{"id":119036,"date":"2019-12-29T12:30:50","date_gmt":"2019-12-29T15:30:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=119036"},"modified":"2019-12-29T09:25:15","modified_gmt":"2019-12-29T12:25:15","slug":"a-constelacao-de-orion-esta-prestes-a-perder-sua-estrela-mais-brilhante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-constelacao-de-orion-esta-prestes-a-perder-sua-estrela-mais-brilhante\/","title":{"rendered":"A constela\u00e7\u00e3o de \u00d3rion est\u00e1 prestes a perder sua estrela mais brilhante"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/estrela.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-119037\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/estrela-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/estrela-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/estrela.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u00d3rion, o ca\u00e7ador, em breve vai perder seu ombro direito. A constela\u00e7\u00e3o ic\u00f4nica \u2013 cujo cintur\u00e3o \u00e9 formado pelas Tr\u00eas Marias \u2013 est\u00e1 fadada a perder sua estrela mais brilhante, Alpha Orionis (tamb\u00e9m conhecida como Betelgeuse), desaparecer. Essa estrela colossal a 700 anos-luz da Terra tem 12 vezes a massa do Sol e \u00e9 cotada para explodir em uma supernova a qualquer momento.<\/p>\n<p>Ela est\u00e1 entre as principais candidatas a acabar com a seca de supernovas da Via L\u00e1ctea: a \u00faltima explos\u00e3o estelar violenta desse tipo ocorreu em 1604 e foi observada por ningu\u00e9m menos que o m\u00edtico astr\u00f4nomo Johannes Kepler. Pelas contas dos especialistas, j\u00e1 passou da hora de o fen\u00f4meno raro que marca o fim da vida das estrelas muito massivas ocorrer de novo nas nossas redondezas gal\u00e1cticas. E Betelgeuse d\u00e1 ind\u00edcios suspeitos.<\/p>\n<p>Em dezembro, a comunidade astron\u00f4mica come\u00e7ou a notar que sua magnitude (o brilho) tinha sofrido uma redu\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel. N\u00e3o que isso seja algo anormal para essa estrela gigante vermelha: sabe-se que ela tem o brilho vari\u00e1vel desde 1836. Mas uma queda assim, t\u00e3o intensa e abrupta, \u00e9 a primeira no s\u00e9culo 21. Por isso os astr\u00f4nomos est\u00e3o em estado de alerta, na expectativa de que o ombro de \u00d3rion esteja finalmente explodindo.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que Betelgeuse \u00e9 uma bomba rel\u00f3gio com um timer surpresa: \u00e9 certeza que ela vai explodir e que n\u00e3o vai demorar muito (na escala c\u00f3smica), mas n\u00e3o h\u00e1 como prever quando exatamente a supernova vai acontecer. Pode ser daqui a 100 mil anos ou hoje \u00e0 noite. \u00c9 um sol t\u00e3o grande e inchado que, se fosse colocado no centro de nosso Sistema Solar, chegaria para al\u00e9m da \u00f3rbita de J\u00fapiter.<\/p>\n<p>Estrelas s\u00e3o bolas de hidrog\u00eanio que deveriam colapsar por causa da gravidade, mas mant\u00e9m-se est\u00e1veis porque o elemento \u00e9 fundido no n\u00facleo para gerar \u00e1tomos de h\u00e9lio \u2013 um processo que expele energia para fora. Supernovas acontecem quando uma estrela funde elementos cada vez mais pesados at\u00e9 chegar no ferro \u2013 que n\u00e3o ser de combust\u00edvel. A gravidade vence o cabo de guerra e o astro entra em colapso. Conforme as camadas exteriores colidem com n\u00facleo, s\u00e3o expulsas para fora em uma espetacular explos\u00e3o.<\/p>\n<p>Enxergue o que todo mundo v\u00ea de um jeito que ningu\u00e9m pensou.<br \/>\nEstrelas t\u00e3o grandes t\u00eam apetite voraz: consomem todo seu combust\u00edvel de hidrog\u00eanio em coisa de 10 milh\u00f5es de anos (para fins de compara\u00e7\u00e3o, o Sol tem 4,6 bilh\u00f5es e ainda tem a mesma quantidade de tempo pela frente). Mas, afinal de contas, Betelgeuse vai ou n\u00e3o vai sofrer um colapso gravitacional a tempo dos fogos do fim de ano? Ainda \u00e9 cedo para dizer. Ser\u00e1 preciso observar o comportamento da estrela nas pr\u00f3ximas semanas.<\/p>\n<p>Se seu brilho aumentar de forma acentuada e repentina, ent\u00e3o \u00e9 sinal de que tanto os astr\u00f4nomos quanto os entusiastas do c\u00e9u noturno ter\u00e3o dias muito empolgantes pela frente. Com a tecnologia dos instrumentos atuais, ter a chance de acompanhar uma supernova t\u00e3o de perto vai ser um espet\u00e1culo para a ci\u00eancia. Ser\u00e1 poss\u00edvel avaliar em detalhes n\u00e3o s\u00f3 a luz liberada pela explos\u00e3o, como as ondas gravitacionais e os neutrinos que ela emite.<\/p>\n<p>Vale lembrar que estamos em um camarote privilegiado e seguro, bem longe da zona de perigo no raio de 50 anos-luz, em que a radia\u00e7\u00e3o emanada acaba sendo letal. Al\u00e9m dos cientistas, qualquer um ter\u00e1 a chance de contemplar o fen\u00f4meno: Betelgeuse ficar\u00e1 100 vezes mais brilhante que V\u00eanus por um tempo, projetando sombras durante a noite. Ela seria facilmente vis\u00edvel at\u00e9 mesmo em plena luz do dia. \u00c9 esperar pra ver.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3rion, o ca\u00e7ador, em breve vai perder seu ombro direito. 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