{"id":119425,"date":"2020-01-04T11:00:44","date_gmt":"2020-01-04T14:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=119425"},"modified":"2020-01-04T20:36:06","modified_gmt":"2020-01-04T23:36:06","slug":"nobel-de-fisica-preve-que-em-50-anos-confirmaremos-que-a-vida-no-universo-esta-por-toda-parte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nobel-de-fisica-preve-que-em-50-anos-confirmaremos-que-a-vida-no-universo-esta-por-toda-parte\/","title":{"rendered":"Nobel de F\u00edsica prev\u00ea que em 50 anos confirmaremos que a \u201cvida no universo est\u00e1 por toda parte\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/nVxG-RvLMvjhIZyx_8Lpel0ItSM=\/1500x0\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/TSY2HKXEGYKALWLF2MPBZVCVQQ.jpg\" alt=\"O astrof\u00edsico su\u00ed\u00e7o Didier Queloz, ganhador do Nobel de F\u00edsica 2019.\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p class=\"\">Em 2012 a humanidade captou pela primeira vez luz refletida por um planeta terrestre fora do nosso\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/sistema_solar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">Sistema Solar<\/a>. Chamava-se 55 Cancri-e e estava a 40 anos-luz. Uma sonda rob\u00f3tica demoraria 180.000 anos para chegar at\u00e9 l\u00e1. O planeta 55 Cancri-e est\u00e1 t\u00e3o perto de seu sol que l\u00e1 um ano dura apenas 18 horas. A radia\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o intensa que a rocha est\u00e1 completamente fundida, formando um descomunal oceano de lava a 1.700 graus Celsius. As observa\u00e7\u00f5es indicam que este mundo \u00e9 uma superterra com v\u00e1rias vezes a massa de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/la_tierra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">nosso planeta,<\/a>\u00a0mas menos que a de mundos gasosos como Netuno. O mais interessante \u00e9 que, a julgar pela lista de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/06\/21\/ciencia\/1561119606_476119.html?pep=force\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">4.100 exoplanetas descobertos at\u00e9 hoje<\/a>, essas superterras s\u00e3o muito mais comuns que planetas como o nosso. Raros somos n\u00f3s.<\/p>\n<p class=\"\">55 Cancri-e vai ser um dos primeiros planetas a ter seu raio medido em um detalhamento sem precedentes pelo telesc\u00f3pio espacial europeu Cheops, que acaba de entrar em \u00f3rbita. Esta medi\u00e7\u00e3o poder\u00e1 esclarecer pela primeira vez se ele \u00e9 um planeta verdadeiramente rochoso ou se \u00e9 gasoso. \u00c9 o que conta Didier Queloz (Genebra, 1966), astrof\u00edsico, diretor cient\u00edfico da miss\u00e3o europeia e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/10\/08\/ciencia\/1570525586_219318.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">ganhador do Nobel de F\u00edsica 2019 junto com seu mentor Michel Mayor<\/a>\u00a0por descobrir o primeiro exoplaneta orbitando uma estrela que n\u00e3o o Sol, em 1995. Tratava-se de um gigante gasoso parecido com J\u00fapiter, mas com alt\u00edssimas temperaturas devido \u00e0 proximidade com sua estrela. No princ\u00edpio tamb\u00e9m parecia uma raridade quase imposs\u00edvel de acreditar, mas agora sabemos que\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/06\/28\/ciencia\/1498652564_912843.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">estes mundos s\u00e3o muito abundantes nas proximidades do Sistema Solar<\/a>.<\/p>\n<p class=\"\">Todos estes descobrimentos, diz Queloz, s\u00e3o essenciais para come\u00e7ar a entender nosso verdadeiro lugar dentro do universo e saber o que \u00e9 necess\u00e1rio para que surja vida nos exoplanetas. Horas antes da decolagem bem-sucedida do foguete\u00a0<i>Soyuz<\/i>\u00a0que p\u00f4s em \u00f3rbita o telesc\u00f3pio Cheops, Queloz explica o longo caminho de explora\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica que resta pela frente antes de encontramos mundos habitados. Isso, adverte, contando que nossa civiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o se destrua antes disso.<\/p>\n<p class=\"\"><b>Pergunta.\u00a0<\/b>O que significa descoberta de mais de 4.000 planetas extrasolares em apenas um quarto de s\u00e9culo?<\/p>\n<p class=\"\"><b>Resposta.\u00a0<\/b>\u00c9 uma revolu\u00e7\u00e3o em nossa vis\u00e3o do universo. \u00c9 a continua\u00e7\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o copernicana que nos fez ver que a Terra n\u00e3o \u00e9 o centro do Sistema Solar. A descoberta dos exoplanetas nos ajuda agora a saber que o nosso \u00e9 um entre muitos outros sistemas solares. A diversidade de exoplanetas \u00e9 fascinante porque ningu\u00e9m a esperava. Por raz\u00f5es evidentes conhecemos muito bem nosso Sistema Solar e t\u00ednhamos um modelo que funcionava muito bem para explicar sua origem e forma\u00e7\u00e3o. Mas agora vemos que ele n\u00e3o pode explicar muitos dos planetas que estamos descobrindo. Somos s\u00f3 um sistema entre muitos, e agora devemos entender todos eles.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.\u00a0<\/b>Que tipo de perguntas o Cheops vai responder?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.\u00a0<\/b>Por exemplo agora falamos de superterras e mininetunos, dois tipos de exoplanetas, mas realmente n\u00e3o sabemos o que s\u00e3o, nem com que se parecem. A Cheops \u00e9 a primeira miss\u00e3o que vai abordar esta pergunta e aumentar nossa compreens\u00e3o da verdadeira natureza destes mundos. Primeiro medir\u00e1 seu tamanho, o que por sua vez pode nos dizer algo sobre sua estrutura, especialmente se tamb\u00e9m conhecermos sua massa, o que nos diria se estamos perante um mundo rochoso como a Terra.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.\u00a0<\/b>Qual seria o passo seguinte?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.\u00a0<\/b>Se a luz da estrela se reflete nesses planetas, a quantidade que nos refletir contar\u00e1 como \u00e9 sua superf\u00edcie, se \u00e9 de g\u00e1s ou rocha, e se essas rochas s\u00e3o escuras ou claras. Isto \u00e9 um grande passo adiante que nos prepara para o seguinte. Gra\u00e7as a dois instrumentos que come\u00e7ar\u00e3o a funcionar nos pr\u00f3ximos anos, o telesc\u00f3pio espacial James Webb e o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/11\/20\/ciencia\/1448034595_636746.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">Telesc\u00f3pio Extremamente Grande no Chile<\/a>, vamos poder estudar o espectro luminoso das atmosferas de planetas quando estes transitam diante de sua estrela. Tudo isto vai nos esclarecer a hist\u00f3ria de todos os sistemas solares conhecidos.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.\u00a0<\/b>Quando acha que se descobrir\u00e1 vida em um exoplaneta?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0\u00c9 algo muito dif\u00edcil. Antes de esclarecer isso devemos responder a outras duas perguntas. N\u00e3o est\u00e1 claro que a vida fora do Sistema Solar seja como a que conhecemos. Somos o produto de uma qu\u00edmica concreta, e essa qu\u00edmica levou a formas de vida como as que conhecemos, mas \u00e9 poss\u00edvel que haja outros tipos de qu\u00edmica que leve a outras formas vivas. N\u00e3o falo de nada ex\u00f3tico, e sim com as mesmas bases: \u00e1gua, carbono. \u00c9 preciso ser muito precavido, n\u00e3o acredito que aprendamos nada procurando vida como a que conhecemos ou inclusive tentando escutar sinais de civiliza\u00e7\u00f5es extraterrestres. Se realmente queremos aprender, devemos come\u00e7ar do zero, entender quais s\u00e3o os elementos fundamentais da vida.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.\u00a0<\/b>Como voc\u00ea aborda esse objetivo?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.\u00a0<\/b>\u00c9 preciso abordar os planetas como um todo, entender sua natureza, sua qu\u00edmica, suas precipita\u00e7\u00f5es. Tudo isto nos vale para elaborar uma teoria da origem da vida que poderia ser aplicada tanto para a Terra como para outras estrelas e seus\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/planetas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">planetas<\/a>. Estamos muito longe ainda. O estudo de exoplanetas n\u00e3o \u00e9 um novo campo, \u00e9 uma nova ci\u00eancia. \u00c9 astrof\u00edsica, mas tamb\u00e9m a qu\u00edmica, a biologia e outras disciplinas. Temos que come\u00e7ar a formar uma nova gera\u00e7\u00e3o de buscadores de exoplanetas que combinem conhecimentos de astrof\u00edsica e qu\u00edmica, por exemplo. Talvez em 50 anos, em 100 anos, tenhamos os meios t\u00e9cnicos e o conhecimento para confirmar que a vida no universo est\u00e1 por toda parte.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.\u00a0<\/b>\u00c9 c\u00e9tico com projetos como o SETI, que procuram sinais de civiliza\u00e7\u00f5es extraterrestres?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.\u00a0<\/b>N\u00e3o sou. Mas n\u00e3o acredito que nos diga nada sobre a origem da vida. O que nos diz \u00e9 se existe a possibilidade de que as sociedades avan\u00e7adas sobrevivam a si mesmas sem se destru\u00edrem. \u00c9 algo muito interessante. Quanto tempo passa desde que uma civiliza\u00e7\u00e3o desenvolve armas nucleares at\u00e9 que come\u00e7a a us\u00e1-las sem provocar sua destrui\u00e7\u00e3o total? N\u00f3s passamos 50 anos. Poderemos continuar 500 anos?<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.\u00a0<\/b>Quando acredita que poderemos alcan\u00e7ar algum exoplaneta?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.\u00a0<\/b>N\u00e3o poderemos chegar a nenhum destes planetas nos pr\u00f3ximos 1.000 anos. A tecnologia para faz\u00ea-lo simplesmente n\u00e3o existe. Al\u00e9m disso, os humanos n\u00e3o est\u00e3o desenhados biologicamente para essa viagem. Talvez possamos mandar uma sonda rob\u00f3tica em algum momento, mas as dist\u00e2ncias s\u00e3o t\u00e3o enormes, seria preciso alcan\u00e7ar uma velocidade t\u00e3o alta, que hoje em dia n\u00e3o se pode romper esta barreira.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.\u00a0<\/b>Al\u00e9m de procurar planetas similares \u00e0 Terra, o Cheops permitir\u00e1 observar em detalhe mundos muito diferentes, como o 55 Cancri-e.<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.\u00a0<\/b>Conhecemos muitos sistemas solares como o dessa estrela, que tem cinco planetas. S\u00e3o chamados e sistemas de superterras compactos, porque os planetas est\u00e3o extremamente perto de sua estrela e \u00e9 muito frequente encontrar v\u00e1rios planetas juntos. No caso de 55 Cancri-e, o planeta \u00e9 um pouco maior que a Terra. Pensamos que \u00e9 rochoso. Ainda n\u00e3o estamos seguros se carece de atmosfera, mas sim h\u00e1 muitos ind\u00edcios de que j\u00e1 a perdeu e que o planeta est\u00e1 coberto por um oceano de lava. O calor do seu sol derreteu as rochas desse planeta. \u00c9 um mundo infernal, extremo, mas achamos que planetas desse tipo s\u00e3o muito abundantes. Mais da metade de todas as estrelas podem ter planetas como este, e o mais interessante \u00e9 que nem sequer entendemos como estes mundos podem se formar, como eles evoluem. Por isso este ser\u00e1 um dos objetivos principais do Cheops.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.\u00a0<\/b>Um dia depois de ganhar o Nobel, Michel Mayor disse a este jornal que\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/10\/08\/ciencia\/1570566287_988305.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">n\u00e3o \u00e9 preciso Deus para explicar o universo<\/a>. Voc\u00ea o que opina?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.\u00a0<\/b>Acho que isso n\u00e3o \u00e9 ci\u00eancia. A ci\u00eancia se baseia em fatos e em fun\u00e7\u00e3o deles se formam teorias racionais que podem ser demonstradas. Deus n\u00e3o tem lugar nisto, \u00e9 algo que existe s\u00f3 dentro de voc\u00ea. Voc\u00ea tem que acreditar nele. A ci\u00eancia n\u00e3o necessita que voc\u00ea acredite nela. Deus \u00e9 um conceito psicol\u00f3gico. Pessoalmente n\u00e3o necessito de um Deus para explicar o universo.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.\u00a0<\/b>Quando teremos os primeiros resultados do Cheops?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Se tudo sair bem, em um par de meses come\u00e7aremos com o programa de observa\u00e7\u00f5es. J\u00e1 temos alguns objetivos claros. Um deles \u00e9 um mundo que gira t\u00e3o r\u00e1pido que est\u00e1 se deformando, se achatando. Espero que at\u00e9 o ver\u00e3o [do Hemisf\u00e9rio Norte] tenhamos os primeiros resultados cient\u00edficos.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.\u00a0<\/b>Qual a dist\u00e2ncia m\u00ednima e m\u00e1xima que esse telesc\u00f3pio poder\u00e1 enxergar?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.\u00a0<\/b>Vamos olhar estrelas que est\u00e3o muito pr\u00f3ximas, a 10 anos-luz, e poderemos chegar at\u00e9 mais ou menos 200 anos-luz. Estas s\u00e3o nossas regi\u00f5es mais pr\u00f3ximas. Recorde que o telesc\u00f3pio espacial Kepler olhava planetas que est\u00e3o a 2.000 anos-luz. Aqui estamos explorando nossa vizinhan\u00e7a mais pr\u00f3xima.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2012 a humanidade captou pela primeira vez luz refletida por um planeta terrestre fora<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em 2012 a humanidade captou pela primeira vez luz refletida por um planeta terrestre fora","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119425"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=119425"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119425\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=119425"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=119425"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=119425"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}