{"id":11965,"date":"2014-12-10T10:55:53","date_gmt":"2014-12-10T10:55:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=11965"},"modified":"2014-12-10T10:55:53","modified_gmt":"2014-12-10T10:55:53","slug":"da-banha-ao-porco-light-conheca-a-evolucao-da-genetica-suina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/da-banha-ao-porco-light-conheca-a-evolucao-da-genetica-suina\/","title":{"rendered":"Da banha ao porco &#8216;light&#8217;, conhe\u00e7a a evolu\u00e7\u00e3o da gen\u00e9tica su\u00edna"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/porco.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-11966\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/porco-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/porco-300x191.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/porco.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Se hoje os su\u00ednos s\u00e3o criados principalmente para a produ\u00e7\u00e3o de carne, d\u00e9cadas atr\u00e1s esse cen\u00e1rio era diferente. Depois de anos de melhoramento gen\u00e9tico, os animais ganharam m\u00fasculo, perderam gordura e mostram um perfil bem diferente de quando chegaram a terras brasileiras.<\/p>\n<p>Os porcos foram introduzidos no Brasil em 1532, por Martin Afonso de Souza. Vindas de Portugal, as primeiras ra\u00e7as que desembarcaram em solo brasileiro foram a Alentejana, Transtagana, Galega, Bizarra, Beiroa e Macau. Essas deram origem \u00e0s chamadas ra\u00e7as nacionais como o Piau, Tatu, Canastra, Nilo, Caruncho, Pereira e Pirapitinga.<\/p>\n<p>Em 1958, foi criada a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Criadores de Su\u00ednos (ABCS), que marca o in\u00edcio do controle geneal\u00f3gico dos su\u00ednos e importa\u00e7\u00e3o de ra\u00e7as ex\u00f3ticas. O objetivo era melhorar a produtividade e aumentar a produ\u00e7\u00e3o de carne, j\u00e1 que a banha, principal produto das ra\u00e7as nativas, come\u00e7ava a perder espa\u00e7o para os \u00f3leos vegetais. Duroc Jersey, Wessex, Hampshire e Montana foram algumas das ra\u00e7as que entraram nesse primeiro momento. \u201cNesse ponto, o sistema de monitoramento era importar reprodutores dos Estados Unidos e Europa e cruzar com os mesti\u00e7os\u201d, conta Elsio Antonio Pereira de Figueiredo, pesquisador da Embrapa Su\u00ednos e Aves.<\/p>\n<p>Em 1970, foi introduzido em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e S\u00e3o Paulo o Teste de Prog\u00eanie, controlado pelas associa\u00e7\u00f5es de criadores, que marcou o in\u00edcio do melhoramento gen\u00e9tico em territ\u00f3rio nacional. O teste avalia o potencial gen\u00e9tico dos pais, especialmente dos machos, por meio do desempenho e da carca\u00e7a dos filhotes.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-640\" style=\"max-width: 640px;\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"su\u00ednos_porco (Foto: Rog\u00e9rio Albuquerque\/Ed. 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Globo)<\/label><\/div>\n<p>Segundo Elsio, por volta de 1990, come\u00e7am a entrar no pa\u00eds empresas de gen\u00e9ticas com programas mais objetivos de melhoramento, fazendo uso de sele\u00e7\u00e3o pelo Blup, t\u00e9cnica estat\u00edstica usada para estimar o valor gen\u00e9tico dos reprodutores matrizes baseada na informa\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o. \u201cCom isso v\u00e1rios programas no mundo &#8211; na Dinamarca, Inglaterra, Estados Unidos, Canad\u00e1, Alemanha e Holanda &#8211; come\u00e7aram a desenvolver material gen\u00e9tico melhor do que existia e o com\u00e9rcio come\u00e7ou a aumentar, via s\u00eamen congelado e reprodutores\u201d, afirma.<\/p>\n<p>\u201cHoje \u00e9 bem diferente. As iniciais &#8211; europeias do tronco ib\u00e9rico &#8211; eram tipo banha, tirada para se usar na cozinha, e tinham menos carne. Quando come\u00e7aram a usar \u00f3leo de soja, a banha perdeu mercado e esse tipo de porco come\u00e7ou a dar preju\u00edzo. Foi a\u00ed que come\u00e7ou a sele\u00e7\u00e3o para carne\u201d, diz Figueiredo. Segundo ele, atualmente, as ra\u00e7as ganharam em qualidade e fornecem pelo menos 58%. Antes, o valor era de cerca de 40%. Al\u00e9m disso, as porcas que produziam de 8 a 10 leit\u00f5es por parto, hoje podem alcan\u00e7ar 13 filhotes.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\">De acordo com o pesquisador da Embrapa, atualmente, as ra\u00e7as s\u00e3o dividas entre aquelas criadas para produzir porcas e as destinadas a cacha\u00e7os (porco reprodutor). As ra\u00e7as de porcas s\u00e3o selecionadas pelo n\u00famero total de leit\u00f5es nascidos, peso da leitegada desmamada at\u00e9 21 dias, ganho de peso e espessura do toucinho. J\u00e1 as de machos s\u00e3o escolhidas pelo ganho de peso, convers\u00e3o alimentar (necessidade alimentar por unidade de ganho de peso) e pela espessura do toucinho, pela qual \u00e9 poss\u00edvel calcular a quantidade de m\u00fasculo (carne magra) na carca\u00e7a.<\/span><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-2000 on\" style=\"max-width: 480px;\">\n<p><img class=\"img-responsive\" style=\"width: 640px; height: 1827px;\" title=\"su\u00ednos_embrapa (Foto: Embrapa)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/15XrTNYLJtWvcHdfSrJhCwDk8ls=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2014\/12\/04\/ms115-3.jpg\" alt=\"su\u00ednos_embrapa (Foto: Embrapa)\" \/><label class=\"foto-legenda\" style=\"max-width: 480px;\">(Arte: Embrapa)<\/label><\/p>\n<\/div>\n<p><span style=\"color: #228e7d; font-size: 24px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 40px; font-family: 'Roboto Condensed', Helvetica, Arial, sans-serif;\">Su\u00edno light<\/span><\/p>\n<p>Com a mudan\u00e7a de perfil dos su\u00ednos no pa\u00eds, a Embrapa decidiu come\u00e7ar a trabalhar com linhagens, buscando reduzir a espessura do toucinho. Em 1996, lan\u00e7ou a primeira: a MS58, que, quando cruzada, resultava em um carca\u00e7a com 55% de carne. A linhagem ficou por volta de quatro anos no mercado. A segunda gera\u00e7\u00e3o do chamado \u2018su\u00edno light\u2019 (MS60) j\u00e1 veio sem o gene halotano, respons\u00e1vel pelo estresse dos animais terminados. Tanto o MS58 quanto o MS60 eram abatidos com 90 quilos. \u201cA espessura do toucinho era grande e se passasse de 90 quilos ficava muita gordura\u201d, ressalta o pesquisador.<\/p>\n<p>Em 2008, a empresa lan\u00e7ou o MS115, terceira gera\u00e7\u00e3o do \u2018su\u00edno light\u2019 que pode ir para o abate com 115 quilos mantendo a mesma convers\u00e3o alimentar da vers\u00e3o de 90 quilos. \u201cIsso \u00e9 importante, porque quando aumenta o peso, a carne, a convers\u00e3o alimentar piora\u201d, conta Figueiredo. Al\u00e9m disso, o MS115 tem carca\u00e7a com at\u00e9 58% de carne no cruzamento.<\/p>\n<p>Em setembro, durante a Expointer, no Rio Grande do Sul, a Embrapa lan\u00e7ou a MO25C, ra\u00e7a de porcas. A linhagem tem 25% de ra\u00e7a ib\u00e9rica, o que permite o uso em sistemas menos tecnificados e sofisticados. \u201c\u00c9 mais r\u00fastica, uma carne de melhor qualidade para venda <em>in natura<\/em>. Hoje, as carnes est\u00e3o muito duras, secas, essa n\u00e3o. \u00c9 um produto bom para fazer salame, copa e atender restaurantes e pequenas agroind\u00fastrias\u201d, diz o pesquisador.<\/p>\n<p>A MS115 e a MO25C s\u00e3o as \u00fanicas linhagens comercializadas no momento pelo Embrapa. Segundo Figueiredo, o mercado de melhoramento gen\u00e9tico de su\u00ednos v\u00eam se mantendo, enquanto o de aves est\u00e1 diminuindo. \u201cNos su\u00ednos ainda tem espa\u00e7o para produtores de material gen\u00e9tico, mas \u00e9 preciso ter qualidade, porque j\u00e1 reduziu muito. S\u00f3 se mant\u00eam as eficientes e as das companhias estrangeiras\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se hoje os su\u00ednos s\u00e3o criados principalmente para a produ\u00e7\u00e3o de carne, d\u00e9cadas atr\u00e1s esse<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11966,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/porco.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/porco-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/porco-300x191.jpg",300,191,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/porco.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/porco.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/porco.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/porco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/porco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/porco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/porco.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Se hoje os su\u00ednos s\u00e3o criados principalmente para a produ\u00e7\u00e3o de carne, d\u00e9cadas atr\u00e1s esse","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11965"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11965"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11965\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11966"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}