{"id":120599,"date":"2020-01-24T08:00:30","date_gmt":"2020-01-24T11:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=120599"},"modified":"2020-01-23T19:35:32","modified_gmt":"2020-01-23T22:35:32","slug":"estudo-aponta-que-amazonia-e-maior-do-que-aparece-no-mapa-e-propoe-reclassificacao-de-biomas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-aponta-que-amazonia-e-maior-do-que-aparece-no-mapa-e-propoe-reclassificacao-de-biomas\/","title":{"rendered":"Estudo aponta que Amaz\u00f4nia \u00e9 maior do que aparece no mapa e prop\u00f5e reclassifica\u00e7\u00e3o de biomas"},"content":{"rendered":"<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"41\" data-block-id=\"2\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/amazonia-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-120600\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/amazonia-3.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/amazonia-3.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/amazonia-3-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a>Um estudo publicado recentemente pela revista Biodiversity and Conservation mostra que a Amaz\u00f4nia pode ser maior do que aparece no mapa. Isso porque os mapas atuais, segundo a pesquisa, n\u00e3o retratam fielmente a divis\u00e3o entre os biomas savanas e floresta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wall protected-content\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"19\" data-block-id=\"3\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007%2Fs10531-019-01720-z\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">artigo cient\u00edfico foi publicado<\/a>\u00a0previamente no ano passado e a vers\u00e3o definitiva deve sair ainda este ano.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"54\" data-block-id=\"4\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Participam do estudo seis pesquisadores que fazem parte do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat); Departamento de Engenharia Florestal, da Universidade de Bras\u00edlia (UnB); Centro de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Natureza, da Universidade Federal do Acre (Ufac) e do Departamento de Zoologia, tamb\u00e9m da (UnB).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"54\" data-block-id=\"5\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O bi\u00f3logo com doutorado em ci\u00eancias florestais da Ufac, Henrique Mews, \u00e9 um dos que assinam o artigo. Segundo ele, novas tecnologias mostram que a divis\u00e3o dos biomas do cerrado e floresta amaz\u00f4nia n\u00e3o pode ser feita por linhas, mas sim faixas transit\u00f3rias, que acabam formando um local \u00fanico que precisa ser considerado.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"76\" data-block-id=\"6\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cAntes dessa pesquisa, o limite desses biomas era demarcado por uma linha, ent\u00e3o era muito simpl\u00f3rio, a tecnologia era muito simples no passado. Com o avan\u00e7o, com as imagens de sat\u00e9lite e nosso conhecimento de campo na regi\u00e3o no Sul da Amaz\u00f4nia, a gente percebeu que n\u00e3o era t\u00e3o simples assim. Uma viagem de carro j\u00e1 revela para voc\u00ea que, ora voc\u00ea encontra floresta, ora volta a ser cerrado, tudo isso no mesmo trajeto\u201d, explica.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"33\" data-block-id=\"8\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O que o estudo prop\u00f5e \u00e9 que haja uma atualiza\u00e7\u00e3o e que essas \u00e1reas sejam consideradas na delimita\u00e7\u00e3o do bioma. Logo, isso faria com que o mapa como conhecemos atualmente sofresse altera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"88\" data-block-id=\"9\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cCom ajuda de sat\u00e9lite, a gente percebeu que aquele mapeamento da d\u00e9cada de 70 n\u00e3o era mais realista e a gente precisava modernizar isso. Fizemos para uma \u00e1rea amostral um pouco menor, e a\u00ed a gente conseguiu mostrar que, na verdade, uma linha n\u00e3o \u00e9 realista, a gente precisa considerar uma faixa de transi\u00e7\u00e3o e essa faixa tem, nesse nosso universo amostral, de 40 km a 250 km de extens\u00e3o, seria uma vegeta\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 nem savana, nem cerrado, \u00e9 transicional, mistura as duas coisas\u201d, destaca.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"3\" data-block-id=\"10\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Mudan\u00e7a no mapa<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"44\" data-block-id=\"11\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O estudo mostra que a delimita\u00e7\u00e3o antiga desses biomas n\u00e3o \u00e9 mais realista. Al\u00e9m disso, mostra tamb\u00e9m que essas \u00e1reas de transi\u00e7\u00e3o, em que se tem dois biomas, \u00e9 um espa\u00e7o \u00fanico, chamado de ec\u00f3tonos, e o mais afetado nos \u00faltimos 30 anos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"39\" data-block-id=\"12\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cEm termos proporcionais, a \u00e1rea de transi\u00e7\u00e3o foi mais desmatada do que a savana do cerrado e a floresta da Amaz\u00f4nia e isso \u00e9 muito preocupante, porque essa \u00e1rea n\u00e3o \u00e9 nem um nem outro, \u00e9 \u00fanica\u201d, fala.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"49\" data-block-id=\"13\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O artigo, publicado em uma renomada revista internacional, indica que o mapa dos biomas no Brasil precisa ser alterado. A proposta, segundo Mews, \u00e9 que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) reconhe\u00e7a o estudo ou se utilize da mesma metodologia para fazer essa reclassifica\u00e7\u00e3o dos biomas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"41\" data-block-id=\"14\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cSe eles usarem essa nova tecnologia, mudaria sim [o mapa], porque teriam que mostrar a faixa de transi\u00e7\u00e3o mais clara, mostrando que as florestas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o altas, s\u00e3o mais baixas, mais densas, com processos que s\u00f3 ocorrem ali\u201d, finaliza.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"3\" data-block-id=\"15\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Estudo mais aprofundado<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"38\" data-block-id=\"17\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Ao<strong>\u00a0G1<\/strong>, o IBGE informou que tem conhecimento do artigo e frisou que utiliza sensoriamento remoto nos mapeamentos feitos atualmente. O \u00f3rg\u00e3o destacou ainda que para uma mudan\u00e7a no mapa atual seria necess\u00e1rio um estudo mais aprofundado.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"57\" data-block-id=\"18\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cEssa faixa de transi\u00e7\u00e3o [entre as vegeta\u00e7\u00f5es] est\u00e1 bastante antropisada [processo de degrada\u00e7\u00e3o feito por humanos] e para afirma\u00e7\u00f5es de pertencimento \u00e0 Amaz\u00f4nia deveriam ter estudos mais profundos. No caso do IBGE, utilizamos o conhecimento dos demais recursos naturais e suas inter-rela\u00e7\u00f5es para atribuir essas faixas de transi\u00e7\u00e3o a um ou outro bioma\u201d, destaca a nota.<\/p>\n<\/div>\n<div data-track-category=\"multicontent\" data-track-action=\"ultimo chunk conteudo\" data-track-noninteraction=\"false\" data-track-scroll=\"view\">\n<div class=\"row medium-uncollapsed content-media content-photo\" data-block-type=\"backstage-photo\" data-block-id=\"19\">\n<div class=\"mc-column content-media__container\">\n<div class=\"progressive-img can-open-lightbox\" data-min-size=\"1008x444\" data-min-size-url=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/dS_WduS9dMZLsomY39rw6WMmgio=\/0x0:900x397\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/q\/t\/76dfarQMaLlIGVL0LMAw\/mapa2.jpeg\" data-max-size=\"1600x705\" 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