{"id":117935,"date":"2019-12-09T13:00:21","date_gmt":"2019-12-09T16:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=117935"},"modified":"2019-12-06T20:42:25","modified_gmt":"2019-12-06T23:42:25","slug":"desmatamento-esta-causando-aumento-de-doencas-infecciosas-em-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desmatamento-esta-causando-aumento-de-doencas-infecciosas-em-humanos\/","title":{"rendered":"Desmatamento est\u00e1 causando aumento de doen\u00e7as infecciosas em humanos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/desmatamento.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-117936\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/desmatamento-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/desmatamento-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/desmatamento.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em 1997, nuvens de fuma\u00e7a pairavam sobre as florestas tropicais da Indon\u00e9sia ap\u00f3s a queimada de uma\u00a0\u00e1rea\u00a0com tamanho aproximado ao do estado americano da Pensilv\u00e2nia para expans\u00e3o agr\u00edcola, queimada essa que ainda foi agravada pela seca na \u00e9poca. Sufocadas pela n\u00e9voa, as \u00e1rvores n\u00e3o davam frutos, for\u00e7ando a popula\u00e7\u00e3o de\u00a0morcegos frug\u00edvoros\u00a0a voarem para outros locais em busca de alimento, levando consigo uma doen\u00e7a mortal.<\/p>\n<p>Logo que os morcegos se assentaram nas \u00e1rvores de pomares malaios, os porcos que l\u00e1 habitavam come\u00e7aram a adoecer \u2014\u00a0presume-se\u00a0que depois de comerem frutas j\u00e1 mordiscadas pelos morcegos \u2014\u00a0assim como os suinocultores locais. At\u00e9 1999, 265 pessoas haviam desenvolvido uma grave inflama\u00e7\u00e3o cerebral, 105 delas vindo a \u00f3bito. Foi a primeira manifesta\u00e7\u00e3o conhecida do v\u00edrus Nipah em humanos, que, desde ent\u00e3o, vem causando uma s\u00e9rie de surtos recorrentes em todo o sudeste asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>Ela \u00e9 apenas uma dentre tantas doen\u00e7as infecciosas que, antes confinadas \u00e0 vida selvagem, agora se alastram para \u00e1reas que est\u00e3o sendo rapidamente desmatadas. Nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, cada vez mais evid\u00eancias cient\u00edficas sugerem que o desmatamento, ao dar in\u00edcio a uma complexa cadeia de acontecimentos, cria condi\u00e7\u00f5es para que se espalhe entre os humanos uma vasta gama de pat\u00f3genos mortais \u2014 como os v\u00edrus Nipah e Lassa, e os parasitas causadores da mal\u00e1ria e da doen\u00e7a de Lyme.<\/p>\n<p>Com as\u00a0amplas queimadas que ainda continuam nas florestas tropicais\u00a0da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, assim como em partes da \u00c1frica e do sudeste asi\u00e1tico, especialistas\u00a0expressam preocupa\u00e7\u00e3o\u00a0quanto \u00e0 sa\u00fade de quem vive \u00e0s margens do desmatamento. Eles tamb\u00e9m temem que as florestas do nosso planeta deem origem \u00e0 pr\u00f3xima pandemia.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 \u00e9 algo bem estabelecido que o desmatamento pode ser um grande fator de transmiss\u00e3o de doen\u00e7as infecciosas\u201d, diz\u00a0Andy MacDonald, ecologista especializado em doen\u00e7as do Instituto de Geoci\u00eancias da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Santa Barbara. \u201cTrata-se de um jogo num\u00e9rico: quanto mais degradarmos e retirarmos os\u00a0<em>habitats<\/em>\u00a0florestais, mais expostos estaremos a situa\u00e7\u00f5es de epidemias infecciosas.\u201d<\/p>\n<h3><strong>Conex\u00e3o direta<\/strong><\/h3>\n<p>H\u00e1 suspeitas de que a\u00a0mal\u00e1ria \u2014 que mata mais de um milh\u00e3o de pessoas por ano\u00a0pela infec\u00e7\u00e3o causada pelo parasita\u00a0<em>Plasmodium<\/em>, transmitido por mosquitos \u2014 ande de bra\u00e7os dados com o desmatamento. No Brasil, embora os esfor\u00e7os de controle tenham reduzido drasticamente a transmiss\u00e3o de mal\u00e1ria no passado \u2014 de 6 milh\u00f5es de casos por ano na d\u00e9cada de 1940 para apenas 50 mil at\u00e9 a d\u00e9cada de 1960 \u2014, h\u00e1 novamente um aumento constante nos casos, simult\u00e2neo ao r\u00e1pido desmatamento e \u00e0 expans\u00e3o agr\u00edcola. Na virada do s\u00e9culo, havia mais de 600 mil casos por ano na bacia amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Um trabalho realizado no fim da d\u00e9cada de 1990 por\u00a0Amy Vittor, epidemiologista do Instituto de Pat\u00f3genos Emergentes da Universidade da Fl\u00f3rida, e outros, sugeria um motivo. A retirada de partes da mata\u00a0parece\u00a0criar um\u00a0<em>habitat\u00a0<\/em>ideal nas bordas da floresta para a prolifera\u00e7\u00e3o do\u00a0<em>Anopheles darlingi\u00a0<\/em>\u2014 o mais importante transmissor de mal\u00e1ria na Amaz\u00f4nia. Ap\u00f3s cuidadosas pesquisas na Amaz\u00f4nia peruana, ela descobriu a exist\u00eancia de n\u00fameros maiores de larvas em po\u00e7as d\u2019\u00e1gua morna parcialmente abrigadas do sol, como as que se formam na beira de estradas abertas no meio da mata, e em \u00e1gua acumulada em meio a detritos, que n\u00e3o \u00e9 consumida pelas \u00e1rvores.<\/p>\n<p>\u201cEra nesses [lugares] que o\u00a0<em>Anopheles darlingi<\/em>\u00a0realmente gostava de ficar\u201d, relembra Vittor.<\/p>\n<p>Numa complexa an\u00e1lise de imagens de sat\u00e9lite e dados sanit\u00e1rios publicada recentemente no peri\u00f3dico\u00a0Proceedings of the National Academy of Sciences,\u00a0MacDonald, em conjunto com Erin Mordecai, da Universidade de Stanford, relatou um impacto significativo na transmiss\u00e3o de mal\u00e1ria, causado pelo desmatamento em toda a bacia amaz\u00f4nica, alinhado ao previsto em\u00a0pesquisa\u00a0anterior.<\/p>\n<p>Entre 2003 e 2015, os pesquisadores estimaram que, em m\u00e9dia, um aumento na perda florestal de 10% ao ano tenha causado um aumento de 3% nos casos de mal\u00e1ria. Por exemplo, em um ano do estudo, o desmatamento de uma \u00e1rea florestal de 1,6 mil km<sup>2<\/sup>\u00a0\u2014 o equivalente a quase 300 mil campos de futebol \u2014 teve rela\u00e7\u00e3o com um aumento de 10 mil casos de mal\u00e1ria. Esse efeito foi ainda mais acentuado no interior da floresta, onde ainda restam trechos florestais intactos, proporcionando o\u00a0<em>habitat<\/em>\u00a0\u00famido na borda da mata que os mosquitos apreciam.<\/p>\n<p>Com as\u00a0cont\u00ednuas queimadas da Amaz\u00f4nia, esses resultados s\u00e3o um mau press\u00e1gio. Os\u00a0dados mais recentes, anunciados nesta semana, revelam que, s\u00f3 neste ano, j\u00e1 se destruiu uma \u00e1rea equivalente a 12\u00a0vezes o tamanho da cidade de Nova York.<\/p>\n<p>\u201cEstou preocupado com o que vai acontecer com a transmiss\u00e3o da doen\u00e7a ap\u00f3s o fim das queimadas\u201d, diz MacDonald.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil fazer generaliza\u00e7\u00f5es sobre a ecologia dos mosquitos, que varia de esp\u00e9cie para esp\u00e9cie e de regi\u00e3o para regi\u00e3o, enfatiza Vittor. Na \u00c1frica, os estudos revelaram pouca rela\u00e7\u00e3o entre a mal\u00e1ria e o desmatamento \u2014 talvez porque as esp\u00e9cies de mosquitos daquela regi\u00e3o\u00a0preferem acasalar\u00a0em corpos d\u2019\u00e1gua expostos ao sol e priorizam os campos abertos em vez da sombra das \u00e1reas florestais. Mas em Sabah, na parte malaia da ilha de Born\u00e9u, os surtos de mal\u00e1ria tamb\u00e9m ocorrem\u00a0simultaneamente\u00a0aos picos de devasta\u00e7\u00e3o florestal para cultivo de \u00f3leo de palma e outros produtos.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_885\/public\/02-deforestation-disease.jpg\" alt=\"Um homem pulveriza para matar o mosquito Aedes, que carrega o v\u00edrus da febre amarela, em ...\" width=\"639\" height=\"426\" \/><figcaption>Um homem pulveriza para matar o mosquito Aedes, que carrega o v\u00edrus da febre amarela, em Matadi, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo.FOTO DE\u00a0<strong>WILLIAM DANIELS, NAT GEO IMAGE COLLECTION<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Febre da selva<\/strong><\/h3>\n<p>Os mosquitos n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos animais capazes de transmitir flagelos mortais aos humanos. Na verdade 60% das novas doen\u00e7as infecciosas\u00a0manifestadas\u00a0em seres humanos \u2014 como o HIV, o\u00a0Ebola\u00a0e o Nipah, todas originadas em animais florestais \u2014 s\u00e3o transmitidas por uma gama de outros animais, sendo, em sua maioria, animais silvestres.<\/p>\n<p>Num\u00a0estudo\u00a0de 2015, pesquisadores da Ecohealth Alliance, organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos de Nova York que acompanha as doen\u00e7as infecciosas no mundo todo, junto a outros pesquisadores, descobriram que \u201caproximadamente um em cada tr\u00eas surtos de doen\u00e7a(s) nova(s) e emergente(s) est\u00e1 ligado \u00e0 mudan\u00e7a no uso da terra, como o desmatamento\u201d, afirmou o presidente da organiza\u00e7\u00e3o, Peter Daszak, em\u00a0tu\u00edte\u00a0publicado neste ano.<\/p>\n<p>Muitos v\u00edrus habitam seus hospedeiros florestais de forma in\u00f3cua, porque esses animais evolu\u00edram junto com tais v\u00edrus. Os seres humanos, por\u00e9m, podem transformar-se em hospedeiros involunt\u00e1rios de pat\u00f3genos ao se aventurarem ou alterarem o\u00a0<em>habitat<\/em>\u00a0florestal.<\/p>\n<p>\u201cEstamos mudando completamente a estrutura da floresta\u201d, observa\u00a0Carlos Zambrana-Torrelio, ecologista especializado em doen\u00e7as da Ecohealth Alliance.<\/p>\n<h3><strong>Atra\u00e7\u00e3o fatal<\/strong><\/h3>\n<p>Tamb\u00e9m podem ocorrer doen\u00e7as nos casos em que os novos\u00a0<em>habitats<\/em>\u00a0atraem esp\u00e9cies hospedeiras de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Por exemplo, na Lib\u00e9ria, desmatamentos destinados ao cultivo de \u00f3leo de palma atraem hordas de camundongos tipicamente florestais, que v\u00eam pela abund\u00e2ncia do fruto da palmeira nos arredores das planta\u00e7\u00f5es e assentamentos humanos. O ser humano pode contrair o v\u00edrus de Lassa ao entrar em contato com alimentos ou objetos contaminados por fezes ou urina de roedores portadores desse v\u00edrus ou com os fluidos corporais de pessoas infectadas. Nos humanos, o v\u00edrus causa febre hemorr\u00e1gica \u2014 o mesmo tipo de enfermidade causada pelo v\u00edrus do Ebola \u2014, tendo\u00a0levado \u00e0 morte\u00a036% dos infectados na Lib\u00e9ria.<\/p>\n<p>J\u00e1 foram avistados roedores portadores desse v\u00edrus em \u00e1reas desmatadas do\u00a0Panam\u00e1, da\u00a0Bol\u00edvia\u00a0e do Brasil.\u00a0Alfonso Rodriguez-Morales,\u00a0pesquisador m\u00e9dico e especialista em doen\u00e7as tropicais da\u00a0<em>Universidad Tecnol\u00f3gica de Pereira<\/em>, da Col\u00f4mbia, teme um aumento na dissemina\u00e7\u00e3o desses animais ap\u00f3s o ressurgimento dos inc\u00eandios na Amaz\u00f4nia neste ano.<\/p>\n<p>Esses processos n\u00e3o se limitam a doen\u00e7as tropicais. Parte da\u00a0pesquisa\u00a0de MacDonald revela uma curiosa rela\u00e7\u00e3o entre o desmatamento e a doen\u00e7a de Lyme na regi\u00e3o nordeste dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A\u00a0<em>Borrelia burgdorferi<\/em>, bact\u00e9ria que causa a doen\u00e7a de Lyme, \u00e9 transmitida por carrapatos que dependem do cervo florestal para se reproduzirem e obterem sangue suficiente \u00e0 sua sobreviv\u00eancia.\u00a0<em>A bact\u00e9ria, contudo, tamb\u00e9m \u00e9 encontrada\u00a0<\/em>no camundongo-de-patas-brancas, que, por acaso, prolifera-se nas florestas fragmentadas por assentamentos humanos, afirma MacDonald.<\/p>\n<p>O alastramento de doen\u00e7as infecciosas para os humanos \u00e9 mais prov\u00e1vel nos tr\u00f3picos porque a diversidade geral da fauna e dos pat\u00f3genos \u00e9 maior, acrescenta. Nessas regi\u00f5es, j\u00e1 se estabeleceu a rela\u00e7\u00e3o entre o desmatamento e diversas doen\u00e7as transmitidas por uma vasta gama de animais \u2014 desde\u00a0insetos hemat\u00f3fagos\u00a0a\u00a0carac\u00f3is. Al\u00e9m das doen\u00e7as conhecidas, os cientistas temem que diversas doen\u00e7as mortais ainda desconhecidas estejam \u00e0 espreita nas florestas, expostas com a invas\u00e3o do homem.<\/p>\n<p>Zambrana-Torrelio observa que a probabilidade de alastramento dessas doen\u00e7as para os seres humanos pode aumentar com o aquecimento clim\u00e1tico, empurrando os animais, juntamente com os v\u00edrus que eles carregam, a regi\u00f5es nunca antes habitadas por eles, afirma.<\/p>\n<p>Vittor diz que, se essas doen\u00e7as ficar\u00e3o confinadas \u00e0 periferia das florestas ou se conquistar\u00e3o um espa\u00e7o entre os humanos, desencadeando uma poss\u00edvel pandemia, tudo depende da transmiss\u00e3o. Alguns v\u00edrus, como o Ebola ou o Nipah, podem ser transmitidos diretamente entre humanos, o que teoricamente lhes permite viajar o mundo enquanto o homem existir.<\/p>\n<p>O\u00a0v\u00edrus da Zika, descoberto em florestas de Uganda no s\u00e9culo 20, s\u00f3 p\u00f4de cruzar o mundo e infectar milh\u00f5es de pessoas porque encontrou no\u00a0<em>Aedes aegpti<\/em>, mosquito abundante em \u00e1reas urbanas, um hospedeiro.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o gosto de pensar que exista um ou mais pat\u00f3genos capazes da mesma coisa, mas ser\u00edamos ing\u00eanuos se n\u00e3o nos prepararmos para essa possibilidade\u201d, diz Vittor.<\/p>\n<h3><strong>Um novo servi\u00e7o<\/strong><\/h3>\n<p>Os pesquisadores da Ecohealth Alliance propuseram que a conten\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as seja considerada um novo servi\u00e7o ecossist\u00eamico, ou seja, um benef\u00edcio que os humanos recebem de gra\u00e7a dos ecossistemas naturais, como o armazenamento de carbono e a poliniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para sustentar essa hip\u00f3tese, a equipe vem trabalhando na parte malaia da ilha de Born\u00e9u para avaliar o custo exato da mal\u00e1ria, item a item, colocando na ponta do l\u00e1pis cada leito hospitalar e cada seringa utilizada pelos m\u00e9dicos.\u00a0Descobriram\u00a0que, em m\u00e9dia, o governo malaio gasta cerca de US$5 mil para tratar cada novo paciente com mal\u00e1ria na regi\u00e3o \u2014 em algumas \u00e1reas, isso \u00e9 muito superior ao que gastam com o controle da mal\u00e1ria, afirma Zambrana-Torrelio.<\/p>\n<p>Esse preju\u00edzo se acumula com o tempo, superando os lucros que seriam obtidos com o corte de florestas e representando um argumento financeiro convincente para que algumas florestas continuem de p\u00e9, afirma Daszak.<\/p>\n<p>Ele e seus colegas est\u00e3o come\u00e7ando um projeto com o governo malaio para incorporar essa ideia ao planejamento do uso da terra, realizando um projeto similar com o governo da Lib\u00e9ria para calcular o custo com os surtos de febre de Lassa naquele pa\u00eds.<\/p>\n<p>MacDonald v\u00ea valor nessa ideia: \u201cSe conseguirmos conservar o meio ambiente, talvez possamos, de quebra, proteger a sa\u00fade\u201d, afirma. \u201cAcho que esse \u00e9 o lado positivo que precisamos ter em mente.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1997, nuvens de fuma\u00e7a pairavam sobre as florestas tropicais da Indon\u00e9sia ap\u00f3s a 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