{"id":120312,"date":"2020-01-19T10:00:07","date_gmt":"2020-01-19T13:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=120312"},"modified":"2020-01-18T23:14:02","modified_gmt":"2020-01-19T02:14:02","slug":"a-maior-flor-do-mundo-cheira-a-cadaver-e-e-encontrada-na-ilha-indonesia-de-sumatra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-maior-flor-do-mundo-cheira-a-cadaver-e-e-encontrada-na-ilha-indonesia-de-sumatra\/","title":{"rendered":"A maior flor do mundo cheira a cad\u00e1ver e \u00e9 encontrada na ilha indon\u00e9sia de Sumatra"},"content":{"rendered":"<p class=\"\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/flor_.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-120313\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/flor_-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/flor_-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/flor_.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cBom dia com flores.\u201d Manuel Peinado, professor da Universidade de Alcal\u00e1 e doutor em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/biologia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">Biologia<\/a>\u00a0pela Universidade Complutense de Madri,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/08\/25\/internacional\/1503679641_131922.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">envia uma flor diferente todas as manh\u00e3s<\/a>\u00a0em um grupo de WhatsApp h\u00e1 dois anos sem jamais repetir. \u201cQuero que as pessoas acordem com uma bela not\u00edcia. \u00c9 uma maneira de alegrar o dia\u201d, conta. Na ter\u00e7a-feira, 7 de janeiro, foi a vez da Rafflesia tuan-mudae, a maior flor do mundo que foi classificada at\u00e9 agora. A flor que desperta a curiosidade de seus amigos tem 111 cent\u00edmetros de di\u00e2metro e nasceu na primeira semana de 2020 na \u00e1rea de conserva\u00e7\u00e3o da natureza de Maninjau, na ilha de Sumatra, na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/indonesia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">Indon\u00e9sia<\/a>. Durante a flora\u00e7\u00e3o, a planta desprende um odor repugnante de carne podre, semelhante ao de um cad\u00e1ver, para atrair as moscas que a polinizam.<\/p>\n<p class=\"\">Essa flor parasita, que parece um cogumelo gigante, tem uma vida de quatro a cinco dias antes de murchar. Possui cinco p\u00e9talas avermelhadas, nenhuma folha, pesa mais de 10 kg e \u00e9 quatro cent\u00edmetros maior do que a encontrada na mesma planta hospedeira em 2017. Aina S. Erice, autora de\u00a0<i>El Libro de las Plantas Olvidadas\u00a0<\/i>(O livro das plantas esquecidas, Grupo Planeta, 2019) e bi\u00f3loga especializada no reino vegetal, explica que esse tamanho descomunal se deve \u00e0 sa\u00fade da planta da qual se aproveita, geralmente do g\u00eanero Tetrastigma, uma esp\u00e9cie que cresce apenas em florestas do sudeste da \u00c1sia. A planta n\u00e3o produz clorofila e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/11\/07\/ciencia\/1573144268_535888.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">rouba os recursos da hospedeira<\/a>, por meio de uma transfer\u00eancia de seu material gen\u00e9tico, para se desenvolver. \u201cFormar uma flor desse tamanho \u00e9 muito custoso. Desconhe\u00e7o se existe um limite, mas sei que ao mesmo tempo mudaria muito a exist\u00eancia da planta e j\u00e1 n\u00e3o seria vi\u00e1vel\u201d, comenta.<\/p>\n<section class=\"more_info | border_1 border_top pull_right\"><\/section>\n<p class=\"\">A cientista precisa que esses \u00f3rg\u00e3os solit\u00e1rios se formam em ambientes \u201cextremamente diversos\u201d, em ecossistemas de floresta ainda inexplorados\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/07\/23\/sociedad\/1406071321_145351.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">em compara\u00e7\u00e3o com as zonas do Mediterr\u00e2neo<\/a>. Outra das curiosidades que Erice conta \u00e9 que elas descendem da fam\u00edlia de flores da ilha de P\u00e1scoa, que s\u00e3o pequenas e vermelhas. \u201c\u00c9 uma linha evolutiva impressionante com um desvio brutal e acredito, al\u00e9m disso, que \u00e9 um dos exemplos de gigantismo mais extremos no reino vegetal\u201d, confessa.<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\">A hist\u00f3ria da descoberta<\/h3>\n<p class=\"\">As 39 flores da esp\u00e9cie Rafflesia t\u00eam uma hist\u00f3ria que remonta aos s\u00e9culos XVIII e XIX e se dividem em dois caminhos que fizeram a ci\u00eancia avan\u00e7ar em paralelo: a viagem de Louis Auguste Deschamps, um bot\u00e2nico franc\u00eas membro de uma expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e0 \u00c1sia e o Pac\u00edfico em 1797 e a descoberta dos brit\u00e2nicos Joseph Arnold e sir Stamford Raffles em 1818.<\/p>\n<p class=\"\">No entanto, em uma \u00e9poca de guerras e conquistas, as amostras do curioso esp\u00e9cime obtidas pelos franceses foram confiscadas pelos brit\u00e2nicos, como conta Peinado\u00a0<a href=\"http:\/\/www.sobreestoyaquello.com\/2020\/01\/la-flor-mas-grande-del-mundo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">em seu blog Sobre Esto y Aquello<\/a>. Em 1954, o Museu de Hist\u00f3ria Natural de Londres divulgou todas as informa\u00e7\u00f5es que haviam ficado na sombra. O curioso esp\u00e9cime era uma Rafflesia Patma. Mas sua prima, a Rafflesia Arnoldi, apesar de ter sido encontrada mais tarde, foi reconhecida e descrita oficialmente em 1821 por Robert Brown, um bot\u00e2nico escoc\u00eas formado na Universidade de Edimburgo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cBom dia com flores.\u201d Manuel Peinado, professor da Universidade de Alcal\u00e1 e doutor em\u00a0Biologia\u00a0pela Universidade<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":120313,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/flor_.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/flor_-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/flor_-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/flor_.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/flor_.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/flor_.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/flor_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/flor_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/flor_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/flor_.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u201cBom dia com flores.\u201d Manuel Peinado, professor da Universidade de Alcal\u00e1 e doutor em\u00a0Biologia\u00a0pela Universidade","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120312"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=120312"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120312\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/120313"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=120312"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=120312"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=120312"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}