{"id":121121,"date":"2020-02-02T08:00:08","date_gmt":"2020-02-02T11:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=121121"},"modified":"2020-02-02T14:32:04","modified_gmt":"2020-02-02T17:32:04","slug":"mulheres-na-conservacao-beatrice-padovani-transformando-as-pessoas-e-os-lugares-que-conhece","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mulheres-na-conservacao-beatrice-padovani-transformando-as-pessoas-e-os-lugares-que-conhece\/","title":{"rendered":"Mulheres na Conserva\u00e7\u00e3o: Beatrice Padovani transformando as pessoas e os lugares"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/beatrice.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-121122\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/beatrice.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/beatrice.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/beatrice-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a>\u201cConserva\u00e7\u00e3o \u00e9 voc\u00ea querer continuar a usar as coisas que j\u00e1 usa. Querer que tudo seja usado de forma sustent\u00e1vel, que a nossa gera\u00e7\u00e3o use os bens e servi\u00e7os ambientais, mas as futuras tamb\u00e9m. Isso \u00e9 conserva\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 para excluir o ser humano. N\u00e3o \u00e9 para dividir. \u00c9 para unir\u201d. \u00c9 assim que a professora Beatrice Padovani explica as coisas: de forma simples, f\u00e1cil de entender e \u2013 talvez o mais importante \u2013 olhando no olho. \u201c\u00c9 a compaix\u00e3o, \u00e9 sentir o que outro sente. E o conservacionismo \u00e9 isso, voc\u00ea sente o que o outro sente e vice versa\u201d.<\/p>\n<p>Beatrice \u00e9 professora, doutora, pesquisadora, bi\u00f3loga, m\u00e3e, mergulhadora, esposa, amiga, e, principalmente, pioneira. Uma mulher que faz aquilo que gosta e que n\u00e3o vai sozinha pelos caminhos que cria. Bia, como \u00e9 conhecida, sempre valorizou uma boa conversa e foi aprendendo e ensinando ao longo de mais de 30 anos de trabalho pela preserva\u00e7\u00e3o dos corais e de esp\u00e9cies marinhas amea\u00e7adas, como o emblem\u00e1tico peixe mero.<\/p>\n<p>\u201cA import\u00e2ncia dela para a conserva\u00e7\u00e3o marinha no Brasil \u00e9 enorme. Ela \u00e9 uma cientista, \u00e9 um professora e tem uma facilidade para se comunicar com as pessoas muito grande. Consegue receber e trocar as informa\u00e7\u00f5es de uma forma muito positiva, muito carism\u00e1tica\u201d, quem garante \u00e9 Leonardo Messias, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene) de Tamandar\u00e9, em Pernambuco.<\/p>\n<p>\u201cSempre foi assim. Inspira muita confian\u00e7a. E inspira as pessoas a se juntarem a ela para fazer os trabalhos\u201d, completa Leonardo. A admira\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a toa. Beatrice chegou \u00e0 Tamandar\u00e9 no in\u00edcio dos anos 90 e desde ent\u00e3o trabalha no local, desenvolvendo projetos em parceria com pescadores, pescadoras e outros cientistas.<\/p>\n<p>Sua presen\u00e7a foi fundamental para que a comunidade local mudasse sua percep\u00e7\u00e3o e atitude em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da vida marinha. Francisco de Assis, mais conhecido como Chico da Col\u00f4nia, testemunhou sua chegada \u00e0 Tamandar\u00e9 e hoje \u00e9 um dos parceiros da bi\u00f3loga em seus projetos de conserva\u00e7\u00e3o. Ele conta que Bia fez o primeiro contato com os pescadores locais e foi trocando com eles ideias e conhecimento.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-73714 lazyloaded\" src=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co%CC%81pia-de-15.jpg\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" srcset=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-15.jpg 600w, https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-15-300x200.jpg 300w\" alt=\"beatrice padovani\" width=\"638\" height=\"425\" data-srcset=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-15.jpg 600w, https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-15-300x200.jpg 300w\" data-src=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-15.jpg\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit st-in-image\">\n<div class=\"st-container\"><\/div>\n<\/div><figcaption>Beatrice mergulha na regi\u00e3o de Tamandar\u00e9.<br \/>\nFoto: Jo\u00e3o Marcos Rosa | NITRO<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h3><strong>Pescadores, uma parceria de vida<\/strong><\/h3>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de Beatrice com os pescadores come\u00e7ou na faculdade de biologia, no Rio de Janeiro, e se fortaleceu durante o seu mestrado em oceanografia na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), no Rio Grande do Sul. Como \u00e1s \u00e1guas da regi\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o muito boas para o mergulho, ela passava bastante tempo nos barcos de pesca, conversando com pescadores sobre o que eles sabiam e observavam.<\/p>\n<p>\u201cAprendi muito cedo que eles conheciam do mar em todos os seus aspectos, desde climatologia, aspectos oceanogr\u00e1ficos, padr\u00f5es sazonais, ciclos da esp\u00e9cies. Ent\u00e3o os pescadores sempre foram uma fonte de conhecimento\u201d, garante a bi\u00f3loga. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o a conserva\u00e7\u00e3o, os pescadores observam padr\u00f5es de decl\u00ednios das esp\u00e9cies, as vezes tem refer\u00eancias que a gente n\u00e3o tem, eles est\u00e3o ali h\u00e1 muito mais tempo\u201d.<\/p>\n<p>Muitas das iniciativas e projetos de conserva\u00e7\u00e3o em Tamandar\u00e9 nasceram de alertas e conversas com a comunidade pesqueira. A bi\u00f3loga lembra que o primeiro alerta em rela\u00e7\u00e3o ao mero veio assim. \u201cO pescador chegou para mim e falou \u2018tem uma esp\u00e9cie muito amea\u00e7ada aqui que \u00e9 o mero. Tinha muito mero aqui mas ele \u00e9 f\u00e1cil de capturar e diminuiu muito. E hoje a gente quase n\u00e3o v\u00ea. Eu acho que \u00e9 uma peixe que pode desaparecer\u201d.<\/p>\n<p>Essa conversa aconteceu no in\u00edcio dos anos 90. O pescador tinha raz\u00e3o e esta troca foi o ponto de partida para um trabalho que dura at\u00e9 hoje. Beatrice \u00e9 uma das fundadoras do projeto Meros do Brasil, que desde 2007 trabalha pela conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do trabalho em defesa do mero, ela \u00e9 professora e pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco, coordena dois projetos em defesa dos corais, o Programa de Estudos Ecol\u00f3gicos de Longa Dura\u00e7\u00e3o (Peld) e o Reef Check e participa de organiza\u00e7\u00f5es sociais da comunidade de Tamandar\u00e9. \u201cGosto de todo campo e coordeno mais projetos do que gostaria. Sou uma pessoa entusiasta, mas sou greg\u00e1ria\u201d, avalia.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-73711 lazyloaded\" src=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co%CC%81pia-de-12.jpg\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" srcset=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-12.jpg 600w, https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-12-300x200.jpg 300w\" alt=\"beatrice padovani\" width=\"639\" height=\"426\" data-srcset=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-12.jpg 600w, https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-12-300x200.jpg 300w\" data-src=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-12.jpg\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit st-in-image\">\n<div class=\"st-container\"><\/div>\n<\/div><figcaption>Beatrice e o instrutor de mergulho Maxi Glegiston analisam<br \/>\nem uma carta n\u00e1utica os pontos de naufr\u00e1gio da regi\u00e3o.<br \/>\nFoto: Jo\u00e3o Marcos Rosa | NITRO<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2><strong>Mulheres na conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>O entusiasmo e a habilidade de engajar pessoas s\u00e3o realmente caracter\u00edsticas marcantes e sempre lembradas. Mas a quest\u00e3o do g\u00eanero, at\u00e9 pouco tempo n\u00e3o era vista como importante. \u201cPor muito tempo n\u00e3o havia percebido o quanto isso fazia diferen\u00e7a. E hoje vejo. Mas quando estava come\u00e7ando n\u00e3o liguei. Porque estava fazendo as coisas. Sempre achei muito dif\u00edcil algu\u00e9m me dizer que eu n\u00e3o podia fazer alguma coisa. Nunca acreditei nisso\u201d.<\/p>\n<p>Para ela, o fato de ser mulher pode estar relacionado a uma preocupa\u00e7\u00e3o maior com os outros, com as futuras gera\u00e7\u00f5es, \u201ccom o que vamos deixar para nossos filhos, sobrinhos, netos\u201d.<\/p>\n<p>Beatrice \u00e9 casada com o ocean\u00f3logo Mauro Maida, que tamb\u00e9m \u00e9 um profissional muito conceituado na \u00e1rea. Com a leveza de sempre, \u00a0conta que algumas vezes a sociedade olhava para ela como um complemento do marido. \u201cMinha pr\u00f3pria fam\u00edlia era machista, mas eu tirei de letra\u201d, conta ela. \u201cEle nunca me viu assim, e\u00a0 eu tamb\u00e9m n\u00e3o me via assim. Ent\u00e3o fui fazendo o que eu queria\u201d.<\/p>\n<p>Entre os seus feitos est\u00e1 o apoio \u00e0 comunidade pesqueira por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de vida. Chico da Col\u00f4nia lembra que, quando chegou em Pernambuco, Bia procurou os pescadores locais e conversou com eles sobre a import\u00e2ncia de se preservar o ambiente marinho, para que todos pudessem continuar pescando e tirando seu sustento do mar.<\/p>\n<p>Quando ela e o marido chegaram a Tamandar\u00e9, havia muita pesca predat\u00f3ria, com bomba, e o trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o foi lento, mas eficaz. A col\u00f4nia de pescadores foi fundada em 1996 e hoje conta com 450 s\u00f3cios.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um trabalho de formiguinha, vamos multiplicando, falando da pesca com consci\u00eancia e tudo isso nasceu de Bia. Agradecemos sempre a Deus primeiro e segundo \u00e0 Bia e ao Mauro. Os pais do desenvolvimento social da pesca\u201d, relata Chico.<\/p>\n<p>Outras mulheres tamb\u00e9m ganharam espa\u00e7o neste cen\u00e1rio. No in\u00edcio, elas eram minoria, cerca de 6 marisqueiras entre as 45 pessoas que fundaram a col\u00f4nia. Hoje a col\u00f4nia tem cerca de 450 s\u00f3cios e \u00e9 presidida por uma mulher. \u201cTem muito pescador que n\u00e3o d\u00e1 bola para aos direitos de classe. Mas as mulheres\u00a0 acreditam v\u00e3o \u00e0 luta. As mulheres aqui puderam mostrar que tem essa potencialidade\u201d, afirma o pescador. \u201cTanto homem quanto mulher podem fazer o trabalho. Basta ter pulso, coragem e garra\u201d.<\/p>\n<p>Para Beatrice a representatividade tamb\u00e9m \u00e9 importante e ser uma mulher na conserva\u00e7\u00e3o passa por este aspecto. \u201cTalvez seja tamb\u00e9m um olhar de proximidade para as mulheres que est\u00e3o ai, pescadoras nos manguezais, em \u00e1reas costeiras,\u00a0 que est\u00e3o sofrendo\u00a0 os impactos e muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o bem enxergadas nos projetos de conserva\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 na pol\u00edticas publicas\u201d, reflete.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-73708 lazyloaded\" src=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co%CC%81pia-de-03.jpg\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" srcset=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-03.jpg 600w, https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-03-300x200.jpg 300w\" alt=\"beatrice padovani\" width=\"639\" height=\"426\" data-srcset=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-03.jpg 600w, https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-03-300x200.jpg 300w\" data-src=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-03.jpg\" \/><figcaption>Depois de mergulho em apneia, Beatrice retorna \u00e0 jangada.<br \/>\nFoto: Jo\u00e3o Marcos Rosa | NITRO<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h3><strong>O que ainda pode ser feito?<\/strong><\/h3>\n<p>Como outros conservacionistas, Beatrice se questiona sobre o alcance do trabalho que desenvolve. Infelizmente, muitas esp\u00e9cies entram em extin\u00e7\u00e3o, independente de dedica\u00e7\u00e3o ou esfor\u00e7o. Ela relembra que quando come\u00e7ou viveu o auge da explora\u00e7\u00e3o da pesca marinha, nos anos 80. A possibilidade de intervir era pequena.<\/p>\n<p>Quando viajou para Austr\u00e1lia, um pa\u00eds que j\u00e1 possu\u00eda um hist\u00f3rico significativo em conserva\u00e7\u00e3o, viu de perto que era poss\u00edvel mudar alguns cen\u00e1rios. L\u00e1, trabalhou na grande barreira de corais, com Garry Russel, refer\u00eancia na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Voltou para o Brasil e se fixou em Tamandar\u00e9, onde come\u00e7ou um trabalho de prote\u00e7\u00e3o dos corais praticamente do zero. \u201cTive uma oportunidade junto com o Mauro e outros colegas de fazer parte do in\u00edcio desta discuss\u00e3o. Um solo f\u00e9rtil tanto com a comunidade quanto com os \u00f3rg\u00e3o ambientais\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi um trabalho f\u00e1cil. Leonardo, do Cepene, lembra que quando come\u00e7aram, o cen\u00e1rio era alarmante. \u201cFoi feito um estudo e ele indicou que o ambiente estava muito impactado pela pesca, turismo, atividade n\u00e1utica. As pessoas chegavam a fazer churrasco em cima do recife\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>A primeira medida foi restringir o acesso a algumas \u00e1reas para que o meio ambiente pudesse se recuperar. Houve resist\u00eancia, mas os resultados apareceram e a pr\u00f3pria comunidade reconheceu os benef\u00edcios desta medida.<\/p>\n<p>Os pescadores identificaram que pr\u00f3ximo \u00e0s \u00e1reas protegidas, o volume de peixes era maior e respeitavam os limites impostos. Hoje a conserva\u00e7\u00e3o faz parte das preocupa\u00e7\u00f5es da comunidade, que vive da pesca e do turismo.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-73724 lazyloaded\" src=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co%CC%81pia-de-08.jpg\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" srcset=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-08.jpg 600w, https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-08-300x200.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-srcset=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-08.jpg 600w, https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-08-300x200.jpg 300w\" data-src=\"https:\/\/cdn-cv.r4you.co\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Co\u0301pia-de-08.jpg\" \/><figcaption>Os recifes de coral s\u00e3o ambientes de alta biodiversidade que<br \/>\nservem como abrigo para muitas esp\u00e9cies marinhas.<br \/>\nFoto: Jo\u00e3o Marcos Rosa \/ NITRO<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2><strong>Ensinar e aprender sempre<\/strong><\/h2>\n<p>O monitoramento da \u00e1rea \u00e9 feito por Beatrice com a participa\u00e7\u00e3o de pescadores e jangadeiros. Mas estes n\u00e3o s\u00e3o os seus \u00fanicos parceiros. Ela tamb\u00e9m \u00e9 professora e descobriu na atividade uma esp\u00e9cie de fonte da juventude. \u201cComo professor a sua juventude se prorroga atrav\u00e9s dos c\u00e9rebros alheios\u201d, brinca.<\/p>\n<p>Desde 1995, a bi\u00f3loga d\u00e1 aulas de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m participa de pesquisas no comando de um laborat\u00f3rio onde estuda o ciclo de vida de peixes com seus alunos.<\/p>\n<p>Neste ensinar e aprender que criou com os alunos, pescadores e com quem convive, Bia passa uma mensagem importante de que \u00e9 poss\u00edvel seguir fazendo a diferen\u00e7a. \u201cSer um mulher na conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o acreditar quando te disserem que as coisas n\u00e3o s\u00e3o poss\u00edveis. \u00a0\u00c9 n\u00e3o levar um n\u00e3o para casa e insistir sempre. \u00c9 ter muito amor pelo que faz e pensar sempre no futuro na humanidade como um todo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cConserva\u00e7\u00e3o \u00e9 voc\u00ea querer continuar a usar as coisas que j\u00e1 usa. 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