{"id":11804,"date":"2014-12-07T10:00:31","date_gmt":"2014-12-07T10:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=11804"},"modified":"2014-12-06T23:31:48","modified_gmt":"2014-12-06T23:31:48","slug":"quer-salvar-o-mundo-da-ira-climatica-controle-o-consumo-da-carne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/quer-salvar-o-mundo-da-ira-climatica-controle-o-consumo-da-carne\/","title":{"rendered":"Quer salvar o mundo da ira clim\u00e1tica? &#8220;Controle o consumo da carne&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/carne.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-11805\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/carne.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>O bife suculento de hoje \u00e9 o desastre clim\u00e1tico de amanh\u00e3. Em um primeiro momento, a afirma\u00e7\u00e3o pode soar estranha. Mas tem explica\u00e7\u00e3o. Nosso apetite voraz por carne e seus derivados tem se revelado um dos vil\u00f5es do aquecimento global.<\/p>\n<p>Segundo um novo relat\u00f3rio produzido pelo thinktank brit\u00e2nico Chatham House, a pecu\u00e1ria emite mais gases de efeito estufa que todos os tipos de transportes juntos.<\/p>\n<p>Sozinha, a atividade responde por quase 15% das emiss\u00f5es mundiais, volume superior \u00e0s emiss\u00f5es nacionais da maior economia do globo, os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Conforme a pesquisa, mesmo que o mundo reduza a emiss\u00f5es de outros setores-chave, como a energia e o transporte, o aumento no consumo de carne pode p\u00f4r tudo a perder.<\/p>\n<p>A procura por produtos animais cresce vertiginosamente.<\/p>\n<p>Em 2050, o consumo de carne e l\u00e1cteos dever\u00e1 aumentar 76 por cento e 65 por cento, respectivamente, em rela\u00e7\u00e3o ao consumo de 2005 a 2007.<\/p>\n<p>Atualmente, os maiores consumidores de carne s\u00e3o a China, a Uni\u00e3o Europeia, os Estados Unidos e o Brasil. Grandes consumidores de produtos l\u00e1cteos incluem China, \u00cdndia, Uni\u00e3o Europeia e os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Lidar com essa crescente demanda por prote\u00edna animal \u00e9 essencial para manter a mudan\u00e7a clim\u00e1tica dentro dos \u201climites aceit\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p>DO ARROTO DO BOI AO BIFE SUCULENTO<\/p>\n<div class=\"info-img-articles\">\n<p class=\"author\">SXC.Hu<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" style=\"display: inline;\" src=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/assets\/images\/2013\/5\/185185\/size_810_16_9_Bois.jpg\" alt=\"Bois e vacas em pasto\" width=\"621\" height=\"349\" data-src=\"\/assets\/images\/2013\/5\/185185\/size_810_16_9_Bois.jpg\" \/><\/p>\n<\/div>\n<p>Mas afinal, como a cria\u00e7\u00e3o de gado ajuda a \u201cesquentar\u201d o planeta?<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da libera\u00e7\u00e3o de gases perigosos na atmosfera.<\/p>\n<p>O setor pecu\u00e1rio \u00e9 o grande respons\u00e1vel pela emiss\u00e3o de metano, um g\u00e1s de efeito estufa com potencial de aquecimento 25 vezes maior que o di\u00f3xido de carbono (CO2).<\/p>\n<p>A fermenta\u00e7\u00e3o ent\u00e9rica, como \u00e9 chamada a digest\u00e3o de materiais org\u00e2nicos pelos ruminantes, libera metano pela flatul\u00eancia e arrotos de animais, como vacas, cabras e ovelhas.<\/p>\n<p>No Brasil, a agropecu\u00e1ria foi respons\u00e1vel por 26,6% das emiss\u00f5es totais de gases efeito estufa em 2013, segundo dados do Observat\u00f3rio do Clima. A fermenta\u00e7\u00e3o ent\u00e9rica \u00e9 respons\u00e1vel por mais da metade disso (56,4%)<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o estrume que \u00e9 depositado no solo das pastagens contribui para as emiss\u00f5es globais de \u00f3xido nitroso (N2O), outro potente g\u00e1s que contribui para o aquecimento global.<\/p>\n<p>Soma-se a isso o fator desmatamento. Quando as florestas s\u00e3o derrubadas para dar lugar a pastos, ou s\u00e3o degradadas pela expans\u00e3o de \u00e1reas de cultivo agr\u00edcola, que servem \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o animal, toneladas de di\u00f3xido de carbono tamb\u00e9m s\u00e3o liberadas na atmosfera.<\/p>\n<p>POL\u00cdTICA DA CARNE<\/p>\n<p>O problema, no entanto, \u00e9 que os governos t\u00eam sido notoriamente cautelosos para abordar a a rela\u00e7\u00e3o dos h\u00e1bitos de consumo das pessoas de forma geral. Grosso modo, eles evitam se intrometer naquilo que comemos.<\/p>\n<p>Pelo menos, \u00e9 o que os autores do relat\u00f3rio disseram ao jornal brit\u00e2nico The Guardian.<\/p>\n<p>&#8220;Muita coisa est\u00e1 sendo feita sobre o desmatamento e o transporte, mas h\u00e1 uma enorme lacuna no setor pecu\u00e1rio. H\u00e1 uma profunda relut\u00e2ncia de se envolver por causa da cren\u00e7a comum de que n\u00e3o cabe aos governos ou a sociedade civil se intrometer na vida das pessoas e dizer-lhes o que comer&#8221;, <a href=\"http:\/\/www.theguardian.com\/environment\/2014\/dec\/03\/eating-less-meat-curb-climate-change\" target=\"_blank\">disse Rob Bailey, o principal autor do relat\u00f3rio<\/a>.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que a falta de aten\u00e7\u00e3o dada ao assunto pelos governos contribui para uma significativa incompreens\u00e3o por parte da popula\u00e7\u00e3o sobre as rela\u00e7\u00f5es entre a pecu\u00e1ria e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u00c9 o que o relat\u00f3rio chama de \u201cgap de consci\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o Chatham House, o fraco conhecimento se traduz em uma falta de vontade de mudar o comportamento e, consequentemente, de reduzir as emiss\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00c3O PRECISA RADICALIZAR<\/p>\n<div class=\"info-img-articles\">\n<p class=\"author\">Justin Sullivan\/Getty Images<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" style=\"display: inline;\" src=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/assets\/images\/2011\/6\/30821\/size_810_16_9_hamburguer-no-restaurante.jpg\" alt=\"Hamburguer no restaurante\" width=\"629\" height=\"353\" data-src=\"\/assets\/images\/2011\/6\/30821\/size_810_16_9_hamburguer-no-restaurante.jpg\" \/><\/p>\n<\/div>\n<p>Quer dizer ent\u00e3o que todo mundo precisa abdicar dos prazeres da carne? Calma l\u00e1.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do Chatham House sugere que simplesmente mudar os padr\u00f5es de consumo para comer o que a maioria dos nutricionistas recomendam, ou seja, comer uma quantidade razo\u00e1vel de carne como parte de uma dieta equilibrada, j\u00e1 seria suficiente para garantir o equil\u00edbrio ambiental.<\/p>\n<p>Portanto, n\u00e3o se trata de renunciar \u00e0 carne, mas de reduzir seu consumo, a come\u00e7ar em pa\u00edses conhecidos pelo apetite voraz. Nos Estados Unidos, por exemplo, cada pessoa consome, em m\u00e9dia, 160 quilos de carne em um ano.<\/p>\n<p>Isso d\u00e1 quase meio quilo de carne por dia, sendo que, para suprir as necessidades nutricionais da maior parte dos indiv\u00edduos, recomenda-se entre 100 e 120 gramas, em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Segundo um estudo, publicado no peri\u00f3dico cient\u00edfico Proceedings of the National Academy of Sciences, 60% das terras agr\u00edcolas do mundo s\u00e3o usadas para a produ\u00e7\u00e3o de carne bovina e para o cultivo de gr\u00e3os que servem de ra\u00e7\u00e3o para os animais.<\/p>\n<p>\u00c9 o excesso que pesa no or\u00e7amento planet\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O bife suculento de hoje \u00e9 o desastre clim\u00e1tico de amanh\u00e3. Em um primeiro momento,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11805,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/carne.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/carne.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/carne.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/carne.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/carne.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/carne.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/carne.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/carne.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/carne.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/carne.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O bife suculento de hoje \u00e9 o desastre clim\u00e1tico de amanh\u00e3. Em um primeiro momento,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11804"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11804"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11804\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11805"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11804"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11804"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11804"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}