{"id":118709,"date":"2019-12-22T19:38:17","date_gmt":"2019-12-22T22:38:17","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=118709"},"modified":"2019-12-22T19:38:17","modified_gmt":"2019-12-22T22:38:17","slug":"caminhar-no-mexico-o-sabor-apimentado-das-pegadas-amarelas-e-pretas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/caminhar-no-mexico-o-sabor-apimentado-das-pegadas-amarelas-e-pretas\/","title":{"rendered":"Caminhar no M\u00e9xico: O Sabor Apimentado das Pegadas Amarelas e Pretas"},"content":{"rendered":"<p>Por Paulo Eduardo Faria e Oliver Castillo<\/p>\n<div class=\"entry-content\">\n<figure id=\"attachment_74533\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-74533\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-74533\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Cumbres-de-Monterrey-1.jpg\" sizes=\"(max-width: 1152px) 100vw, 1152px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Cumbres-de-Monterrey-1.jpg 1152w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Cumbres-de-Monterrey-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Cumbres-de-Monterrey-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Cumbres-de-Monterrey-1-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Cumbres-de-Monterrey-1-640x427.jpg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Cumbres-de-Monterrey-1-223x150.jpg 223w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Cumbres-de-Monterrey-1-790x527.jpg 790w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Cumbres-de-Monterrey-1-272x182.jpg 272w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>Oriundo das primeiras gera\u00e7\u00f5es de parques nacionais mexicanos, criado em 1939, Cumbres de Monterrey \u00e9 um para\u00edso do ecoturismo.<\/p>\n<p>Mais conhecido pelas belas praias no Golfo do M\u00e9xico e no Pac\u00edfico, pelo patrim\u00f4nio hist\u00f3rico pr\u00e9-colombiano e pelos mescais, guacamoles e tacos de uma das mais importantes gastronomias do planeta, o M\u00e9xico, segundo a World Tourism Organization, \u00e9 destino de f\u00e9rias quase 40 milh\u00f5es de turistas todos os anos.<\/p>\n<p>A diversidade paisag\u00edstica impressiona e ajuda a justificar a atratividade mexicana aos olhos do mundo \u2013 litoral recortado, desertos, florestas de pinheiros e carvalhos, vulc\u00f5es e cadeias de montanhas imponentes, como a Sierra Madre Oriental, onde fica o Parque Nacional Cumbres de Monterrey (PNCB), logo ao lado da Cidade de Monterrey, segundo maior centro industrial do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Oriundo das primeiras gera\u00e7\u00f5es de parques nacionais mexicanos, criado em 1939, Cumbres de Monterrey \u00e9 um para\u00edso do ecoturismo, com trilhas sinuosas, travessias, vales, c\u00e2nions, rios, cachoeiras, incont\u00e1veis op\u00e7\u00f5es para escalada, caminhadas, campismo, passeios off-road, cavalgadas, voo livre, vias ferratas, observa\u00e7\u00e3o de fauna, com ursos negros e grande diversidade de aves e borboletas, tudo isso contido em mais de 177 mil hectares protegidos.<\/p>\n<p>Apesar de todas essas maravilhas. o ecoturismo se desenvolveu de forma bastante desordenada em v\u00e1rias regi\u00f5es do parque \u2013 todos os finais de semana milhares de visitantes oriundos da grande Monterrey lotam a unidade de conserva\u00e7\u00e3o e as comunidades de seu interior (especialmente os vales, c\u00e2nions e atrativos ao longo da rodovia NL20, que corta o parque). Muitos buscam a pr\u00e1tica de esportes motorizados, como motocross e passeios de quadriciclos, atividades que impactam negativamente a experi\u00eancia dos praticantes de caminhada e escalada, principalmente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_74536\" class=\"wp-caption alignright\" aria-describedby=\"caption-attachment-74536\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-74536\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Pr%C3%A1ticas-de-sinaliza%C3%A7%C3%A3o-3.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Pr\u00e1ticas-de-sinaliza\u00e7\u00e3o-3.jpg 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Pr\u00e1ticas-de-sinaliza\u00e7\u00e3o-3-169x300.jpg 169w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"711\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-74536\" class=\"wp-caption-text\">Pr\u00e1ticas de sinaliza\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Inspirados pela experi\u00eancia brasileira da Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade e pelo padr\u00e3o de sinaliza\u00e7\u00e3o estabelecido pelo ICMBio (Manual de Sinaliza\u00e7\u00e3o de Trilhas, 2018), o PNCM come\u00e7ou a implantar um projeto de sinaliza\u00e7\u00e3o padronizada de trilhas, com cores e simbologia an\u00e1logas \u00e0s brasileiras (pegadas amarelas e pretas customizadas com elementos locais), como forma de manejar conflitos, reduzir eventuais impactos da visita\u00e7\u00e3o e melhorar a experi\u00eancia de caminhantes e outros usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Por iniciativa do bi\u00f3logo Oliver Castillo, funcion\u00e1rio do parque e ex-aluno do XXVIII Curso de Manejo em \u00c1reas Protegidas oferecido pela Colorado State University e com a participa\u00e7\u00e3o, na qualidade de instrutor, do tamb\u00e9m bi\u00f3logo e servidor do ICMBio Paulo Faria, foram ministradas as primeiras capacita\u00e7\u00f5es na sede da CONANP (Comiss\u00e3o Nacional de \u00c1reas Naturais Protegidas) em Monterrey, no Instituto Tecnol\u00f3gico de Estudos Superiores de Monterrey, e na comunidade de Ci\u00e9nega de Gonz\u00e1lez, no interior do parque, onde com o apoio de comunit\u00e1rios, as primeiras trilhas foram sinalizadas, com suas pr\u00f3prias pegadas amarelas e pretas.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o inicial foi definir e sinalizar trilhas apenas para uso de pedestres, melhorando sua experi\u00eancia, facilitando a navega\u00e7\u00e3o e evitando encontros com ve\u00edculos motorizados que tamb\u00e9m utilizam alguns caminhos locais. Outra meta foi utilizar as pegadas amarelas e pretas para definir o leito \u201coficial\u201d das trilhas, diminuindo assim a cont\u00ednua abertura de novos atalhos e caminhos n\u00e3o-oficiais.<\/p>\n<p>A zona metropolitana de Monterrey est\u00e1 inserida em um vale circundado por montanhas e outras \u00e1reas naturais, protegidas ou n\u00e3o, como o Monumento Natural Cerro de La Silla, tamb\u00e9m \u00e1rea federal, a Sierra el Fraile e San Miguel e o ultra-visitado Parque Chipinque, que faz parte do PNCM, mas fica sob gest\u00e3o de parceiros privados, com grande oferta de infraestrutura e servi\u00e7os, com trilhas j\u00e1 sinalizadas para caminhada e\u00a0<em>mountain bike<\/em>, sinaliza\u00e7\u00e3o interpretativa, centros de visitantes,\u00a0<em>bike parks<\/em>\u00a0e servi\u00e7os variados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ordenar a visita\u00e7\u00e3o do PNCM, reduzir impactos, gerar pertencimento, tornar as trilhas mais atrativas e estruturadas com a sinaliza\u00e7\u00e3o e estimular o ecoturismo, a perspectiva futura \u00e9 que as redes locais de trilhas passem a, seguindo o exemplo da Rede Brasileira de Trilhas, conectar as \u00e1reas naturais da regi\u00e3o de Monterrey, formando, quem sabe, o futuro \u201cGran Circuito Norte\u00f1o\u201d, cujo objetivo \u00e9 fomentar \u00a0corredores ecol\u00f3gicos, cujo estabelecimento contribuir\u00e1 para os resultados de conserva\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 o fazem os vizinhos estadunidenses, e est\u00e3o come\u00e7ando a fazer o Brasil e o Equador.<\/p>\n<figure id=\"attachment_74537\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 641px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-74537\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-74537\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Cumbres-de-Monterrey-2.jpg\" sizes=\"(max-width: 1152px) 100vw, 1152px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Cumbres-de-Monterrey-2.jpg 1152w, 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loading=\"lazy\" class=\" wp-image-74540\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Pr%C3%A1ticas-de-sinaliza%C3%A7%C3%A3o.jpg\" sizes=\"(max-width: 1040px) 100vw, 1040px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Pr\u00e1ticas-de-sinaliza\u00e7\u00e3o.jpg 1040w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Pr\u00e1ticas-de-sinaliza\u00e7\u00e3o-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Pr\u00e1ticas-de-sinaliza\u00e7\u00e3o-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Pr\u00e1ticas-de-sinaliza\u00e7\u00e3o-600x450.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Pr\u00e1ticas-de-sinaliza\u00e7\u00e3o-640x480.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-74540\" class=\"wp-caption-text\">Pr\u00e1ticas de sinaliza\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_74541\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-74541\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-74541\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vista-da-Regi%C3%A3o-de-Monterrey-com-o-PNCM-ao-fundo.jpg\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vista-da-Regi\u00e3o-de-Monterrey-com-o-PNCM-ao-fundo.jpg 1280w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vista-da-Regi\u00e3o-de-Monterrey-com-o-PNCM-ao-fundo-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vista-da-Regi\u00e3o-de-Monterrey-com-o-PNCM-ao-fundo-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vista-da-Regi\u00e3o-de-Monterrey-com-o-PNCM-ao-fundo-600x450.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vista-da-Regi\u00e3o-de-Monterrey-com-o-PNCM-ao-fundo-640x480.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-74541\" class=\"wp-caption-text\">Vista da Regi\u00e3o de Monterrey com o Parque Nacional Cumbres de Monterrey (PNCB) ao fundo.<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Paulo Eduardo Faria e Oliver Castillo Oriundo das primeiras gera\u00e7\u00f5es de parques nacionais mexicanos,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Paulo Eduardo Faria e Oliver Castillo Oriundo 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