{"id":110821,"date":"2019-08-12T08:57:22","date_gmt":"2019-08-12T11:57:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=110821"},"modified":"2019-08-12T08:57:22","modified_gmt":"2019-08-12T11:57:22","slug":"o-maior-jacare-que-existiu-viveu-no-acre-ha-10-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-maior-jacare-que-existiu-viveu-no-acre-ha-10-milhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"O maior jacar\u00e9 que existiu viveu no Acre h\u00e1 10 milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/tiranossauroi.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-110824\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/tiranossauroi-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/tiranossauroi-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/tiranossauroi.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>H\u00e1 pouco mais de um m\u00eas, no in\u00edcio de julho, deu-se um fato curioso no munic\u00edpio de Brasil\u00e9ia, estado do Acre. Robson Cavalcante, um garoto de 11 anos, estava pescando com seu pai numa margem do rio Acre quando pisou em algo estranho. \u201cEstava pescando, a\u00ed pisei em alguma coisa diferente e chamei meu pai. Ele cavou um pouco e eu achei que era um dinossauro\u201d, disse o menino.<\/p>\n<p>O pai da crian\u00e7a, o carpinteiro Jos\u00e9 Milit\u00e3o, voltou ao local no dia seguinte para escavar melhor e ficou impressionado com o que descobriu. \u201cUsei enxada e picareta e fui descobrindo que era um f\u00f3ssil. Fiz com bastante cuidado para n\u00e3o danificar.\u201d<\/p>\n<p>O que Robson havia encontrado n\u00e3o era um dinossauro. N\u00e3o obstante, tratavam-se dos restos de um monstro. Era a mand\u00edbula inferior de um purussauro, o maior jacar\u00e9 que existiu.<\/p>\n<figure id=\"attachment_70665\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-70665\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-70665\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/escavadores.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/escavadores.jpg 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/escavadores-255x300.jpg 255w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"751\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-70665\" class=\"wp-caption-text\">Menino Robson e seu pai dentro da mand\u00edbula inferior de um purussauro.\u00a0Foto: Arquivo pessoal\/Raylanderson Frota.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A not\u00edcia da descoberta de um dinossauro se espalhou-se pelas ruas de Brasil\u00e9ia. N\u00e3o tardou para o boato adquirir musculatura suficiente para reverberar h\u00e1 mais de 200 quil\u00f4metros dali, na capital do estado, Rio Branco, mais especificamente no Laborat\u00f3rio de Paleontologia da Universidade Federal do Acre (UFAC). Foi assim que o paleont\u00f3logo Jonas Filho ficou sabendo do achado, e foi investig\u00e1-lo.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um jacar\u00e9 purussauro, um dos maiores que j\u00e1 existiram na Amaz\u00f4nia, h\u00e1 cerca de 8 milh\u00f5es. \u00c9 uma mand\u00edbula completa. Parece que al\u00e9m da mand\u00edbula, tem um cr\u00e2nio que est\u00e1 sendo exposto\u201d, afirmou o paleont\u00f3logo. A mand\u00edbula fossilizada tem mais de um metro de comprimento, o que d\u00e1 as dimens\u00f5es da bocarra assustadora que tinha o bicho.<\/p>\n<p>Nos dias seguintes, Jonas Filho tratou de coletar com cuidado o bloco de rocha contendo o f\u00f3ssil, transportando-o das barrancas do rio Acre \u00e0 bancada de trabalho de seu laborat\u00f3rio. L\u00e1, o f\u00f3ssil rec\u00e9m-descoberto foi fazer parte da cole\u00e7\u00e3o de ossadas de purussauros que os paleont\u00f3logos acreanos v\u00eam reunindo h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>A estrela da cole\u00e7\u00e3o \u00e9 um cr\u00e2nio completo, o \u00fanico j\u00e1 descoberto, um esp\u00e9cime magn\u00edfico com um metro e meio de comprimento, meio metro de largura e outro meio metro de altura.<\/p>\n<p>O cr\u00e2nio foi encontrado nos anos 1980 nas barrancas do rio Acre por uma equipe de paleont\u00f3logos brasileiros (da UFAC) e americanos do Museu de Hist\u00f3ria Natural de Los Angeles. O f\u00f3ssil \u00e9 t\u00e3o grande e t\u00e3o pesado \u2013 estima-se que tenha mais de uma tonelada \u2013 que para remov\u00ea-lo e transportado teve que ser cerrado em diversas partes, que foram novamente coladas em laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A remo\u00e7\u00e3o de toda a rocha que envolvia o cr\u00e2nio foi um trabalho de muitos meses, realizado por especialistas em Los Angeles. Quando o f\u00f3ssil foi finalmente libertado da rocha, o resultado mostrou-se impressionante. O primeiro cr\u00e2nio completo de um purussauro \u00e9 imponente. E assustador. N\u00e3o deixa nada a dever aos cr\u00e2nios de tiranossauro rex, o mais famoso dos dinossauros, e que viveu na Am\u00e9rica do Norte dezenas de milh\u00f5es de anos antes do purussauro.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s ser estudado, o cr\u00e2nio completo do purussauro retornou ao Acre, onde encontra-se h\u00e1 mais de trinta anos sob uma redoma de acr\u00edlico na sala de exposi\u00e7\u00f5es do Laborat\u00f3rio de Paleontologia da UFAC, em Rio Branco.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, r\u00e9plicas daquele cr\u00e2nio estupendo foram sendo modeladas e expostas em diversos museus de hist\u00f3ria natural em todo o mundo.<\/p>\n<p>Mas o original est\u00e1 no Acre.<\/p>\n<figure id=\"attachment_70666\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 637px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-70666\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-70666\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cr%C3%A2nio-completo.jpg\" sizes=\"(max-width: 1152px) 100vw, 1152px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cr\u00e2nio-completo.jpg 1152w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cr\u00e2nio-completo-300x220.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cr\u00e2nio-completo-1024x750.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cr\u00e2nio-completo-600x440.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cr\u00e2nio-completo-640x469.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"637\" height=\"467\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-70666\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e2nio completo de purussauro, no Laborat\u00f3rio de Paleontologia, Universidade Federal do Acre. Foto: Peter Moon.<\/figcaption><\/figure>\n<p><b>O rei da selva<\/b><\/p>\n<p>Os primeiros f\u00f3sseis de purussauro foram descobertos n\u00e3o se sabe por qual caboclo amaz\u00f4nico h\u00e1 bem mais de um s\u00e9culo, nas margens do rio Purus. Tamb\u00e9m n\u00e3o se sabe de que forma aqueles f\u00f3sseis foram levados a Manaus, mas o fato \u00e9 que acabaram percebidos pelo naturalista brasileiro Jo\u00e3o Barbosa Rodrigues (1842-1909), que em 1892 batizou o bicho de\u00a0<i>Purussaurus brasiliensis<\/i>.<\/p>\n<p>O nosso purussauro \u00e9 o maior membro conhecido da longeva linhagem dos crocodilianos, animais que existem desde os tempos dos dinossauros, e que chegaram aos nossos dias divididos em dois grupos, os jacar\u00e9s e os crocodilos. As maiores esp\u00e9cies viventes de cada um destes grupos s\u00e3o, respectivamente, o jacar\u00e9-a\u00e7u (<i>Melanosuchus niger<\/i>) amaz\u00f4nico, que atinge 6 metros e meia tonelada, e o australiano crocodilo-de-\u00e1gua-salgada (<i>Crocodylus porosus<\/i>), pouco maior que o jacar\u00e9-a\u00e7\u00fa, por\u00e9m muito mais pesado, com 1,5 tonelada.<\/p>\n<p>Comparados ao purussauro, mais pareceriam calangos ou tei\u00fas.<\/p>\n<p>Estima-se que, quando vivo, um purussauro adulto atingiria 12,5 metros de comprimento (quase tanto quanto um \u00f4nibus) e talvez 8,5 toneladas \u2013 equivalente ao peso de um elefante africano e meio \u2013 ou 15 b\u00fafalos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_70667\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 635px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-70667\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-70667\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/compara%C3%A7%C3%A3o.jpg\" sizes=\"(max-width: 1152px) 100vw, 1152px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/compara\u00e7\u00e3o.jpg 1152w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/compara\u00e7\u00e3o-300x182.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/compara\u00e7\u00e3o-1024x620.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/compara\u00e7\u00e3o-600x364.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/compara\u00e7\u00e3o-640x388.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"635\" height=\"385\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-70667\" class=\"wp-caption-text\">Purussauro foi o maior membro da linhagem dos crocodilianos.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O purussauro era um jacar\u00e9 dono de um focinho muito curioso. Os jacar\u00e9s que conhecemos tem rostro achatado e afilado. J\u00e1 o purussauro o tinha curto e alto, fazendo com que seu cr\u00e2nio lembrasse o de um lagarto descomunal.<\/p>\n<p>Ao longo dos 150 milh\u00f5es de anos de hist\u00f3ria da linhagem dos crocodilianos, nenhum superou as dimens\u00f5es do purussauro. O vice-l\u00edder em tamanho foi um crocodilo afro-brasileiro,\u00a0<em>Sarcosuchus imperator<\/em>. H\u00e1 100 milh\u00f5es de anos, aquele \u201csupercroc\u201d de 12 metros habitava os p\u00e2ntanos do Nordeste brasileiro e do oeste do deserto do Saara, regi\u00f5es hoje separadas por mais de 3 mil quil\u00f4metros de Atl\u00e2ntico, mas que \u00e0 \u00e9poca encontravam-se coladas, pois ainda n\u00e3o havia oceano.<\/p>\n<p>O terceiro colocado na lista dos maiores crocodilianos foi um gigante norte-americano, Deinosuchus, tamb\u00e9m contempor\u00e2neo dos dinossauros.<\/p>\n<p>E o quarto colocado era um rival amaz\u00f4nico contempor\u00e2neo do purussauro.\u00a0<i>Gryposuchus croizati<\/i>, ou griposuco, foi o maior gavial que existiu. Tinha 12 metros e era dotado de um focinho extremamente afilado, adaptado para a captura de peixe. Tal morfologia sobrevive at\u00e9 hoje apenas nos p\u00e2ntanos da \u00cdndia, onde os \u00fanicos gaviais viventes (<i>Gavialis gangeticus<\/i>), com m\u00e1ximos 4 metros, s\u00e3o vers\u00f5es bastante acanhadas do outrora gavial-rei.<\/p>\n<p><b>O lar do purussauro<\/b><\/p>\n<figure id=\"attachment_70668\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-70668\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-70668\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/No-reino-t%C3%A3o-t%C3%A3o-distante.jpg\" sizes=\"(max-width: 1152px) 100vw, 1152px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/No-reino-t\u00e3o-t\u00e3o-distante.jpg 1152w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/No-reino-t\u00e3o-t\u00e3o-distante-300x204.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/No-reino-t\u00e3o-t\u00e3o-distante-1024x696.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/No-reino-t\u00e3o-t\u00e3o-distante-600x408.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/No-reino-t\u00e3o-t\u00e3o-distante-640x435.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"435\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-70668\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Purussauro e griposuco eram os predadores m\u00e1ximos de um mega-p\u00e2ntano que havia na Amaz\u00f4nia ocidental, entre 23 milh\u00f5es e 8 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, no per\u00edodo Mioceno.<\/p>\n<p>O imenso lago Pebas se formou em decorr\u00eancia do soerguimento dos terrenos da protobacia amaz\u00f4nica. Isso se deu em fun\u00e7\u00e3o da eleva\u00e7\u00e3o dos Andes, que acelerou a partir de 20 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Naquela \u00e9poca, a Amaz\u00f4nia ocidental era banhada pelas bacias do Amazonas (que corria em sentido contr\u00e1rio ao atual) e do rio Magdalena, na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o dos Andes, no que s\u00e3o hoje o Peru e a Col\u00f4mbia, acabou por bloquear do proto-Amazonas, que flu\u00eda do Par\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o ao Pac\u00edfico. Foi o empo\u00e7amento de suas \u00e1guas o que deu origem ao Lago Pebas.<\/p>\n<p>Os vest\u00edgios daquele antigo bioma est\u00e3o espalhados por mais de 1 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados, divididos entre Bol\u00edvia, Acre, oeste do Amazonas, Peru, Col\u00f4mbia e Venezuela.<\/p>\n<p>Da\u00ed que foram achados f\u00f3sseis de purussauros tanto no Peru quanto na Venezuela. Por\u00e9m jamais um cr\u00e2nio t\u00e3o completo quanto aquele acreano.<\/p>\n<p>As mesmas forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas que nos legaram os f\u00f3sseis do purussauro e do griposuco, tamb\u00e9m revelaram restos de uma dezena de crocodilianos, entre eles um terceiro gigante, o mourasuchus de 10 metros, que curiosamente era adaptado a se alimentar n\u00e3o de carne ou peixe, mas moluscos.<\/p>\n<p>No Pebas tamb\u00e9m viveu a maior das tartarugas. \u201cEstupidamente\u201d grande, como sugere seu nome,\u00a0<i>Stupendemys geographicus<\/i>\u00a0tinha um casco de 3,5 metros de comprimento e pesava duas toneladas, imensamente maior que a maior tartaruga viva,\u00a0 a de casco-de-couro, que tem 2 metros e 700 kg.<\/p>\n<p>O primeiro casco de estupendemis foi achado na Col\u00f4mbia e descrito em 1976. Posteriormente, em 1993, novos exemplares foram achados no Acre.<\/p>\n<p>Era comida de purussauro. Tanto isto \u00e9 verdade que, na Venezuela, foi achado um casco completo de estupendemis faltando um peda\u00e7o \u2013 cujo formato \u00e9 id\u00eantico ao da mordida de um purussauro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_70669\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 637px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-70669\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-70669\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/comedor-de-tartauga.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/comedor-de-tartauga.jpg 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/comedor-de-tartauga-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/comedor-de-tartauga-223x150.jpg 223w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/comedor-de-tartauga-272x182.jpg 272w\" alt=\"\" width=\"637\" height=\"427\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-70669\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Como predador m\u00e1ximo do bioma Pebas, o purussauro inclu\u00eda em seu card\u00e1pio igualmente roedores gigantes. Com 50 quilos, as capivaras s\u00e3o os maiores roedores vivos. Elas vivem em banhados. H\u00e1 10 milh\u00f5es de anos, nos charcos do Pebas viviam fam\u00edlias de roedores de 1,5 metro de altura e 800 quilos, chamado\u00a0<em>Phoberomys pattersoni<\/em>, cujo f\u00f3ssil foi achado na Venezuela, em 2000.<\/p>\n<p>D\u00e1 at\u00e9 para imaginar um purussauro se aproximando sorrateiro das margens de um rio no Pebas para abocanhar imensos poberomis\u2026<\/p>\n<p>H\u00e1 8 milh\u00f5es de anos, o Amazonas passou a correr no seu curso atual. Assim, as \u00e1guas do Lago Pebas, antes represadas, puderam escoar para o oceano.<\/p>\n<p>Foi o fim daquela aut\u00eantica terra de gigantes. E de sua fauna maravilhosa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 pouco mais de um m\u00eas, no in\u00edcio de julho, deu-se um fato curioso no<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":110824,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/tiranossauroi.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/tiranossauroi-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/tiranossauroi-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/tiranossauroi.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/tiranossauroi.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/tiranossauroi.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/tiranossauroi.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/tiranossauroi.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/tiranossauroi.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/tiranossauroi.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"H\u00e1 pouco mais de um m\u00eas, no in\u00edcio de julho, deu-se um fato curioso no","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110821"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110821"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110821\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/110824"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110821"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110821"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110821"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}