{"id":120747,"date":"2020-01-26T14:30:53","date_gmt":"2020-01-26T17:30:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=120747"},"modified":"2020-01-25T21:53:10","modified_gmt":"2020-01-26T00:53:10","slug":"pesquisadores-dos-eua-estudam-impacto-das-mudancas-climaticas-nas-tartarugas-verdes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-dos-eua-estudam-impacto-das-mudancas-climaticas-nas-tartarugas-verdes\/","title":{"rendered":"Pesquisadores dos EUA estudam impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nas tartarugas-verdes"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/tartaruga_verde.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-120748\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/tartaruga_verde.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/tartaruga_verde.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/tartaruga_verde-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a>Pesquisadores da Universidade Estadual da Fl\u00f3rida, nos Estados Unidos, est\u00e3o estudando os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nas tartarugas-verdes, que se reproduzem em Fernando de Noronha (PE).<\/p>\n<p>Pesquisas indicam que quanto maior a temperatura da areia, mais f\u00eameas nascem. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do portal G1.<\/p>\n<p>Desenvolvido em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Tartarugas Marinhas (Tamar), o estudo foi financiado pela National Science Foundation (NSF). Os dados est\u00e3o sendo coletados na ilha pelo bi\u00f3logo brasileiro Armando Barsante, que durante 18 anos trabalhou no Tamar e atualmente \u00e9 estudante de doutorado da universidade norte-americana.<\/p>\n<p>\u201cPouco se sabe sobre o comportamento das tartarugas macho no mundo. Essa \u00e9 uma pesquisa in\u00e9dita. Vamos investigar a paternidade das tartarugas e quantos machos contribuem em um mesmo ninho, entre outras informa\u00e7\u00f5es\u201d, disse Barsante.<\/p>\n<p>De acordo com ele, as f\u00eameas s\u00e3o mais acess\u00edveis porque precisam sair da \u00e1gua para desovar. J\u00e1 os machos, quase n\u00e3o saem do mar, o que dificulta a realiza\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises sobre seu comportamento. Em alguns locais do mundo, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de quatro f\u00eameas para cada macho.<\/p>\n<p>\u201cEm 28 graus [de temperatura], metade da ninhada seria macho e a outra metade, f\u00eamea. \u00c0 medida que esquenta a temperatura, gradativamente, mais f\u00eameas ser\u00e3o produzidas. Caso se chegue a 32 graus, s\u00f3 nascer\u00e3o f\u00eameas\u201d, observou o pesquisador.<\/p>\n<p>Em 23 de dezembro de 2019, um macho passou a ser monitorado atrav\u00e9s de um transmissor que emite sinais de sat\u00e9lite. J\u00falio Grande, como passou a ser chamado, ficou em Noronha at\u00e9 8 de janeiro, quando deu in\u00edcio \u00e0 migra\u00e7\u00e3o. Percorrendo mais de mil quil\u00f4metros, o animal j\u00e1 passou pelo Rio Grande do Norte e chegou ao Cear\u00e1.<\/p>\n<figure id=\"attachment_776734\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-776734\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-776734 jetpack-lazy-image jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1127.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"440\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-776734\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Paulo Lara\/Projeto Tamar<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os pesquisadores pretendem monitorar outras oito tartarugas do sexo masculino, atrav\u00e9s dos transmissores, em 2020 e outras oito em 2021.<\/p>\n<p>O estudo, por\u00e9m, n\u00e3o avaliar\u00e1 apenas os machos, mas tamb\u00e9m as f\u00eameas e os ninhos. \u201cComo a tartaruga faz v\u00e1rias desovas, pode ser que uma ninhada tenha mais f\u00eameas e outra tenha mais machos. Concentramos o estudo na Praia do Le\u00e3o, onde h\u00e1 maior quantidade de ninhos\u201d, contou Armando.<\/p>\n<p>Dispositivos que medem a temperatura da areia por hora foram colocados nos ninhos em Fernando de Noronha. \u201cAinda n\u00e3o tivemos nascimentos no primeiro ninho onde colocamos o equipamento. A previs\u00e3o \u00e9 4 de fevereiro. A desova completa 45 dias em 2 de fevereiro. Vamos resgatar o dispositivo e identificar a temperatura, acreditamos que ser\u00e1 mais de 28 graus\u201d, informou.<\/p>\n<figure id=\"attachment_776735\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-776735\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-776735 jetpack-lazy-image jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1128.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"367\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-776735\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Paulo Lara\/Projeto Tamar<\/figcaption><\/figure>\n<p>Amostras de tecido das f\u00eameas tamb\u00e9m est\u00e3o sendo colhidas pelo bi\u00f3logo. Trinta e duas amostras de filhotes para estudo de DNA ser\u00e3o retiradas de cada ninho e ser\u00e1 poss\u00edvel identificar os pais das tartarugas.<\/p>\n<p>\u201cCom o estudo gen\u00e9tico, n\u00f3s temos 99% de chance de saber qual indiv\u00edduo \u00e9 o pai. Vamos identificar se existem ninhos de f\u00eameas diferentes com o mesmo macho como pai dos filhotes\u201d, explicou.<\/p>\n<p>A coleta de dados do estudo, iniciado em dezembro de 2019, ir\u00e1 durar tr\u00eas anos e a pesquisa deve ser conclu\u00edda em cinco anos. No dia 2 de fevereiro, uma pesquisadora norte-americana ir\u00e1 participar da coleta de campo na ilha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade Estadual da Fl\u00f3rida, nos Estados Unidos, est\u00e3o estudando os impactos das mudan\u00e7as<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":120748,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/tartaruga_verde-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/tartaruga_verde-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores da Universidade Estadual da Fl\u00f3rida, nos Estados Unidos, est\u00e3o estudando os impactos das mudan\u00e7as","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120747"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=120747"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120747\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/120748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=120747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=120747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=120747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}