{"id":118418,"date":"2019-12-17T15:00:45","date_gmt":"2019-12-17T18:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=118418"},"modified":"2019-12-17T10:42:38","modified_gmt":"2019-12-17T13:42:38","slug":"por-que-os-animais-marinhos-comem-plastico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/por-que-os-animais-marinhos-comem-plastico\/","title":{"rendered":"Por que os animais marinhos comem pl\u00e1stico? Isso tem acontecido de forma recorrente"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/passaro-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-118419\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/passaro-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/passaro-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/passaro-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>POR QUE UM grande predador dos oceanos comeria luvas? Ou corda? Ou copos de pl\u00e1stico? Como uma baleia acaba com mais de 90 quilos de res\u00edduos no est\u00f4mago?<\/p>\n<p>Como tem acontecido de forma recorrente, uma baleia de dez anos foi\u00a0encontrada recentemente morta em uma praia na Esc\u00f3cia. Uma necropsia revelou cerca de 100 quilos de pl\u00e1stico e outros res\u00edduos em seu sistema digestivo. A trag\u00e9dia foi destaque nas manchetes, j\u00e1 que a enorme quantidade de detritos ultrapassou o volume encontrado em um\u00a0n\u00famero crescente\u00a0de\u00a0casos semelhantes.<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e1 claro se esses eventos est\u00e3o se tornando mais comuns, ou se estamos simplesmente mais sintonizados com eles agora que o p\u00fablico est\u00e1 ciente da crise do pl\u00e1stico, mas a produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico aumenta de forma exponencial \u2014\u00a0Em 1950, produz\u00edamos 2,3 milh\u00f5es de toneladas. Em 2015, produzimos 448 milh\u00f5es de toneladas. A produ\u00e7\u00e3o dever\u00e1 dobrar at\u00e9 2050.<\/p>\n<p>Ainda sabemos muito pouco sobre os efeitos que a ingest\u00e3o de pl\u00e1stico e outros res\u00edduos provoca nos animais marinhos, ou por que eles ingerem o material, ou quais sensa\u00e7\u00f5es o pl\u00e1stico provoca. Ao passo que as necropsias revelam uma quantidade chocante de material n\u00e3o comest\u00edvel, a ingest\u00e3o de pl\u00e1stico geralmente n\u00e3o provoca a morte em curto prazo. Normalmente, o impacto ocorre lentamente, prejudicando algumas esp\u00e9cies mais do que outras, de maneira furtiva e sutil. Veja o que j\u00e1 sabemos.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_885\/public\/02-animals-plastic-m665-19-51-.jpg\" alt=\"Em novembro de 2019, uma jovem cachalote foi encontrada morta em uma praia na Ilha de ...\" width=\"639\" height=\"426\" \/><figcaption>Em novembro de 2019, uma jovem cachalote foi encontrada morta em uma praia na Ilha de Harris, na Esc\u00f3cia. Uma necropsia revelou um emaranhado de cerca de 100 quilos de lixo em seu est\u00f4mago.<br \/>\nFOTO DE\u00a0<strong>SCOTTISH MARINE ANIMAL STRANDING SCHEME<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Por que os animais marinhos comem pl\u00e1stico?<\/strong><\/h3>\n<p>Os cientistas lutam para encontrar a resposta, diz\u00a0Matthew Savoca, pesquisador de p\u00f3s-doutorado na Hopkins Marine Station da Universidade de Stanford e Explorador da\u00a0<strong>National Geographic<\/strong>.Sabemos que o pl\u00e1stico est\u00e1 em toda parte. Cerca de\u00a08 bilh\u00f5es de quilos desse material s\u00e3o despejados em nossos oceanos todos os anos. Sabemos que os\u00a0animais o ingerem. Mas entender o motivo n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil. \u201cSabemos muito pouco sobre o que realmente acontece nos oceanos\u201d, diz Savoca.<\/p>\n<p>O senso comum sugere que os animais ingerem pl\u00e1stico porque ele est\u00e1 presente nos oceanos e os animais n\u00e3o conseguem distingui-lo dos alimentos de verdade (para alguns animais, como as anchovas, o pl\u00e1stico pode\u00a0ter cheiro de comida). Mas isso n\u00e3o explica por que apenas certos tipos de baleias \u2014 baleias dentadas que nadam nas profundezas, como as cachalotes, as baleias-piloto e as baleias-de-bico \u2014 aparecem mortas nas praias com o est\u00f4mago repleto de pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>Essas esp\u00e9cies ca\u00e7am nas profundezas do oceano, \u00e0s vezes a mais de 500 metros abaixo da superf\u00edcie, na escurid\u00e3o total. Elas utilizam a ecolocaliza\u00e7\u00e3o para procurar alimentos \u2014 normalmente lulas. \u00c9 poss\u00edvel, diz Savoca, que as baleias dentadas pensem que o lixo pl\u00e1stico seja alimento devido \u00e0 sua apar\u00eancia.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_1190\/public\/animals-plastic-nationalgeographic_2283735_0.jpg\" alt=\"Um tubar\u00e3o-baleia nada ao lado de uma sacola pl\u00e1stica no Golfo de \u00c1den.\" width=\"640\" height=\"427\" \/><figcaption>Um tubar\u00e3o-baleia nada ao lado de uma sacola pl\u00e1stica no Golfo de \u00c1den.<br \/>\nFOTO DE\u00a0<strong>THOMAS P. PESCHAK, NATIONAL GEOGRAPHIC CREATIVE<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_1190\/public\/animals-plastic-nationalgeographic_1317175.jpg\" alt=\"Um p\u00e1ssaro em seu ninho decorado com vidro e brinquedos de pl\u00e1stico. Townsville, Queensland, Austr\u00e1lia.\" width=\"640\" height=\"427\" \/><figcaption>Um p\u00e1ssaro em seu ninho decorado com vidro e brinquedos de pl\u00e1stico. Townsville, Queensland, Austr\u00e1lia.<br \/>\nFOTO DE\u00a0<strong>TIM LAMAN, NATIONAL GEOGRAPHIC CREATIVE<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_1190\/public\/animals-plastic-nationalgeographic_1333443.adapt_.1190.1.jpg\" alt=\"Um Austrodromidia octodentata com pl\u00e1stico sobre sua concha em vez de uma esponja, como \u00e9 comum, ...\" width=\"640\" height=\"427\" \/><figcaption>Um Austrodromidia octodentata com pl\u00e1stico sobre sua concha em vez de uma esponja, como \u00e9 comum, em Edithburgh, Austr\u00e1lia.<br \/>\nFOTO DE\u00a0<strong>FRED BAVENDAM, MINDEN PICTURES\/NATIONAL GEOGRAPHIC CREATIVE<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_1190\/public\/animals-plastic-nationalgeographic_1168530.jpg\" alt=\"Um iguana-marinho (Amblyrhynchus cristatus) divide habitat com lixo trazido pela mar em Puerto Ayora, Ilha de ...\" width=\"639\" height=\"426\" \/><figcaption>Um iguana-marinho (Amblyrhynchus cristatus) divide habitat com lixo trazido pela mar em Puerto Ayora, Ilha de Santa Cruz, Ilhas Gal\u00e1pagos, Equador.<br \/>\nFOTO DE\u00a0<strong>TUI DE ROY, MINDEN PICTURES\/NATIONAL GEOGRAPHIC CREATIVE<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_1190\/public\/animals-plastic-nationalgeographic_1281040.adapt_.1190.1.jpg\" alt=\"Dois macacos-rhesus inspecionam uma garrafa de pl\u00e1stico descartada com curiosidade infantil. Templo de Pashupatinath, Catmandu, Nepal.\" width=\"639\" height=\"426\" \/><figcaption>Dois macacos-rhesus inspecionam uma garrafa de pl\u00e1stico descartada com curiosidade infantil. Templo de Pashupatinath, Catmandu, Nepal.<br \/>\nFOTO DE\u00a0<strong>PETE RYAN, NATIONAL GEOGRAPHIC CREATIVE<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_1190\/public\/animals-plastic-nationalgeographic_1518368.jpg\" alt=\"Um albatroz-patinegro (Phoebastria nigripes) comendo lixo pl\u00e1stico, no Hava\u00ed, nos Estados Unidos.\" width=\"640\" height=\"427\" \/><figcaption>Um albatroz-patinegro (Phoebastria nigripes) comendo lixo pl\u00e1stico, no Hava\u00ed, nos Estados Unidos.<br \/>\nFOTO DE\u00a0<strong>FRANS LANTING, NATIONAL GEOGRAPHIC CREATIVE<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_1190\/public\/animals-plastic-nationalgeographic_2636691.jpg\" alt=\"Uma tartaruga-verde nada para longe de lixos e pl\u00e1sticos no mar.\" width=\"640\" height=\"427\" \/><figcaption>Uma tartaruga-verde nada para longe de lixos e pl\u00e1sticos no mar.<br \/>\nFOTO DE\u00a0<strong>STEVE DE NEEF, NATIONAL GEOGRAPHIC CREATIVE<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_1190\/public\/animals-plastic-nationalgeographic_1524556.adapt_.470.1.jpg\" alt=\"Lixo regurgitado por p\u00e1ssaros em uma col\u00f4nia, no Hava\u00ed, Estados Unidos.\" width=\"640\" height=\"960\" \/><figcaption>Lixo regurgitado por p\u00e1ssaros em uma col\u00f4nia, no Hava\u00ed, Estados Unidos.<br \/>\nFOTO DE\u00a0<strong>FRANS LANTING, NATIONAL GEOGRAPHIC CREATIVE<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_1190\/public\/animals-plastic-nationalgeographic_1230842.jpg\" alt=\"Um golfinho torsiops (Tursiops truncatus) brincando com uma embalagem pl\u00e1stica de latinhas, no Hava\u00ed, Estados Unidos.\" width=\"639\" height=\"426\" \/><figcaption>Um golfinho torsiops (Tursiops truncatus) brincando com uma embalagem pl\u00e1stica de latinhas, no Hava\u00ed, Estados Unidos.<br \/>\nFOTO DE\u00a0<strong>FLIP NICKLIN, MINDEN PICTURES\/NATIONAL GEOGRAPHIC CREATIVE<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_1190\/public\/animal-plastic_l6a7164_aigner_hyenas_0.jpg\" alt=\"Um grupo de hienas vasculha por montes de lixo no aterro de Mek'ele, na Eti\u00f3pia. Peda\u00e7os ...\" width=\"640\" height=\"427\" \/><figcaption>Um grupo de hienas vasculha por montes de lixo no aterro de Mek\u2019ele, na Eti\u00f3pia. Peda\u00e7os de pl\u00e1stico s\u00e3o jogados junto restos de comida e ossos descartados por seres humanos.<br \/>\nFOTO DE\u00a0<strong>KARINE AIGNER<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Mas o pl\u00e1stico n\u00e3o flutua?<\/strong><\/h3>\n<p>Na verdade,\u00a0muitos tipos de pl\u00e1stico, incluindo garrafas d\u2019\u00e1gua, afundam naturalmente. Outros pl\u00e1sticos que de outra forma flutuariam podem ter algas ou crust\u00e1ceos crescendo em sua superf\u00edcie, o que altera sua massa, arrastando-os para baixo. Pequenos peda\u00e7os de pl\u00e1stico\u00a0foram encontrados na Fossa das Marianas\u00a0\u2014 11 quil\u00f4metros abaixo da superf\u00edcie, o ponto mais profundo do mundo \u2014 e s\u00e3o ingeridos por criaturas parecidas com camar\u00f5es.<\/p>\n<h3><strong>Por que outras esp\u00e9cies de baleias n\u00e3o aparecem com o est\u00f4mago cheio de pl\u00e1stico?<\/strong><\/h3>\n<p>As baleias, como as baleias-jubarte e as baleias-azuis, possuem filtros naturais para sua alimenta\u00e7\u00e3o. As barbatanas, estruturas que se parecem com cerdas e que substituem os dentes, e a garganta estreita as impedem de ingerir alimentos muito maiores que o krill \u2014 pequenos crust\u00e1ceos que se aglomeram e se movem em grupo \u2014 que forma a base de sua dieta. Isso ajuda a explicar por que elas n\u00e3o acabam encalhadas com o est\u00f4mago repleto de detritos. Contudo Savoca e sua equipe est\u00e3o atualmente estudando como as barbatanas podem estar permitindo a passagem de part\u00edculas menores de pl\u00e1stico e se isso realmente acontece. \u201cH\u00e1 tantas perguntas sem resposta\u201d, completa ele.<\/p>\n<h3><strong>As baleias ingerem mais pl\u00e1stico do que outras esp\u00e9cies?<\/strong><\/h3>\n<p>N\u00e3o necessariamente. As pardelas-de-patas-rosadas \u2014 aves marinhas grandes de tonalidade castanho-acinzentada que nidificam em ilhas perto da costa da Austr\u00e1lia e Nova Zel\u00e2ndia \u2014\u00a0ingerem mais pl\u00e1stico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua massa corporal do que qualquer outro animal marinho.<\/p>\n<p>Mas as mortes de baleias sempre geram como\u00e7\u00e3o porque vemos poucas delas. A grande maioria das baleias morre no mar, afundando at\u00e9 o leito oce\u00e2nico longe da terra firme. Muitos animais, incluindo pardelas, albatrozes e peixes, n\u00e3o s\u00e3o notados quando acabam mortos na praia, diz Savoca. \u201cMas e quando isso acontece com uma baleia de cerca de 20 metros? Vira not\u00edcia.\u201d<\/p>\n<h3><strong>Como a ingest\u00e3o de pl\u00e1stico realmente prejudica os animais?<\/strong><\/h3>\n<p>\u00c0s vezes, a morte por pl\u00e1stico \u00e9 \u00f3bvia \u2014 se, por exemplo, filhotes de albatroz s\u00e3o encontrados mortos com o est\u00f4mago contendo apenas pl\u00e1stico e nenhum alimento, ou se a necropsia de uma baleia mostra intestinos perfurados por pl\u00e1stico afiado.<\/p>\n<p>Mas, na maioria das vezes, o dano fica oculto, provavelmente manifestando-se como uma letargia ou fome cr\u00f4nica e insaci\u00e1vel.<\/p>\n<p>As baleias precisam emergir para respirar, o que significa que as viagens at\u00e9 as profundezas em busca de alimentos n\u00e3o podem levar muito tempo. \u201cDigamos que uma cachalote consiga obter 30 alimentos durante um mergulho\u201d, diz Savoca. \u201cSe cinco ou 10 desses alimentos s\u00e3o lixo sem valor nutricional, isso significa entre 10 e 30% menos alimento do que o animal seria capaz de obter em outras circunst\u00e2ncias.\u201d<\/p>\n<p>Savoca explica que essa defici\u00eancia impede que o animal obtenha a energia de que ele precisa para realizar suas atividades, como procriar, migrar e continuar procurando alimentos.<\/p>\n<p>E o pl\u00e1stico \u00e9 mais um dentre os diversos agentes que afetam negativamente a vida nos oceanos \u2014 mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, pesca predat\u00f3ria, tr\u00e1fego mar\u00edtimo, polui\u00e7\u00e3o sonora. \u201c\u00c9 uma pena porque as vidas desses animais j\u00e1 s\u00e3o muito desafiadoras, mesmo sem a press\u00e3o adicional que colocamos neles\u201d, diz Savoca. Especialmente na velocidade em que estamos alterando o ambiente desses animais, complementa ele.<\/p>\n<p>\u201cCinquenta anos atr\u00e1s, quase n\u00e3o havia pl\u00e1stico nos oceanos. Uma baleia grande pode viver o dobro desse tempo\u201d, afirma ele. \u201cDurante a vida de uma \u00fanica baleia, passamos de oceanos sem pl\u00e1stico para oceanos com centenas de milhares de toneladas do material.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POR QUE UM grande predador dos oceanos comeria luvas? Ou corda? 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