{"id":11145,"date":"2014-11-25T12:20:01","date_gmt":"2014-11-25T12:20:01","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=11145"},"modified":"2014-11-25T12:20:53","modified_gmt":"2014-11-25T12:20:53","slug":"uma-nova-educacao-para-um-novo-planeta-tem-foco-na-questao-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/uma-nova-educacao-para-um-novo-planeta-tem-foco-na-questao-ambiental\/","title":{"rendered":"Uma nova educa\u00e7\u00e3o para um novo planeta tem foco na quest\u00e3o ambiental"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/educacao_ecologica.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-11146\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/educacao_ecologica.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Por Andr\u00e9 Trigueiro*<\/p>\n<p>De que serve a educa\u00e7\u00e3o quando ela nos prepara para um mundo que n\u00e3o existe mais?<\/p>\n<p>Que parte dos conte\u00fados pedag\u00f3gicos oferecidos hoje nas escolas e universidades brasileiras consegue responder ao imenso desafio de formar cidad\u00e3os preparados para enfrentar a maior crise ambiental da hist\u00f3ria da humanidade?<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 exagero.<\/p>\n<p>A triste realidade \u00e9 que o analfabetismo ambiental continua produzindo gigantescos estragos na forma\u00e7\u00e3o de nossos jovens que, n\u00e3o raro, j\u00e1 adultos, v\u00e3o buscar no mercado cursos complementares que tentam suprir essas lacunas nos curr\u00edculos. Quem faz esses cursos por a\u00ed (alguns deles reconhecidamente s\u00e9rios como os da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas de S\u00e3o Paulo e do Rio, e da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral) costuma reagir com perplexidade ao descobrir como certas informa\u00e7\u00f5es consideradas b\u00e1sicas jamais haviam sido compartilhadas em sala de aula. E isso tem um custo pessoal e profissional enorme.<\/p>\n<p>Todas as profiss\u00f5es, sem exce\u00e7\u00e3o, demandam ajustes nas respectivas forma\u00e7\u00f5es para que saibamos lidar com as \u201cnovidades\u201d que surgem nos respectivos mercados. Isso j\u00e1 \u00e9 sabido e faz parte de um mundo em constante processo de mudan\u00e7a. Mas, em se tratando das quest\u00f5es ambientais, as \u201cnovidades\u201d \u2013 principalmente aqueles que demandam uma ampla revis\u00e3o de conceitos, m\u00e9todos e pr\u00e1ticas configurando, na verdade, uma nova cultura \u2013 v\u00eam acompanhadas de uma forte rea\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata apenas de mudan\u00e7as pontuais ou ajustes tecnol\u00f3gicos em um determinado ponto da cadeia. Estamos falando de mudan\u00e7as estruturais que configuram um novo olhar sobre a realidade que nos cerca.<\/p>\n<p>Em resumo: \u00e9 situar as limita\u00e7\u00f5es do planeta no seu radar. \u00c9 reconhecer que o atual modelo de desenvolvimento (baseado no hiperconsumo e na carboniza\u00e7\u00e3o acelerada da atmosfera) nos precipita na dire\u00e7\u00e3o do abismo. \u00c9 fazer tudo (ou quase tudo) diferente do que vinha fazendo. \u00c9 qualificar o emprego do tempo e da energia em favor da mais ampla e urgente reengenharia de processos (m\u00faltiplos e variados) que o mundo jamais viu.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-125361\" title=\"Uma nova educa\u00e7\u00e3o para um novo planeta\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/dedo-verde.jpg\" alt=\"dedo verde Uma nova educa\u00e7\u00e3o para um novo planeta\" width=\"550\" height=\"371\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 uma tarefa herc\u00falea, porque, em alguma medida, depende do engajamento de todos, mas \u00e9 inevit\u00e1vel faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Na verdade, muito timidamente, j\u00e1 est\u00e1 sendo feita. Novas profiss\u00f5es \u2013 algumas delas nem nome certo t\u00eam ainda \u2013 surgem a reboque dessa demanda do mercado para reinventar rotinas onde o \u201cbusiness as usual\u201d \u00e9 visto como amea\u00e7a real e mensur\u00e1vel \u00e0 sobreviv\u00eancia do neg\u00f3cio. Inova\u00e7\u00e3o \u00e9 a regra. Sustentabilidade \u00e9 o objetivo.<\/p>\n<p>Com o encerramento do ano letivo, est\u00e1 chegando a hora de programar o que ser\u00e1 mantido ou alterado nas grades curriculares das institui\u00e7\u00f5es de ensino em 2016, na margem de manobra poss\u00edvel levando em conta os limites impostos pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Abre-se no calend\u00e1rio escolar uma preciosa janela de oportunidade para aproximar o mundo real das salas de aula.<\/p>\n<p>Hoje falarei das escolas.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o para o consumo consciente \u00e9 o conte\u00fado mais urgente \u2013 e invis\u00edvel \u2013 nas institui\u00e7\u00f5es de ensino p\u00fablicas e privadas do Brasil. Mesmo quando a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), o Banco Mundial e outros organismos multilaterais denunciam o consumismo (o hiperconsumo que normatiza o excesso, o desperd\u00edcio e at\u00e9 a ostenta\u00e7\u00e3o) como um dos grandes vil\u00f5es ambientais da atualidade \u2013 pela retirada sistem\u00e1tica de recursos naturais n\u00e3o renov\u00e1veis fundamentais \u00e0 vida, agravamento do efeito estufa, gera\u00e7\u00e3o monumental de lixo etc \u2013, h\u00e1 meninos e meninas que passam pela escola sem associar o consumo perdul\u00e1rio \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o do planeta onde vive. Ser\u00e3o adultos possivelmente infelizes, por acharem que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7ar a realiza\u00e7\u00e3o pessoal acumulando bens e posses, e certamente engrossar\u00e3o as fileiras dos inadimplentes (\u201cnegativados\u201d) se n\u00e3o aprenderem a tempo a evitar as tenta\u00e7\u00f5es do \u201ccr\u00e9dito f\u00e1cil\u201d para realizar sonhos de consumo descart\u00e1veis e perec\u00edveis.<\/p>\n<p>Em meio \u00e0 avalanche de apelos publicit\u00e1rios dirigidos ao p\u00fablico infantil, com menos restri\u00e7\u00f5es do que se verifica na maioria dos pa\u00edses do Hemisf\u00e9rio Norte, os brasileirinhos poderiam se proteger melhor desse bombardeio onde o debate sobre \u201cconsumo consciente\u201d for estimulado, inclusive com a participa\u00e7\u00e3o dos pais ou respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>Recomendamos como fonte para esse ponto espec\u00edfico da reforma na grade curricular a Rede de Aprendizagem e Mobiliza\u00e7\u00e3o de Professores e Alunos para o Consumo Consciente do <a href=\"http:\/\/edukatu.org.br\/\" target=\"_blank\">Instituto Akatu<\/a> (Edukatu) e o <a href=\"http:\/\/alana.org.br\/\" target=\"_blank\">Instituto Alana<\/a>.<\/p>\n<p>O exerc\u00edcio da \u201cpegada ecol\u00f3gica\u201d traz esse assunto para o cotidiano de nossas vidas, medindo os impactos causados pelos h\u00e1bitos de consumo de cada aluno sobre a capacidade de suporte do planeta. Em resumo: ao responder a um question\u00e1rio, o software, gratuito e dispon\u00edvel na internet \u2013 recomendamos o da organiza\u00e7\u00e3o<a href=\"http:\/\/www.footprintnetwork.org\/en\/index.php\/GFN\/page\/calculators\/\" target=\"_blank\"> Global Footprint Network<\/a>, com perguntas traduzidas para o portugu\u00eas \u2013 informa automaticamente qual seria o estado do planeta hoje se todos no mundo fossem iguais a voc\u00ea, e o que seria poss\u00edvel fazer para mudar essa situa\u00e7\u00e3o. Vale a pena dedicar algum tempo para responder a perguntas simples, como \u201conde mora\u201d, \u201cmeio de transporte utilizado\u201d, \u201co que costuma comer\u201d, \u201cquanto consome de energia el\u00e9trica?\u201d. O resultado enseja debates invariavelmente instigantes que nos predisp\u00f5em a entender por que, nesta nave azul chamada \u201cTerra\u201d, somos efetivamente \u201ctripulantes\u201d (ativos) e n\u00e3o \u201cpassageiros\u201d (passivos).<\/p>\n<p>Mais de um professor j\u00e1 me convidou para conhecer de perto a atividade desenvolvida em sua escola p\u00fablica ou particular onde j\u00e1 se pratica a reciclagem dos res\u00edduos. Fala-se sobre nossa responsabilidade em rela\u00e7\u00e3o ao lixo (o que \u00e9 positivo), mas ignora-se de onde ele vem e por qu\u00ea. A reciclagem nunca ser\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o em si mesma, mas um paliativo, uma medida importante para reduzir o estoque de res\u00edduos que n\u00e3o merecem ser chamados de \u201clixo\u201d por terem ainda utilidade e serventia. Li\u00e7\u00e3o que precisa vir junto: quanto mais consumimos, mais lixo geramos. E isso tem um custo econ\u00f4mico, social e ambiental.<\/p>\n<p>O entendimento que de que a vida se resolve em ciclos interligados e interdependentes \u2013 poder\u00edamos chamar a isso de \u201cvis\u00e3o sist\u00eamica\u201d \u2013 poderia inspirar atividades ao ar livre onde o centro das aten\u00e7\u00f5es fosse uma horta comunit\u00e1ria. A \u201chorta-escola\u201d j\u00e1 foi institu\u00edda com sucesso em v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es onde as crian\u00e7as mexem na terra, plantam sementes, cultivam as plantas, participam do preparo dos alimentos que v\u00eam da horta e ainda reaproveitam o lixo org\u00e2nico no processo de aduba\u00e7\u00e3o. Preciosos ensinamentos sobre os ciclos da natureza s\u00e3o eternizados em uma atividade l\u00fadica e particularmente instrutiva nas cidades, onde boa parte das crian\u00e7as nunca enxerga terra por perto e cultiva uma compreens\u00edvel avers\u00e3o por esse elemento b\u00e1sico da natureza, associando-o a algo \u201csujo\u201d. Analfabetismo ambiental d\u00e1 nisso.<\/p>\n<p>Nesse contexto, \u00e9 preciso escolher com muito cuidado o destino das visitas guiadas, aquelas excurs\u00f5es que permitem a realiza\u00e7\u00e3o de atividades extraclasse com alguma finalidade pedag\u00f3gica. Esta \u00e9 uma oportunidade \u00fanica para tangibilizar a crise ambiental, aproxim\u00e1-la sensorialmente dessa juventude, invariavelmente intoxicada pela virtualidade imposta em longas jornadas na internet. \u00c9 uma aventura emocionante descobrir que essa crise tem cor, cheiro e impressiona a vis\u00e3o. Que tal uma visita a um aterro de lixo? Verificar \u201cin loco\u201d para onde v\u00e3o os res\u00edduos, como eles s\u00e3o processados, os odores de uma montanha de lixo com mais de 50 metros de altura. Como \u00e9 importante reconhecer os impactos que esses res\u00edduos causam \u00e0 natureza e ao or\u00e7amento dos munic\u00edpios!<\/p>\n<p>Por que n\u00e3o agendar uma visita a alguma esta\u00e7\u00e3o de tratamento de \u00e1gua? L\u00e1 ser\u00e1 poss\u00edvel comparar a \u00e1gua do manancial que entra na esta\u00e7\u00e3o, invariavelmente polu\u00edda, com aquela que sai tratada (transparente, inodora, ins\u00edpida e segura para o consumo humano). Conhecer os custos crescentes do tratamento, o arsenal de \u201carmas qu\u00edmicas\u201d utilizadas (cloro, algicida, sulfato de alum\u00ednio etc) para torn\u00e1-la pot\u00e1vel e a demanda cada vez maior por \u00e1gua limpa nas cidades onde o saneamento b\u00e1sico \u00e9, invariavelmente, sofr\u00edvel.<\/p>\n<p>Os par\u00e2metros curriculares do MEC estabelecem que a educa\u00e7\u00e3o ambiental deve ser aplicada de forma transversal, alcan\u00e7ando todos os professores de todas as disciplinas. Isso s\u00f3 d\u00e1 resultado onde h\u00e1 planejamento. O ponto de partida \u00e9 o reconhecimento de como estamos defasados em conte\u00fados e m\u00e9todos para alcan\u00e7ar esse objetivo da melhor maneira poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Que tal fazer algo diferente em 2016?<\/p>\n<p><em>* <strong>Andr\u00e9 Trigueiro<\/strong> \u00e9 jornalista com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o Ambiental pela Coppe-UFRJ onde hoje leciona a disciplina geopol\u00edtica ambiental, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC-RJ, autor do livro Mundo Sustent\u00e1vel \u2013 Abrindo Espa\u00e7o na M\u00eddia para um Planeta em Transforma\u00e7\u00e3o, coordenador editorial e um dos autores dos livros Meio Ambiente no S\u00e9culo XXI, e Espiritismo e Ecologia, lan\u00e7ado na Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, pela Editora FEB, em 2009. \u00c9 apresentador do Jornal das Dez e editor chefe do programa Cidades e Solu\u00e7\u00f5es, da Globo News. \u00c9 tamb\u00e9m comentarista da R\u00e1dio CBN e colaborador volunt\u00e1rio da R\u00e1dio Rio de Janeiro.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Andr\u00e9 Trigueiro* De que serve a educa\u00e7\u00e3o quando ela nos prepara para um mundo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11146,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/educacao_ecologica.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/educacao_ecologica.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/educacao_ecologica.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/educacao_ecologica.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/educacao_ecologica.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/educacao_ecologica.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/educacao_ecologica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/educacao_ecologica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/educacao_ecologica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/educacao_ecologica.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Andr\u00e9 Trigueiro* De que serve a educa\u00e7\u00e3o quando ela nos prepara para um mundo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11145"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11145"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11145\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11146"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11145"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11145"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11145"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}