{"id":11108,"date":"2014-11-24T12:02:03","date_gmt":"2014-11-24T12:02:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=11108"},"modified":"2014-11-24T12:02:03","modified_gmt":"2014-11-24T12:02:03","slug":"biocombustiveis-chegou-a-hora-das-fontes-sustentaveis-de-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/biocombustiveis-chegou-a-hora-das-fontes-sustentaveis-de-energia\/","title":{"rendered":"Biocombust\u00edveis: chegou a hora das fontes sustent\u00e1veis de energia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/biocombustivel.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-11109\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/biocombustivel.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Atualmente h\u00e1 uma forte press\u00e3o mundial para o desenvolvimento de matrizes energ\u00e9ticas mais limpas e o Brasil pode ganhar destaque exponencial se concentrar esfor\u00e7os nessa causa, j\u00e1 que as condi\u00e7\u00f5es naturais da regi\u00e3o permitem a produ\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es renov\u00e1veis. No entanto, embora haja a necessidade de desenvolvimento de outras solu\u00e7\u00f5es mais sustent\u00e1veis, que tragam respostas \u00e0 press\u00e3o social e ambiental, h\u00e1 um impedimento de custo para estas aplica\u00e7\u00f5es, que ainda se encontram em um n\u00edvel de competitividade muito distante, por exemplo, da energia hidrel\u00e9trica.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 quase autossuficiente na produ\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e se destaca por obter 75% de sua produ\u00e7\u00e3o el\u00e9trica por meio de usinas hidrel\u00e9tricas, uma das matrizes mais limpas do Planeta. Ainda assim, o Pa\u00eds n\u00e3o se encontra em uma posi\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel, j\u00e1 que corre um s\u00e9rio risco de estagna\u00e7\u00e3o em virtude da falta de uma coesa pol\u00edtica de concess\u00e3o e de grandes investimentos em novas tecnologias para que se destaque no mercado.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de novas usinas hidrel\u00e9tricas, por exemplo, esbarra em s\u00e9rios problemas de aprova\u00e7\u00e3o ambiental e est\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil obter licenciamento para esta finalidade. Al\u00e9m disso, o setor de energia el\u00e9trica, um dos mais estrat\u00e9gicos da matriz brasileira, vem passando por um per\u00edodo de inseguran\u00e7a quanto a novos investimentos em infraestrutura, em raz\u00e3o dos ajustes tarif\u00e1rios e das renova\u00e7\u00f5es dos contratos de concess\u00f5es nas \u00e1reas de transmiss\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 dentre as matrizes energ\u00e9ticas renov\u00e1veis, temos que destacar a for\u00e7a dos biocombust\u00edveis. Os dois principais utilizados no Brasil s\u00e3o o etanol e o biodiesel. Segundo a Petrobras Biocombust\u00edvel, at\u00e9 2018 est\u00e3o previstos investimentos de US$ 2,3 bi para ampliar a produ\u00e7\u00e3o dessas fontes de energia. No caso do biodiesel, a Petrobras afirma que as usinas pr\u00f3prias e parceiras possuem, juntas, capacidade de produ\u00e7\u00e3o de 821 milh\u00f5es de litros\/ano. O biodiesel pode ser produzido a partir de diferentes esp\u00e9cies oleaginosas, como a mamona, o dend\u00ea, a canola, o girassol, o amendoim, a soja e o algod\u00e3o, al\u00e9m de mat\u00e9rias-primas de origem animal como o sebo bovino e gordura su\u00edna. Desde 2010, todo o diesel comercializado no Brasil cont\u00e9m 5% de biodiesel.<\/p>\n<p>J\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o ao etanol, gerado a partir da cana-de-a\u00e7\u00facar, tem o menor custo de produ\u00e7\u00e3o e o maior rendimento em litros por hectare do produto. O Brasil, inclusive, \u00e9 o l\u00edder mundial na produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar e o maior gerador mundial de etanol \u00e0 base deste insumo. Desta forma, vem conquistando cada vez mais o mercado externo com essa alternativa energ\u00e9tica. Segundo a publica\u00e7\u00e3o da KPMG Internacional \u201cCadeia agr\u00edcola e de alimentos: entrando em uma nova era de coopera\u00e7\u00e3o\u201d (The agricultural and food value chain: entering a new era of cooperation), o Brasil \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds em que a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edvel n\u00e3o deve estagnar.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o relat\u00f3rio da KPMG (rede global que presta servi\u00e7os de Audit, Tax e Advisory), a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis estagnou no mundo desde 2010. Apenas no Brasil, h\u00e1 uma previs\u00e3o de crescimento, com o cultivo de cana-de-a\u00e7\u00facar ultrapassando nove milh\u00f5es de hectares de \u00e1rea plantada no ano que vem. Outro ponto que podemos destacar \u00e9 que na produ\u00e7\u00e3o deste biocombust\u00edvel, todos os subprodutos da cana s\u00e3o aproveitados e, com a queima do baga\u00e7o da cana, h\u00e1 a cogera\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<p>H\u00e1, tamb\u00e9m, pesquisas para o uso comercial do etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o, conhecido como o etanol do futuro, com o aproveitamento da celulose existente no baga\u00e7o. O desenvolvimento nessa \u00e1rea possibilitaria ampliar a capacidade de produ\u00e7\u00e3o em at\u00e9 40% sem aumentar as \u00e1reas plantadas de canavial, trazendo mais produtividade, efici\u00eancia e sustentabilidade no ciclo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que aumentam as preocupa\u00e7\u00f5es sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e os desafios ligados ao desenvolvimento sustent\u00e1vel, a demanda por fontes de energias mais limpas se intensifica. O Brasil re\u00fane caracter\u00edsticas que podem al\u00e7\u00e1-lo ao topo do fornecimento de energia mundial e, dessa forma, o agroneg\u00f3cio pode se beneficiar e confirmar o posto de um dos setores mais importantes da economia nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualmente h\u00e1 uma forte press\u00e3o mundial para o desenvolvimento de matrizes energ\u00e9ticas mais limpas e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11109,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/biocombustivel.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/biocombustivel.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Atualmente h\u00e1 uma forte press\u00e3o mundial para o desenvolvimento de matrizes energ\u00e9ticas mais limpas e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11108"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11108"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11108\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11109"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11108"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}