{"id":11332,"date":"2014-11-28T19:00:28","date_gmt":"2014-11-28T19:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=11332"},"modified":"2014-11-28T15:22:10","modified_gmt":"2014-11-28T15:22:10","slug":"uso-de-antibioticos-para-sinusite-e-recomendado-apenas-em-casos-causados-por-bacterias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/uso-de-antibioticos-para-sinusite-e-recomendado-apenas-em-casos-causados-por-bacterias\/","title":{"rendered":"Uso de antibi\u00f3ticos para sinusite \u00e9 recomendado apenas em casos causados por bact\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<div class=\"panel-group\">\n<p class=\"textoCorrido \"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/antibioticos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-11335\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/antibioticos.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Existe uma tend\u00eancia atual a partir das diretrizes nacionais e internacionais em substituir o termo cl\u00e1ssico <a href=\"http:\/\/www.minhavida.com.br\/saude\/temas\/sinusite\" target=\"_blank\">sinusite<\/a> por rinossinusite em virtude da dificuldade de se estabelecer limites precisos para os processos inflamat\u00f3rios que acometem a mucosa do nariz e dos seios paranasais. Os seios da face ou paranasais s\u00e3o cavidades aeradas localizadas na regi\u00e3o anterior do cranio que se comunicam com a cavidade nasal atrav\u00e9s de \u00f3stios (orif\u00edcios) de ventila\u00e7\u00e3o e drenagem. Os seios paranasais recebem o nome de acordo com o osso em que se encontram: seios frontais (na testa), maxilares (regi\u00e3o das bochechas), etmoidais (pr\u00f3ximo aos olhos) e esfenoidais (s\u00f3 \u00e9 visualizado internamente).<\/p>\n<p class=\"textoCorrido \">A rinossinusite \u00e9 definida como um processo inflamat\u00f3rio da mucosa do nariz e dos seios paranasais em que ocorre a presen\u00e7a de entupimento nasal, secre\u00e7\u00e3o nasal anterior (\u00e9 aquela que vai sair pelo nariz) ou posterior (aquela que se aloja na faringe posterior), dor ou press\u00e3o facial e ou redu\u00e7\u00e3o ou perda do olfato. Podem ocorrer sintomas gerais como mal estar e <a href=\"http:\/\/www.minhavida.com.br\/saude\/temas\/febre\" target=\"_blank\">febre<\/a> (nem sempre est\u00e1 presente), irrita\u00e7\u00e3o na faringe, laringe e traqueia, <a href=\"http:\/\/www.minhavida.com.br\/saude\/temas\/dor-de-garganta\" target=\"_blank\">dor de garganta<\/a>, disfonia e <a href=\"http:\/\/www.minhavida.com.br\/saude\/temas\/tosse\" target=\"_blank\">tosse<\/a>. H\u00e1 achados na endoscopia nasal: p\u00f3lipos (s\u00e3o pequenos crescimentos benignos de tecido inflamado na camada mucosa do nariz ou dos seios paranasais, que fazem sali\u00eancias para dentro deles), secre\u00e7\u00e3o mucopurulenta (amarelo esverdeada) e edema. Na tomografia computadorizada pode haver altera\u00e7\u00f5es da mucosa do complexo ostiomeatal (via final comum de drenagem dos seios frontal, etmoidal anterior e maxilar) ou dos seios paranasais.<\/p>\n<p class=\"textoCorrido publicidadeTeAds\">A rinossinusite pode estar relacionada com <a href=\"http:\/\/www.minhavida.com.br\/saude\/temas\/alergia\" target=\"_blank\">alergia<\/a>, p\u00f3lipos e com processos infeciosos virais, bacterianos e f\u00fangicos. O tipo viral \u00e9 o mais comum. Acredita-se que um adulto possa apresentar 2 a 5 resfriados por ano e uma crian\u00e7a 6 a 10 epis\u00f3dios por ano. Destes epis\u00f3dios virais 0,5 a 10% evoluem para infe\u00e7\u00e3o bacteriana.<\/p>\n<h3>Tratamento<\/h3>\n<p class=\"textoCorrido \">\u00a0O objetivo do tratamento da rinossinusite \u00e9 erradicar a bact\u00e9ria do local da infec\u00e7\u00e3o, diminuir a dura\u00e7\u00e3o dos sintomas, prevenir complica\u00e7\u00f5es e evitar a cronifica\u00e7\u00e3o. O tratamento da rinossinusite bacteriana deve ser realizado com antibi\u00f3ticos, baseando-se na frequ\u00eancia da presen\u00e7a de bact\u00e9rias que podem ser diferentes na rinossinusite aguda e cr\u00f4nica. O per\u00edodo de tratamento na rinossinusite aguda \u00e9 de 10 a 14 dias. Os pacientes que n\u00e3o fizeram uso de antibi\u00f3ticos nas \u00faltimas quatro a seis semanas utilizar\u00e3o antibi\u00f3ticos de espectro habitual. Para aqueles que utilizaram antibi\u00f3ticos nas \u00faltimas quatro a seis semanas ou apresentam doen\u00e7a moderada a grave deve-se orientar antibi\u00f3ticos de maior largo espectro.<\/p>\n<p class=\"textoCorrido \">Na rinossinusite cr\u00f4nica o tratamento com antibi\u00f3ticos deve seguir por um per\u00edodo de tr\u00eas a seis semanas baseando-se nos agentes mais prevalentes. Uso de baixas doses de antibi\u00f3ticos espec\u00edficos por longos per\u00edodos pode ser considerado. Tratamento cir\u00fargico para esses casos pode ser indicado. Corticoesteroides por curtos per\u00edodos s\u00e3o utilizados tanto na rinossinusite aguda como na cr\u00f4nica. Corticoesteroides t\u00f3picos podem ser indicados como tratamento coadjuvante na rinossinusite cr\u00f4nica. Lavagem nasal com solu\u00e7\u00f5es de soro fisiol\u00f3gico sem conservante \u00e9 importante para os dois tipos de quadro. Podem ser utilizados em curto prazo descongestionantes t\u00f3picos ou sist\u00eamicos para os casos agudos. Na rinossinusite cr\u00f4nica deve ser orientado o controle ambiental, a diminui\u00e7\u00e3o a exposi\u00e7\u00e3o a fuma\u00e7a de cigarro e cessa\u00e7\u00e3o do tabagismo.<\/p>\n<p class=\"textoCorrido \">Caso o antibi\u00f3tico seja receitado sem necessidade, se houver orienta\u00e7\u00e3o de uma prote\u00e7\u00e3o g\u00e1strica, n\u00e3o acontecer\u00e1 nenhum preju\u00edzo para o paciente. Por\u00e9m se isso ocorrer v\u00e1rias vezes o paciente pode se tornar resistente a essas bact\u00e9rias. O mais importante \u00e9 estar acompanhando talvez neste caso com um m\u00e9dico especialista que possa distinguir bem entre processo viral e bacteriano e no caso de rinossinusite cr\u00f4nica ou recorrente investigar causas diversas para estabelecer um diagn\u00f3stico preciso.<\/p>\n<h3>Como se suspeita que um quadro \u00e9 viral ou bacteriano?<\/h3>\n<p class=\"textoCorrido \">Classicamente coriza clara e aquosa acontece em processos virais ou al\u00e9rgicos e a medida que a coriza vai se tornando mucopurulenta ou purulenta (amarelo esverdeada) pensa-se em processo bacteriano. Na pr\u00e1tica isso nem sempre \u00e9 verdadeiro pois a secre\u00e7\u00e3o purulenta tamb\u00e9m ocorre em infe\u00e7\u00f5es virais. N\u00e3o existe qualquer sintoma espec\u00edfico e exclusivo para o diagn\u00f3stico diferencial entre as infec\u00e7\u00f5es virais e bacterianas dos seios paranasais.<\/p>\n<p class=\"textoCorrido \">A suspeita de uma rinossinusite bacteriana ap\u00f3s um quadro viral deve ser considerada quando as manifesta\u00e7\u00f5es permanecem ap\u00f3s 10 dias ou pioram ap\u00f3s 5 dias.<\/p>\n<p class=\"textoCorrido \">A obstru\u00e7\u00e3o nasal e congest\u00e3o nasal s\u00e3o sintomas mais comuns na rinossinusite aguda, nos quadros cr\u00f4nicos n\u00e3o aparecem tanto e quando isso ocorre est\u00e3o relacionados com rinite al\u00e9rgica e desvio do septo nasal. Aparecem nas infe\u00e7\u00f5es virais e bacterianas.<\/p>\n<p class=\"textoCorrido \">A dor facial pode estar presente nas rinossinusites virais ou bacterianas, nos quadros virais a cefaleia \u00e9 difusa e intensa, na bacteriana \u00e9 &#8220;em peso&#8221; e piora com a inclina\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a para frente. Pode haver dor dent\u00e1ria na mastiga\u00e7\u00e3o. Dor facial \u00e9 incomum na rinossinusite cr\u00f4nica, pode sugerir reagudiza\u00e7\u00e3o.\u00a0Altera\u00e7\u00f5es olfat\u00f3rias podem aparecer nos casos virais ou bacterianas.<\/p>\n<p class=\"textoCorrido \">Sintomas que apontam para rinossinusite bacteriana de forma contundente: drenagem de secre\u00e7\u00e3o mucopurulenta posterior, edema envolta dos olhos, halitose, hiperemia (vermelhid\u00e3o) da regi\u00e3o posterior da orofaringe, dor \u00e0 palpa\u00e7\u00e3o facial.<\/p>\n<h3>Diagn\u00f3stico<\/h3>\n<p class=\"textoCorrido \">A hist\u00f3ria cl\u00ednica e o exame otorrinolaringol\u00f3gico geralmente \u00e9 suficiente para estabelecer o diagn\u00f3stico. O estudo radiol\u00f3gico convencional dos seios paranasais e rinofaringe \u00e9 uma t\u00e9cnica cada vez menos utilizada, pois n\u00e3o avalia com exatid\u00e3o a extens\u00e3o da inflama\u00e7\u00e3o. O exame de imagem de escolha para confirmar o diagn\u00f3stico e verificar a extens\u00e3o da doen\u00e7a \u00e9 a tomografia computadorizada. Deve ser utilizada para casos cr\u00f4nicos e de dif\u00edcil resposta ao tratamento cl\u00ednico. Resson\u00e2ncia magn\u00e9tica deve ser utilizada quando h\u00e1 suspeita de neoplasia ou para sinusite f\u00fangica. A endoscopia nasal \u00e9 muito \u00fatil para identifica\u00e7\u00e3o de desvio de septo, p\u00f3lipos, visualiza\u00e7\u00e3o da mucosa nasal e do aspecto da secre\u00e7\u00e3o, podendo se retirar material para bacteriologia. A pun\u00e7\u00e3o do seio maxilar com retirada de material para identifica\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria n\u00e3o \u00e9 um m\u00e9todo rotineiro, pois \u00e9 muito invasivo. A solicita\u00e7\u00e3o de um perfil para avalia\u00e7\u00e3o de defici\u00eancias imunol\u00f3gicas para pacientes com rinossinusite cr\u00f4nica e recorrente \u00e9 fundamental. H\u00e1 exames que podem ser realizados quando existe suspeita de altera\u00e7\u00e3o do transporte mucociliar.<\/p>\n<div class=\"autor-especialista\">\n<div class=\"foto-especialista\"><img src=\"http:\/\/consulte.me\/medico\/foto?medicoid=19328&amp;w=63&amp;h=92\" alt=\"foto especialista\" \/><\/div>\n<div class=\"info\"><a href=\"http:\/\/www.minhavida.com.br\/especialistas\/19328-rosane-bleivas-bergwerk\"> <strong>Dra. Rosane Bleivas Bergwerk<\/strong> <\/a> Alergologista e Imunologista &#8211; CRM 69705\/SP<\/p>\n<div class=\"especialista-mv\">especialista minha vida<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe uma tend\u00eancia atual a partir das diretrizes nacionais e internacionais em substituir o termo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11335,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/antibioticos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/antibioticos.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/antibioticos.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/antibioticos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/antibioticos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/antibioticos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/antibioticos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/antibioticos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/antibioticos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/antibioticos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Existe uma tend\u00eancia atual a partir das diretrizes nacionais e internacionais em substituir o termo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11332"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11332"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11332\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11335"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11332"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11332"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}