u201cNa coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica, o principal soldado foram os v\u00edrus\u201d, afirma V\u00edctor Briones, professor de sa\u00fade animal da Faculdade de Veterin\u00e1ria da Universidade Complutense de Madri.<\/p>\n<blockquote class=\"quote quote_block | font_secondary border border_1 border_solid border_gray_dark border-box\">\n<div>Calcula-se que a peste negra, provocada por uma bact\u00e9ria, acabou com um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o da Europa. A gripe espanhola matava at\u00e9 20% dos infectados e aniquilou 6% da popula\u00e7\u00e3o mundial<\/div>\n<\/blockquote>\n<p class=\"\">\u201cQue uma infec\u00e7\u00e3o coloque em perigo a continuidade de uma esp\u00e9cie \u00e9 muito dif\u00edcil, embora isso quase tenha acontecido com doen\u00e7as \u00e0s vezes banais, como a sarna na camur\u00e7a-dos-pirineus [uma esp\u00e9cie de caprino]. E a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/economia\/2019-12-16\/preco-dos-alimentos-dispara-por-causa-da-alta-demanda-e-da-peste-suina-na-china.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">peste bovina<\/a>\u00a0provocou tanta mortandade na Europa que levou \u00e0 funda\u00e7\u00e3o das faculdades de veterin\u00e1ria\u201d, prossegue Briones. Em humanos, a gripe espanhola de 1918 \u201cdespovoou as zonas rurais\u201d, e a praga de Justiniano do s\u00e9culo VII p\u00f4de ter influenciado o final do Imp\u00e9rio Romano. \u201cReduziu a popula\u00e7\u00e3o de tal maneira que n\u00e3o havia bra\u00e7os para cultivar a terra nem gente para defender a fronteira. A ordem social se alterou\u201d, diz Briones. E conclui: embora ele veja a possibilidade de que uma doen\u00e7a provoque uma grande mortandade, considera muito dif\u00edcil a extin\u00e7\u00e3o da humanidade por essa via.<\/p>\n<p class=\"\">Ainda que n\u00e3o haja extin\u00e7\u00e3o, algumas doen\u00e7as que n\u00e3o chamam a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico nos pa\u00edses desenvolvidos matam centenas de milhares de pessoas. Somente o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/07\/16\/ciencia\/1563291795_328105.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">HIV<\/a>, a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/10\/27\/ciencia\/1509132472_518243.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">tuberculose<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/08\/10\/ciencia\/1533927544_473818.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">mal\u00e1ria<\/a>\u00a0acabam com a vida de cerca de 2,5 milh\u00f5es de pessoas por ano, a maioria nos pa\u00edses pobres. \u201cEm cidades como Jacarta, Dar es Salaam [Tanz\u00e2nia] e Cairo, onde a maior parte da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o mora em edif\u00edcios de vidro e a\u00e7o, mas de chapa e lat\u00e3o, onde h\u00e1 uma imigra\u00e7\u00e3o em massa, uma gest\u00e3o deficiente dos res\u00edduos e pouco acesso aos recursos sanit\u00e1rios, h\u00e1 doen\u00e7as que provocam uma grande mortandade\u201d, afirma Briones. A hecatombe ali n\u00e3o \u00e9 um medo difuso no futuro, mas a vida cotidiana.<\/p>\n<p class=\"\">A\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/01\/16\/internacional\/1516096077_476907.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">gripe espanhola<\/a>, uma das maiores pandemias conhecidas, acabou com apenas cerca de 6% da popula\u00e7\u00e3o mundial<\/p>\n<p class=\"\">Durante as\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/08\/23\/cultura\/1535015642_698052.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">guerras napole\u00f4nicas<\/a>, 80% dos marinheiros ingleses mortos faleceram por doen\u00e7as e acidentes, n\u00e3o pelas armas inimigas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0fim do mundo\u00a0sempre \u00e9 pessoal, por vezes social e s\u00f3 uma vez literal. 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