{"id":11420,"date":"2014-11-30T10:40:20","date_gmt":"2014-11-30T10:40:20","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=11420"},"modified":"2014-11-30T10:40:20","modified_gmt":"2014-11-30T10:40:20","slug":"vida-complexa-so-pode-existir-em-10-de-todas-as-galaxias-dizem-pesquisadores-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/vida-complexa-so-pode-existir-em-10-de-todas-as-galaxias-dizem-pesquisadores-2\/","title":{"rendered":"Vida complexa s\u00f3 pode existir em 10% de todas as gal\u00e1xias, dizem pesquisadores"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/vida_universo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-11421\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/vida_universo.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>P<\/span>ara os astrof\u00edsicos te\u00f3ricos Tsvi Piran, da Universidade de Jerusal\u00e9m, e Raul Jimenez, da Universidade de Barcelona, o universo \u00e9 um lugar muito mais solit\u00e1rio do que se imagina. Segundo a pesquisa, apenas 10% das 100 bilh\u00f5es de gal\u00e1xias do universo \u00e9 capaz de habitar formas complexas de vida.<\/p>\n<p>Baseando-se na teoria das explos\u00f5es estelares de raios gama, os astrof\u00edsicos acreditam que esse \u00e9 o principal fator para que seres mais complexos que os micr\u00f3bios n\u00e3o consigam se desenvolver. Esses eventos tamb\u00e9m sustentam a tese de que, durante bilh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, o universo foi um lugar completamente sem vida.<\/p>\n<p>Para o f\u00edsico Brian Thomas, \u201c\u00e9 surpreendente pensar que apenas 10% das gal\u00e1xias podem ter vida complexa depois de cinco bilh\u00f5es de anos, mas minha impress\u00e3o \u00e9 a de que eles provavelmente est\u00e3o certos\u201d.<\/p>\n<p>Descoberta em 1967, a explos\u00e3o de raios gama \u00e9 um tema recorrente no mundo da astrof\u00edsica. As explos\u00f5es podem acontecer em dois tipos: as menores, quando duas estrelas neutras se fundem com buracos negros; e as maiores, quando grandes estrelas entram em colapso e explodem \u2013 muito mais raras, mas carregam 100 vezes mais energia que as \u201cpequenas\u201d. Ambos os fen\u00f4menos s\u00e3o capazes de destruir a camada de oz\u00f4nio e, consequentemente, acabar com a vida na Terra.<\/p>\n<p>Os pesquisadores Piran e Jimenez acreditam que as chances da Terra ter sido exposta \u00e0 explos\u00f5es como essa foi de 50% nos \u00faltimos bilh\u00f5es de anos. Alguns astrof\u00edsicos sugerem que um evento em particular foi respons\u00e1vel pela \u201cextin\u00e7\u00e3o do Ordoviciano\u201d \u2013 cataclisma global ocorrido 450 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s que acabou com 80% das esp\u00e9cies do planeta.<\/p>\n<p>Segundo o trabalho, planetas que est\u00e3o a 6500 anos-luz de dist\u00e2ncia das estrelas mais densas (do centro de suas gal\u00e1xias) possuem 95% de chances de terem sofrido um raio gama letal nos \u00faltimos anos. Como exemplo, o sistema solar est\u00e1 a 27 mil anos-luz de dist\u00e2ncia do seu centro. O resultado desses c\u00e1lculos mostrou que 90% dessas gal\u00e1xias provavelmente j\u00e1 sofreram as consequ\u00eancias das explos\u00f5es, assim gerando um poss\u00edvel fim da vida inteligente.<\/p>\n<p>Para Piran, isso n\u00e3o significa que esses planetas est\u00e3o sem vida nenhuma: \u201c\u00c9 quase certo que bact\u00e9rias e outras formas de vida menos complexas conseguiriam sobreviver a um evento desse tipo. Mas para a vida complexa, a explos\u00e3o \u00e9 como um bot\u00e3o \u2018reset\u2019. Todo o processo teria que ser recuperado\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para os astrof\u00edsicos te\u00f3ricos Tsvi Piran, da Universidade de Jerusal\u00e9m, e Raul Jimenez, da Universidade<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11421,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/vida_universo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/vida_universo.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/vida_universo.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/vida_universo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/vida_universo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/vida_universo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/vida_universo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/vida_universo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/vida_universo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/vida_universo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Para os astrof\u00edsicos te\u00f3ricos Tsvi Piran, da Universidade de Jerusal\u00e9m, e Raul Jimenez, da Universidade","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11420"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11420"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11420\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11421"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11420"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11420"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11420"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}