{"id":118055,"date":"2019-12-12T07:00:31","date_gmt":"2019-12-12T10:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=118055"},"modified":"2019-12-07T07:41:36","modified_gmt":"2019-12-07T10:41:36","slug":"sindrome-da-feiura-imaginaria-conheca-a-dismorfia-corporal-que-ve-defeitos-onde-nao-existem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/sindrome-da-feiura-imaginaria-conheca-a-dismorfia-corporal-que-ve-defeitos-onde-nao-existem\/","title":{"rendered":"S\u00edndrome da feiura imagin\u00e1ria: conhe\u00e7a a dismorfia corporal que v\u00ea defeitos onde n\u00e3o existem"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/dismorfia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-118056\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/dismorfia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/dismorfia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/dismorfia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O escritor tcheco Franz Kafka (1883-1924) costumava se referir \u00e0 pr\u00f3pria apar\u00eancia de maneira depreciativa. Para ter ideia do tamanho de sua autoestima, \u201cmiser\u00e1vel\u201d e \u201cdesprez\u00edvel\u201d eram alguns dos adjetivos mais usados em seus di\u00e1rios. \u00c0s vezes, ele cismava com os \u201combros ca\u00eddos\u201d. Outras, implicava com os \u201cbra\u00e7os desajeitados\u201d ou com a \u201cpostura encurvada\u201d. \u201cTinha pavor de espelhos porque eles refletiam uma feiura inescap\u00e1vel\u201d, escreveu, certa vez. N\u00e3o por acaso, em sua obra mais famosa, A Metamorfose (clique para comprar), o protagonista acorda um belo dia e se v\u00ea transformado em um inseto asqueroso.<\/p>\n<p>Seria Kafka t\u00edmido, vaidoso ou antissocial? Tudo leva a crer que ele enfrentasse o chamado transtorno dism\u00f3rfico corporal (TDC), um dist\u00farbio que hoje atinge 2% da popula\u00e7\u00e3o, cerca de 4,1 milh\u00f5es s\u00f3 no Brasil. Em tempos de redes sociais e culto \u00e0 apar\u00eancia em alta, o quadro encontra terreno f\u00e9rtil para crescer.<\/p>\n<p>Homens e mulheres s\u00e3o v\u00edtimas em igual propor\u00e7\u00e3o. No entanto, os jovens entre 15 e 30 anos sofrem mais. \u201cQuem convive com o TDC apresenta preocupa\u00e7\u00e3o exagerada com algum defeito imagin\u00e1rio em sua apar\u00eancia f\u00edsica\u201d, define o psiquiatra T\u00e1ki Cord\u00e1s, um dos organizadores do livro Transtorno Dism\u00f3rfico Corporal \u2014 A Mente Que Mente.<\/p>\n<p>\u201cO indiv\u00edduo pode achar que tem um nariz t\u00e3o grande que, se sair \u00e0s ruas, vai assustar todo mundo. Ou, ent\u00e3o, ficar paranoico por acreditar que todos est\u00e3o olhando para ele por causa do seu queixo ou da sua orelha\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>No tempo em que Kafka se recusava a comprar roupas novas s\u00f3 para n\u00e3o ter que prov\u00e1-las na frente do espelho, o TDC atendia pelo nome de dismorfofobia \u2014 ou medo patol\u00f3gico de ser ou se tornar deformado. A condi\u00e7\u00e3o foi descrita pela primeira vez na literatura m\u00e9dica pelo psiquiatra italiano Enrico Morselli, em 1886. Quase um s\u00e9culo depois, em 1980, a Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psiquiatria (APA, na sigla em ingl\u00eas) reconheceu a condi\u00e7\u00e3o e a incluiu na terceira edi\u00e7\u00e3o do Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Dist\u00farbios Mentais, o DSM.<\/p>\n<p>Segundo o documento, considerado um guia da psiquiatria, o TDC leva o indiv\u00edduo a implicar com uma pequena caracter\u00edstica (uma pinta no rosto ou uma cicatriz na testa) e a se preocupar a ponto de ter que camufl\u00e1-la para sair de casa. \u00c0s vezes, a cisma \u00e9 com algo que nem existe, como uma barriga saliente.<\/p>\n<p>\u201cPrevenir o TDC n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil porque se trata de uma condi\u00e7\u00e3o com m\u00faltiplas causas: heredit\u00e1rias, psicol\u00f3gicas e sociais\u201d, explica o psiquiatra Marcel Higa Kaio, do N\u00facleo de Aten\u00e7\u00e3o aos Transtornos Alimentares da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo. \u201cTudo que afeta a autoestima de algu\u00e9m, como trauma ou bullying, pode contribuir para o surgimento de percep\u00e7\u00f5es distorcidas de sua apar\u00eancia f\u00edsica\u201d, elucida.<\/p>\n<p><strong>A rotina de quem tem dismorfia corporal e como diagnostic\u00e1-la<\/strong><\/p>\n<p>Os primeiros sinais de TDC n\u00e3o costumam ser detectados por psic\u00f3logos ou psiquiatras. S\u00e3o os dermatologistas e cirurgi\u00f5es pl\u00e1sticos que, na maioria dos casos, atendem pacientes em busca de procedimentos est\u00e9ticos ou interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas para corrigir as \u201cfalhas\u201d que eles imaginam possuir.<\/p>\n<p>Para muito al\u00e9m dos consult\u00f3rios m\u00e9dicos, amigos, familiares e at\u00e9 colegas de trabalho devem estar atentos a alguns ind\u00edcios. O principal deles \u00e9 o comportamento obsessivo e compulsivo, semelhante ao de quem sofre de TOC propriamente dito.<\/p>\n<p>No dia a dia, na hora de sair de casa, o sujeito com o dist\u00farbio checa, repetidas vezes, seu suposto defeito. Consumido por uma feiura imagin\u00e1ria, tenta disfar\u00e7\u00e1-la com roupas largas, \u00f3culos escuros ou maquiagem pesada. N\u00e3o convencido, ainda pergunta: \u201cE a\u00ed, estou bem?\u201d. Por fim, o medo de passar vergonha \u00e9 t\u00e3o devastador que, muitas vezes, ele desiste de sair e se isola.<\/p>\n<p>\u201cA preocupa\u00e7\u00e3o excessiva com a apar\u00eancia costuma ser indesejada pelo pr\u00f3prio paciente, mas ele tem dificuldade para controlar o que pensa e sente\u201d, nota a psic\u00f3loga Rog\u00e9ria Taragano, do Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Cl\u00ednicas de S\u00e3o Paulo. \u201cEssa situa\u00e7\u00e3o ocupa v\u00e1rias horas do dia e gera intenso sofrimento, al\u00e9m de preju\u00edzo nas rela\u00e7\u00f5es pessoais e impacto na qualidade de vida\u201d, completa.<\/p>\n<p><strong>Sintomas do transtorno dism\u00f3rfico corporal<\/strong><\/p>\n<p>Preocupa\u00e7\u00e3o patol\u00f3gica: o indiv\u00edduo mostra inquieta\u00e7\u00e3o extrema com uma ou mais \u201cfalhas\u201d. Elas podem ser reais (e impercept\u00edveis aos olhos dos outros) ou imagin\u00e1rias.<\/p>\n<p>Pensamentos obsessivos: a pessoa costuma pedir a opini\u00e3o dos outros ou tentar convenc\u00ea-los de que o tal defeito existe. Quando se compara a terceiros, \u00e9 normal se subestimar.<\/p>\n<p>Comportamento repetitivo: o feio imagin\u00e1rio se olha no espelho v\u00e1rias vezes ao dia ou, em um \u00fanico momento, por muitas horas. Na falta do espelho, vale tudo: celular, vitrine e at\u00e9 po\u00e7a d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p>Sofrimento exagerado: ter TDC d\u00f3i. Para disfar\u00e7ar sua \u201canomalia\u201d, o portador usa roupas largas, \u00f3culos escuros ou maquiagem pesada. \u00c0s vezes, evita sair de casa.<\/p>\n<p>Onde est\u00e1 a insatisfa\u00e7\u00e3o nos homens e nas mulheres<br \/>\nMulheres<\/p>\n<p>Pele<br \/>\nCabelos<br \/>\nNariz<br \/>\nSeios<br \/>\nQuadris<br \/>\nPernas<br \/>\nN\u00e1degas<br \/>\nHomens<\/p>\n<p>\u00d3rg\u00e3os genitais<br \/>\nCabelo<br \/>\nMassa muscular<br \/>\nAmbos<\/p>\n<p>Peso<br \/>\nAbd\u00f4men<\/p>\n<p>Cerca de 2,5% das brasileiras acham que t\u00eam defeitos. Nas mulheres, a dismorfia corporal aparece mais entre 18 e 30 anos e a preval\u00eancia se mant\u00e9m em alta at\u00e9 os 60. J\u00e1 2,2% dos homens brasileiros sofrem com o dist\u00farbio. No sexo masculino, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais comum entre 18 e 21 anos, mas h\u00e1 uma queda progressiva \u00e0 medida que se envelhece.<\/p>\n<p><strong>A dismorfia do Snapchat<\/strong><\/p>\n<p>Houve um tempo, n\u00e3o muito distante, em que as mulheres chegavam aos consult\u00f3rios com fotos de modelos ou revistas de celebridades. O objetivo era mostrar aos cirurgi\u00f5es como gostariam de ficar. Hoje, o padr\u00e3o de beleza n\u00e3o \u00e9 mais ditado pelas celebridades, e sim pelos filtros de aplicativo.<\/p>\n<p>O alerta \u00e9 de cientistas da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, que publicaram recentemente um estudo que causou barulho. Segundo a an\u00e1lise, a nova gera\u00e7\u00e3o quer fazer pl\u00e1stica para ficar parecida com a vers\u00e3o retocada de si mesma na tela do celular.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno j\u00e1 ganhou at\u00e9 apelido: \u201cDismorfia do Snapchat\u201d, em alus\u00e3o ao primeiro app a disponibilizar recursos para afinar o nariz, clarear o tom da pele ou real\u00e7ar as ma\u00e7\u00e3s do rosto.<\/p>\n<p>\u201cAinda h\u00e1 poucas pesquisas que associam o uso das redes sociais ao TDC\u201d, pondera a psic\u00f3loga Grazielle Bonfim, de S\u00e3o Paulo, autora de uma revis\u00e3o sobre o tema. \u201cNo entanto, o grande n\u00famero de v\u00eddeos e fotos postados tende a levar as pessoas a se compararem umas com as outras, o que pode contribuir para o agravamento de suas preocupa\u00e7\u00f5es com a imagem\u201d, avalia.<\/p>\n<p>No Brasil, o primeiro a descrever a dismorfia corporal, coincid\u00eancia ou n\u00e3o, foi um cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico: o mineiro Ivo Pitanguy (1926-2016), l\u00e1 em 1976.<\/p>\n<p>Uma das pioneiras em dissecar pra valer o transtorno por aqui foi a m\u00e9dica Luciana Conrado, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Por volta de 2008, quando defendeu sua tese de doutorado a respeito do assunto, ela j\u00e1 ensinava mecanismos de identifica\u00e7\u00e3o a outros colegas. Afinal, de cada 100 pacientes atendidos em consult\u00f3rios de dermatologia, pelo menos 14 seriam portadores de TDC. Nas cl\u00ednicas de cirurgia pl\u00e1stica, o n\u00famero \u00e9 ainda mais alarmante: 57.<\/p>\n<p>\u201cO dism\u00f3rfico corporal, por mais tratamentos est\u00e9ticos que fa\u00e7a, nunca est\u00e1 satisfeito. Quando o m\u00e9dico corrige um suposto defeito, ele logo arranja outro\u201d, diz Luciana.<\/p>\n<p>Por essas e outras, a m\u00e9dica aconselha: ao menor sinal de TDC, o indicado \u00e9 buscar um psiquiatra. Na maioria dos casos, o tratamento alia terapia cognitivo-comportamental \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o de antidepressivos.<\/p>\n<p>Enquanto a psicoterapia cria estrat\u00e9gias de enfrentamento gradual para situa\u00e7\u00f5es de risco, como se olhar no espelho ou passear, a medica\u00e7\u00e3o ajuda a superar entraves como fobia social, ansiedade e s\u00edndrome do p\u00e2nico. A combina\u00e7\u00e3o n\u00e3o resolve a distor\u00e7\u00e3o da autoimagem, mas atenua significativamente os sintomas.<\/p>\n<p>Quanto mais cedo o dist\u00farbio for detectado, melhor. \u201c\u00c0s vezes, a fam\u00edlia s\u00f3 procura atendimento quando o quadro se agrava. A\u00ed, h\u00e1 muito pouco a fazer a n\u00e3o ser internar o paciente\u201d, informa a psic\u00f3loga Joana de Vilhena Novaes, do N\u00facleo de Doen\u00e7as da Beleza do Laborat\u00f3rio Interdisciplinar de Pesquisa e Interven\u00e7\u00e3o Social da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>\u201cSem acompanhamento multidisciplinar, os dism\u00f3rficos corporais podem cometer autoflagelo e at\u00e9 mesmo tentar o suic\u00eddio.\u201d Na eterna briga com o espelho, o que faz bem mesmo \u00e9 zelar pela mente.<\/p>\n<p><strong>Casos famosos<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m do escritor Franz Kafka, outras personalidades j\u00e1 mostraram sinais de dismorfia corporal. Quem n\u00e3o se lembra do cantor americano Michael Jackson (1958-2009)? Ele se submeteu a tanta pl\u00e1stica que seu rosto ficou irreconhec\u00edvel. Entre outros procedimentos, afinou o nariz, clareou o tom da pele e alisou os cabelos.<\/p>\n<p>O ator ingl\u00eas Robert Pattison, de 33 anos, admitiu que, por se considerar franzino, odeia tirar a camisa em p\u00fablico ou ir \u00e0 praia.<\/p>\n<p>Na ala feminina, a socialite su\u00ed\u00e7a Jocelyn Wildenstein, de 79 anos, estima j\u00e1 ter gasto mais de 4 milh\u00f5es de d\u00f3lares (o equivalente a 16 milh\u00f5es de reais) em tratamentos est\u00e9ticos e pl\u00e1sticas. E a ex-modelo inglesa Alicia Douvall, de 40, chegou a perder boa parte do movimento do rosto ap\u00f3s se submeter a mais de 350 cirurgias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escritor tcheco Franz Kafka (1883-1924) costumava se referir \u00e0 pr\u00f3pria apar\u00eancia de maneira depreciativa.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":118056,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/dismorfia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/dismorfia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/dismorfia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/dismorfia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/dismorfia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/dismorfia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/dismorfia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/dismorfia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/dismorfia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/dismorfia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O escritor tcheco Franz Kafka (1883-1924) costumava se referir \u00e0 pr\u00f3pria apar\u00eancia de maneira depreciativa.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118055"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=118055"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118055\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/118056"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118055"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=118055"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=118055"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}