{"id":121020,"date":"2020-01-31T14:00:11","date_gmt":"2020-01-31T17:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=121020"},"modified":"2020-01-30T13:01:52","modified_gmt":"2020-01-30T16:01:52","slug":"com-turbinas-eolicas-em-alto-mar-brasil-pode-se-tornar-ativo-na-corrida-pela-energia-limpa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/com-turbinas-eolicas-em-alto-mar-brasil-pode-se-tornar-ativo-na-corrida-pela-energia-limpa\/","title":{"rendered":"Com turbinas e\u00f3licas em alto-mar, Brasil pode se tornar ativo na corrida pela energia \u201climpa\u201d"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/energia-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-121021\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/energia-1.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/energia-1.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/energia-1-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a>A energia e\u00f3lica \u00e9 um dos t\u00f3picos mais estudados no ecossistema de energia renov\u00e1vel. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o foco foi em v\u00e1rios aspectos da modelagem e an\u00e1lise de turbinas e\u00f3licas em terra. Especialmente no Brasil, a energia e\u00f3lica tem um enorme potencial que vem sendo pesquisado em estudos recentes.<\/p>\n<p>Liderado pelo professor Alexandre Simos, do Departamento de Engenharia Naval e Oce\u00e2nica da Escola Polit\u00e9cnica (Poli) da USP e gra\u00e7as ao financiamento fornecido pelo Escrit\u00f3rio de Pesquisa Naval Global (ONR Global), um grupo de pesquisadores est\u00e1 encontrando maneiras de aumentar a capacidade de gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica do pa\u00eds, desempenhando um grande esfor\u00e7o para reduzir o peso estrutural em novos projetos de turbinas e\u00f3licas flutuantes offshore (conhecida tamb\u00e9m, em ingl\u00eas, como Floating Offshore Wind Turbines \u2013 FOWTs).<\/p>\n<p>As FOWTs t\u00eam muitas oportunidades e obst\u00e1culos. Entre as vantagens, a disponibilidade de ventos constantes e uma velocidade adequada para o uso de turbinas em sua efici\u00eancia ideal. Entre as desvantagens est\u00e3o os altos custos de instala\u00e7\u00e3o, as linhas de amarra\u00e7\u00e3o e o grande comprimento de cabos necess\u00e1rios para a transmiss\u00e3o de energia. Nesse contexto, aliviar pesos estruturais no flutuador \u00e9 certamente algo bem-vindo.<\/p>\n<p>\u201cNa d\u00e9cada passada, vimos muito esfor\u00e7o no campo da engenharia offshore para conceber, projetar e validar esse novo tipo de sistema flutuante. Atualmente, ap\u00f3s muitos projetos de demonstra\u00e7\u00e3o, a viabilidade do conceito \u00e9 comprovada e, como resultado, estamos testemunhando os primeiros parques e\u00f3licos comerciais flutuantes \u201d, afirma o professor Simos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o projeto de FOWTs \u00e9 uma tarefa complicada que deve considerar vari\u00e1veis como respostas a ondas, cargas de correnteza e vento, estabilidade est\u00e1tica, din\u00e2mica e comportamento estrutural das linhas de ancoragem. Portanto, v\u00e1rios projetos de pesquisa foram realizados por diferentes grupos, com o objetivo de desenvolver c\u00f3digos num\u00e9ricos e estabelecer as bases para a avalia\u00e7\u00e3o comparativa experimental de FOWTs.<\/p>\n<p>Enquanto as turbinas e\u00f3licas offshore flutuantes fornecer\u00e3o uma fonte alternativa de energia para a base mar\u00edtima da frota, Paul Sundaram, diretor cient\u00edfico da ONR Global em S\u00e3o Paulo, observa que \u201co objetivo era entender, atrav\u00e9s da modelagem, como projetar e gerenciar estruturas complexas no ambiente din\u00e2mico do oceano. Isso \u00e9 muito importante para a Marinha dos Estados Unidos, a fim de criar e construir sistemas resilientes desenvolvidos em alto mar\u201d.<\/p>\n<h2>O papel do Brasil<\/h2>\n<p>A tecnologia desempenhar\u00e1 um papel importante na futura expans\u00e3o da energia e\u00f3lica no Brasil. Tal crescimento est\u00e1 projetado para ocorrer em breve. A regulamenta\u00e7\u00e3o para a instala\u00e7\u00e3o de parques e\u00f3licos offshore j\u00e1 est\u00e1 sendo discutida no Congresso brasileiro, e o setor est\u00e1 se preparando para novos desenvolvimentos, que de fato tem um enorme potencial, especialmente na costa nordeste do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cNos \u00faltimos anos, o Brasil expandiu muito rapidamente sua capacidade de gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica, hoje superior a 13 GW, cerca de 8% da capacidade total do pa\u00eds. Esses n\u00fameros fazem da energia e\u00f3lica a segunda fonte de energia el\u00e9trica da rede brasileira. Toda essa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em terra, em muitos parques e\u00f3licos espalhados por todo o pa\u00eds, mas principalmente concentrada no Nordeste, onde o potencial e\u00f3lico \u00e9 excelente \u201d, destaca o professor Simos.<\/p>\n<p>A Poli tamb\u00e9m possui um grupo de pesquisa que trabalha em sistemas offshore para a explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s, que \u00e9 uma atividade econ\u00f4mica muito importante no Brasil. Sendo assim, a ideia inicial dos pesquisadores foi se beneficiar da experi\u00eancia em sistemas flutuantes de petr\u00f3leo e g\u00e1s para adaptar e desenvolver novas ferramentas computacionais para a an\u00e1lise de FOWTs. Estas ferramentas s\u00e3o utilizadas para prever a resposta das estruturas em ondas e vento e para estimar as tens\u00f5es nas linhas de amarra\u00e7\u00e3o, cargas estruturais e vibra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A energia e\u00f3lica \u00e9 um dos t\u00f3picos mais estudados no ecossistema de energia renov\u00e1vel. Nas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":121021,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/energia-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/energia-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/energia-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/energia-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/energia-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/energia-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/energia-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/energia-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/energia-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/energia-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A energia e\u00f3lica \u00e9 um dos t\u00f3picos mais estudados no ecossistema de energia renov\u00e1vel. Nas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/121020"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=121020"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/121020\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/121021"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=121020"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=121020"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=121020"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}