{"id":120164,"date":"2020-01-17T12:30:00","date_gmt":"2020-01-17T15:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=120164"},"modified":"2020-01-16T20:20:10","modified_gmt":"2020-01-16T23:20:10","slug":"comunidades-nigerianas-recuperam-ecossistemas-de-manguezais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/comunidades-nigerianas-recuperam-ecossistemas-de-manguezais\/","title":{"rendered":"Comunidades nigerianas recuperam ecossistemas de manguezais"},"content":{"rendered":"<div class=\"post_excerpt\">\n<div class=\"post_excerpt\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mangue.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-120165\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mangue-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mangue-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mangue.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A necessidade de restaurar os manguezais inspirou comunidades nigerianas a se envolver em um projeto REDD+ para plantar mais de 10 mil mudas. REDD+ \u00e9 um incentivo desenvolvido no \u00e2mbito da Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima (UNFCCC) para recompensar financeiramente pa\u00edses em desenvolvimento pela redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degrada\u00e7\u00e3o florestal.<\/p>\n<p>Os\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unenvironment.org\/pt-br\/noticias-e-reportagens\/reportagem\/um-mangue-mil-esperancas\">ecossistemas dos manguezais<\/a>\u00a0apoiam o planeta e as pessoas de forma \u00fanica. Muitos nigerianos que vivem perto do rio em Cross River State sabem disso. \u201cOs manguezais fornecem a melhor lenha, como sabem as pessoas que assam peixes\u201d, diz Idem Williamson, um morador da comunidade Esierebom, em Cross River State. \u201cMas por conta da demanda por lenha, os manguezais desapareceram. Sem os manguezais, a \u00e1gua inunda as nossas casas.\u201d<\/p>\n<p>A necessidade de restaurar os manguezais inspirou Williamson a se envolver em um projeto REDD+ que reuniu toda a comunidade para plantar mais de 10 mil mudas. REDD+ \u00e9 um incentivo desenvolvido no \u00e2mbito da Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima (UNFCCC) para recompensar financeiramente pa\u00edses em desenvolvimento pela redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degrada\u00e7\u00e3o florestal.<\/p>\n<p>\u201cO efeito positivo \u00e9 que o manguezal controla o n\u00edvel de \u00e1gua que sai dos rios e nos permite usar os riachos para pescar. E podemos escolher os galhos indesejados dos manguezais em \u00e1reas espec\u00edficas para lenha.\u201d<\/p>\n<h3>Press\u00e3o sob os manguezais da Nig\u00e9ria<\/h3>\n<p>Diz-se que a Nig\u00e9ria possui o maior ecossistema de manguezais da \u00c1frica, e alguns consideram o manguezal do estu\u00e1rio de Cross River um dos mais importantes do pa\u00eds. No entanto, as comunidades pesqueiras do litoral colhem madeira de mangue para uso dom\u00e9stico, principalmente para cozinhar e defumar peixe. Isso pressionou severamente as florestas de mangue, levando ao seu desmatamento constante.<\/p>\n<p>A madeira das florestas de mangue tamb\u00e9m \u00e9 usada como material de constru\u00e7\u00e3o, em andaimes, estacas de pesca e muito mais. A crescente demanda por madeira de mangue e a invas\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o da palmeira de mangue, uma planta invasora, expuseram os manguezais do pa\u00eds a uma degrada\u00e7\u00e3o grave.<\/p>\n<h3>Restaura\u00e7\u00e3o e replanta\u00e7\u00e3o em Cross River State<\/h3>\n<p>Desde 2010, o Programa UN-REDD fornece um apoio valioso aos esfor\u00e7os ambiciosos da Nig\u00e9ria para a conserva\u00e7\u00e3o de florestas, mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e para o desenvolvimento comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Cross River State, lar de 50% das florestas tropicais da Nig\u00e9ria, \u00e9 sede de um programa comunit\u00e1rio de REDD+ que promove atividades para redu\u00e7\u00e3o da pobreza, melhoria de variedades e rendimentos de culturas, capacita\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, biodiversidade, discuss\u00f5es sobre e mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>O programa apoiou um total de 18 projetos comunit\u00e1rios, com a participa\u00e7\u00e3o de 540 fam\u00edlias \u2014 ou 2.000 pessoas.<\/p>\n<p>\u201cOs objetivos do programa REDD+ com base na comunidade s\u00e3o gerenciar florestas de forma sustent\u00e1vel, incentivar as comunidades a se afastar dos costumes atuais de neg\u00f3cios e melhorar o bem-estar das pessoas e do meio ambiente\u201d, diz Moses Ama, Coordenador Nacional de REDD+.<\/p>\n<p>\u201cO \u00fanico desafio \u00e9 o ritmo lento de obten\u00e7\u00e3o de fundos e investimentos necess\u00e1rios para lidar com a pobreza nas comunidades florestais.\u201d<\/p>\n<p>Uma parceria entre o Programa UN-REDD e o Programa de Pequenos Financiamentos do Fundo Global para o Meio Ambiente forneceu 800 mil d\u00f3lares a diferentes iniciativas comunit\u00e1rias no estado de Cross River.<\/p>\n<p>Os moradores foram treinados para melhorar a agricultura de mandioca, afang e cocoyam, montar moinhos de processamento de mandioca e colher produtos florestais n\u00e3o madeireiros, como manga, para reduzir a perda de florestas por meio de pr\u00e1ticas agr\u00edcolas aprimoradas. Mais de 15 viveiros foram estabelecidos e mais de 10 mil mudas foram plantadas para recuperar florestas degradadas.<\/p>\n<p>Os moradores tamb\u00e9m foram treinados para proteger os manguezais, como \u00e9 o caso de Esierebom.<\/p>\n<p>\u201cAs atividades de REDD+ foram muito bem-sucedidas em conscientizar sobre os efeitos da perda dos manguezais\u201d, diz Tony Atah, especialista em engajamento de partes interessadas do Programa UN-REDD na \u00e1rea.<\/p>\n<p>\u201cA comunidade de Esierebom, em Cross River State, tem muitas fam\u00edlias pescando e usando manguezais como sua principal fonte de energia. Os pescadores estavam perdendo renda porque menos manguezais significa menos peixe. Foi triste ver algumas pessoas vendendo 6 quilos de madeira de mangue por apenas 75 centavos, causando danos significativos ao ecossistema.\u201d<\/p>\n<p>Por meio do Programa UN-REDD, moradores como Comfort Akabum aprenderam a cortar a palmeira invasora e a plantar novas mudas de mangue. Ela \u00e9 uma das alde\u00e3s que trabalha diariamente para cortar a palmeira de mangue e replantar mudas de mangue. \u201cTrabalho para garantir que o mangue cres\u00e7a bem\u201d, diz Akabum. \u201cTemos replantado manguezais nos \u00faltimos cinco anos e o volume de \u00e1gua inundando o rio diminuiu.\u201d<\/p>\n<p>Como parte do projeto comunit\u00e1rio de restaura\u00e7\u00e3o de REDD+, a comunidade plantou mais de 10 mil mudas de mangue e desenvolveu um plano de manejo comunit\u00e1rio. \u201cIsso permite o corte de madeira de mangue apenas em \u00e1reas controladas, plantando mudas e replantando. Os manguezais s\u00e3o muito importantes porque o ecossistema dos manguezais absorve mais carbono do que uma floresta tropical\u201d, diz Atah.<\/p>\n<p>\u201cEsperamos que o Cross River State se torne um modelo de excel\u00eancia com sua restaura\u00e7\u00e3o de manguezais e outros projetos comunit\u00e1rios de REDD+, e que seja replicado em outro lugar. Atualmente, outros cinco estados est\u00e3o prestes a iniciar projetos semelhantes\u201d, diz Moses Ama, coordenador nacional do REDD+.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A necessidade de restaurar os manguezais inspirou comunidades nigerianas a se envolver em um projeto<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":120165,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mangue.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mangue-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mangue-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mangue.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mangue.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mangue.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mangue.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mangue.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mangue.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mangue.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A necessidade de restaurar os manguezais inspirou comunidades nigerianas a se envolver em um projeto","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120164"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=120164"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120164\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/120165"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=120164"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=120164"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=120164"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}