{"id":118258,"date":"2019-12-15T11:00:08","date_gmt":"2019-12-15T14:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=118258"},"modified":"2019-12-15T09:57:48","modified_gmt":"2019-12-15T12:57:48","slug":"politicas-publicas-baseadas-na-ciencia-sao-importantes-para-lidar-com-a-amazonia-em-transicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/politicas-publicas-baseadas-na-ciencia-sao-importantes-para-lidar-com-a-amazonia-em-transicao\/","title":{"rendered":"Pol\u00edticas p\u00fablicas baseadas na ci\u00eancia s\u00e3o importantes para lidar com a Amaz\u00f4nia em transi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amazonia-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-118259\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amazonia-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amazonia-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amazonia-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cA ci\u00eancia produzida na Amaz\u00f4nia \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para o mundo. E a \u00fanica maneira de implementar pol\u00edticas p\u00fablicas acertadas na Amaz\u00f4nia \u00e9 com base em evid\u00eancias cient\u00edficas\u201d, disse <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/438\/paulo-eduardo-artaxo-netto\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Paulo Artaxo<\/a><\/strong>, pesquisador do Instituto de F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo (IF-USP), em palestra apresentada na FAPESP Week France, realizada entre os dias 21 e 27 de novembro.<\/p>\n<p>Artaxo \u00e9 membro da coordena\u00e7\u00e3o do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Globais (PFPMCG) e do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).<\/p>\n<p>Para o pesquisador, \u00e9 importante compreender como preservar esse ecossistema por ser algo \u00fanico em todo o mundo. N\u00e3o apenas \u00e9 a maior extens\u00e3o de floresta tropical como tamb\u00e9m o \u00fanico lugar em que a pr\u00f3pria floresta controla seu clima interno, com processos que impactam o mundo todo. Com sua biodiversidade \u00edmpar, a Amaz\u00f4nia possibilita a manuten\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos vitais e pode contribuir tamb\u00e9m para absorver di\u00f3xido de carbono (CO2) da atmosfera, se pol\u00edticas de preserva\u00e7\u00e3o efetivas forem implantadas.<\/p>\n<p>Artaxo explicou que a floresta tem a capacidade de regular o ciclo hidrol\u00f3gico de grande parte da Am\u00e9rica do Sul. \u201cA Amaz\u00f4nia \u00e9 respons\u00e1vel pelo processamento e exporta\u00e7\u00e3o de vapor d\u2019\u00e1gua para a atmosfera, levando chuva e umidade para diferentes regi\u00f5es, como o Brasil central, S\u00e3o Paulo e o norte da Argentina, por exemplo. Cada \u00e1rvore processa e emite grandes quantidades de \u00e1gua para a atmosfera. H\u00e1 ainda as emiss\u00f5es de gases, como o isopreno e part\u00edculas biog\u00eanicas, que s\u00e3o essenciais para a forma\u00e7\u00e3o de nuvens, pois todo o sistema \u00e9 integrado e otimizado pela natureza\u201d, disse.<\/p>\n<p>Outro exemplo importante do impacto da floresta est\u00e1 na sua capacidade de armazenar carbono, quest\u00e3o fundamental para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cA Amaz\u00f4nia cont\u00e9m 15% da produtividade prim\u00e1ria [fotoss\u00edntese] no mundo. Portanto, \u00e9 uma engrenagem importante para o ciclo do carbono global. Ela armazena entre 100 e 130 bilh\u00f5es de toneladas de carbono em biomassa. Quanto \u00e9 isso? Queimamos todos os anos em combust\u00edveis f\u00f3sseis cerca de 9 gigatons de carbono. Portanto, isso equivale entre 10 e 13 anos da emiss\u00e3o pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis no mundo. \u00c9 uma quantidade enorme, que pode fazer toda a diferen\u00e7a em termos de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais\u201d, disse Artaxo.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, a regula\u00e7\u00e3o hidrol\u00f3gica e a capacidade de estocar carbono fazem parte de um sistema complexo e n\u00e3o linear de intera\u00e7\u00e3o entre a floresta, a atmosfera e o solo, que ainda precisa ser estudado, monitorado e conhecido. \u201cNo entanto, sabemos que o ecossistema amaz\u00f4nico sofre press\u00f5es da agricultura, do desmatamento e das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, o que traz uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as importantes e impactos regionais e globais\u201d, disse.<\/p>\n<p>A floresta est\u00e1 ligada ao clima global de maneira iterativa, explicou Artaxo. \u201cO desmatamento da Amaz\u00f4nia influencia o clima global e o clima global tamb\u00e9m influencia a floresta de uma maneira muito significativa. Como o desmatamento e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o impactos que j\u00e1 est\u00e3o ocorrendo e influenciam na integridade da floresta, muitos estudos j\u00e1 documentam mudan\u00e7as no clima e no ciclo do carbono. Por isso \u00e9 importante estudar de modo integrado os processos e os efeitos dessas mudan\u00e7as no ecossistema\u201d, disse.<\/p>\n<p>Um dos principais impactos j\u00e1 observados est\u00e1 no aumento da temperatura m\u00e9dia n\u00e3o s\u00f3 na Amaz\u00f4nia, mas em outras regi\u00f5es influenciadas pela hidrologia da floresta. &#8220;A m\u00e9dia anual de temperatura na Amaz\u00f4nia est\u00e1 cerca de 2\u00b0 C mais alta do que no in\u00edcio do s\u00e9culo passado. A m\u00e9dia global em \u00e1reas continentais subiu 1,5 \u00b0C. Podem parecer mudan\u00e7as pequenas, mas elas t\u00eam efeitos importantes no funcionamento do ecossistema&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Entre os impactos documentados, est\u00e1 o aumento na dura\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o seca, intensifica\u00e7\u00e3o do ciclo hidrol\u00f3gico e diminui\u00e7\u00e3o da evapotranspira\u00e7\u00e3o da floresta, especialmente na regi\u00e3o do arco do desmatamento.<\/p>\n<p>Dados da literatura cient\u00edfica mostram ainda um forte crescimento do desmatamento. &#8220;Em 1988, 5% da Amaz\u00f4nia havia\u00a0sido desmatada\u00a0e, em 2018, o \u00edndice saltou para 19%. Al\u00e9m disso, tivemos uma derrubada adicional de 9.750 quil\u00f4metros quadrados em 2019. Importante salientar que 90% desse desmatamento \u00e9 ilegal. Como se v\u00ea, em poucas d\u00e9cadas, houve uma grande mudan\u00e7a na \u00e1rea de floresta da Amaz\u00f4nia&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Os impactos da degrada\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o diversos e afetam todo o pa\u00eds. &#8220;O mais recente, que ganhou muito destaque, foi o rio de fuma\u00e7a que veio da Amaz\u00f4nia, passou por Mato Grosso, Goi\u00e1s e escureceu o c\u00e9u da cidade de S\u00e3o Paulo \u00e0s tr\u00eas horas da tarde. Esse tipo de fen\u00f4meno pode se tornar mais comum e j\u00e1 \u00e9 visto, com diferentes intensidades e frequ\u00eancias, em imagens de sat\u00e9lites&#8221;, disse.<\/p>\n<p>\u201cEstamos alterando o estado de equil\u00edbrio que existia na Amaz\u00f4nia h\u00e1 20 ou 30 anos. Atualmente, parte do bioma permanece em est\u00e1gio de floresta e parte foi transformada em \u00e1rea de pastagem, cultivo ou\u00a0floresta secund\u00e1ria abandonada\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com Artaxo, alguns estudos mostram que, se a temperatura aumentar 4 \u00b0C ou se o desmatamento chegar a 40% da \u00e1rea total (atualmente est\u00e1 em 20%), a floresta remanescente pode n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de se autossustentar, o que trar\u00e1 impactos enormes nas chuvas no continente sul-americano e tamb\u00e9m no clima global.<\/p>\n<p><strong>Apoio a estudos na Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\n<p>A FAPESP tem apoiado diversas pesquisas e projetos que estudem a regi\u00e3o amaz\u00f4nica sob diferentes e complementares perspectivas. Muitos desses projetos de pesquisa s\u00e3o financiados em parceira com outras institui\u00e7\u00f5es, como a Funda\u00e7\u00e3o de Pesquisa da Amaz\u00f4nia (Fapeam), o Departamento de Energia dos Estados Unidos, a National Science Foundation (EUA), o Belmont Forum e o Conselho de Pesquisa em Meio Ambiente do Reino Unido (Nerc).<\/p>\n<p>O presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, tamb\u00e9m ressaltou durante o simp\u00f3sio a import\u00e2ncia das pesquisas cient\u00edficas realizadas na Amaz\u00f4nia. &#8220;A Funda\u00e7\u00e3o \u00e9 a maior apoiadora de estudos na Amaz\u00f4nia e temos um dos mais amplos portf\u00f3lios de pesquisa em mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. H\u00e1 muitos anos a Amaz\u00f4nia tem sido um assunto estrat\u00e9gico para a FAPESP&#8221;, disse Zago.<\/p>\n<p>S\u00e3o mais de 2.500 projetos de pesquisa na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Da mesma forma, a FAPESP tem um portf\u00f3lio com mais de 2.300 projetos de pesquisa sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Muitos desses projetos ocorrem na Torre ATTO (Amazon Tall Tower Observatory), em funcionamento desde 2015 e que tem como objetivo monitorar altera\u00e7\u00f5es no funcionamento natural do ecossistema ao longo de v\u00e1rias d\u00e9cadas. Com 325 metros de altura e instalada a 150 quil\u00f4metros a nordeste de Manaus, a torre foi constru\u00edda por meio de uma parceria entre o Instituto Max Planck, da Alemanha, e o Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTIC) do Brasil, com recursos da Financiadora de Inova\u00e7\u00e3o e Pesquisa (Finep).<\/p>\n<p>Ag\u00eancias de fomento estaduais, como a FAPESP, a Fapeam\u00a0e a Funda\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Paran\u00e1 (Funpar), financiam projetos de pesquisa na torre. Entre os projetos apoiados pela FAPESP na torre ATTO est\u00e3o dois Tem\u00e1ticos: o \u201c<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/83063\/goamazon-interacao-da-pluma-urbana-de-manaus-com-emissoes-biogenicas-da-floresta-amazonica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0GoAmazon: intera\u00e7\u00e3o da pluma urbana de Manaus com emiss\u00f5es biog\u00eanicas da Floresta Amaz\u00f4nica<\/a><\/strong>\u201d e \u201c<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/98922\/o-ciclo-de-vida-de-aerossois-e-nuvens-na-amazonia-emissoes-biogenicas-emissoes-de-queimadas-e-impa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0O ciclo de vida de aeross\u00f3is e nuvens na Amaz\u00f4nia: emiss\u00f5es biog\u00eanicas, emiss\u00f5es de queimadas e impactos no ecossistema<\/a><\/strong>\u201d, ambos coordenados por Artaxo.<\/p>\n<p>Artaxo destacou o monitoramento do desmatamento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e os diferentes sat\u00e9lites que avaliam o ciclo de carbono.<\/p>\n<p>\u201cA Amaz\u00f4nia \u00e9 um laborat\u00f3rio importante para entendermos o funcionamento da intera\u00e7\u00e3o entre o clima e a biologia da floresta, chave na quest\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais. Precisamos desenvolver ci\u00eancia e pol\u00edticas p\u00fablicas sustent\u00e1veis para usar e preservar esse rico patrim\u00f4nio brasileiro, chave para as gera\u00e7\u00f5es atuais e futuras\u201d, disse Artaxo.<\/p>\n<p>O simp\u00f3sio FAPESP Week France foi realizado entre os dias 21 e 27 de novembro, gra\u00e7as a uma parceria entre a FAPESP e as universidades de Lyon e de Paris, ambas da Fran\u00e7a. Leia outras not\u00edcias sobre o evento em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/week2019\/france\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>www.fapesp.br\/week2019\/france<\/strong><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA ci\u00eancia produzida na Amaz\u00f4nia \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para o mundo. E a \u00fanica<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":118259,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amazonia-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amazonia-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amazonia-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amazonia-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amazonia-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amazonia-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amazonia-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amazonia-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amazonia-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/amazonia-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u201cA ci\u00eancia produzida na Amaz\u00f4nia \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para o mundo. E a \u00fanica","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118258"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=118258"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118258\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/118259"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=118258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=118258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}