{"id":118792,"date":"2019-12-24T12:30:13","date_gmt":"2019-12-24T15:30:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=118792"},"modified":"2019-12-24T09:50:41","modified_gmt":"2019-12-24T12:50:41","slug":"precisamos-repensar-o-uso-do-plastico-pela-nossa-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/precisamos-repensar-o-uso-do-plastico-pela-nossa-saude\/","title":{"rendered":"Especialista alerta: \u201cPrecisamos repensar o uso do pl\u00e1stico pela nossa sa\u00fade\u201d"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/plastico-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-118793\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/plastico-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/plastico-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/plastico-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Para a nutricionista Andreia Friques, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Nutri\u00e7\u00e3o Materno-Infantil, a produ\u00e7\u00e3o, o consumo e o descarte de\u00a0<strong>pl\u00e1sticos<\/strong>\u00a0hoje representam mais do que um problema ambiental. Trata-se de um desafio de sa\u00fade p\u00fablica. Isso porque uma parcela consider\u00e1vel do material que circula por a\u00ed carrega e dispersa bisfenol A (BPA) e outros contaminantes capazes de bagun\u00e7ar o corpo humano.<\/p>\n<div class=\"teads-inread sm-screen\">\n<div>\n<div id=\"teads0\" class=\"teads-player\">Segundo ela, j\u00e1 existem evid\u00eancias significativas de que eles estejam contribuindo para o aumento nos casos de <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/obesidade\">obesidade<\/a>, puberdade precoce e outros dist\u00farbios hormonais, al\u00e9m de alguns tipos de c\u00e2ncer.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A pesquisadora, que acaba de concluir seu doutorado pela Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo, investigou o impacto nocivo do tal BPA no sistema cardiovascular e mergulhou na literatura cient\u00edfica para entender at\u00e9 que ponto mol\u00e9culas presentes nos pl\u00e1sticos comprometem nossas c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>Suas descobertas e ang\u00fastias s\u00e3o divididas no livro\u00a0<a href=\"https:\/\/andreiafriques.com\/cursos-e-livros\/\"><em>Epidemia do Pl\u00e1stico<\/em><\/a>, em que, misturando conceitos, dados e avalia\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas com alguns conselhos pr\u00e1ticos, ela busca pintar um retrato atual do que sabemos sobre os efeitos de bisfenol A e companhia ilimitada no bem-estar humano e do planeta.<\/p>\n<p>Na obra, Andreia explora as potenciais repercuss\u00f5es da exposi\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e em doses baixas a esses elementos \u2014 algo que acontece quando consumimos alimentos embalados em pl\u00e1sticos e latas, manuseamos papel t\u00e9rmico (esse das notas fiscais) e at\u00e9 entramos no carro em um dia de sol. Em todas essas situa\u00e7\u00f5es, estar\u00edamos expostos aos contaminantes ambientais.<\/p>\n<p>Para contornar esses riscos, a nutricionista n\u00e3o prega uma solu\u00e7\u00e3o radical. Afinal, no nosso dia a dia h\u00e1 pl\u00e1stico por todos os lados. Mas ensina maneiras de minimizar a exposi\u00e7\u00e3o \u2014 pelo nosso bem e o da fam\u00edlia. Confira a entrevista a seguir:<\/p>\n<p><strong>SA\u00daDE: De onde veio a ideia de investigar o impacto dos pl\u00e1sticos em nossa sa\u00fade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Andreia Friques:<\/strong>\u00a0comecei a despertar para a quest\u00e3o dos contaminantes ambientais ao iniciar meu trabalho de doutorado. J\u00e1 estava estudando a influ\u00eancia do ambiente no corpo humano e o papel dos disruptores end\u00f3crinos, essas subst\u00e2ncias capazes de alterar nossos horm\u00f4nios, como o bisfenol A (BPA). No doutorado tive a oportunidade de levar uma pergunta que eu queria responder. E eu vinha observando no consult\u00f3rio um aumento da obesidade, do n\u00famero de meninas que menstruavam mais cedo\u2026 Isso vinha me inquietando.<\/p>\n<p>Como os efeitos do BPA do ponto de vista hormonal j\u00e1 estavam bem esgotados, decidi investigar algo al\u00e9m e com o qual j\u00e1 tinha trabalhado em meu mestrado, o sistema cardiovascular. E, na pesquisa, descobrimos que o BPA tamb\u00e9m traz danos cardiovasculares. Al\u00e9m disso, fui motivada pela pr\u00f3pria maternidade. Me indagava: como ser\u00e1 o futuro dos nossos filhos e netos? E a partir da\u00ed passei a estudar mais, ler mais artigos\u2026<\/p>\n<p><strong>Pelas evid\u00eancias cient\u00edficas atuais, podemos dizer que h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito entre a exposi\u00e7\u00e3o ao bisfenol A e problemas de sa\u00fade?<\/strong><\/p>\n<p>De forma geral, podemos dizer que sim. Existe essa rela\u00e7\u00e3o. Estudos mostram, por exemplo, uma associa\u00e7\u00e3o direta entre n\u00edveis elevados de BPA na urina de m\u00e3es que tiveram filhos mais obesos. Al\u00e9m de dados extra\u00eddos da popula\u00e7\u00e3o, existem evid\u00eancias de experimentos em laborat\u00f3rio. Quando eu contamino um rato com BPA, ele tende a ficar hipertenso e desenvolver doen\u00e7a cardiovascular. Da\u00ed a gente estabelece uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito.<\/p>\n<p>Agora, d\u00e1 pra extrapolar esses dados para os seres humanos? Em muitos casos, sim. Na minha pesquisa, por exemplo, mostramos que a contamina\u00e7\u00e3o leva a danos cardiovasculares potencialmente em humanos. O ponto \u00e9 quanto isso vai impactar o organismo de uma pessoa, o que ser\u00e1 diferente de uma para outra. Pessoas com mais adiposidade\u00a0<em>[gordura corporal]<\/em>\u00a0tendem a acumular mais bisfenol. Mas o que se percebe de maneira geral \u00e9 que todos n\u00f3s, querendo ou n\u00e3o, estamos expostos nesse mundo em que vivemos.<\/p>\n<p><strong>Existe um per\u00edodo cr\u00edtico em que o ser humano est\u00e1 mais suscet\u00edvel a esses efeitos nocivos?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, os estudos e artigos mostram que h\u00e1 um per\u00edodo cr\u00edtico no desenvolvimento humano para essa exposi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o os primeiros\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/familia\/os-1000-dias-do-bebe\/\">1 100 dias da crian\u00e7a<\/a>, que compreendem da fecunda\u00e7\u00e3o at\u00e9 os 2 anos de idade. \u00c9 que tudo que acontece nesse per\u00edodo pode determinar a sa\u00fade para o resto da vida. Al\u00e9m disso, estamos vendo um aumento nos casos de infertilidade e observando que os disruptores end\u00f3crinos tamb\u00e9m agem tanto no aparelho reprodutor masculino como no feminino. Muito provavelmente eles est\u00e3o relacionados a esses \u00edndices alarmantes de infertilidade, que v\u00eam aumentando nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>E devemos lembrar que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 exposta ao bisfenol A, mas tamb\u00e9m a outros contaminantes, como o glifosato usado nas lavouras, o parabeno das maquiagens\u2026 Temos contato com v\u00e1rias dessas subst\u00e2ncias, todos os dias, em pequenas doses, que s\u00e3o cumulativas. E elas t\u00eam um efeito ainda maior nesses casais que querem engravidar e nessa fase dos 1100 dias da crian\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>No livro, a senhora fala de uma infinidade de doen\u00e7as que estariam ligadas ao BPA. Quais as principais?<\/strong><\/p>\n<p>Temos evid\u00eancias cient\u00edficas que relacionam a contamina\u00e7\u00e3o por BPA com a obesidade, assim como existem associa\u00e7\u00f5es com puberdade precoce, dist\u00farbios da tireoide, al\u00e9m de\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/cancer-de-mama\">c\u00e2ncer de mama<\/a>, ov\u00e1rio e test\u00edculo. Hoje n\u00e3o temos como provar que foi isso que causou a doen\u00e7a em si, mas sabemos que uma s\u00e9rie de fatores ambientais aumenta o risco do problema, caso do BPA.<\/p>\n<p>Existem at\u00e9 outras situa\u00e7\u00f5es, que precisam de mais estudos, como uma poss\u00edvel liga\u00e7\u00e3o entre BPA e autismo. Devemos analisar isso com cuidado, mas tendo em mente que o aumento no autismo no mundo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 fruto do acaso. Temos mais diagn\u00f3stico, aumento da popula\u00e7\u00e3o e quest\u00f5es gen\u00e9ticas envolvidas, mas n\u00e3o podemos excluir a possibilidade de uma interfer\u00eancia desses fatores ambientais. J\u00e1 h\u00e1 artigos indicando que mulheres com maior n\u00edvel de contamina\u00e7\u00e3o por BPA correm maior risco de ter filhos com autismo.<\/p>\n<p><strong>E o papel nas doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Foi exatamente isso que estudei em meu doutorado. O BPA age aumentando o estresse oxidativo no corpo. Essa rea\u00e7\u00e3o de desequil\u00edbrio pode aumentar por outros motivos, como presen\u00e7a de doen\u00e7as, exposi\u00e7\u00e3o a polui\u00e7\u00e3o\u2026 No meu estudo, peguei ratinhos no per\u00edodo de desmame, o equivalente a uma crian\u00e7a de 6 meses, que foram contaminados com a ingest\u00e3o de BPA. O que a gente viu foi que, quando eles tinham a idade equivalente a uma de crian\u00e7a de 2 anos, sofreram um grande aumento do estresse oxidativo e uma diminui\u00e7\u00e3o muito impactante do \u00f3xido n\u00edtrico, mol\u00e9cula que faz o relaxamento dos vasos. \u00c9 um quadro que eleva o risco de\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/doencas-cardiacas\">doen\u00e7as cardiovasculares<\/a>.<\/p>\n<p>De tudo que investigamos em rela\u00e7\u00e3o ao BPA, podemos dizer que o principal mecanismo envolvido na g\u00eanese de doen\u00e7as, entre elas as cardiovasculares, \u00e9 esse aumento do estresse oxidativo. Descobri que esse estresse tamb\u00e9m afeta significativamente o DNA das c\u00e9lulas da aorta [maior art\u00e9ria do corpo, que se estende do abd\u00f4men ao t\u00f3rax] e aumenta a morte celular nessa regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>E hoje quais as principais formas de se contaminar com o BPA?<\/strong><\/p>\n<p>Quando olhamos para as pesquisas, vemos que a maior fonte de contamina\u00e7\u00e3o \u00e9 a alimentar, provavelmente pelo contato da comida com as embalagens mesmo. Quando falamos de outros contaminantes al\u00e9m do BPA, isso se estende para a maquiagem, por exemplo. Tanto \u00e9 que os estudos mostram que as mulheres s\u00e3o mais contaminadas que os homens por causa dos cosm\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Muita gente me pergunta se pode usar esse ou aquele pl\u00e1stico. E \u00e9 dif\u00edcil saber se o pl\u00e1stico tal tem mesmo bisfenol, ainda mais porque a ind\u00fastria mistura algumas mat\u00e9rias-primas. O bisfenol \u00e9 o que d\u00e1 liga para o material, como se fosse o gl\u00faten do trigo para o p\u00e3o. Vemos uma tend\u00eancia hoje de produtos bisfenol A free, mas a ind\u00fastria pode tirar um e acrescentar outro bisfenol no lugar.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tempos, acompanhamos muitos artigos falando tamb\u00e9m da contamina\u00e7\u00e3o pelo papel t\u00e9rmico\u00a0<em>[esse de notas fiscais]<\/em>, provavelmente pelo bisfenol S, e n\u00e3o o A. Mas h\u00e1 ind\u00edcios de que ele seja t\u00e3o ou mais t\u00f3xico que o A. \u00c9 o que se est\u00e1 investigando agora. Ent\u00e3o imagine o risco de quem trabalha e fica exposto constantemente a esses pap\u00e9is.<\/p>\n<p><strong>No livro a senhora fala que h\u00e1 um movimento da ind\u00fastria e dos governos para limitar o uso de BPA, mas ainda n\u00e3o se fez o bastante\u2026<\/strong><\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o brasileira veta o BPA em utens\u00edlios produzidos para crian\u00e7as, mas sabemos que as pessoas t\u00eam contato com ele em v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es e de outras formas. O ideal \u00e9 se tiv\u00e9ssemos legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica nesses outros contextos tamb\u00e9m. O que precisamos hoje \u00e9 conscientizar a popula\u00e7\u00e3o e os governos para que todos saibam que falamos de um problema ambiental e de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Precisamos entender que h\u00e1 uma necessidade de trocar mais o pl\u00e1stico, de produzir menos lixo, porque esse material vai voltar para o planeta de alguma forma. Isso tendo em vista que o percentual do que \u00e9 reciclado \u00e9 muito pequeno. Ent\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 a popula\u00e7\u00e3o precisa ser educada adequadamente em rela\u00e7\u00e3o a isso, como o governo e as ind\u00fastrias precisam tomar as medidas necess\u00e1rias\u2026<\/p>\n<p><strong>Poderia citar algumas medidas para reduzir nossa exposi\u00e7\u00e3o a esses contaminantes?<\/strong><\/p>\n<p>A primeira \u00e9 substituir o pl\u00e1stico sempre que poss\u00edvel. Vale pensar se precisamos mesmo daquele pl\u00e1stico antes de usar. Hoje h\u00e1 esse movimento de retirada do canudo e troca por uma vers\u00e3o biodegrad\u00e1vel. Mas a gente precisa se perguntar se precisa mesmo at\u00e9 dessa vers\u00e3o biodegrad\u00e1vel. A segunda medida \u00e9 buscar um estilo de vida o mais natural poss\u00edvel, principalmente em per\u00edodos como a\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/gravidez\">gesta\u00e7\u00e3o<\/a>, porque assim n\u00f3s vamos nos expor menos a contaminantes. Nesse sentido, tamb\u00e9m sugiro priorizar comida de verdade, que tem menos aditivos e est\u00e1 menos exposta a res\u00edduos das embalagens.<\/p>\n<p><strong>E existem formas de nos desintoxicar e minimizar o impacto de pl\u00e1stico e BPA em nosso corpo?<\/strong><\/p>\n<p>Um corpo saud\u00e1vel consegue detoxificar melhor. Se ele se encontra em desequil\u00edbrio, essa capacidade diminui. Agora, embora esse seja um campo novo na ci\u00eancia, existem ind\u00edcios de que alguns alimentos e nutrientes teriam um papel protetor.<\/p>\n<p>No meu doutorado, por exemplo, tamb\u00e9m estudei\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/alimentacao\/os-beneficios-do-kefir-sob-o-olhar-da-ciencia\/\">o efeito do kefir<\/a>, porque j\u00e1 tinha visto antes, no mestrado, que ele ajudava a reduzir a press\u00e3o arterial. Nesse trabalho constatei que ele age reduzindo o estresse oxidativo que o bisfenol aumenta. Al\u00e9m disso, existem alguns antioxidantes consagrados que t\u00eam esse potencial, caso da quercetina e da pr\u00f3pria melatonina. Da mesma forma, alimentos ricos em vitaminas C e E e as berries parecem ajudar. \u00c9 um campo novo, e o recado por ora \u00e9 investir em tudo que remete \u00e0 comida de verdade.<\/p>\n<p><strong>Para fechar, acredita que seja poss\u00edvel um mundo sem pl\u00e1sticos?<\/strong><\/p>\n<p>A moral da hist\u00f3ria \u00e9 que levamos um estilo de vida moderno que est\u00e1 adoecendo mais o planeta e adoecendo mais as pessoas. O uso do pl\u00e1stico tem de ser repensado por todos n\u00f3s. Precisamos pensar nele enquanto lixo que afeta o ambiente e como isso est\u00e1 retornando pra gente em forma de doen\u00e7as. N\u00e3o d\u00e1 pra imaginar o mundo sem pl\u00e1stico hoje, mas d\u00e1, sim, pra imaginar um mundo com menos pl\u00e1stico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a nutricionista Andreia Friques, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Nutri\u00e7\u00e3o Materno-Infantil, a produ\u00e7\u00e3o, o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":118793,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/plastico-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/plastico-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/plastico-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/plastico-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/plastico-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/plastico-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/plastico-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/plastico-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/plastico-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/plastico-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Para a nutricionista Andreia Friques, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Nutri\u00e7\u00e3o Materno-Infantil, a produ\u00e7\u00e3o, o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118792"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=118792"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118792\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/118793"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118792"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=118792"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=118792"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}