{"id":118598,"date":"2019-12-21T11:30:36","date_gmt":"2019-12-21T14:30:36","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=118598"},"modified":"2019-12-20T20:33:33","modified_gmt":"2019-12-20T23:33:33","slug":"o-elefante-dos-repteis-tartarugas-gigantes-tem-memoria-excepcional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-elefante-dos-repteis-tartarugas-gigantes-tem-memoria-excepcional\/","title":{"rendered":"O elefante dos r\u00e9pteis: tartarugas-gigantes t\u00eam mem\u00f3ria excepcional"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tartaruga-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-118599\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tartaruga-3-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tartaruga-3-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tartaruga-3.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Tartarugas-gigantes como a da foto acima foram uma das refei\u00e7\u00f5es favoritas de marujos at\u00e9 o s\u00e9culo 19. N\u00e3o eram presas f\u00e1ceis, porque sequer eram\u00a0<em>presas<\/em>: n\u00e3o era necess\u00e1rio mat\u00e1-las durante a captura. Bastava levar uma por\u00e7\u00e3o dos bichinhos vivos no navio, e matar um por um antes de preparar o almo\u00e7o. Bem melhor do que comer carne podre ap\u00f3s semanas armazenada sem refrigera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a essas e outras, esses r\u00e9pteis gordinhos ganharam a fama de lentos e burros. Mas nem todo navio levava marujos famintos. Alguns carregavam tamb\u00e9m\u00a0<em>playboys<\/em>\u00a0metidos a fazer trilha. Era o caso do brit\u00e2nico Charles Darwin. Durante a viagem do HMS\u00a0<em>Beagle<\/em>, ele percebeu que as tartarugas do arquip\u00e9lago das Gal\u00e1pagos percorriam longas dist\u00e2ncias entre os locais em que dormiam, comiam e tomavam banho de lama \u2013 sinal de que tinham uma mem\u00f3ria eficaz em gui\u00e1-las diariamente pela geografia das ilhas.<\/p>\n<p>Os pr\u00f3prios tripulantes n\u00e3o eram bobos, e acabavam se afei\u00e7oando aos bich\u00f5es. Era poss\u00edvel adestr\u00e1-los como cachorros para ficarem em um lugar s\u00f3, sem se mexer.<\/p>\n<p>H\u00e1 dez anos, Tamar Gutnick, ent\u00e3o estudante de mestrado na Universidade Hebraica, come\u00e7ou a trabalhar com as tartarugas gigantes do zool\u00f3gico de Viena, na \u00c1ustria, que vem das Gal\u00e1pagos e tamb\u00e9m do Atol de Aldabra, no Oceano \u00cdndico. \u201cQuando eu conheci as tartarugas, me apaixonei imediatamente por elas\u201d,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2019-12\/oios-atn121219.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">afirmou Gutnick em comunicado<\/a>. \u201cPara mim estava claro que elas tinham personalidades distintas \u2013 muitas vezes, eram ousadas.\u201d<\/p>\n<p>Para testar a mem\u00f3ria das tartarugas, o primeiro passo foi trein\u00e1-las para pegar uma bola colorida com a boca. A bola ficava espetada na extremidade de um palito. Depois, a bola era colocada a um ou dois metros de dist\u00e2ncia do animal, e ele era estimulado a se locomover para mord\u00ea-la. Por fim, Gutnick escolheu uma cor de bola diferente para cada tartaruga \u2013 e as ensinou a escolher, quando eram oferecidas v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es, apenas a bola da cor correta.<\/p>\n<p>Tr\u00eas meses depois, as tartarugas realizaram as duas primeiras tarefas com sucesso. Na terceira tarefa, cinco em cada seis lembraram qual cor deveriam morder mais r\u00e1pido do que haviam demorado no treinamento original. Sinal de que h\u00e1 pelo menos um res\u00edduo de mem\u00f3ria. Algumas tartarugas foram testadas nove anos depois da se\u00e7\u00e3o de adestramento e ainda mordiam as bolas com sucesso. Para quem vive mais de 150 anos, nove parece ser fichinha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tartarugas-gigantes como a da foto acima foram uma das refei\u00e7\u00f5es favoritas de marujos at\u00e9 o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":118599,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tartaruga-3.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tartaruga-3-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tartaruga-3-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tartaruga-3.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tartaruga-3.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tartaruga-3.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tartaruga-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tartaruga-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tartaruga-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/tartaruga-3.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Tartarugas-gigantes como a da foto acima foram uma das refei\u00e7\u00f5es favoritas de marujos at\u00e9 o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118598"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=118598"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118598\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/118599"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118598"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=118598"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=118598"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}