{"id":11699,"date":"2014-12-05T14:00:20","date_gmt":"2014-12-05T14:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=11699"},"modified":"2014-12-05T11:19:18","modified_gmt":"2014-12-05T11:19:18","slug":"poluicao-pesca-industrial-predatoria-e-acidificacao-estao-devastando-vida-marinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/poluicao-pesca-industrial-predatoria-e-acidificacao-estao-devastando-vida-marinha\/","title":{"rendered":"Polui\u00e7\u00e3o, pesca industrial predat\u00f3ria e acidifica\u00e7\u00e3o est\u00e3o devastando vida marinha"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/oceano_ameaca_ambiental.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-11700\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/oceano_ameaca_ambiental.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Por Christophe Ventura*<\/p>\n<p><em>H\u00e1 sa\u00edda: deixar de ver oceanos como \u201cterra de ningu\u00e9m\u201d, sujeita \u00e0 explora\u00e7\u00e3o dos mais fortes<\/em><\/p>\n<p>Em 21 de setembro de 2014, centenas de milhares de pessoas mobilizaram-se em 158 pa\u00edses numa \u201cMarcha dos povos pelo clima\u201d. Convocado para dois dias antes do in\u00edcio dos trabalhos da C\u00fapula sobre o Clima da ONU, em Nova York, este foi o maior evento pela justi\u00e7a clim\u00e1tica j\u00e1 organizado no mundo. Integrantes deste poderoso movimento ir\u00e3o expandir suas atividades ao longo dos pr\u00f3ximos meses, at\u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o, em Paris, entre 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015, da 21\u00aa Confer\u00eancia das Partes da Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima (Cop21).<\/p>\n<p>Agora, a quest\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas entrou \u2013 finalmente \u2013 na agenda pol\u00edtica e da m\u00eddia global. Talvez tarde demais, mas enfim\u2026 Em torno deste tema crucial, espalha-se, em nossas sociedades, um amplo e saud\u00e1vel debate sobre a espinhosa quest\u00e3o do nosso modelo de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Mas uma outra amea\u00e7a, infelizmente menos percebida, paira perigosamente sobre o planeta: a mudan\u00e7a oce\u00e2nica. Lembremo-nos, os oceanos produzem metade do oxig\u00eanio que respiramos, gra\u00e7as especialmente aos fitopl\u00e2nctons. Eles absorvem mais de um quarto do di\u00f3xido de carbono que emitimos na atmosfera. Em 2013, essas emiss\u00f5es de CO\u00b2 atingiram um novo e tr\u00e1gico recorde. Tr\u00eas bilh\u00f5es de pessoas dependem, para sua exist\u00eancia, dos mares, e 350 milh\u00f5es de postos de trabalho est\u00e3o diretamente ligados a eles. Os litorais s\u00e3o nossos principais centros populacionais e abrigam a maior parte da infraestrutura necess\u00e1ria \u00e0s atividades humanas. Mais de um ter\u00e7o do petr\u00f3leo consumido pela humanidade, e um quarto do g\u00e1s natural, proveem das zonas submarinas.<\/p>\n<p>Como lembra um relat\u00f3rio recente publicado pela Comiss\u00e3o Oce\u00e2nica Mundial (Global Ocean Comission), intitulado \u201cDo decl\u00ednio \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o \u2013 Um plano de resgate para o oceano mundial\u201d[1], \u201cn\u00e3o \u00e9 exagero afirmar que todas as formas de vida sobre a Terra, a\u00ed compreendida a nossa pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia, dependem do bom estado e das riquezas do oceano. A diversidade biol\u00f3gica que ele cont\u00e9m \u00e9 praticamente inestim\u00e1vel. Assim, somos bilh\u00f5es a necessitar dele como fonte de alimento, oxig\u00eanio, estabilidade clim\u00e1tica, chuvas e \u00e1gua pot\u00e1vel, de transporte e energia, de lazer e meio de subsist\u00eancia. \u201cNossa d\u00edvida vital para com o oceano \u00e9 enorme. Mas nosso maior ecossistema \u2013 os oceanos cobrem cerca de tr\u00eas quartos do globo \u2013 corre agora um grande risco.<\/p>\n<p>Num artigo de t\u00edtulo eloquente \u2013 \u201cSea Change: The Ecological Disaster That Nobody Sees\u201d (\u201cMudan\u00e7a oce\u00e2nica: o desastre ecol\u00f3gico que ningu\u00e9m v\u00ea\u201d) [2], o jornalista norte-americano Richard Schiffman observa que \u201cnos mantemos muito bem informados sobre o fato de que nossa civiliza\u00e7\u00e3o industrial desestabiliza o clima terrestre, mas pouca se sabe sobre a exist\u00eancia de outro desastre ambiental em curso: a crise mundial dos oceanos\u201d. Baseando-se tamb\u00e9m nas conclus\u00f5es alarmantes do relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Mundial do Oceano, ele soa o alarme: \u201cEspecialistas dizem que j\u00e1 estamos diante de um processo de extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nos oceanos que poderia rivalizar com o da \u201cGrande extin\u00e7\u00e3o\u201d do Permiano (h\u00e1 250 milh\u00f5es de anos), quando 95% das esp\u00e9cies marinhas desapareceram devido aos efeitos combinados de eleva\u00e7\u00e3o da temperatura, acidifica\u00e7\u00e3o, perda de oxig\u00eanio e destrui\u00e7\u00e3o do habitat \u2013 todas elas condi\u00e7\u00f5es que enfrentamos hoje\u201d.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 grave. Mas desta vez, algumas d\u00e9cadas de atividade humana ser\u00e3o suficientes para nos conduzir direto ao abismo. Como sublinha a Comiss\u00e3o, \u201cnosso oceano est\u00e1 em decl\u00ednio. A destrui\u00e7\u00e3o dos habitats, a perda da biodiversidade, a sobrepesca [3], a polui\u00e7\u00e3o, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos levam o sistema oce\u00e2nico \u00e0 ru\u00edna. A governan\u00e7a \u00e9 totalmente inadequada e, em alto mar, a anarquia reina sobre as ondas.\u201d Acrescenta-se: \u201cO progresso tecnol\u00f3gico e a regula\u00e7\u00e3o inexistente alargam o fosso entre ricos e pobres: certos pa\u00edses s\u00e3o capazes de explorar os recursos, que diminuem, enquanto os que n\u00e3o t\u00eam meios sofrem a consequ\u00eancias. A estabilidade regional, a seguran\u00e7a alimentar, a resili\u00eancia clim\u00e1tica e o futuro dos nossos filhos encontram-se todos em risco.\u201d<\/p>\n<p>O documento identifica cinco fatores principais que, agindo de modo combinado, prometem, pelo andar da carruagem, colocar o oceano mundial em decl\u00ednio irrevers\u00edvel. Trata-se de: a) explos\u00e3o da demanda de recursos; b) desenvolvimento de meios t\u00e9cnicos de opera\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o que s\u00e3o usados em uma l\u00f3gica exclusivamente movida pela busca de lucro sem limites; c) redu\u00e7\u00e3o dos estoques de peixes; d) altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e e) falta de regulamenta\u00e7\u00e3o das zonas de alto mar, que representam 64% da superf\u00edcie mar\u00edtima do mundo. Mantido fora de todas as jurisdi\u00e7\u00f5es nacionais, esse espa\u00e7o \u2013 que \u201cdesempenha (\u2026) fun\u00e7\u00e3o essencial \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da vida em \u00e1reas localizadas dentro dos limites da jurisdi\u00e7\u00e3o nacional dos Estados costeiros\u201d \u2013 est\u00e1 sujeita a todo tipo de saque: excesso de extra\u00e7\u00e3o de recursos, sobrepesca [4], polui\u00e7\u00e3o \u2013 particularmente pelos pl\u00e1sticos [5] \u2013 etc. Conforme os autores do relat\u00f3rio, \u201cse o princ\u00edpio da \u2018liberdade no alto mar\u2019 evocou em outros tempos imagens de aventura e oportunidade, ele hoje transmite a imagem da implac\u00e1vel \u2018trag\u00e9dia dos bens comuns\u2019 caracterizada pela destrui\u00e7\u00e3o dos estoques de peixes e outros preciosos recursos marinhos. A liberdade \u00e9 explorada por aqueles que t\u00eam os meios financeiros e oportunidade, protagonizando a falta de presta\u00e7\u00e3o de contas e de justi\u00e7a social\u201d.<\/p>\n<p>Nesse contexto, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas produzem fen\u00f4menos perigosos e incontrol\u00e1veis. Elas estimulam um processo de acidifica\u00e7\u00e3o das \u00e1guas. A eleva\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de CO\u00b2 na atmosfera intensifica sua presen\u00e7a no mar, mecanicamente, para em consequ\u00eancia modificar, pouco a pouco, o equil\u00edbrio do carbono. Esta acidifica\u00e7\u00e3o, cuja taxa nunca foi t\u00e3o elevada em 300 milh\u00f5es de anos, j\u00e1 afeta o equil\u00edbrio vital de grande quantidade de esp\u00e9cies vivas (corais, moluscos e pl\u00e2nctons que produzem nosso oxig\u00eanio), destruindo seus esqueletos e conchas, constitu\u00eddos de carbonato de c\u00e1lcio. Eventualmente, uma grande eleva\u00e7\u00e3o da temperatura global devastar\u00e1 a vida marinha. Assim, segundo a Comiss\u00e3o, \u201c\u00e9 a pr\u00f3pria vida do oceano mundial, do menor fitopl\u00e2ncton \u00e0s grandes baleias, que \u00e9 afetada\u201d por essas \u201cmudan\u00e7as sem precedentes nas condi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas e f\u00edsicas [que] j\u00e1 afetam a distribui\u00e7\u00e3o e abund\u00e2ncia de organismos e ecossistemas marinhos\u201d. E Richard Schiffman resume, criteriosamente: \u201cMenos pl\u00e2ncton significa menos oxig\u00eanio e mais di\u00f3xido de carbono na atmosfera, o que refor\u00e7a o \u2018ciclo vicioso das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u2019 \u201c.<\/p>\n<p>O aquecimento da atmosfera acelera, igualmente, o aquecimento dos oceanos. Tendo armazenado cerca de 90% da energia devida ao aquecimento da temperatura terrestre no decorrer das \u00faltimas d\u00e9cadas, eles viram a temperatura m\u00e9dia de sua superf\u00edcie aumentar 0,7\u00b0C em um s\u00e9culo. Estima-se que, em algumas \u00e1reas, este aumento atingir\u00e1 mais de 3\u00b0 C at\u00e9 o final do s\u00e9culo 21. Este fen\u00f4meno perturba diretamente o equil\u00edbrio alimentar nas profundezas do oceano e afetar\u00e1 gravemente a seguran\u00e7a alimentar proveniente da pesca. Para a Comiss\u00e3o \u201cisso tem (\u2026) consequ\u00eancias alarmantes sobre a vida dos oceanos e constitui, provavelmente, o maior desastre ambiental invis\u00edvel do nosso tempo.\u201d<\/p>\n<p>Um segundo relat\u00f3rio, este publicado pela Organiza\u00e7\u00e3o Metereol\u00f3gica Mundial (OMM) [6], confirma as sombrias previs\u00f5es da Comiss\u00e3o Oce\u00e2nica Mundial. Ele tamb\u00e9m afirma que \u201c\u00e9 prov\u00e1vel que o aquecimento do oceano tenha efeitos diretos sobre a fisiologia dos organismos mar\u00edtimos\u201d, e aponta uma terceira consequ\u00eancia negativa do aquecimento global: a desoxigena\u00e7\u00e3o dos oceanos. O efeito combinado de eleva\u00e7\u00e3o da temperatura e acidifica\u00e7\u00e3o altera a presen\u00e7a do oxig\u00eanio na \u00e1gua. Sua quantidade deveria, assim, conforme o lugar, baixar de 1% a 7% no decorrer do s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Reduzir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa n\u00e3o \u00e9, portanto, apenas um imperativo para o clima. \u00c9 tamb\u00e9m urgente para salvar o principal ecossistema, indissoluvelmente ligado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de nossa pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia. Para preservar os oceanos, devemos ao mesmo tempo lutar contra o aquecimento global, a polui\u00e7\u00e3o, a superexplora\u00e7\u00e3o selvagem de seus imensos recursos, regulamentar a pesca mundial, as zonas de alto mar etc. Mas, sobretudo, pode-se dizer algo, tanto em rela\u00e7\u00e3o aos oceanos quanto ao clima. Para salv\u00e1-los, e fazer deles \u201ca nova fronteira da humanidade\u201d, necess\u00e1ria a um desenvolvimento futuro, num contexto de expans\u00e3o planejada, e \u201cuma roda motriz para a recupera\u00e7\u00e3o de [suas] atividades\u201d [7], h\u00e1 apenas uma solu\u00e7\u00e3o: mudar o sistema.<\/p>\n<p><strong>NOTAS<\/strong><\/p>\n<p>[1] Este relat\u00f3rio foi publicado em junho de 2014. Para baix\u00e1-lo em sete l\u00ednguas, acesse <a href=\"http:\/\/www.globaloceancommission.org\/le-rapport-final-de-la-commission-ocean-mondial-est-enfin-disponible\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.globaloceancommission.org\/le-rapport-final-de-la-commission-ocean-mondial-est-enfin-disponible\/<\/a><\/p>\n<p>[2] Ler no site Truthout: <a href=\"http:\/\/www.truth-out.org\/sea-change-the-ecological-disaster-that-nobody-sees\" target=\"_blank\">http:\/\/www.truth-out.org\/sea-change-the-ecological-disaster-that-nobody-sees<\/a><\/p>\n<p>[3] En 1950, 1% das esp\u00e9cies eram vitimadas pela sobrepesca. Essa taxa j\u00e1 atingiu 87%.<\/p>\n<p>[4] Esta \u00e9 praticada por um n\u00famero limitados de pa\u00edses, tais como o Jap\u00e3o, a Coreia do Sul, Taiwan, Espanha, Estados Unidos. Um segundo grupo de pa\u00edses \u00e9 constitu\u00eddo pelo Chile, a China, a Indon\u00e9sia, as Filipinas e a Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>[5] Conforme o relat\u00f3rio, 80% da polui\u00e7\u00e3o mar\u00edtima prov\u00eam de fontes terrestres. Impulsionadas pelos ventos e pelas correntes mar\u00edtimas, 15% dos detritos produzidos por nossas sociedades mant\u00eam-se \u00e0 tona, 15% est\u00e3o suspensos na coluna de \u00e1gua e 70% encontram-se no fundo. Por sua vez, a produ\u00e7\u00e3o mundial de pl\u00e1sticos aumentou de 63 milh\u00f5es de toneladas em 1980 para 270 milh\u00f5es em 2010 (540 milh\u00f5es de toneladas estimadas em 2020). Estes res\u00edduos pl\u00e1sticos \u2013 incluindo micropart\u00edculas, que terminam entrando na cadeia alimentar humana \u2013 s\u00e3o parte substancial da polui\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n<p>[6] Ler \u201cTempo e clima: mobiliza\u00e7\u00e3o dos jovens\u201d, Boletim da Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial, volume 63 (1) 2014 (<a href=\"http:\/\/library.wmo.int\/opac\/id=3099#.VCPnRoVjkiZ\" target=\"_blank\">http:\/\/library.wmo.int\/opac\/id=3099#.VCPnRoVjkiZ<\/a>).<\/p>\n<p>[7] Segundo as f\u00f3rmulas do deputado europeu Jean-Luc M\u00e9lenchon. Em artigo intitulado \u00abLa France, puissance maritime qui s\u2019ignore\u00bb [Fran\u00e7a, pot\u00eancia mar\u00edtima ignorada] (RIS \u2014 La revue internationale et strat\u00e9gique, n\u00b0 95, outono 2014, http:\/\/www.iris-france.org\/Archives\/revue\/numero_95.php3), o dirigente pol\u00edtico exp\u00f5e como \u201cfazer com que a pol\u00edtica entre no mar\u201d e construir uma \u201ceconomia do mar\u201d respeitosa desse \u201cbem comum amea\u00e7ado\u201d para transform\u00e1-lo em \u201claborat\u00f3rio do ecossocialismo\u201d.<\/p>\n<p><em>* <strong>Cristophe Ventura<\/strong> \u00e9 cientista pol\u00edtico e integrante da rede internacional Memoir des Luttes (Medelu).<\/em><\/p>\n<p><em>* <strong>Tradu\u00e7\u00e3o:<\/strong> In\u00eas Castilho.\/ Publicado originalmente no M\u00e9moire des luttes.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Christophe Ventura* H\u00e1 sa\u00edda: deixar de ver oceanos como \u201cterra de ningu\u00e9m\u201d, sujeita \u00e0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11700,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/oceano_ameaca_ambiental.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/oceano_ameaca_ambiental.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/oceano_ameaca_ambiental.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/oceano_ameaca_ambiental.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/oceano_ameaca_ambiental.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/oceano_ameaca_ambiental.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/oceano_ameaca_ambiental.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/oceano_ameaca_ambiental.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/oceano_ameaca_ambiental.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/oceano_ameaca_ambiental.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Christophe Ventura* H\u00e1 sa\u00edda: deixar de ver oceanos como \u201cterra de ningu\u00e9m\u201d, sujeita \u00e0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11699"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11699"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11699\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11700"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11699"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11699"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11699"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}