{"id":118767,"date":"2019-12-24T07:00:24","date_gmt":"2019-12-24T10:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=118767"},"modified":"2019-12-23T19:19:49","modified_gmt":"2019-12-23T22:19:49","slug":"curiosidades-do-natal-desde-evangelhos-e-tradicoes-pagas-ate-o-papai-noel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/curiosidades-do-natal-desde-evangelhos-e-tradicoes-pagas-ate-o-papai-noel\/","title":{"rendered":"Curiosidades do Natal, desde evangelhos e tradi\u00e7\u00f5es pag\u00e3s at\u00e9 o Papai Noel"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/natal-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-118768\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/natal-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/natal-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/natal-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Dos evangelhos a costumes pag\u00e3os incorporados pela Igreja Cat\u00f3lica, passando por tradi\u00e7\u00f5es criadas na Era Vitoriana brit\u00e2nica, o Natal passou de uma celebra\u00e7\u00e3o de inverno a uma festa que, para muitos, mescla a tradi\u00e7\u00e3o religiosa ao secularismo dos dias atuais.<\/p>\n<p>A BBC consultou livros hist\u00f3ricos para reunir fatos e curiosidades natalinas. Confira:<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">O nascimento de Jesus<\/h2>\n<p>O Natal &#8211; que para os crist\u00e3os marca o nascimento de Jesus, o filho de Deus &#8211; \u00e9 celebrado em 25 de dezembro ou 7 de de janeiro, no caso dos crist\u00e3os ortodoxos.<\/p>\n<p>A natividade \u00e9 descrita no Novo Testamento da B\u00edblia, mas os evangelhos de Mateus e Lucas d\u00e3o vers\u00f5es diferentes para o evento.<\/p>\n<p>Ambas narrativas dizem que Jesus nasceu de Maria, noiva de Jos\u00e9, um carpinteiro. Os evangelhos afirmam que Maria era virgem quando engravidou.<\/p>\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-parrot wsoj-component\" data-variation=\"default-0\"><\/div>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/305F\/production\/_99338321_4db36375-1176-4ff2-a9db-c84d6fc04b43.jpg\" alt=\"Segundo a tradi\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 e Maria viajaram para Bel\u00e9m pouco antes do nascimento de Jesus\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Segundo a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, Jos\u00e9 e Maria viajaram para Bel\u00e9m pouco antes do nascimento de Jesus | Foto: Getty Images<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>No relato de Lucas, Maria foi visitada por um anjo trazendo a mensagem de que ela daria \u00e0 luz o filho de Deus. J\u00e1 a vers\u00e3o de Mateus afirma que Jos\u00e9 foi visitado por um anjo que o persuadiu a casar com Maria em vez de dispens\u00e1-la ou expor a origem de sua gravidez.<\/p>\n<p>Mateus fala tamb\u00e9m de um grupo de s\u00e1bios (os reis magos) que seguiram uma estrela at\u00e9 chegar ao local de nascimento de Jesus, para presente\u00e1-lo com ouro, incenso e mirra. Lucas, por sua vez, conta que pastores foram guiados por um anjo at\u00e9 Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>Segundo a tradi\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 e Maria viajaram pouco antes do nascimento de Jesus. Jos\u00e9 havia sido ordenado a participar de um censo em sua cidade natal, Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>Todos os judeus tinham de ser contabilizados, para que o Imp\u00e9rio Romano pudesse determinar o quanto recolheria deles em impostos. Os que haviam se mudado de Bel\u00e9m, como Jos\u00e9, tinham de regressar para serem registrados.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 e Maria enfrentaram a longa e \u00e1rdua viagem de 150 km a partir de Nazar\u00e9, pelo vale do rio Jord\u00e3o, passando por Jerusal\u00e9m at\u00e9 chegar a Bel\u00e9m. Maria viajou sobre uma mula, para guardar energia para o parto.<\/p>\n<p>Mas, ao chegarem a Bel\u00e9m, souberam que a hospedaria local estava repleta. O dono do local os deixou permanecer em uma caverna rochosa sob a casa, usada como um est\u00e1bulo.<\/p>\n<p>Foi ali, pr\u00f3ximo ao barulho e \u00e0 sujeira dos animais, que Maria deu \u00e0 luz seu beb\u00ea e colocou-o na manjedoura.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">O primeiro Natal<\/h2>\n<p>Os evangelhos n\u00e3o mencionam a data do nascimento de Jesus. Foi s\u00f3 no s\u00e9culo 4 que o papa J\u00falio 1\u00ba estabeleceu o dia 25 de dezembro como o dia de Natal. Era uma tentativa de cristianizar as celebra\u00e7\u00f5es pag\u00e3s que j\u00e1 eram realizadas nessa \u00e9poca do ano.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/7E7F\/production\/_99338323_0891bb96-6882-4a9d-abc9-dca78f55e748.jpg\" alt=\"\u00c1rvore de Natal\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Natal come\u00e7ou como uma festividade invernal e continha fortes elementos pag\u00e3os | Foto: Getty Images<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>No ano de 529, o 25 de dezembro j\u00e1 havia se firmado como um feriado e, em 567, os 12 dias entre o 25 de Dezembro e o Dia de Reis &#8211; considerado o dia em que os reis magos chegaram at\u00e9 Jesus &#8211; eram feriados p\u00fablicos.<\/p>\n<p>O Natal n\u00e3o \u00e9 apenas uma festa crist\u00e3. A celebra\u00e7\u00e3o tem ra\u00edzes no feriado judaico de Hanuk\u00e1 (festa de luzes celebrada ao longo de oito dias), nos festivais dos gregos antigos, nas cren\u00e7as dos druidas (sacerdotes celtas) e nos costumes folcl\u00f3ricos europeus.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Celebra\u00e7\u00e3o invernal e hist\u00f3rica<\/h2>\n<p>No hemisf\u00e9rio Norte, o Natal \u00e9 uma festa invernal, pr\u00f3ximo ao per\u00edodo do solst\u00edcio de inverno &#8211; depois desse per\u00edodo, a luz do sol aumenta e os dias come\u00e7am, gradativamente, a serem mais longos. Ao longo da hist\u00f3ria, essa j\u00e1 era uma \u00e9poca de festividades.<\/p>\n<p>Nossos antepassados ca\u00e7adores passavam a maior parte do tempo em ambientes externos. Portanto, as esta\u00e7\u00f5es do ano e o clima tinham uma import\u00e2ncia enorme em suas vidas, a ponto de eles reverenciarem o sol. Povos do norte europeu viam o sol como uma roda que mudava as esta\u00e7\u00f5es, por exemplo.<\/p>\n<p>Os romanos tamb\u00e9m tinham seu festival para marcar o solst\u00edcio de inverno: a Saturn\u00e1lia (dedicado ao deus Saturno) durava sete dias, a partir de 17 de dezembro. Era um per\u00edodo em que as regras do cotidiano viravam de ponta-cabe\u00e7a. Homens se vestiam de mulher, e patr\u00f5es se fantasiavam de servos. O festival tamb\u00e9m envolvia prociss\u00f5es, decora\u00e7\u00f5es nas casas, velas acesas e distribui\u00e7\u00e3o de presentes.<\/p>\n<p>O azevinho, arbusto t\u00edpico usado hoje nas guirlandas, \u00e9 um dos s\u00edmbolos mais associados ao Natal &#8211; por ter sido transformado pela Igreja no s\u00edmbolo da coroa de espinhos de Jesus. Segundo uma lenda, galhos de azevinho foram tran\u00e7ados em uma dolorosa coroa e colocados na cabe\u00e7a de Cristo por soldados romanos para zomb\u00e1-lo: &#8220;Salve o rei dos judeus&#8221;.<\/p>\n<p>Diz a cren\u00e7a que as frutas do azevinho eram brancas, mas foram tingidas de vermelho permanentemente pelo sangue do messias crist\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/13DE7\/production\/_99338318_25934d1b-3aaf-46ce-a6e2-2dec9899367e.jpg\" alt=\"Azevinho\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Diz a lenda que galhos de azevinho foram tran\u00e7ados em uma coroa e colocados na cabe\u00e7a de cristo por soldados romanos | Foto: Getty Images<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Outra lenda diz respeito a um pequeno \u00f3rf\u00e3o que vivia com os pastores quando os anjos vieram anunciar o nascimento de Jesus. O menino tran\u00e7ou uma coroa de azevinhos para a cabe\u00e7a do beb\u00ea rec\u00e9m-nascido. Mas, ao oferec\u00ea-la, ficou envergonhado de seu presente e come\u00e7ou a chorar.<\/p>\n<p>O beb\u00ea Jesus tocou a coroa, que come\u00e7ou a brilhar, fazendo as l\u00e1grimas do \u00f3rf\u00e3o se transformarem em frutinhas vermelhas.<\/p>\n<p>Mas o significado religioso do azevinho precede o cristianismo: o arbusto era associado inicialmente ao deus Sol e considerado importante nos costumes pag\u00e3os. Algumas religi\u00f5es antigas usavam o azevinho para prote\u00e7\u00e3o, e as portas e janelas eram decoradas com suas folhas para proteger as casas de esp\u00edritos ruins.<\/p>\n<p>Do ponto de vista hist\u00f3rico, o Natal sempre foi uma curiosa combina\u00e7\u00e3o de tradi\u00e7\u00f5es crist\u00e3s, pag\u00e3s e folcl\u00f3ricas. Se voltarmos no tempo para 389 d.C., s\u00e3o Greg\u00f3rio Nazianzeno (um dos quatro patriarcas da Igreja Grega) advertiu contra &#8220;os excessos nas festividades, nas dan\u00e7as e decora\u00e7\u00f5es nas portas&#8221;. Nessa \u00e9poca, a Igreja j\u00e1 tinha dificuldades em eliminar os tra\u00e7os pag\u00e3os dos festivais de inverno.<\/p>\n<p>Na Era Medieval (cerca de 400 d.C a 1400 d.C), o Natal j\u00e1 era conhecido como um per\u00edodo de banquetes e divers\u00f5es. Era um festival predominantemente secular, mas continha alguns elementos religiosos.<\/p>\n<p>O Natal medieval durava 12 dias, entre o dia 24 de dezembro ao dia 6 de janeiro &#8211; dia da &#8220;Epifania do Senhor&#8221;. Epifania vem da palavra grega que significa apari\u00e7\u00e3o, em refer\u00eancia ao momento em que Jesus foi revelado ao mundo. At\u00e9 os anos 1800, a Epifania era uma celebra\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande quanto a do Natal.<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, a Igreja tentou restringir as celebra\u00e7\u00f5es pag\u00e3s e dar um sentido crist\u00e3o a costumes populares. Os c\u00e2nticos natalinos, por exemplo, eram originalmente m\u00fasicas para comemorar colheitas ou a metade do ver\u00e3o, at\u00e9 serem incorporadas pelos religiosos. Elas se tornaram uma tradi\u00e7\u00e3o natalina no final do per\u00edodo medieval.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Proibi\u00e7\u00f5es ao Natal<\/h2>\n<p>At\u00e9 o s\u00e9culo 19, a data n\u00e3o era uma celebra\u00e7\u00e3o familiar \u2013 era comum as pessoas beberam e sa\u00edrem comemorando pelas ruas. A festa costumava ser t\u00e3o efusiva que de meados do s\u00e9culo 17 at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo 18, as puritanos crist\u00e3os suprimiram as festas natalinas na Europa e no continente americano.<\/p>\n<p>O movimento puritano havia come\u00e7ado durante o reinado da rainha brit\u00e2nica Elizabeth 1\u00aa (1558-1603) e se baseava em severos c\u00f3digos de conduta moral, muita ora\u00e7\u00e3o e em uma interpreta\u00e7\u00e3o r\u00edgida das escrituras do Novo Testamento.<\/p>\n<p>Como a data do nascimento de Cristo n\u00e3o consta dos evangelhos, os puritanos acreditavam que o Natal era muito relacionado aos festivais pag\u00e3os romanos e se opunham a sua celebra\u00e7\u00e3o, sobretudo ao seu aspecto festivo, regado a comida e bebida, como heran\u00e7a da Saturn\u00e1lia.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">A representa\u00e7\u00e3o da natividade<\/h2>\n<p>A conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias se tornou uma parte importante da cristianiza\u00e7\u00e3o do Natal, por exemplo por interm\u00e9dio do pres\u00e9pio, como uma representa\u00e7\u00e3o do est\u00e1bulo onde Jesus nasceu.<\/p>\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o de montar pres\u00e9pios \u00e9 antiga: j\u00e1 em 400 d.C., o papa Sisto 3\u00ba ordenou que um fosse constru\u00eddo em Roma. No s\u00e9culo 18, em muitas partes da Europa, a montagem de pres\u00e9pios era considerada uma forma importante de artesanato.<\/p>\n<p>Pe\u00e7as de natividade tamb\u00e9m eram apresentadas em igrejas, com a inten\u00e7\u00e3o de ilustrar a hist\u00f3ria natalina contada pela B\u00edblia.<\/p>\n<figure class=\"media-portrait has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/164F7\/production\/_99338319_7a400281-bfc4-484d-ab8d-3c7d1599108f.jpg\" alt=\"Coral de Natal na igreja\" width=\"640\" height=\"700\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Corais de Natal eram originalmente m\u00fasicas para comemorar colheitas ou a metade do ver\u00e3o, at\u00e9 serem incorporados pelos religiosos | Foto: Whitemay<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">A Era Vitoriana e o Natal atual<\/h2>\n<p>O Natal chegou a ser vetado na Inglaterra, mas voltou com for\u00e7a na Era Vitoriana (1837-1901), com forte car\u00e1ter nost\u00e1lgico.<\/p>\n<p>A obra cl\u00e1ssica de Charles Dickens,\u00a0<i>Um Conto de Natal,<\/i>\u00a0de 1843, inspirou ideias de como o Natal deveria ser, capturando a imagina\u00e7\u00e3o das classes m\u00e9dias brit\u00e2nica e americana &#8211; que tinham dinheiro para gastar e vontade de fazer da festa um momento especial para toda a fam\u00edlia, dando in\u00edcio ao Natal da forma como o conhecemos hoje.<\/p>\n<p>Ainda que a inten\u00e7\u00e3o vitoriana fosse reproduzir pr\u00e1ticas natalinas da Inglaterra medieval, muitas das novas tradi\u00e7\u00f5es eram inven\u00e7\u00f5es anglo-americanas. A partir dos anos 1950, os corais de Natal foram estimulados por sacerdotes, sobretudo nos EUA, que incorporaram a cantoria \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es natalinas religiosas.<\/p>\n<p>Os ingleses foram os precursores dos cart\u00f5es de Natal, mas os americanos &#8211; muitos deles migrantes &#8211; adotaram a pr\u00e1tica e a popularizaram, gra\u00e7as a um servi\u00e7o postal barato e \u00e0 possibilidade de manter contato com parentes fisicamente distantes.<\/p>\n<p>J\u00e1 a \u00e1rvore de Natal era uma tradi\u00e7\u00e3o germ\u00e2nica, levada \u00e0 Inglaterra e popularizada pela fam\u00edlia real. Em 1834, o pr\u00edncipe Albert, marido da rainha Vit\u00f3ria, ganhou uma \u00e1rvore da rainha da Noruega e exibiu-a na pra\u00e7a Trafalgar, ponto importante de Londres.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Celebra\u00e7\u00e3o moderna<\/h2>\n<p>O Advento \u00e9 um per\u00edodo de prepara\u00e7\u00e3o das comemora\u00e7\u00f5es do nascimento de Jesus e come\u00e7a no domingo mais pr\u00f3ximo ao dia 30 de novembro. A palavra vem do latim\u00a0<i>adventus<\/i>, ou chegada. Tradicionalmente, \u00e9 uma \u00e9poca de penit\u00eancia, mas n\u00e3o mais t\u00e3o r\u00edgida quanto a Quaresma, uma vez que os crist\u00e3os n\u00e3o fazem mais jejum nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Guirlandas do Advento s\u00e3o populares na Europa e nos Estados Unidos, sobretudo em igrejas. Elas s\u00e3o feitas com galhos de pinheiros e quatro velas &#8211; uma para cada domingo do Advento.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Papai Noel<\/h2>\n<p>Uma parte importante do Natal moderno \u00e9 o mito do Papai Noel ou Pai Natal, cuja origem remonta a tradi\u00e7\u00f5es crist\u00e3s e europeias. Mas a imagem dele como a conhecemos hoje foi popularizada por fabricantes de cart\u00f5es natalinos americanos no s\u00e9culo 19.<\/p>\n<p>Tradicionalmente, o Pai Natal visita as casas \u00e0 meia-noite da v\u00e9spera de Natal, descendo pela chamin\u00e9 para entregar os presentes, colocando-os dentro das meias que as crian\u00e7as deixam penduradas.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/094F\/production\/_99338320_cd3e860c-39a9-4024-a4e8-f85ef854f5c5.jpg\" alt=\"Papai Noel vitoriano\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Imagem do Papai Noel como a conhecemos hoje foi popularizada por fabricantes de cart\u00f5es natalinos na Era Vitoriana | Fonte: Getty Images<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Algumas tradi\u00e7\u00f5es ao redor do Pai Natal tamb\u00e9m precedem o cristianismo. Seu tren\u00f3, puxado por renas, vem da mitologia escandinava. A pr\u00e1tica de deixar tortas e leite ou conhaque para o Papai Noel pode ser remanescente de sacrif\u00edcios pag\u00e3os que marcavam a chegada da primavera.<\/p>\n<p>Nos EUA, a figura do Santa Claus tem seu nome derivado de S\u00e3o Nicolau, que, segundo a tradi\u00e7\u00e3o, costumava entregar anonimamente sacos de ouro para um homem que n\u00e3o tinha dinheiro para pagar o dote de casamento de sua filha.<\/p>\n<p>Algumas vers\u00f5es da hist\u00f3ria afirmam que o santo jogava as sacolas de ouro pela chamin\u00e9.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">O Natal hoje<\/h2>\n<p>O Dia de Natal \u00e9 a festa crist\u00e3 mais celebrada pelas pessoas que n\u00e3o frequentam igrejas, e estas, ao mesmo tempo, costumam ficar repletas para a missa natalina.<\/p>\n<p>No entanto, para muitas pessoas, o Natal hoje se tornou uma festa secular, centrada na reuni\u00e3o familiar e na troca de presentes.<\/p>\n<p>Se em s\u00e9culos passados a Igreja temia a influ\u00eancia pag\u00e3 sobre a festa crist\u00e3, as preocupa\u00e7\u00f5es atuais s\u00e3o o consumismo e os excessos que marcam as festas de fim de ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos evangelhos a costumes pag\u00e3os incorporados pela Igreja Cat\u00f3lica, passando por tradi\u00e7\u00f5es criadas na Era<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":118768,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/natal-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/natal-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/natal-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/natal-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/natal-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/natal-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/natal-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/natal-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/natal-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/natal-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Dos evangelhos a costumes pag\u00e3os incorporados pela Igreja Cat\u00f3lica, passando por tradi\u00e7\u00f5es criadas na Era","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118767"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=118767"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118767\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/118768"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=118767"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=118767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}