{"id":118804,"date":"2019-12-24T14:00:15","date_gmt":"2019-12-24T17:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=118804"},"modified":"2019-12-23T20:48:10","modified_gmt":"2019-12-23T23:48:10","slug":"brasil-treina-pesquisadoras-peruanas-em-inovacoes-tecnologicas-para-setor-algodoeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/brasil-treina-pesquisadoras-peruanas-em-inovacoes-tecnologicas-para-setor-algodoeiro\/","title":{"rendered":"Brasil treina pesquisadoras peruanas em inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para setor algodoeiro"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/algodao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-118805\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/algodao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/algodao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/algodao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Com o objetivo de fortalecer capacidades na cadeia de valor do algod\u00e3o, duas pesquisadoras peruanas do Instituto Nacional de Inova\u00e7\u00e3o Agr\u00e1ria (INIA)\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fao.org\/brasil\/noticias\/detail-events\/pt\/c\/1256453\/\">estiveram no Brasil este m\u00eas<\/a>\u00a0para um est\u00e1gio no escrit\u00f3rio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa Algod\u00e3o), na cidade de Campina Grande (PB).<\/p>\n<p>No Peru, a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o representa o sustento de mais de 8 mil agricultores e agricultoras familiares no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os est\u00e1gios tiveram apoio financeiro do Programa Nacional de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (PNIA), e foram realizados a partir da articula\u00e7\u00e3o feita com o projeto de coopera\u00e7\u00e3o internacional trilateral Sul-Sul +Algod\u00e3o Peru.<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO), governos peruano e brasileiro executam em conjunto desde 2015 o projeto +Algod\u00e3o Peru, cujo objetivo \u00e9 melhorar a competitividade dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O projeto conta com o importante apoio de institui\u00e7\u00f5es cooperantes de ambos os pa\u00edses, bem como dos escrit\u00f3rios da FAO do Peru e da Regional para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe.<\/p>\n<p>As pesquisadoras Iris Graciela Junes N\u00fa\u00f1ez e Karina Soledad Z\u00fa\u00f1iga Sarango foram treinadas em fito-melhoramento do algod\u00e3o, transfer\u00eancia de tecnologia, gerenciamento e conserva\u00e7\u00e3o de solos e de \u00e1gua no Semi\u00e1rido, agroecologia, inclus\u00e3o social, agricultura familiar e seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>O pesquisador da \u00e1rea de melhoramento vegetal da Embrapa Algod\u00e3o, Francisco Jos\u00e9 Correia Farias, avaliou o est\u00e1gio como uma excelente experi\u00eancia para obter novos conhecimentos na cadeia de valor do algod\u00e3o no Brasil, com \u00eanfase na agricultura familiar desenvolvida na regi\u00e3o semi\u00e1rida do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora Graciela Junes, o objetivo do treinamento foi alcan\u00e7ado, destacando temas como a transfer\u00eancia de tecnologia, agroecologia, agricultura familiar, fertilidade do solo, o melhoramento gen\u00e9tico do algod\u00e3o.<\/p>\n<p>Sobre o conhecimento aprendido no Brasil que poderia ser replicado no Peru, Graciela ressaltou que as metodologias de cria\u00e7\u00e3o de insetos, no manejo integrado de pragas, podem ser implementadas em seu pa\u00eds. \u201cCom isso, poder\u00edamos reduzir muito os custos de produ\u00e7\u00e3o, evitando a polui\u00e7\u00e3o ambiental e cuidando da sa\u00fade do produtor\u201d.<\/p>\n<p>O Peru, assim como outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, tem suas culturas de algod\u00e3o afetadas pelo bicudo do algod\u00e3o, uma praga que gera grandes perdas econ\u00f4micas para os agricultores. Durante o treinamento, Graciela e Karina tamb\u00e9m receberam capacita\u00e7\u00e3o sobre o manejo de pragas, com \u00eanfase no bicudo.<\/p>\n<p>Durante o est\u00e1gio de 60 dias, as pesquisadoras conheceram os laborat\u00f3rios e os campos experimentais da Embrapa Algod\u00e3o; participaram de eventos sobre ci\u00eancia e tecnologia e de uma feira para agricultores familiares do Semi\u00e1rido, com inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para o manejo e uso da \u00e1gua e conviv\u00eancia com a seca.<\/p>\n<p>Elas visitaram ainda outros escrit\u00f3rios da Embrapa no Nordeste e no Centro-Oeste do Brasil para conhecer os programas de melhoramento para o cultivo de algod\u00e3o, o trabalho de melhoria gen\u00e9tica e o banco de germoplasma.<\/p>\n<p>Segundo a Embrapa Algod\u00e3o, o est\u00e1gio teve bons resultados para Brasil e Peru, pois houve uma troca de conhecimentos e experi\u00eancias, em diferentes \u00e1reas.<\/p>\n<p>\u201cCertamente as pesquisadoras ter\u00e3o condi\u00e7\u00f5es de iniciar projetos espec\u00edficos adaptando a nossa realidade ao contexto do Peru\u201d, afirmou Francisco Jos\u00e9 Correia Farias.<\/p>\n<h3>Mais algod\u00e3o e mais alimentos<\/h3>\n<p>O algod\u00e3o associado \u00e0s culturas alimentares como estrat\u00e9gia de diversifica\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a alimentar dos agricultores familiares algodoeiros foi outro aspecto apresentado \u00e0s pesquisadoras peruanas.<\/p>\n<p>Durante as visitas de campo, elas conheceram as experi\u00eancias de pequenos agricultores que cultivam algod\u00e3o em cons\u00f3rcio com feij\u00e3o, gergelim, batata doce e milho, e cria\u00e7\u00e3o de aves e caprinos, muito comuns no Nordeste do Brasil.<\/p>\n<p>Segundo Graciela, os agricultores familiares peruanos n\u00e3o t\u00eam a cultura de associar v\u00e1rios cultivos, enfocando apenas na monocultura de algod\u00e3o, milho e feij\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma caracter\u00edstica muito diferente que vimos aqui no Brasil\u201d, disse a pesquisadora, acrescentando que seria poss\u00edvel trabalhar culturas consorciadas com os agricultores familiares de seu pa\u00eds, por meio de pequenos m\u00f3dulos ou em projetos combinados com trabalhos de inova\u00e7\u00e3o, pesquisa e transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>Agricultura familiar brasileira, algod\u00e3o e acesso ao mercado<\/p>\n<p>Por sua vez, a pesquisadora Karina Zu\u00f1iga apontou como um aprendizado no Brasil a experi\u00eancia de sistemas agroecol\u00f3gicos de produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o colorido com pequenos produtores.<\/p>\n<p>\u201cConseguimos ver a articula\u00e7\u00e3o muito bem-feita, com acesso a mercados, onde trabalham com produtores por meio de sistemas de seguran\u00e7a alimentar, inclus\u00e3o social e agroecologia\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o objetivo de fortalecer capacidades na cadeia de valor do algod\u00e3o, duas pesquisadoras 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