{"id":1157,"date":"2014-06-11T09:00:53","date_gmt":"2014-06-11T09:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=1157"},"modified":"2014-06-11T00:56:52","modified_gmt":"2014-06-11T00:56:52","slug":"pesquisa-reune-preciosas-informacoes-sobre-as-tartarugas-marinhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisa-reune-preciosas-informacoes-sobre-as-tartarugas-marinhas\/","title":{"rendered":"Pesquisa re\u00fane preciosas informa\u00e7\u00f5es sobre as tartarugas marinhas"},"content":{"rendered":"<h4>E<a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/tartarugas_marinhas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-1158\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/tartarugas_marinhas.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>studo no local conhecido como Pedra da Tartaruga, na Praia do Forte, traz dados importantes para a conserva\u00e7\u00e3o.<\/h4>\n<p>O trabalho de captura intencional em uma importante \u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o e descanso de tartarugas marinhas no Brasil, local conhecido como &#8216;Pedra da Tartaruga&#8217;, na Praia do Forte, Mata de S\u00e3o Jo\u00e3o-BA, foi iniciado em 2009. Com cinco anos de atividades completados em abril\/2014, j\u00e1 coletou dados e marcou 384 animais, sendo destes, 46 tartarugas recapturadas no mesmo local, o que mostra a fidelidade de algumas tartarugas a esta \u00e1rea.<\/p>\n<p>O Tamar iniciou em 1997 o Programa de Captura Intencional de Tartarugas Marinhas em Fernando de Noronha\/PE; no ano 2000 em Vit\u00f3ria\/ES, e em 2009 na Praia do Forte\/BA. Com o objetivo de identificar \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o e estudar parte do ciclo dos animais no mar, traz dados essenciais para compor avalia\u00e7\u00f5es do estado de conserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Com embarques semanais, a equipe da Praia do Forte utiliza rede de nylon para capturar as tartarugas, que s\u00e3o medidas, pesadas, fotografadas e ainda coleta-se tecido para futuras an\u00e1lises gen\u00e9ticas de animais maiores que 70 cm de comprimento curvil\u00edneo de carapa\u00e7a. Isto porque j\u00e1 existem informa\u00e7\u00f5es consistentes sobre a contribui\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica dos animais juvenis, que se alimentam em toda a costa brasileira e navegam milhares de quil\u00f4metros, vindos principalmente da Ilha de Ascens\u00e3o, no meio do oceano Atl\u00e2ntico, onde nascem at\u00e9 fixar suas \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o em zonas costeiras do Brasil. Como explica a bi\u00f3loga do Tamar respons\u00e1vel pela atividade, Adriana Jardim, busca-se entender se os animais sub-adultos e adultos t\u00eam contribui\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica parecida com a dos juvenis ou se estariam vindo de ilhas mais pr\u00f3ximas como a Ilha de Trindade &#8211; ES, no Brasil.<\/p>\n<p><b>Marcadas para viver <\/b><\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da an\u00e1lise dos registros de marcadores colocados nas tartarugas, h\u00e1 evid\u00eancias de que f\u00eameas adultas que desovam na Ilha de Trindade poderiam utilizar o Litoral norte da Bahia como \u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o, pois foram avistadas na Praia do Forte. O caminho inverso tamb\u00e9m foi registrado ao longo de cinco anos de pesquisa nesta \u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o, pois uma das f\u00eameas adultas capturadas na Pedra da Tartaruga foi avistada em processo de desova na Ilha de Trindade-ES, distante mais de 1.000 quil\u00f4metros do litoral norte baiano. Este \u00e9 um dos resultados mais importantes desta pesquisa que j\u00e1 foi tema de uma disserta\u00e7\u00e3o de mestrado e agora ser\u00e1 publicado em peri\u00f3dico cient\u00edfico.<\/p>\n<p>O trabalho no mar \u00e9 muito desafiador, relata Adriana, pois depende de condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favor\u00e1veis e de experi\u00eancia de seus tripulantes. Na Praia do Forte, contou-se durante muito tempo com a sabedoria do pescador Z\u00e9 Mero para realiza\u00e7\u00e3o da atividade que hoje j\u00e1 tem disc\u00edpulos, como Francisco Dias, mais conhecido por Bedeu. Este, que j\u00e1 foi Tamarzinho h\u00e1 muitos anos, hoje atua diretamente no trabalho de pesquisa e conserva\u00e7\u00e3o das tartarugas marinhas.<\/p>\n<p><b>Educa\u00e7\u00e3o ambiental <\/b><\/p>\n<p>O manuseio de uma rede para capturar as tartarugas tamb\u00e9m \u00e9 importante para mostrar aos pescadores que, se n\u00e3o forem vigiadas com regularidade, podem ser uma forte amea\u00e7a a esses animais ainda amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o. As tartarugas precisam subir \u00e0 superf\u00edcie para respirar e quando emalhadas em redes de pesca ficam impossibilitadas de faz\u00ea-lo. Essa atividade tamb\u00e9m refor\u00e7a o trabalho educa\u00e7\u00e3o ambiental, muito relevante por se realizar no mar, pr\u00f3ximo aos pescadores. O programa permanente de <a href=\"http:\/\/www.tamar.org.br\/interna.php?cod=348\" target=\"_blank\">Nem tudo que cai na rede \u00e9 peixe<\/a> tamb\u00e9m informa e chama aten\u00e7\u00e3o para as consequ\u00eancias de algumas pescarias mal administradas em intera\u00e7\u00e3o com as tartarugas.<\/p>\n<p>O trabalho de captura intencional na Pedra da Tartaruga prov\u00ea informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre par\u00e2metros populacionais, como crescimento, mortalidade, fidelidade ao s\u00edtio de alimenta\u00e7\u00e3o, resid\u00eancia, dentre outros fundamentais para um melhor entendimento do ciclo de vida desses animais complexos, longevos e que, passam cerca de 90% do seu tempo no mar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo no local conhecido como Pedra da Tartaruga, na Praia do Forte, traz dados importantes<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1158,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/tartarugas_marinhas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/tartarugas_marinhas.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/tartarugas_marinhas.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/tartarugas_marinhas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/tartarugas_marinhas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/tartarugas_marinhas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/tartarugas_marinhas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/tartarugas_marinhas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/tartarugas_marinhas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/tartarugas_marinhas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Estudo no local conhecido como Pedra da Tartaruga, na Praia do Forte, traz dados importantes","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1157"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1157"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1157\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}