{"id":12004,"date":"2014-12-10T15:28:00","date_gmt":"2014-12-10T15:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=12004"},"modified":"2014-12-10T15:28:00","modified_gmt":"2014-12-10T15:28:00","slug":"biodireito-a-garantia-da-vida-saudavel-por-meio-da-informacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/biodireito-a-garantia-da-vida-saudavel-por-meio-da-informacao\/","title":{"rendered":"Biodireito: a garantia da vida saud\u00e1vel por meio da informa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/biodireito.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-12005\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/biodireito-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/biodireito-300x191.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/biodireito.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por <span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><em>Carla Martins<\/em><\/span><\/span> (*)<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Em tempos de <strong>consumo exagerado<\/strong> &#8211; e at\u00e9 mesmo desenfreado, por que n\u00e3o dizer ? &#8211; sequer paramos para perceber a seguran\u00e7a do que consumimos diariamente.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Na vida cotidiana vamos acumulando &#8220;coisas&#8221; em nosso organismo, que somente ser\u00e3o sentidas anos \u00e0 frente quando nos depararmos com algum mal-estar sem ao menos identificarmos a origem que, acredite voc\u00ea, pode estar nas embalagens dos produtos que consumimos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">A rela\u00e7\u00e3o consumo \/ meio ambiente \/ sa\u00fade est\u00e1 de fato atrelada e, nos tempos modernos, invariavelmente causando problemas na vida humana.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Se nem sempre conhecemos as caracter\u00edsticas dos produtos que consumimos, imagine as conforma\u00e7\u00f5es das embalagens. Voc\u00ea, afinal, j\u00e1 pensou nisso? \u00c9 a\u00ed que entra o <strong>\u201c<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Biodireito\" target=\"_blank\">Biodireito<\/a>\u201d<\/strong>, vindo inovar e assegurar a sa\u00fade de todos n\u00f3s, por meio da informa\u00e7\u00e3o e indica\u00e7\u00e3o de op\u00e7\u00f5es mais confi\u00e1veis e saud\u00e1veis.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Poderia citar v\u00e1rios exemplos para voc\u00ea pensar, mas vou escolher o <a href=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/materia.php?id=82&amp;secao=1355&amp;mat=1495\" target=\"_blank\">\u201cpl\u00e1stico\u201d<\/a> que na sua hist\u00f3ria vem causando in\u00fameros questionamentos. O pl\u00e1stico, mesmo antes de ser trabalhado de forma antr\u00f3pica, j\u00e1 existia na natureza. A palavra pl\u00e1stico &#8211; derivada do grego\u00a0<em>plastikos<\/em>, flex\u00edvel &#8211; define qualquer material capaz de ser modelado com calor ou press\u00e3o para criar outros objetos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">O pl\u00e1stico artificial passou por in\u00fameras transforma\u00e7\u00f5es com a contribui\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios inventores. Em 1839, o americano Charles Goodyear (1800-1860) criou o processo de vulcaniza\u00e7\u00e3o da borracha, que transformava o material natural em um produto mais resistente \u00e0s mudan\u00e7as de temperatura. D\u00e9cadas depois, em 1870, o americano John Wesley Hyatt (1837-1920) produziu celul\u00f3ide a partir da celulose das plantas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Mas uma outra revolu\u00e7\u00e3o (maior) viria em 1907, quando o qu\u00edmico belga, naturalizado americano, Leo Baekeland (1863-1944) criou o primeiro pl\u00e1stico totalmente sint\u00e9tico e comercialmente vi\u00e1vel, o Bakelite. Come\u00e7ava a era dos pl\u00e1sticos modernos, feitos \u00e0 base de petr\u00f3leo, carv\u00e3o e g\u00e1s natural.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Desde ent\u00e3o o pl\u00e1stico tornou-se mat\u00e9ria-prima primordial dos s\u00e9culos XX e XXI : embalagens e produtos no mundo inteiro podem ser os grandes aliados da \u201cDegrada\u00e7\u00e3o Ambiental\u201d, quando dispostos de forma incorreta no meio.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Por muitos anos, o <a href=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/noticia.php?id=1215\" target=\"_blank\">bisfenol A (BPA)<\/a> tem sido uma das subst\u00e2ncias qu\u00edmicas de maior produ\u00e7\u00e3o ao redor do mundo. \u00c9 empregado na fabrica\u00e7\u00e3o de diversos pl\u00e1sticos, presentes em muitos itens, inclusive mamadeiras, garrafas de \u00e1gua mineral, selantes dent\u00e1rios, latas de conserva, tubos para \u00e1gua, CDs e DVDs, impermeabilizantes de pap\u00e9is e tintas. Todos esses materiais, ao sofrer a a\u00e7\u00e3o de processos f\u00edsicos ou qu\u00edmicos, liberam bisfenol A em alimentos, em bebidas e no ambiente.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Mas este material, aparentemente inofensivo, quando utilizado na forma de embalagens para \u201cAlimenta\u00e7\u00e3o\u201d, pode ao longo do tempo causar in\u00fameros problemas na sa\u00fade, como demonstram v\u00e1rias pesquisas realizadas. Pesquisa baseada na an\u00e1lise de fluidos corporais, nos Estados Unidos,<strong> encontrou o BPA em 95% das amostras<\/strong> e levou os pesquisadores a concluir que \u201ca frequente detec\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia sugere que os habitantes est\u00e3o amplamente expostos a ela\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Neste contexto e buscando alternativas de longevidade, poderia ser utilizada a \u201cSeringueira\u201d (\u00e1rvore da borracha), a <em>Hevea brasiliensis<\/em> de ocorr\u00eancia NATURAL da regi\u00e3o amaz\u00f4nica e de grande capacidade produtiva do l\u00e1tex. Mesmo sendo uma \u00e1rvore brasileira, a seringueira tamb\u00e9m pode ser encontrada na Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia, Peru, Venezuela, Equador, Suriname e Guiana, e que compreende 11 esp\u00e9cies.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">No Brasil, seu cultivo tamb\u00e9m obteve grande sucesso nas regi\u00f5es Sudeste, Centro-Oeste, na Bahia e no oeste do Paran\u00e1. A <strong>seringueira<\/strong> \u00e9 uma esp\u00e9cie arb\u00f3rea, e por ter um crescimento r\u00e1pido, permite uma grande retirada de carbono (1 hectare de seringueira retira aproximadamente 1,4 toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico da atmosfera por ano), colaborando naturalmente a minimizar o aumento do efeito estufa, al\u00e9m da convers\u00e3o de l\u00e1tex e madeira.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">A import\u00e2ncia da seringueira \u00e9 devida \u00e0 QUALIDADE da sua borracha que possui resili\u00eancia, elasticidade, plasticidade, resist\u00eancia ao desgaste e ao impacto, propriedades isolantes de eletricidade, e impermeabilidade para l\u00edquidos e gases que n\u00e3o podem ser obtidas em pol\u00edmeros artificiais e principalmente porque este tipo de borracha por ser mais resistente n\u00e3o recebe influ\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 temperatura favorecendo \u00e0 sa\u00fade humana.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Embora a borracha natural, em alguns casos, possa ser substitu\u00edda pela borracha sint\u00e9tica, este pol\u00edmero possui caracter\u00edsticas \u00fanicas, principalmente confec\u00e7\u00e3o de luvas cir\u00fargicas, preservativos, pneus de autom\u00f3veis e caminh\u00f5es. A ind\u00fastria de pneum\u00e1ticos consome aproximadamente 80% da borracha natural produzida.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Assim, \u00e9 imprescind\u00edvel a produ\u00e7\u00e3o de borracha natural na fabrica\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de artefatos de vital import\u00e2ncia na vida do homem moderno contempor\u00e2neo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Na vis\u00e3o globalizada, estudos de proje\u00e7\u00f5es indicam que o consumo crescer\u00e1 mais que a produ\u00e7\u00e3o e alguns especialistas estimam que no ano de 2020 o consumo de borracha natural ser\u00e1 de 9,71 milh\u00f5es de toneladas para uma produ\u00e7\u00e3o de 7,06 milh\u00f5es de toneladas. Neste sentido, a renova\u00e7\u00e3o de seringais antigos e o fomento de novos plantios, al\u00e9m da manuten\u00e7\u00e3o de um pre\u00e7o favor\u00e1vel dom l\u00e1tex no mercado internacional, s\u00e3o medidas que devem ser adotadas para suprir o d\u00e9ficit no Brasil e no mundo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">Fomentar a produ\u00e7\u00e3o de seringais, al\u00e9m de criar um Recurso Natural, capaz de suprir parte das necessidades humanas, gera empregos locais, permite uma retirada expressiva de CO2 da atmosfera e contribui para o desenvolvimento local. A isto some-se a oportunidade de criar um Projeto Ambiental, fundamentado tecnicamente, potencializando os ganhos para popula\u00e7\u00e3o local em todos os sentidos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><em>(*) Carla Martins \u00e9 consultora jur\u00eddico-ambiental, diretora da Flama Ambiental e Colunista de Plurale.<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Carla Martins (*) Em tempos de consumo exagerado &#8211; e at\u00e9 mesmo desenfreado, por<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12005,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/biodireito.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/biodireito-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/biodireito-300x191.jpg",300,191,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/biodireito.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/biodireito.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/biodireito.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/biodireito.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/biodireito.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/biodireito.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/biodireito.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Carla Martins (*) Em tempos de consumo exagerado &#8211; e at\u00e9 mesmo desenfreado, por","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12004"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12004"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12004\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12005"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}