{"id":117819,"date":"2019-12-07T12:30:51","date_gmt":"2019-12-07T15:30:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=117819"},"modified":"2019-12-06T10:47:38","modified_gmt":"2019-12-06T13:47:38","slug":"cientistas-do-museu-nacional-participam-da-descoberta-de-novo-pterossauro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-do-museu-nacional-participam-da-descoberta-de-novo-pterossauro\/","title":{"rendered":"Cientistas do Museu Nacional participam da descoberta de novo pterossauro"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ave.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-117820\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ave-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ave-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ave.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma equipe internacional de pesquisadores acaba de publicar um artigo que muda o que os cientistas sabiam sobre os pterossauros. E o estudo contou com a colabora\u00e7\u00e3o de um trio de especialistas brasileiros.<\/p>\n<p>Por 95 milh\u00f5es de anos, um esp\u00e9cime at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido ficou soterrado sob as rochas calc\u00e1rias de uma pedreira particular no L\u00edbano. At\u00e9 que, 15 anos atr\u00e1s, foi encontrado e hoje \u00e9 mantido no Museu de Mineralogia (o MIM) da Universit\u00e9 Saint-Joseph de Beirute. Veio da\u00ed o nome da nova esp\u00e9cie \u2014 Mimodactylus libanensis. O animal n\u00e3o era l\u00e1 muito grande, com cerca de 1,32 metro de envergadura da ponta de uma asa at\u00e9 a outra.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca em que ele viveu, durante o Cret\u00e1ceo Superior, o mundo era muito diferente do que conhecemos hoje. Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica eram grudados em um \u00fanico supercontinente, e tamb\u00e9m n\u00e3o havia o Mar Mediterr\u00e2neo, mas sim o Mar de T\u00e9tis. Era sobre essas \u00e1guas marinhas rasas, repletas de recifes de corais e de lagoas, que o M. libanensis levava sua vida. Essa \u00e1rea alagada era vasta, ligando as atuais Europa, \u00c1frica e Oriente M\u00e9dio ao Sudeste Asi\u00e1tico. Tanto que a nova esp\u00e9cie era aparentada com os pterossauros da China.<\/p>\n<p>Com focinho largo e dentes pontiagudos, o bicho usava suas asas compridas e estreitas para fazer voos rasantes sobre as \u00e1guas e capturar suas presas na superf\u00edcie, n\u00e3o t\u00e3o diferente das atuais aves marinhas como o albatroz e a fragata. S\u00f3 que o prato preferido da esp\u00e9cie era um pouco ex\u00f3tico: crust\u00e1ceos. Isso era raro entre os pterossauros.<\/p>\n<p>Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional desde fevereiro de 2018 e primeiro autor do artigo publicado na \u00faltima sexta (29) na revista cient\u00edfica Scientific Reports, explica a import\u00e2ncia do estudo. \u201cA descoberta de Mimodactylus libanensis expande o espectro de poss\u00edveis estrat\u00e9gias alimentares em pterod\u00e1ctil\u00f3ides, grupo de fascinantes r\u00e9pteis voadores sobre os quais ainda sabemos muito pouco\u201d, afirma o paleont\u00f3logo austro-brasileiro, em comunicado.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participaram da pesquisa Borja Holgado, que faz doutorado em zoologia no Museu Nacional, e a paleont\u00f3loga Juliana Say\u00e3o, pesquisadora colaboradora da mesma institui\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de cientistas da Universidade de Alberta, no Canad\u00e1.<\/p>\n<p>Kellner ressalta que f\u00f3sseis de pterossauros, os primeiros vertebrados a adquirir a capacidade de voar, ainda s\u00e3o raros no continente africano. \u201cAqui n\u00f3s descrevemos o material mais bem preservado desse grupo de r\u00e9pteis voadores descoberto at\u00e9 agora nesse continente, lan\u00e7ando uma nova e muito necess\u00e1ria luz na hist\u00f3ria evolutiva dessas criaturas.\u201d<\/p>\n<p>Pterossauros s\u00e3o parentes pr\u00f3ximos dos dinossauros. Mas n\u00e3o se sabe ao certo qu\u00e3o pr\u00f3ximos devido a uma lacuna paleontol\u00f3gica: falta achar um f\u00f3ssil que sirva de elo entre os dois grupos. Mas uma coisa o novo estudo deixou bem claro \u2014 a surpreendente diversidade desses animais. \u201cEra muito maior do que pod\u00edamos ter imaginado, e \u00e9 provavelmente ordens de magnitude mais diversa do que poderemos descobrir atrav\u00e9s do registro f\u00f3ssil\u201d, aponta o paleont\u00f3logo Michael Caldwell, da Universidade de Alberta, e co-autor do estudo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipe internacional de pesquisadores acaba de publicar um artigo que muda o que os<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":117820,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ave.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ave-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ave-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ave.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ave.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ave.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ave.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ave.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ave.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ave.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma equipe internacional de pesquisadores acaba de publicar um artigo que muda o que os","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/117819"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=117819"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/117819\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/117820"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=117819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=117819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=117819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}