{"id":118067,"date":"2019-12-12T10:00:13","date_gmt":"2019-12-12T13:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=118067"},"modified":"2019-12-07T19:19:39","modified_gmt":"2019-12-07T22:19:39","slug":"alergias-em-animais-causas-sintomas-diagnostico-e-tratamentos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/alergias-em-animais-causas-sintomas-diagnostico-e-tratamentos-2\/","title":{"rendered":"Alergias em animais: causas, sintomas, diagn\u00f3stico e tratamentos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gato-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-118068\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gato-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gato-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gato-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quem tem um bicho em casa sabe que aquela coceira atr\u00e1s da orelha ou a lambidinha nas patas \u00e9 h\u00e1bito corriqueiro. De fato, c\u00e3es e gatos, assim como humanos, se co\u00e7am vez ou outra sem que isso vire um problema. Mas, quando esse comportamento \u00e9 constante, pode indicar a presen\u00e7a de uma alergia, condi\u00e7\u00e3o que normalmente n\u00e3o tem cura e \u00e9 capaz de comprometer o bem-estar do pet.<\/p>\n<p>Nos centros urbanos, a m\u00e1 not\u00edcia \u00e9 que a manifesta\u00e7\u00e3o mais inc\u00f4moda \u00e9 tamb\u00e9m a mais comum. Falamos da dermatite at\u00f3pica, doen\u00e7a gen\u00e9tica que exige acompanhamento e tratamento junto ao veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cO tutor vai perceber se a coceira passa do limite aceit\u00e1vel. Quando o animal interrompe uma atividade, como comer, beber \u00e1gua ou brincar, para se co\u00e7ar \u00e9 sinal de que ela \u00e9 patol\u00f3gica\u201d, sinaliza o veterin\u00e1rio Alexandre Merlo, gerente da farmac\u00eautica Zoetis, que desenvolve pesquisas e medicamentos para dermatite at\u00f3pica.<\/p>\n<p>Embora faltem estat\u00edsticas e dados cient\u00edficos sobre a incid\u00eancia dessa e de outras encrencas de base al\u00e9rgica em animais de estima\u00e7\u00e3o, os profissionais s\u00e3o un\u00e2nimes em afirmar que a chatea\u00e7\u00e3o na pele j\u00e1 \u00e9 a principal raz\u00e3o para procurar um veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Mas o que estaria acontecendo para que tantos c\u00e3es e gatos desenvolvam rea\u00e7\u00f5es do tipo? \u201c\u00c9 o estilo de vida. Com a humaniza\u00e7\u00e3o dos pets, eles passaram a ser tratados como crian\u00e7as, gente da fam\u00edlia. Vivem dentro de casas e apartamentos, e isso acarreta uma s\u00e9rie de condutas que levam ao aumento dos problemas na pele\u201d, analisa a veterin\u00e1ria Fl\u00e1via Clare, professora da Equalis Educa\u00e7\u00e3o em Medicina Veterin\u00e1ria, em Curitiba.<\/p>\n<p>Trata-se do que os cientistas chamam de hip\u00f3tese da higiene. Segundo essa teoria, quanto mais o dono cuida do seu bicho como se ele fosse um filho, com banhos regulares e ambiente limpinho, maior \u00e9 a probabilidade de o sistema imunol\u00f3gico dele ficar sens\u00edvel a poeira, \u00e1caros e outros agentes que se espalham pelo ar e pelo ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Sem ter com o que se preocupar, as defesas acabam hiper-reagindo a fatores externos que n\u00e3o costumam causar estragos. Da mesm\u00edssima forma que acontece com os humanos, tamb\u00e9m bem mais al\u00e9rgicos nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que a dermatite at\u00f3pica, especialmente, destrambelha a sa\u00fade f\u00edsica e mental do animal. \u201cNotamos irritabilidade, intoler\u00e2ncia e ansiedade\u201d, aponta Marconi Farias, professor de veterin\u00e1ria da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>O prurido frequente leva a feridas cr\u00f4nicas que podem at\u00e9 dispersar um cheiro desagrad\u00e1vel. \u00c9 que, sem tratamento, as les\u00f5es evoluem para uma infec\u00e7\u00e3o bacteriana ou f\u00fangica. Isso acontece quando o ecossistema da pele se desequilibra, e os seres microsc\u00f3picos que habitam naturalmente a regi\u00e3o se proliferam e invadem inclusive a corrente sangu\u00ednea. \u00c9 um perigo que n\u00e3o fica \u00e0 flor da pele.<br \/>\nAs alergias mais comuns<br \/>\nDermatite at\u00f3pica: \u00e9 uma doen\u00e7a gen\u00e9tica inflamat\u00f3ria na qual a pele se torna sens\u00edvel a est\u00edmulos variados do ambiente, como p\u00f3len, \u00e1caros, grama, p\u00f3 dom\u00e9stico etc.<\/p>\n<p>Alimentar: com sintomas semelhantes aos da dermatite at\u00f3pica, o diagn\u00f3stico se d\u00e1 pela mudan\u00e7a da dieta durante 60 dias. Os fatores alerg\u00eanicos mais reportados s\u00e3o as prote\u00ednas da carne bovina, do frango, do trigo e do leite.<\/p>\n<p>A picadas de insetos: \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o localizada a partir do contato com a saliva da pulga, do carrapato ou de outros parasitas. Mais comum fora dos grandes centros urbanos ou em \u00e1reas com saneamento prec\u00e1rio.<\/p>\n<p>De contato: problema pontual desenvolvido a partir do toque ou conv\u00edvio do animal com algo que irrite a pele, como a coleira ou certos produtos qu\u00edmicos.<\/p>\n<p><strong>Como funciona o diagn\u00f3stico<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante ficar de olho e contar com o veterin\u00e1rio para identificar o que est\u00e1 por tr\u00e1s do co\u00e7a-co\u00e7a. O sintoma que tanto incomoda o animal pode dedurar males al\u00e9m da alergia, caso da pr\u00f3pria sarna.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, outros bichinhos min\u00fasculos causam confus\u00e3o na pele. A coceira derivada das picadas de pulgas \u2014 alguns animais desenvolvem sensibilidade \u00e0 saliva desse inseto \u2014 ainda \u00e9 uma das alergias mais recorrentes nos ambientes dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>O problema, no entanto, est\u00e1 em decl\u00ednio gra\u00e7as \u00e0 urbaniza\u00e7\u00e3o e \u00e0 melhoria das condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias. \u201cOnde h\u00e1 mais recursos e poder aquisitivo, \u00e9 muito dif\u00edcil aparecerem animais al\u00e9rgicos a picada de pulga porque eles s\u00e3o tratados regularmente\u201d, relata a veterin\u00e1ria Cristiane Ritter, do Centro Veterin\u00e1rio Poa Pet Care, em Porto Alegre.<\/p>\n<p>Na cidade grande, predomina entre os c\u00e3es a dermatite at\u00f3pica. J\u00e1 para os gatos, a ocorr\u00eancia da disfun\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o foi comprovada, embora tenham sido descritos casos de coceira cr\u00f4nica que n\u00e3o s\u00e3o vinculados nem a picada de insetos nem a alimentos, ind\u00edcio de que os felinos tamb\u00e9m podem estar se tornando novas v\u00edtimas.<\/p>\n<p>O co\u00e7a-co\u00e7a e os machucados que aparecem como consequ\u00eancia nem sempre s\u00e3o sinais de dermatite at\u00f3pica. \u00c0s vezes eles v\u00eam \u00e0 tona devido a uma alergia alimentar ou, se as les\u00f5es s\u00e3o mais localizadas, em fun\u00e7\u00e3o de uma dermatite de contato, que, como o nome j\u00e1 diz, \u00e9 causada pelo toque da pele do animal com algo que desperte rea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para descobrir a causa do problema, a maioria dos veterin\u00e1rios prefere ir na tentativa e erro: retiram os itens mais rejeitados pelo organismo dos bichos um a um e acompanham para ver se houve melhora. No caso da alergia alimentar, pode ser a prote\u00edna da carne; na dermatite de contato, \u00e0s vezes \u00e9 a coleira ou uma roupinha. Uma vez exclu\u00eddo o fator irritante, os sintomas cessam.<\/p>\n<p><strong>D\u00e1 para controlar a alergia<\/strong><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente na dermatite at\u00f3pica, quadro cr\u00f4nico que pode ser agravado por um monte de coisas. \u201c\u00c9 uma doen\u00e7a de dif\u00edcil controle. Nesses animais, a pele perde a sua fun\u00e7\u00e3o de barreira natural e se torna hiper-reativa a tudo\u201d, resume Farias.<\/p>\n<p>Como a doen\u00e7a enfraquece a prote\u00e7\u00e3o da derme e alimenta coceira e forma\u00e7\u00e3o de feridas, o tratamento envolve banhos com xampus especiais e solu\u00e7\u00f5es \u00e0 base de cloreto de s\u00f3dio, que atuam na recomposi\u00e7\u00e3o da barreira cut\u00e2nea. Se o animal estiver com infec\u00e7\u00e3o por bact\u00e9rias ou fungos, lembra Fl\u00e1via, \u00e9 necess\u00e1rio partir para antibi\u00f3ticos ou antif\u00fangicos.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que despontaram tratamentos inovadores nessa \u00e1rea. E alternativas \u00e0 cortisona, rem\u00e9dio que deprime a imunidade para frear o problema mas que pode envolver riscos se usada constantemente.<\/p>\n<p>A \u00faltima gera\u00e7\u00e3o de medica\u00e7\u00f5es envolve comprimidos mastig\u00e1veis e, mais recentemente, inje\u00e7\u00f5es de anticorpos que agem como um m\u00edssil teleguiado na origem da dermatite e da coceira \u2014 caso de um rem\u00e9dio biol\u00f3gico rec\u00e9m-lan\u00e7ado pela Zoetis.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma maneira de tratar mais pr\u00f3xima do natural, tendo menos rea\u00e7\u00f5es adversas\u201d, afirma Merlo.<\/p>\n<p>Para alguns profissionais, homeopatia, ozonioterapia e acupuntura podem trazer bons resultados, n\u00e3o s\u00f3 para essa dermatite, mas para alergias em geral \u2014 a indica\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 unanimidade pela falta de evid\u00eancias cient\u00edficas.<\/p>\n<p>Em paralelo ao tratamento veterin\u00e1rio, manter o ambiente, a casinha e a cama do animal em ordem tamb\u00e9m \u00e9 importante, porque tira de cena poeira, \u00e1caro e outros elementos incitadores de coceira.<\/p>\n<p>Vale caprichar. Ningu\u00e9m merece viver nesse co\u00e7a-co\u00e7a!<\/p>\n<p><strong>Os sinais de uma pele com alergia<\/strong><\/p>\n<p>Cauda e costas s\u00e3o os locais onde se concentram as les\u00f5es por picada de pulgas.<\/p>\n<p>Manchas vermelhas na pele, olhos e focinho podem ser sinal de dermatite ou alergia alimentar.<\/p>\n<p>Quando se formam feridas e o animal perde pelo em alguns locais por causa da coceira, pode ser dermatite agravada com infec\u00e7\u00e3o por bact\u00e9rias ou fungos.<\/p>\n<p><strong>Detec\u00e7\u00e3o passo a passo<\/strong><\/p>\n<p>Les\u00f5es localizadas indicam alergia de contato, que v\u00e3o embora ao afastar o animal do al\u00e9rgeno causador.<\/p>\n<p>Um bom antipulgas serve para descartar alergia a parasitas.<\/p>\n<p>Se nada disso resolver, o veterin\u00e1rio costuma propor uma dieta por 60 dias para descobrir se o problema \u00e9 com algum alimento.<\/p>\n<p>Se a melhora n\u00e3o for significativa, tudo leva a crer que h\u00e1 dermatite at\u00f3pica \u2014 que pede tratamento espec\u00edfico. \u00c9 poss\u00edvel fazer testes para saber a qual al\u00e9rgeno seu animal reage, mas eles s\u00e3o caros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem tem um bicho em casa sabe que aquela coceira atr\u00e1s da orelha ou a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":118068,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gato-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gato-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gato-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gato-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gato-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gato-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gato-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gato-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gato-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gato-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quem tem um bicho em casa sabe que aquela coceira atr\u00e1s da orelha ou a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118067"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=118067"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118067\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/118068"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118067"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=118067"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=118067"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}