{"id":120632,"date":"2020-01-24T13:30:11","date_gmt":"2020-01-24T16:30:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=120632"},"modified":"2020-01-23T20:56:26","modified_gmt":"2020-01-23T23:56:26","slug":"a-ingestao-de-carne-vermelha-esta-relacionada-a-uma-maior-mortalidade-por-doencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-ingestao-de-carne-vermelha-esta-relacionada-a-uma-maior-mortalidade-por-doencas\/","title":{"rendered":"A ingest\u00e3o de carne vermelha est\u00e1 relacionada a uma maior mortalidade por doen\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/bife.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-120634\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/bife.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/bife.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/bife-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a>A ingest\u00e3o m\u00e9dia de 200g di\u00e1rias de carne vermelha est\u00e1 relacionada a uma maior mortalidade por doen\u00e7as cardiovasculares, diabetes do tipo 2 e, principalmente, c\u00e2ncer de c\u00f3lon. Mas existe a possibilidade de enzimas bacterianas neutralizarem esses efeitos nocivos ao organismo humano.<\/p>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o da dieta \u00e9 preocupa\u00e7\u00e3o nacional na maioria das sociedades modernas. De v\u00e1rias maneiras, a chamada carne vermelha (de boi, porco, carneiro etc.) est\u00e1 se tornando um dos centros dessa preocupa\u00e7\u00e3o. A \u2018carnivoria\u2019 moderna \u00e9 celebrada nos balc\u00f5es de supermercados, com suas in\u00fameras e intrincadas divis\u00f5es, nas p\u00e1ginas de livros de culin\u00e1ria e em programas de televis\u00e3o, onde o manuseio, a prepara\u00e7\u00e3o e a est\u00e9tica da carne s\u00e3o elevados \u00e0 categoria de formas de arte. A carne vermelha est\u00e1 dispon\u00edvel como o onipresente hamb\u00farguer de fast food em quase todos os pa\u00edses do mundo e, na sua forma mais exclusiva, como um bife da carne de Kobe (obtido de novilhas regularmente massageadas e alimentadas com cerveja), vendido por mais de 500 reais o quilo.<\/p>\n<p>Nosso apetite moderno por carne vermelha \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o extrema de nosso passado evolutivo, quando a introdu\u00e7\u00e3o de carne vermelha na dieta dos homin\u00eddeos foi provavelmente um evento seminal<\/p>\n<p>Nosso apetite moderno por carne vermelha \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o extrema de nosso passado evolutivo, quando a introdu\u00e7\u00e3o de carne vermelha na dieta dos homin\u00eddeos foi provavelmente um evento seminal.<\/p>\n<p>Por mais de um s\u00e9culo, muitos antrop\u00f3logos enfatizaram o consumo de carne como catalisador da evolu\u00e7\u00e3o humana, por favorecer aspectos como capacidade reprodutiva, fabrica\u00e7\u00e3o de ferramentas, expans\u00e3o neural, coopera\u00e7\u00e3o e maior longevidade.<\/p>\n<p>A carne vermelha \u00e9 uma fonte concentrada de nutrientes que pode fornecer uma por\u00e7\u00e3o significativa da ingest\u00e3o di\u00e1ria recomendada de prote\u00ednas, niacina, vitaminas B6 e B12, f\u00f3sforo, zinco, ferro, riboflavina, \u00e1cido pantot\u00eanico e sel\u00eanio. Por essa raz\u00e3o, o consumo dessa carne \u00e9 especialmente recomendado para gestantes e crian\u00e7as em desenvolvimento. Por\u00e9m, o consumo de carnes vermelhas e, em especial, das processadas (bacon, salsichas, salames, entre outros) vem sendo consistentemente associado ao aumento do risco de doen\u00e7as em humanos.<\/p>\n<p><strong>Riscos associados ao consumo<\/strong><\/p>\n<p>Um estudo epidemiol\u00f3gico prospectivo que acompanhou cerca de 100 mil profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade demonstrou que a ingest\u00e3o m\u00e9dia de 200 gramas di\u00e1rias de carne vermelha est\u00e1 relacionada com uma maior mortalidade por doen\u00e7as cardiovasculares, diabetes do tipo 2 e, principalmente, c\u00e2ncer de c\u00f3lon. As raz\u00f5es parecem ser complexas e os pesquisadores t\u00eam trabalhado para entender os fatores envolvidos.<\/p>\n<p>Existem muitas explica\u00e7\u00f5es propostas para essas associa\u00e7\u00f5es, algumas discutidas h\u00e1 muitos anos. Entre elas est\u00e3o inclu\u00eddas: (i) o alto conte\u00fado de gordura saturada e seu envolvimento na obesidade, inflama\u00e7\u00e3o geral, resist\u00eancia \u00e0 insulina e desequil\u00edbrio da flora intestinal (disbiose); (ii) o alto conte\u00fado de sal e sua contribui\u00e7\u00e3o para o aumento da press\u00e3o arterial e, secundariamente, para o desenvolvimento de doen\u00e7as cardiovasculares e renais; (iii) gera\u00e7\u00e3o de trimetilamina-N-\u00f3xido (TMAO) pelo metabolismo de colina ou L-carnitina da carne por bact\u00e9rias da microbiota, uma vez que n\u00edveis elevados de TMAO no plasma podem promover aterosclerose.<\/p>\n<p>Contudo, nenhum dos mecanismos mencionados acima \u00e9 espec\u00edfico para carne vermelha \u2013 o que \u00e9 fundamental se considerarmos o fato de que o consumo de carnes brancas, como aves e peixes, que constituem as outras principais fontes de prote\u00edna animal na dieta humana, n\u00e3o est\u00e1 associado ao risco de doen\u00e7as. Mesmo os carcin\u00f3genos arom\u00e1ticos polic\u00edclicos gerados por m\u00e9todos de cozimento a altas temperaturas (como na churrasqueira), n\u00e3o s\u00e3o espec\u00edficos para carne vermelha, pois tamb\u00e9m s\u00e3o gerados ao cozinhar aves ou peixes, bem como por outras formas de cozimento.<\/p>\n<p>As explica\u00e7\u00f5es tradicionais que parecem ser mais espec\u00edficas para a carne vermelha incluem: (i) o impacto dos compostos N-nitrosos (presentes na carne vermelha devido \u00e0 adi\u00e7\u00e3o de sais conservantes ou por forma\u00e7\u00e3o end\u00f3gena catalisada por hemoglobina), agentes cancer\u00edgenos que podem causar dano ao DNA e contribuir para uma ampla gama de malignidades; (ii) as propriedades oxidativas, citot\u00f3xicas e potencialmente prejudiciais ao DNA do pigmento heme, que confere o aspecto peculiar da carne vermelha. Uma discuss\u00e3o mais detalhada sobre as raz\u00f5es pelas quais os mecanismos at\u00e9 aqui mencionados n\u00e3o fornecerem explica\u00e7\u00f5es conclusivas para o risco de doen\u00e7as associados ao consumo de carne vermelha pode ser encontrado em uma revis\u00e3o publicada na revista Molecular.<\/p>\n<p><strong>Composto suspeito<\/strong><\/p>\n<p>Um novo mecanismo imunol\u00f3gico que envolve a participa\u00e7\u00e3o de carboidratos encontrados na carne vermelha, mas n\u00e3o no organismo humano, tem emergido como importante v\u00ednculo entre o consumo desse tipo de carne e o risco de doen\u00e7as. O composto suspeito \u00e9 um carboidrato (um tipo de mol\u00e9cula de a\u00e7\u00facar) chamado \u00e1cido N-glicolilneuram\u00ednico (Neu5Gc). O Neu5Gc n\u00e3o \u00e9 naturalmente encontrado em tecidos humanos devido a uma muta\u00e7\u00e3o que ocorreu h\u00e1 cerca de dois a tr\u00eas milh\u00f5es de anos. Por\u00e9m, a ingest\u00e3o de produtos contendo Neu5Gc (especialmente, carne vermelha) faz com que ele seja absorvido em diversos tecidos humanos, sobretudo em c\u00e9lulas endoteliais e epiteliais.<\/p>\n<p>As c\u00e9lulas que absorvem o Neu5Gc o exp\u00f5em em sua superf\u00edcie, o que as torna alvo de anticorpos circulantes anti-Neu5Gc, presentes em todos os humanos estudados at\u00e9 hoje. Esse \u00e9 o \u00fanico exemplo conhecido em que uma mol\u00e9cula da dieta pode se tornar um autoant\u00edgeno. A deposi\u00e7\u00e3o de anticorpos anti-Neu5Gc nas c\u00e9lulas que absorveram Neu5Gc leva a uma resposta inflamat\u00f3ria. Isso pode ser umas das explica\u00e7\u00f5es para o fato de que dietas ricas em carne vermelha est\u00e3o associadas a uma inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica (xenosialite) e a doen\u00e7as relacionadas, como c\u00e2ncer de c\u00f3lon e aterosclerose.<\/p>\n<p>Um novo mecanismo imunol\u00f3gico que envolve a participa\u00e7\u00e3o de carboidratos encontrados na carne vermelha, mas n\u00e3o no organismo humano, tem emergido como importante v\u00ednculo entre o consumo de carne vermelha e o risco de doen\u00e7as<\/p>\n<p>Uma vez que o Brasil est\u00e1 entre os maiores consumidores de carne vermelha do mundo (3\u00b0 lugar, atr\u00e1s apenas do Uruguai e da Argentina), torna-se necess\u00e1rio fazer estudos que visem estabelecer se esse mecanismo inflamat\u00f3rio \u00e9 um fator que contribui para a alta incid\u00eancia de c\u00e2ncer de c\u00f3lon, com estimativa de 17.380 novos casos em homens e 18.980 em mulheres para cada ano do bi\u00eanio 2018-2019. Pesquisas em andamento na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) t\u00eam se concentrado nessa hip\u00f3tese.<\/p>\n<p>Por ser um mecanismo imunol\u00f3gico com potencial patog\u00eanico, ao qual a maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 exposta, h\u00e1 a possibilidade de que a xenosialite contribua para o agravamento de sintomas reumatol\u00f3gicos apresentados por pacientes de zika e chikungunya \u2013 pouco se sabe sobre os mecanismos moleculares envolvidos nos processos inflamat\u00f3rios que ocorrem nessas doen\u00e7as. Um grupo multidisciplinar de virologistas, imunologistas, e reumatologistas da UFRJ tamb\u00e9m tem estudado tal hip\u00f3tese.<\/p>\n<p><strong>Dieta e microrganismos<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 se sabe h\u00e1 algum tempo que h\u00e1bitos alimentares tamb\u00e9m podem modificar os trilh\u00f5es de microrganismos que vivem no intestino (conhecidos coletivamente como microbiota intestinal) e contribuir para a obesidade, diabetes e c\u00e2ncer. Uma parceria do Departamento de Imunologia do Instituto de Microbiologia da UFRJ com a Universidade da Calif\u00f3rnia, em San Diego (UCSD), nos EUA, prop\u00f4s estudar se a ingest\u00e3o do carboidrato Neu5Gc da carne vermelha poderia provocar altera\u00e7\u00f5es na microbiota intestinal. Descobriu-se que algumas bact\u00e9rias intestinais t\u00eam enzimas capazes de retirar o Neu5Gc das prote\u00ednas da carne para utiliz\u00e1-lo como nutriente.<\/p>\n<p>O estudo, publicado em setembro de 2019 na revista Nature Microbiology, apresenta a possibilidade de usar essas enzimas bacterianas, chamadas sialidases, para limpar o Neu5Gc de nossos tecidos ou remover potencialmente o carboidrato da carne vermelha antes de ser consumida. Karsten Zengler, pesquisador da Universidade da California e autor s\u00eanior do estudo, disse esperar que essa abordagem possa ser usada como uma esp\u00e9cie de probi\u00f3tico (produtos com bact\u00e9rias saud\u00e1veis) ou prebi\u00f3tico (produto que serve de alimento para as bact\u00e9rias da microbiota) para ajudar a reduzir a inflama\u00e7\u00e3o e o risco de doen\u00e7as inflamat\u00f3rias \u2013 sem abrir m\u00e3o do bife.<\/p>\n<p>Os cientistas sabem h\u00e1 d\u00e9cadas que o c\u00e2ncer de c\u00f3lon e a aterosclerose s\u00e3o mais comuns em pessoas que comem muita carne vermelha, mas n\u00e3o em carn\u00edvoros n\u00e3o humanos. O Neu5Gc foi implicado como o elo entre o consumo de carne vermelha e essas doen\u00e7as humanas em estudos anteriores publicados pelo mesmo grupo de pesquisas da UCSD. Eles mostraram que o Neu5Gc na dieta promove inflama\u00e7\u00e3o, tumores e aterosclerose em camundongos deficientes em Neu5Gc (semelhantes a humanos).<\/p>\n<p><strong>Altera\u00e7\u00f5es na microbiota<\/strong><\/p>\n<p>Neste \u00faltimo estudo, os pesquisadores utilizaram camundongos similares a humanos para determinar como a dieta influencia a composi\u00e7\u00e3o da microbiota intestinal \u2013 comunidades de microrganismos, particularmente bact\u00e9rias, que vivem no intestino. Os camundongos foram alimentados com uma dieta rica em Neu5Gc ou com uma dieta controle sem esses carboidratos.<\/p>\n<p>No geral, a dieta rica em Neu5Gc foi associada a menor diversidade bacteriana nos microbiomas do intestino de camundongo. Mas havia v\u00e1rios tipos de bact\u00e9rias que eram mais abundantes nos intestinos dos camundongos alimentados com Neu5Gc do que os que n\u00e3o consomem o carboidrato relacionado \u00e0 carne. Um deles eram os bacteroides, um tipo de bact\u00e9ria conhecida por sua capacidade em metabolizar carboidratos. Uma enzima espec\u00edfica dos bacteroides foi especialmente abundante nos camundongos alimentados com Neu5Gc \u2013 um novo tipo de sialidase que \u2018corta\u2019 o Neu5Gc.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que a recomenda\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Pesquisa em C\u00e2ncer \u00e9 que o consumo de carnes vermelhas e carnes vermelhas processadas n\u00e3o exceda o limite de 300 a 500 gramas por semana<\/p>\n<p>Para determinar como os resultados dos camundongos podem se traduzir em seres humanos, os pesquisadores originalmente pensaram em realizar um estudo em que as pessoas fizessem dieta vegetariana por dois meses e, depois, comessem carne por outros dois meses. Assim, seria poss\u00edvel acompanhar se havia mudan\u00e7a na presen\u00e7a dessas sialidases nos microbiomas intestinais. Em vez de lan\u00e7ar um novo estudo caro, os cientistas encontraram um experimento natural no estilo de vida do hadzas, um grupo ind\u00edgena de ca\u00e7adores de uma regi\u00e3o remota da Tanz\u00e2nia, na \u00c1frica Oriental. Na esta\u00e7\u00e3o seca, os hadzas ca\u00e7am e comem carne. J\u00e1 na esta\u00e7\u00e3o chuvosa, eles n\u00e3o conseguem ca\u00e7ar e comem, sobretudo, frutas e mel.<\/p>\n<p>Outros grupos de pesquisa estudam h\u00e1 muito o hadzas e seus microbiomas. Olhando para os dados gen\u00f4micos publicamente dispon\u00edveis das bact\u00e9rias do intestino dos hadzas ao longo do tempo, viu-se que os bacteroides contendo o gene da sialidase eram pelo menos duas vezes mais abundantes durante a esta\u00e7\u00e3o seca (quando eles comem carne) do que na esta\u00e7\u00e3o chuvosa.<\/p>\n<p>S\u00f3 porque os genes da sialidase est\u00e3o presentes, isso n\u00e3o significa necessariamente que eles est\u00e3o ativos. Assim, os pesquisadores sintetizaram o gene da sialidase bacteriana dos hadzas e produziram a enzima no laborat\u00f3rio. De fato, a sialidase era ativa e preferia Neu5Gc ao carboidrato semelhante encontrado nos humanos, o Neu5Ac.<\/p>\n<p>Foi quando os cientistas levaram as coisas um passo adiante. Sua equipe comprou lingui\u00e7a de porco e carne de boi em um mercado local e as levaram ao laborat\u00f3rio. Eles \u2018trataram\u2019 as carnes com as sialidases feitas em laborat\u00f3rio e, para felicidade dos pesquisadores, a maior parte do Neu5Gc da carne foi eliminada imediatamente. Como pesquisador diretamente envolvido, posso afirmar que a abordagem ainda n\u00e3o \u00e9 perfeita \u2013 as novas sialidases preferem remover o Neu5Gc, mas ainda removem um pouco da forma do a\u00e7\u00facar humano semelhante.<\/p>\n<p>Agora os pesquisadores est\u00e3o trabalhando para otimizar a enzima de modo a aumentar sua especificidade para Neu5Gc. A equipe tamb\u00e9m quer desenvolver m\u00e9todos para produzir em massa essas enzimas e explorar ainda mais seu potencial como biocomposto capaz de reduzir o risco de doen\u00e7as inflamat\u00f3rias em indiv\u00edduos que consomem grandes quantidades de carne vermelha.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, \u00e9 importante ressaltar que a recomenda\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Pesquisa em C\u00e2ncer (World Cancer Research Fund) \u00e9 que o consumo de carnes vermelhas e carnes vermelhas processadas n\u00e3o exceda o limite de 300 a 500 gramas por semana como forma de prevenir o c\u00e2ncer de c\u00f3lon.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ingest\u00e3o m\u00e9dia de 200g di\u00e1rias de carne vermelha est\u00e1 relacionada a uma maior mortalidade<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":120634,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/bife.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/bife-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/bife-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/bife.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/bife.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/bife.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/bife.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/bife.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/bife.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/bife.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A ingest\u00e3o m\u00e9dia de 200g di\u00e1rias de carne vermelha est\u00e1 relacionada a uma maior mortalidade","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120632"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=120632"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120632\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/120634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=120632"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=120632"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=120632"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}