{"id":110954,"date":"2019-08-14T08:00:09","date_gmt":"2019-08-14T11:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=110954"},"modified":"2019-08-13T19:12:23","modified_gmt":"2019-08-13T22:12:23","slug":"pesquisa-do-instituto-mamiraua-investiga-caca-ilegal-de-peixe-boi-amazonico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisa-do-instituto-mamiraua-investiga-caca-ilegal-de-peixe-boi-amazonico\/","title":{"rendered":"Pesquisa do Instituto Mamirau\u00e1 investiga ca\u00e7a ilegal de peixe-boi-amaz\u00f4nico"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/peixe-boi.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-110955\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/peixe-boi-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/peixe-boi-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/peixe-boi.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Dados s\u00e3o coletados desde 2017 em reservas de desenvolvimento sustent\u00e1vel da regi\u00e3o do M\u00e9dio Solim\u00f5es, na Amaz\u00f4nia Central<\/em><\/p>\n<p>Soltura-da-Helena-credito-Amanda-Lelis-119<br \/>\nLevantamentos fazem parte de trabalho do Grupo de Pesquisa em Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos Amaz\u00f4nicos, que monitora esp\u00e9cies nas reservas (Foto: Amanda Lelis)<\/p>\n<p>O peixe-boi-amaz\u00f4nico (Trichechus inunguis) \u00e9 uma esp\u00e9cie de mam\u00edfero aqu\u00e1tico que ocorre apenas na bacia amaz\u00f4nica e pode pesar at\u00e9 450 quilos. Ca\u00e7ada intensamente a partir dos anos de 1500, a esp\u00e9cie \u00e9 considerada vulner\u00e1vel \u00e0 extin\u00e7\u00e3o pela Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>A carne do peixe-boi de \u00e1gua doce \u00e9 altamente apreciada e consumida tradicionalmente em comunidades ribeirinhas da Amaz\u00f4nia. Por isso, mesmo com a proibi\u00e7\u00e3o de sua ca\u00e7a desde 1967 no Brasil, o consumo do animal por humanos ainda acontece em regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia afastadas dos grandes centros urbanos.<\/p>\n<p>Com o objetivo de tra\u00e7ar um panorama da amea\u00e7a \u00e0 esp\u00e9cie na regi\u00e3o do M\u00e9dio Solim\u00f5es, na Amaz\u00f4nia Central e para melhor desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o na \u00e1rea, a pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos do Instituto Mamirau\u00e1, Hilda Ch\u00e1vez coleta dados de eventos de ca\u00e7a do peixe-boi na \u00e1rea desde 2017.<\/p>\n<p>Os resultados levantados desde ent\u00e3o foram divulgados em pesquisa apresentada no 16\u00ba Simp\u00f3sio sobre Conserva\u00e7\u00e3o e Manejo Participativo na Amaz\u00f4nia (Simcon), em julho. O estudo apontou que de janeiro de 2017 a abril de 2019 ocorreram 95 eventos de ca\u00e7a nas reservas de desenvolvimento sustent\u00e1vel Mamirau\u00e1 e Aman\u00e3.<\/p>\n<p>\u201cO resultado n\u00e3o \u00e9 um total bruto, pois \u00e9 muito prov\u00e1vel que existam eventos de morte n\u00e3o declarados\u201d, atesta a pesquisa de coautoria da especialista em mam\u00edferos aqu\u00e1ticos amaz\u00f4nicos Dra. Miriam Marmontel.<\/p>\n<p>O n\u00famero foi obtido a partir de conversas informais com os pr\u00f3prios pescadores e por relatos de Agentes Ambientais Volunt\u00e1rios (AAVs) que atuam nas duas unidades de conserva\u00e7\u00e3o. As pesquisadoras tamb\u00e9m obt\u00eam informa\u00e7\u00f5es de como se d\u00e3o os eventos de ca\u00e7a, os locais onde ocorrem com maior frequ\u00eancia, e se os produtos s\u00e3o comercializados ou n\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o ambiental para diminui\u00e7\u00e3o da ca\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA ca\u00e7a \u00e9 ilegalizada, mas a realidade \u00e9 outra. Ela existe e n\u00e3o podemos negar isso. Por isso reunimos esses dados\u201d, explica Hilda, que tamb\u00e9m afirma que h\u00e1 formas de remo\u00e7\u00e3o mais perigosas \u00e0 esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 comum, por exemplo, que os filhotes emalhados nas redes de pesca sejam utilizados para atrair a as f\u00eameas lactantes e quando os filhotes e f\u00eameas s\u00e3o retirados do ambiente, o ciclo reprodutivo da esp\u00e9cie \u00e9 mais abalado e, consequentemente, o risco \u00e0 esp\u00e9cie aumenta\u201d, afirma a pesquisadora, que procura esclarecer os pescadores sobre essa e outras informa\u00e7\u00f5es acerca da esp\u00e9cie para amenizar o impacto sobre o peixe-boi-amaz\u00f4nico.<\/p>\n<p>A pesquisadora diz que foi identificada uma menor tend\u00eancia de transfer\u00eancia das t\u00e9cnicas de ca\u00e7a do animal a gera\u00e7\u00f5es mais novas, o que \u00e9 um bom indicativo. Ainda assim, atesta: \u201cExistem pescadores que dominam essas t\u00e9cnicas, ent\u00e3o o trabalho \u00e9 grande para erradicar a ca\u00e7a. \u201d<\/p>\n<p><strong>Crescimento populacional<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Hilda, os relatos dos comunit\u00e1rios dos \u00faltimos dois anos podem indicar um crescimento populacional do peixe-boi-amaz\u00f4nico na \u00e1rea. \u201cEm 2017 eles relatavam que era muito dif\u00edcil encontrar, em 2018 j\u00e1 falavam que estava tendo mais peixe-boi e agora, em 2019, ainda mais\u201d, diz.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o, explica a bi\u00f3loga, \u00e9 que a maior quantidade de esp\u00e9cimes nos rios e lagos possam eventualmente implicar em um aumento da ca\u00e7a. \u201cSe h\u00e1 mais peixe-boi, \u00e9 porque a ca\u00e7a diminuiu. Mas agora pode acontecer um efeito inverso. Os comunit\u00e1rios veem que tem muito, ent\u00e3o podem acabar pensando que por isso podem ca\u00e7ar\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Por isso, a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o ambiental, esta muitas vezes realizada pelos pr\u00f3prios comunit\u00e1rios que tamb\u00e9m atuam como agentes ambientais volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Desafios da pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>Para conseguir os relatos de eventos de ca\u00e7a, a bi\u00f3loga passa por momentos desafiadores em suas expedi\u00e7\u00f5es de pesquisa nas comunidades. \u201c\u00c9 preciso criar uma rela\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo e de confian\u00e7a. Ainda assim, muitos t\u00eam medo de fiscaliza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o fornecem as informa\u00e7\u00f5es\u201d, explica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a pesquisadora afirma que a falta de recursos para passar per\u00edodos mais longos na reserva tamb\u00e9m dificulta a coleta mais precisa dessas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados s\u00e3o coletados desde 2017 em reservas de desenvolvimento sustent\u00e1vel da regi\u00e3o do M\u00e9dio Solim\u00f5es,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":110955,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/peixe-boi.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/peixe-boi-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/peixe-boi-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/peixe-boi.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/peixe-boi.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/peixe-boi.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/peixe-boi.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/peixe-boi.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/peixe-boi.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/peixe-boi.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Dados s\u00e3o coletados desde 2017 em reservas de desenvolvimento sustent\u00e1vel da regi\u00e3o do M\u00e9dio Solim\u00f5es,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110954"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110954"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110954\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/110955"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110954"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110954"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110954"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}