{"id":120307,"date":"2020-01-19T09:00:19","date_gmt":"2020-01-19T12:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=120307"},"modified":"2020-01-18T22:09:58","modified_gmt":"2020-01-19T01:09:58","slug":"ja-ouviu-falar-nas-panc-plantas-alimenticias-nao-convencionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ja-ouviu-falar-nas-panc-plantas-alimenticias-nao-convencionais\/","title":{"rendered":"J\u00e1 ouviu falar nas PANC: Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencionais?"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/plantas_comestivel.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-120308\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/plantas_comestivel-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/plantas_comestivel-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/plantas_comestivel.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>De valor nutricional riqu\u00edssimo, s\u00e3o frutas, folhas e flores vindas de onde menos se espera<\/em><\/p>\n<p>Muricato, maracuj\u00e1-do-mato, espinafre malabar e ora-pro-n\u00f3bis s\u00e3o apenas alguns exemplos das chamadas Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencionais, ou simplesmente PANC. O nome pode parecer estranho \u00e0 primeira vista, mas esses alimentos nada mais s\u00e3o que plantas comest\u00edveis que surgem de forma espont\u00e2nea pelo Brasil afora.<\/p>\n<p>Criado pelo bi\u00f3logo Valdely Kinupp, o termo PANC vem sendo cada vez mais utilizado e hoje j\u00e1 s\u00e3o mais de 10 mil esp\u00e9cies identificadas no pa\u00eds. A maioria delas est\u00e1 descrita no livro\u00a0<a href=\"https:\/\/www.buscape.com.br\/search\/plantas-alimenticias-nao-convencionais-panc-no-brasil-valdely-ferreira-kinupp-85\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencionais (PANC)<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cAlimentos padronizados pelo mercado, como tomate, alface e piment\u00e3o, apesar de comuns, s\u00e3o normalmente menos nutritivos que as PANC. Quem experimenta PANC experimenta novos sabores, ganha novos valores nutricionais e ainda varia o card\u00e1pio do dia a dia. Continue comendo seu tomate , alface, piment\u00e3o&#8230; Mas combine eles com uma beldroega, um ora-pro-n\u00f3bis e uma capuchinha. Viva e coma a diversidade!&#8221;, comenta\u00a0<strong>Vinicius Pereira<\/strong>, analista de conserva\u00e7\u00e3o do WWF-Brasil.<\/p>\n<p>Assim, al\u00e9m de serem uma \u00f3tima fonte de nutrientes, as PANC s\u00e3o uma forma de cada consumidor reduzir o impacto que sua alimenta\u00e7\u00e3o tem no meio ambiente, j\u00e1 que o consumo das PANC (sejam elas compradas na feira, cultivadas em casa ou adquiridas por meio de CSAs) tamb\u00e9m \u00e9 uma boa forma de contribuir para sistemas alimentares mais sustent\u00e1veis, j\u00e1 que normalmente elas s\u00e3o sazonais e regionais.<\/p>\n<p>Junto com parceiros locais, o WWF-Brasil vem incentivando o uso de PANC em seus trabalhos de campo. Um exemplo disso s\u00e3o as\u00a0<a href=\"https:\/\/www.wwf.org.br\/?65282\/CSA-Comunidade-que-Sustenta-a-Agricultura\">CSAs \u2013 Comunidades que Sustentam a Agricultura<\/a>\u00a0criadas no Distrito Federal e em Minas Gerais nos \u00faltimos anos por meio do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.wwf.org.br\/natureza_brasileira\/reducao_de_impactos2\/agua\/pab_programa_agua_brasil\/index.cfm?_ga=2.228274457.569302543.1579087838-1630299016.1571777657\">Programa \u00c1gua Brasil<\/a>, parceria do WWF-Brasil com o Banco do Brasil, a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e a Funda\u00e7\u00e3o Banco do Brasil.<\/p>\n<p><strong>T\u00e2nia Aguiar<\/strong>, da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/csa.paulofreire\/\">CSA Paulo Freire<\/a>, na bacia do Descoberto (DF), concorda e ainda acrescenta: \u201cAs PANC s\u00e3o extremamente importantes para a manuten\u00e7\u00e3o do solo, porque s\u00e3o ricas em vitaminas, sais minerais e fibras, al\u00e9m de super resistentes a pragas e doen\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>Na CSA de T\u00e2nia s\u00e3o cultivados ora-pro-n\u00f3bis, azedinha, muricato, major Gomes, taioba, c\u00farcuma, inhame, capuchinhas, almeir\u00e3o de \u00e1rvore car\u00e1 e vinagreira. \u201cApesar de ainda ser uma novidade para as pessoas, as PANC est\u00e3o sendo bem aceitas e bastante consumidas\u201d comemora.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 necess\u00e1rio cuidado! Comer PANC n\u00e3o significa sair colhendo toda plantinha que surgir no caminho. \u00c9 importante ler bastante a respeito e ter certeza das caracter\u00edsticas do alimento para a sa\u00fade antes de ingerir.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea ganha o consumidor quando voc\u00ea mostra que elas s\u00e3o mais nutritivas que as hortali\u00e7as tradicionais. Por exemplo, o ora-pro-n\u00f3bis tem mais prote\u00edna que a carne. Ent\u00e3o estou sempre estudando sobre os benef\u00edcios de cada PANC para divulgar esse potencial delas&#8221;, comenta\u00a0<strong>Flavio do Carmo<\/strong>, da CSA Gaspar Martins, que tem em sua propriedade\u00a0araruta,\u00a0vinagreira verde e roxa,\u00a0physalis,\u00a0car\u00e1\u00a0e outras quatro PANC.<\/p>\n<p>Pertinho de Flavio e T\u00e2nia, na bacia do Pipiripau (DF), o agricultor\u00a0<strong>Roberm\u00e1rio de Souza\u00a0<\/strong>cultiva mais de 50 esp\u00e9cies de PANC diferentes e complementa: &#8220;Al\u00e9m do valor nutricional, as PANC tem um valor medicinal indescrit\u00edvel. Podem ser usadas como ch\u00e1s, emplastos, banhos e v\u00e1rios outros. Isso vem de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00f5es, de pessoas sendo curadas pelo que vem da terra&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Conhe\u00e7a a seguir algumas Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencionais \u2013 PANC:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Peixinho<br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net\/img\/original\/panc___peixinho___rayssa_coe_wwf_brasil.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"960\" \/><\/strong><br \/>\nTamb\u00e9m conhecido como lambari-da-horta, o peixinho ganhou esse nome por causa do formato das folhas. \u00c9 uma planta tipicamente usada para fazer ch\u00e1s, mas que tamb\u00e9m pode ser empanada, servida como aperitivo. Vai bem em climas secos e \u00e9 facilmente identificada pela folha, cheia de pelos.<br \/>\n\u200b\u200b\u200b\u200b\u200b\u200b\u200b<br \/>\n<strong>Capuchinha<br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net\/img\/original\/panc___capuchinha_01___rayssa_coe_wwf_brasil.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"960\" \/><\/strong><br \/>\nAl\u00e9m de ornamentais, as flores da capuchinha s\u00e3o comest\u00edveis. Podem ser amarelas, vermelhas ou laranjas e s\u00e3o bastante nutritivas. O sabor remete ao agri\u00e3o e suas folhas tamb\u00e9m s\u00e3o comest\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>Ora-pro-n\u00f3bis<br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net\/img\/original\/panc___ora_pro_nobis___embrapa.jfif\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"426\" \/><\/strong><br \/>\nConhecido por seu alto teor proteico, o ora-pro-n\u00f3bis j\u00e1 uma planta convencional em Minas Gerais, onde \u00e9 muito consumida em receitas t\u00edpicas da regi\u00e3o. Suas folhas s\u00e3o gostosas, nutritivas e fartas. Os brotos e o fruto tamb\u00e9m s\u00e3o comest\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>Muricato<br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net\/img\/original\/muricato_csa_paulo_freire.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"600\" \/><\/strong><br \/>\nParente do tomate e da berinjela, o muricato \u00e9 uma hortali\u00e7a-fruto. Surgiu na regi\u00e3o andina, e hoje vive bem adaptado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais brasileiras. Seus frutos s\u00e3o alongados como um tomate e apresentam sabor levemente adocicado, semelhante ao do mel\u00e3o, por conta do teor de a\u00e7\u00facar de at\u00e9 12%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De valor nutricional riqu\u00edssimo, s\u00e3o frutas, folhas e flores vindas de onde menos se espera<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":120308,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/plantas_comestivel.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/plantas_comestivel-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/plantas_comestivel-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/plantas_comestivel.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/plantas_comestivel.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/plantas_comestivel.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/plantas_comestivel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/plantas_comestivel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/plantas_comestivel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/plantas_comestivel.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"De valor nutricional riqu\u00edssimo, s\u00e3o frutas, folhas e flores vindas de onde menos se espera","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120307"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=120307"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120307\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/120308"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=120307"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=120307"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=120307"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}