{"id":110874,"date":"2019-08-13T07:00:05","date_gmt":"2019-08-13T10:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=110874"},"modified":"2019-08-12T21:39:15","modified_gmt":"2019-08-13T00:39:15","slug":"como-a-internet-das-arvores-mantem-vivo-um-toco-sem-galhos-ou-folhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-a-internet-das-arvores-mantem-vivo-um-toco-sem-galhos-ou-folhas\/","title":{"rendered":"Como a &#8216;internet das \u00e1rvores&#8217; mant\u00e9m vivo um toco sem galhos ou folhas"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/arvore-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-110875\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/arvore-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/arvore-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/arvore-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Dois bot\u00e2nicos caminhavam por uma floresta na Nova Zel\u00e2ndia quando de repente encontraram algo extraordin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Era um toco de \u00e1rvore com sinais de vida.<\/p>\n<p>&#8220;Como um especialista em plantas, se vejo uma com vida, mesmo que n\u00e3o tenha folhas, imediatamente me chama a aten\u00e7\u00e3o. De onde ela obt\u00e9m seus carboidratos?&#8221;, questionou o bot\u00e2nico Sebastian Leuzinger, da Universidade de Tecnologia de Auckland, na Nova Zel\u00e2ndia.<\/p>\n<p>&#8220;Pouqu\u00edssimas plantas conseguem sobreviver se n\u00e3o tiverem folhas verdes para fotoss\u00edntese, ent\u00e3o, aquele toco de \u00e1rvore que claramente apresentava tecidos vivos nos intrigou quando caminh\u00e1vamos na floresta&#8221;, acrescentou Leuzinger em entrevista \u00e0 BBC News Mundo, servi\u00e7o em espanhol da BBC.<\/p>\n<figure class=\"media-portrait has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/7808\/production\/_108282703_a5d779b8-66c7-4a5b-bbc4-dd7656442ea6.png\" alt=\"Sebastian Leuzinger junto ao toco de kauri\" width=\"639\" height=\"757\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">SEBASTIAN LEUZINGER<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Sebastian Leuzinger (foto) e Martin Bader descobriram que a \u00e1gua ainda estava fluindo no toco<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Leuzinger e o outro bot\u00e2nico que o acompanhava, Martin Bader, decidiram estudar aquele tronco misterioso.<\/p>\n<p>E descobriram algo surpreendente, que descrevem em um novo estudo: o toco \u00e9 mantido vivo gra\u00e7as a outras \u00e1rvores da mesma esp\u00e9cie, com as quais compartilha \u00e1gua em uma sincronia inacredit\u00e1vel.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">O majestoso kauri<\/h2>\n<p>O toco encontrado pelos bot\u00e2nicos \u00e9 de uma esp\u00e9cie ic\u00f4nica e end\u00eamica (que n\u00e3o existe naturalmente em outros lugares) na Nova Zel\u00e2ndia: o kauri (<i>Agathis australis<\/i>).<\/p>\n<p>O exemplar mais not\u00f3rio dos kauris talvez seja a \u00e1rvore conhecida como Tane Mahuta, termo que designa na mitologia maori o deus das aves e das florestas.<\/p>\n<figure class=\"media-portrait has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/13EDA\/production\/_108262618_kauri10.jpg\" alt=\"O famoso kauri, conhecido como Tane Mahuta\" width=\"640\" height=\"933\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">GETTY IMAGES<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Tane Mahuta, o kauri mais famoso, mede 51,2 metros<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Localizada na floresta de Waipoua, a Tane Mahuta \u00e9 o maior kauri que se conhece hoje. Tem 51,2 metros de altura e uma circunfer\u00eancia de aproximadamente 14 metros. Ningu\u00e9m sabe quantos anos tem, mas acredita-se que a \u00e1rvore tenha nascido entre 1.250 e 2.500 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m sabe tampouco como era o kauri que foi derrubado, deixando o intrigante toco estudado por Leuzinger e Bader.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">A sincronia da \u00e1gua<\/h2>\n<p>O toco de \u00e1rvore e os kauris ao redor dele est\u00e3o sincronizados hidraulicamente, conforme descobriram os bot\u00e2nicos.<\/p>\n<p>E o fluxo de \u00e1gua varia. Se a seiva das \u00e1rvores vizinhas flui mais r\u00e1pido, a do toco flui mais lentamente.<\/p>\n<p>Mas se o fluxo das \u00e1rvores vizinhas \u00e9 reduzido durante a noite, por exemplo, o fluxo da seiva no toco \u00e9 acelerado.<\/p>\n<p>Os cientistas acreditam que as \u00e1rvores devem ser conectadas por meio de suas ra\u00edzes, que se fundem, algo que \u00e9 observado em muitas outras esp\u00e9cies.<\/p>\n<figure class=\"media-portrait has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/9F18\/production\/_108282704_2d44dc33-e7e1-47b9-af64-bfc8c04d4af6.png\" alt=\"Martin Bader midiendo el flujo de agua en uno de los \u00e1rboles vecinos al toc\u00f3n\" width=\"639\" height=\"757\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">SEBASTIAN LEUZINGER<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Martin Bader (foto) e Lutzinger mediram o fluxo de \u00e1gua dos kauris vizinhos para o toco<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Sabe-se que as \u00e1rvores est\u00e3o conectadas no subsolo e possuem rela\u00e7\u00f5es simbi\u00f3ticas ou mutuamente ben\u00e9ficas com fungos chamados micorrizas (termo que significa &#8220;raiz de fungo&#8221;).<\/p>\n<p>Esses fungos em simbiose com as ra\u00edzes fornecem nutrientes \u00e0s \u00e1rvores em troca de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>E conectam as \u00e1rvores em uma intricada rede, fen\u00f4meno popularmente conhecido como &#8220;internet das \u00e1rvores&#8221; ou &#8220;wood wide web&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 sab\u00edamos que h\u00e1 uma troca de carbono e nutrientes entre as \u00e1rvores, principalmente por meio de micorrizas&#8221;, explica Leuzinger.<\/p>\n<p>&#8220;Mas a verdadeira novidade do estudo \u00e9 a descoberta do interc\u00e2mbio de \u00e1gua.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">O mist\u00e9rio da \u00e1gua<\/h2>\n<p>&#8220;A partir de nossas medi\u00e7\u00f5es do fluxo de \u00e1gua no tecido do toco e nas \u00e1rvores vizinhas, podemos concluir que os tecidos que conduzem a \u00e1gua devem ser fundidos sob a superf\u00edcie&#8221;, disse Leuzinger \u00e0 BBC News Mundo.<\/p>\n<p>Para obter uma prova direta, seria preciso cavar e chegar at\u00e9 as ra\u00edzes.<\/p>\n<p>A grande quest\u00e3o \u00e9 como o toco consegue fazer a \u00e1gua fluir em seu interior.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/C628\/production\/_108282705_d6635635-6450-463b-8042-070871e80152.jpg\" alt=\"Toco de kauri de frente\" width=\"638\" height=\"638\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">SEBASTIAN LEUZINGER<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Toco visto de frente &#8211; ainda n\u00e3o se sabe como ele consegue fazer a \u00e1gua fluir no seu interior<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>A \u00e1gua \u00e9 transportada pelas \u00e1rvores quando o l\u00edquido evapora das folhas e mais \u00e1gua \u00e9 absorvida pelas ra\u00edzes. Esse fen\u00f4meno \u00e9 conhecido como transpira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O caso do toco &#8220;\u00e9 um verdadeiro mist\u00e9rio&#8221;, segundo Leuzinger, j\u00e1 que este mecanismo n\u00e3o pode ocorrer porque n\u00e3o h\u00e1 folhas.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Quais s\u00e3o as vantagens?<\/h2>\n<p>Leuzinger e Bader ainda buscam respostas para muitas perguntas.<\/p>\n<p>Como voc\u00ea determina quanto cada \u00e1rvore contribui individualmente e quanto recebe da comunidade? Qu\u00e3o comuns s\u00e3o esses &#8220;tocos vivos&#8221;? Como as ra\u00edzes se fundem? O que isso significa em termos ecol\u00f3gicos para o funcionamento da floresta e a mortalidade em caso de seca?<\/p>\n<p>Outra grande quest\u00e3o \u00e9 por que \u00e1rvores inteiras vivas mant\u00eam seu vizinho moribundo. Quais s\u00e3o as vantagens do ponto de vista evolutivo?<\/p>\n<p>Os bot\u00e2nicos descrevem v\u00e1rias explica\u00e7\u00f5es poss\u00edveis em seu estudo, publicado na revista cient\u00edfica Science.<\/p>\n<p>&#8220;Uma possibilidade \u00e9 que \u00e1rvores inteiras tenham acesso a um sistema de ra\u00edzes maior, o que reduz o risco de serem derrubadas em caso de ventos fortes&#8221;, diz Leuzinger.<\/p>\n<p>&#8220;Outra raz\u00e3o pode ser que ocupar mais espa\u00e7o no n\u00edvel das ra\u00edzes impede o estabelecimento de outras esp\u00e9cies.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Ou talvez seja dif\u00edcil para as \u00e1rvores identificar quais delas n\u00e3o est\u00e3o mais fornecendo carbono \u00e0 rede.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Superorganismos<\/h2>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 imprensa americana, Leuzinger afirmou que &#8220;provavelmente sabemos mais sobre a superf\u00edcie da Lua do que sobre como uma \u00e1rvore funciona internamente&#8221;.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/ED38\/production\/_108282706_787e0bfd-5e43-4c31-80b9-6d12d3db6fea.jpg\" alt=\"Toco de kauri\" width=\"640\" height=\"640\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">SEBASTIAN LEUZINGER<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">A face oposta do toco &#8211; sua exist\u00eancia \u00e9 outra prova de que as \u00e1rvores &#8216;se d\u00e3o as m\u00e3os&#8217; no subsolo<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Leutzinger acredita que as \u00e1rvores inteiras provavelmente n\u00e3o perceberam que o toco sem folhas n\u00e3o contribui mais para a rede subterr\u00e2nea.<\/p>\n<p>O estudo levanta quest\u00f5es profundas sobre o que \u00e9, na verdade, uma floresta.<\/p>\n<p>Se outras esp\u00e9cies operam com redes semelhantes e mant\u00eam os tocos vivos como o do kauri, &#8220;isso significa que n\u00e3o devemos ver uma floresta como um conjunto de \u00e1rvores individuais&#8221;, afirma Leuzinger \u00e0 BBC News Mundo.<\/p>\n<p>&#8220;Pelo contr\u00e1rio, as florestas devem ser vistas como superorganismos.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois bot\u00e2nicos caminhavam por uma floresta na Nova Zel\u00e2ndia quando de repente encontraram algo extraordin\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":110875,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/arvore-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/arvore-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/arvore-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/arvore-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/arvore-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/arvore-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/arvore-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/arvore-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/arvore-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/arvore-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Dois bot\u00e2nicos caminhavam por uma floresta na Nova Zel\u00e2ndia quando de repente encontraram algo extraordin\u00e1rio.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110874"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110874"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110874\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/110875"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110874"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110874"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110874"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}