{"id":11162,"date":"2014-11-25T13:44:54","date_gmt":"2014-11-25T13:44:54","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=11162"},"modified":"2014-11-25T13:44:54","modified_gmt":"2014-11-25T13:44:54","slug":"chimpanzes-leem-revistas-e-curtem-aposentadoria-em-sorocaba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/chimpanzes-leem-revistas-e-curtem-aposentadoria-em-sorocaba\/","title":{"rendered":"Chimpanz\u00e9s &#8216;leem&#8217; revistas e curtem aposentadoria em Sorocaba"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/chipanze1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-11164\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/chipanze1.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Toda manh\u00e3, logo que acorda, Guga recebe uma cesta de caf\u00e9 da manh\u00e3 com itens variados, como frutas, suco, iogurte e leite. Mas nada o deixa t\u00e3o euf\u00f3rico como uma por\u00e7\u00e3o de revistas, que ele folheia p\u00e1gina por p\u00e1gina, cuidadosamente, como se entendesse cada palavra escrita. Na verdade, o interesse de Guga, um chimpanz\u00e9 de 14 anos, est\u00e1 nas fotos, desenhos e figuras que estampam as p\u00e1ginas que ele manuseia com destreza semelhante \u00e0 de um ser humano. <em>(Veja o v\u00eddeo acima)<\/em><\/p>\n<p>O habilidoso chimpanz\u00e9 vive no santu\u00e1rio mantido pelo GAP (Great Ape Project) \u2013 Projeto dos Grandes Primatas \u2013 em Sorocaba (SP), que abriga tamb\u00e9m le\u00f5es e ursos v\u00edtimas de maus-tratos em zool\u00f3gicos e circos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;O Guga est\u00e1 aqui desde o come\u00e7o do santu\u00e1rio. Ele foi acostumado a manusear revistas e jornais desde que era beb\u00ea, por isso fica t\u00e3o empolgado quando ganha esse mimo. Ele passa um temp\u00e3o folheando, parece gente&#8221;, diz a tratadora Meire Miranda, de 40 anos, respons\u00e1vel por cuidar dos primatas, principalmente dos filhotes.<\/p>\n<div class=\"frase-materia componente_materia expandido\">\n<div class=\"frase\">&#8220;As revistas t\u00eam que ter bastante desenho, figura, propaganda. Eles n\u00e3o gostam de muito texto. Por isso, as de fofocas e de celebridades s\u00e3o as preferidas&#8221;<\/div>\n<div class=\"autor\">Meire Miranda,<br \/>\ntratadora<\/div>\n<\/div>\n<p>Guga n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico que gosta de revistas. A maioria dos chimpanz\u00e9s reage com empolga\u00e7\u00e3o quando ganha um exemplar. Alguns come\u00e7am a &#8220;leitura&#8221; no ch\u00e3o mesmo, logo que pegam as revistas. Outros preferem achar um local calmo, de prefer\u00eancia no topo da &#8220;casa&#8221; onde vivem, encostados na parede. &#8220;As revistas t\u00eam que ter bastante desenho, figura, propaganda. Eles n\u00e3o gostam de muito texto. Por isso, as de fofocas e de celebridades s\u00e3o as preferidas&#8221;, revela.<\/p>\n<p>At\u00e9 os filhotes mostram interesse pelo passatempo, mesmo que ainda n\u00e3o tenham a habilidade para folhear as p\u00e1ginas. A dificuldade, depois de entregar as revistas, \u00e9 conseguir recuper\u00e1-las intactas, j\u00e1 que muitas p\u00e1ginas acabam sendo arrancadas por aqueles cuja habilidade n\u00e3o acompanha a empolga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas Meire conta que, mesmo quando consegue recuperar a revista inteira, tem que tomar o cuidado de n\u00e3o entregar a mesma no dia seguinte. &#8220;Eles percebem quando a revista \u00e9 repetida e reclamam&#8221;, garante.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 no gosto pela &#8220;leitura&#8221; que os chimpanz\u00e9s se assemelham ao ser humano. Eles apresentam varia\u00e7\u00f5es de humor e comportamento dignas de uma pessoa, o que requer aten\u00e7\u00e3o por parte dos cuidadores que trabalham no santu\u00e1rio. &#8220;Tem dias que eles acordam de mau humor, irritados, nao querem conversa. A gente tem que saber respeitar o mau humor deles. Eles tamb\u00e9m guardam rancor, mostram desprezo. Uma vez prometi pro Lucke que passaria no recinto dele para dar alguma coisa, mas por algum motivo fui embora. Ele ficou sem olhar na minha cara durante dois dias. Senti o desprezo como se fosse o de uma pessoa&#8221;, lembra.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"Santu\u00e1rio de primatas em Sorocaba (Foto: Geraldo Jr.\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/rtO9dSlhRXyFXFcC_gWxRbJDuSE=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/11\/19\/img_3199.jpg\" alt=\"Santu\u00e1rio de primatas em Sorocaba (Foto: Geraldo Jr.\/G1)\" width=\"620\" height=\"465\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><strong>Guga fica euf\u00f3rico quando ganha revistas (Foto: Geraldo Jr.\/G1)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>&#8216;Aposentadoria&#8217;<\/strong><br \/>\nO projeto do santu\u00e1rio foi criado em 2000, pelo microbiologista e empres\u00e1rio Pedro Ynterian. O primeiro morador foi justamente Guga, que, aos tr\u00eas meses, tinha sido &#8220;adotado&#8221; e criado pelo empres\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em 2006 o \u201cbra\u00e7o\u201d do GAP no Brasil passou a ser representado oficialmente pela ONG Projeto GAP \u2013 Grupo de Apoio aos Primatas. O idealizador do projeto no Brasil \u00e9 hoje o presidente internacional da organiza\u00e7\u00e3o, que tem sedes em v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p>O objetivo do projeto \u00e9 dar um lar definitivo aos animais que viviam em condi\u00e7\u00f5es inadequadas, muitas vezes sob maus-tratos. Al\u00e9m de oferecer a &#8220;aposentadoria&#8221;, o santu\u00e1rio tamb\u00e9m promove a ressocializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Jimmy (sentado na janela) &amp;#39;adotou&amp;#39; tr\u00eas filhotes que foram abandonados pela m\u00e3e (Foto: Geraldo Jr.\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/x8ucIPMhb46dFi6A893XTVID2E8=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/11\/23\/img_3289dentro_1.jpg\" alt=\"Jimmy (sentado na janela) &amp;#39;adotou&amp;#39; tr\u00eas filhotes que foram abandonados pela m\u00e3e (Foto: Geraldo Jr.\/G1)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><strong>Jimmy (sentado na janela) &#8216;adotou&#8217; tr\u00eas filhotes que<br \/>\nforam rejeitados pela m\u00e3e (Foto: Geraldo Jr.\/G1)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas, no caso dos primatas, muitas vezes os anos trabalho for\u00e7ado em circos e zool\u00f3gicos impedem que eles vivam na companhia de outros da mesma esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>&#8220;Alguns sofreram tanto e passaram tantos anos isolados que n\u00e3o conseguem se adaptar e voltar a viver em comunidade. Nestes casos, eles s\u00e3o trazidos e s\u00e3o colocados em um espa\u00e7o exclusivo. J\u00e1 tivemos caso de chimpanz\u00e9 que se automutilava por causa dos traumas que sofreu. Mas tamb\u00e9m temos o exemplo do Jimmy, que quando chegou aqui &#8216;adotou&#8217; os filhotes abandonados pela m\u00e3e por n\u00e3o saber amamentar e hoje possui uma fam\u00edlia&#8221;, explica Meire.<\/p>\n<p>Um dos h\u00f3spedes mais ilustres \u00e9 a f\u00eamea Catarina, que trabalhou por pelo menos tr\u00eas d\u00e9cadas em circos pelo pa\u00eds afora e foi figura carimbada em programas de audit\u00f3rio na TV nos anos 90. Catarina passou os \u00faltimos anos antes de ser levada para Sorocaba, em 2009, fazendo apresenta\u00e7\u00f5es em escolas vestida como crian\u00e7a. Hoje, aos 47 anos, ela aproveita a &#8220;aposentadoria&#8221; ao lado do companheiro Jango. &#8220;Ela foi criada como gente durante tantos anos que perdeu os instintos naturais&#8221;, lamenta, ap\u00f3s ter o rosto acariciado pelas m\u00e3os curiosas da chimpanz\u00e9.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"Meire recebe o carinho da chimpanz\u00e9 Catarina, que trabalhou durante d\u00e9cadas em circos e chegou a figurar em programas de audit\u00f3rio (Foto: Geraldo Jr.\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/9-2sxUdv-oOEK-z_ccyYz2aBFjc=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/11\/23\/montagem3.jpg\" alt=\"Meire recebe o carinho da chimpanz\u00e9 Catarina, que trabalhou durante d\u00e9cadas em circos e chegou a figurar em programas de audit\u00f3rio (Foto: Geraldo Jr.\/G1)\" width=\"620\" height=\"465\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><strong>Meire recebe o carinho da chimpanz\u00e9 Catarina, que trabalhou durante d\u00e9cadas em circos e foi levada para o santu\u00e1rio em 2009 (Foto: Geraldo Jr.\/G1)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Filhos e filhas<\/strong><br \/>\nA preocupa\u00e7\u00e3o com os animais faz parte de um trabalho que domina a vida de Meire h\u00e1 14 anos, quando ela trocou a carreira de eletrot\u00e9cnica para viver com os primatas. &#8220;Fui acompanhar uma colega em uma entrevista de emprego no s\u00edtio onde o Dr. Pedro morava com a mulher e o Guga, que na \u00e9poca tinha 5 meses. Ela n\u00e3o aceitou o trabalho, mas eu me apaixonei pelo macaquinho e pelo projeto do ref\u00fagio, a\u00ed decidi largar tudo para viver aqui&#8221;, conta.<\/p>\n<p>O viver, neste caso, \u00e9 literal, j\u00e1 que Meire mora dentro do santu\u00e1rio. Ela s\u00f3 deixa o lugar quando vai para a faculdade, onde faz o curso de fotografia \u2013 hobby que surgiu da mania de tirar dezenas de fotos di\u00e1rias dos primatas, que hoje estampam o calend\u00e1rio anual da entidade.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Santu\u00e1rio de primatas em Sorocaba (Foto: Geraldo Jr.\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/9B4Yj5keZE5R7rocCweZEaurbmY=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/11\/19\/img_3252.jpg\" alt=\"Santu\u00e1rio de primatas em Sorocaba (Foto: Geraldo Jr.\/G1)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><strong>A tratadora \u00e9 respons\u00e1vel por cuidar principalmente<br \/>\ndos filhotes (Foto: Geraldo Jr.\/G1)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ela visita diariamente todos os chimpanz\u00e9s, com quem conversa, chamando-os carionhosamente de filhos e filhas. Mas ela tamb\u00e9m sabe o nome, a hist\u00f3ria de vida dele e at\u00e9 a prefer\u00eancia de cada um na hora da comida. &#8220;Assim como n\u00f3s humanos, casa um prefere um tipo de comida. Uns gostam de iogurte natural, outros de morango. Uns comem um tipo de verdura e outros n\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Para dar conta de alimentar tantas bocas, a cozinha do local recebe caixas e mais caixas de frutas, legumes e verduras semanalmente. As geladeiras est\u00e3o repletas de caixas de leite, sucos, achocolatados e iogurtes. Uma cozinheira prepara a comida, que \u00e9 dada aos chimpanz\u00e9s s\u00f3 depois de Meire experimentar.<\/p>\n<p>&#8220;Aqui os animais t\u00eam acesso a uma alimenta\u00e7\u00e3o balanceada e uma vida livre dos maus-tratos que sofriam em circos e zool\u00f3gicos e dos perigos que enfrentariam no habitat deles, como predadores e ca\u00e7adores&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>&#8216;M\u00e3e adotiva&#8217;<\/strong><br \/>\nDe todos os chimpanz\u00e9s que vivem no santu\u00e1rio, um recebe aten\u00e7\u00e3o especial de Meire: o pequeno C\u00e9sar, de 10 meses. Quando nasceu, a m\u00e3e Samantha enrolou C\u00e9sar em um cobertor e o deixou abandonado no ch\u00e3o. &#8220;Como a m\u00e3e dela foi criada por humanos ela n\u00e3o desfrutou dos cuidados de uma m\u00e3e biol\u00f3gica. Por isso ela abandonou a cria e eu virei m\u00e3e adotiva&#8221;, conta.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Meire \u00e9 a 'm\u00e3e adotiva' do pequeno C\u00e9sar, de 10 meses (Foto: Geraldo Jr.\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/6FP06Zps3yASM05mGJFKmTphPDI=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/11\/23\/img_3443dentro.jpg\" alt=\"Meire \u00e9 a 'm\u00e3e adotiva' do pequeno C\u00e9sar, de 10 meses (Foto: Geraldo Jr.\/G1)\" width=\"300\" height=\"400\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><strong>Meire \u00e9 a &#8216;m\u00e3e adotiva&#8217; do pequeno C\u00e9sar, de 10<br \/>\nmeses (Foto: Geraldo Jr.\/G1)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>C\u00e9sar passa o dia em um recinto exclusivo no santu\u00e1rio, com direito a escorregador, balan\u00e7o e brinquedos de pl\u00e1sticos. \u00c0 noite vai para a casa de Meire, que mora com oito gatos e quatro c\u00e3es. &#8220;Ele dorme no quarto, em um espa\u00e7o cercado. Aos poucos estamos apresentando ele para a m\u00e3e, at\u00e9 que ela assuma a cria&#8221;, explica ela, com a propriedade de quem j\u00e1 foi &#8216;bab\u00e1 de outros nove filhotes.<\/p>\n<p>O pequeno chimpanz\u00e9 se comporta como uma crian\u00e7a quando v\u00ea a m\u00e3e adotiva. Corre para o colo dela e cai na risada quando recebe c\u00f3cegas.<\/p>\n<p>Meire espera que esse contato permane\u00e7a mesmo depois que C\u00e9sar atingir a idade adulta, o que n\u00e3o aconteceu com Guga, que ela tamb\u00e9m conheceu ainda beb\u00ea. &#8220;Passei um tempo grande sem v\u00ea-lo porque tive que cuidar da minha m\u00e3e, que estava doente. Quando voltei ele n\u00e3o me reconhecia, perdi a confian\u00e7a de ficar junto com ele. S\u00f3 com o tempo \u00e9 que ele foi lembrando das nossas brincadeiras. O tamanho e a for\u00e7a dele tamb\u00e9m s\u00e3o um agravante, ele \u00e9 muito forte, pode nos machucar mesmo sem inten\u00e7\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O \u00faltimo abra\u00e7o que ganhou de Guga, lembra ela, foi quando ele fugiu do recinto. &#8220;Quando ele me viu, correu pra cima de mim e me abra\u00e7ou. Fiquei assustada, mas foi bom sentir aquele abra\u00e7o de novo. Em seguida ele me pegou pela m\u00e3o e me levou para dentro da casa, como eu fazia com ele quando ele era beb\u00ea&#8221;, recorda.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Pedro Ynterian, criador do santu\u00e1rio, chega a dormir no mesmo recinto dos primatas (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Meire Miranda)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/Rb1-DYKaF0aGrnTK5GzfrK9__oE=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/11\/24\/5o2z3unj.jpg\" alt=\"Pedro Ynterian, criador do santu\u00e1rio, chega a dormir no mesmo recinto dos primatas (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Meire Miranda)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><strong>Pedro Ynterian, criador do santu\u00e1rio, dorme no<br \/>\nmesmo recinto dos primatas<br \/>\n(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Meire Miranda)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O \u00fanico que entra no recinto dos primatas adultos \u00e9 o presidente do GAP. &#8220;O dr. Pedro fica no santu\u00e1rio de sexta a segunda-feira. Durante os dias em que est\u00e1 aqui ele leva cesta com frutas especiais para os chimpanz\u00e9s e chega at\u00e9 a dormir no recinto com eles&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>Sem visitas<\/strong><br \/>\nO santu\u00e1rio fica instalado na altura do quil\u00f4metro 90 da Rodovia Castello Branco, em uma \u00e1rea de quase 560 mil metros quadrados cercada de verde. Al\u00e9m dos 55 chimpanz\u00e9s, 60 macacos-prego, 12 macacos-aranha, quatro gib\u00f5es, bugios, macaco-caranguejeira e saguis, o local tamb\u00e9m abriga 13 le\u00f5es e tr\u00eas ursos.<\/p>\n<p>Mas quem se interessou em conhecer os simp\u00e1ticos primatas, uma m\u00e1 not\u00edcia: o local n\u00e3o \u00e9 aberto \u00e0 visita\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. O direito dos animais \u00e0 privacidade \u00e9 uma das bandeiras defendidas pelo projeto GAP.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"Santu\u00e1rio de primatas em Sorocaba (Foto: Geraldo Jr.\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/frA44M1Zw0dI3p96dCFBPMv2MLw=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/11\/19\/img_3491.jpg\" alt=\"Santu\u00e1rio de primatas em Sorocaba (Foto: Geraldo Jr.\/G1)\" width=\"620\" height=\"465\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><strong>C\u00e9sar foi abandonado pela m\u00e3e ao nascer (Foto: Geraldo Jr.\/G1)<\/strong><\/div>\n<p>V\u00e1rios animais que hoje est\u00e3o no santu\u00e1rio vieram justamente de zool\u00f3gicos, onde recebiam a visita di\u00e1ria de centenas de pessoas. &#8220;A presen\u00e7a de gente estranha ao ambiente estressa os animais. Em um zool\u00f3gico isso acontece o tempo todo, de forma sistem\u00e1tica. Os animais s\u00f3 t\u00eam descanso \u00e0 noite. Eu sempre digo que \u00e9 como ter um monte de gente na janela da sua casa olhando voc\u00ea enquanto come, brinca, vai ao banheiro. Os animais sentem vergonha, precisam de privacidade, assim como n\u00f3s. Quando voc\u00ea est\u00e1 em um zool\u00f3gico e um macaco grita ou joga algo na sua dire\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 para brincar. \u00c9 sinal de stress&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 em que a reportagem do <strong>G1<\/strong> conheceu o santu\u00e1rio, as \u00fanicas pessoas no local al\u00e9m dos funcion\u00e1rios eram os pedreiros que trabalhavam na constru\u00e7\u00e3o de novos recintos para abrigar futuros moradores.<\/p>\n<p>O projeto GAP tenta, agora, trazer o 56\u00ba chimpanz\u00e9 para o santu\u00e1rio: o macaco Blackie, de 50 anos, que h\u00e1 40 vive no zoo de Sorocaba. A presen\u00e7a de mais um h\u00f3spede significa mais trabalho para Meire? &#8220;Amo tanto o que fa\u00e7o que n\u00e3o posso nem chamar de trabalho. Eles s\u00e3o minha fam\u00edlia. J\u00e1 falei para o dr. Pedro para construir um pequeno cemit\u00e9rio aqui. Assim, quando eu morrer, posso continuar aqui para sempre&#8221;, brinca.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"Santu\u00e1rio de primatas em Sorocaba (Foto: Geraldo Jr.\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/YUNsNRct8pnwiLoT4kNHLmoOPEk=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/11\/19\/img_3319.jpg\" alt=\"Santu\u00e1rio de primatas em Sorocaba (Foto: Geraldo Jr.\/G1)\" width=\"620\" height=\"465\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><strong>Santu\u00e1rio ocupa uma \u00e1rea de quase 560 mil metros quadrados (Foto: Geraldo Jr.\/G1)<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Toda manh\u00e3, logo que acorda, Guga recebe uma cesta de caf\u00e9 da manh\u00e3 com itens<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11164,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/chipanze1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/chipanze1.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/chipanze1.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/chipanze1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/chipanze1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/chipanze1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/chipanze1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/chipanze1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/chipanze1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/chipanze1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Toda manh\u00e3, logo que acorda, Guga recebe uma cesta de caf\u00e9 da manh\u00e3 com itens","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11162"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11162"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11162\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11164"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11162"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11162"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11162"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}