{"id":110761,"date":"2019-08-10T14:00:55","date_gmt":"2019-08-10T17:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=110761"},"modified":"2019-08-10T11:58:23","modified_gmt":"2019-08-10T14:58:23","slug":"e-preciso-mudar-a-maneira-como-se-produz-alimento-no-mundo-alerta-ipcc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/e-preciso-mudar-a-maneira-como-se-produz-alimento-no-mundo-alerta-ipcc\/","title":{"rendered":"\u00c9 preciso mudar a maneira como se produz alimento no mundo, alerta IPCC"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/alimentos_producao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-110762\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/alimentos_producao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/alimentos_producao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/alimentos_producao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O modelo de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria extensivo praticado nas \u00faltimas d\u00e9cadas para atender \u00e0 demanda global por alimentos tem causado um aumento das taxas de uso e ocupa\u00e7\u00e3o da terra em escala sem precedentes. Esses processos t\u00eam contribu\u00eddo para a perda de biodiversidade e de ecossistemas, degrada\u00e7\u00e3o de solo e aumento das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, constata o relat\u00f3rio especial divulgado nesta quinta-feira (08\/8) pelo Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC, na sigla em ingl\u00eas) da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), elaborado por 107 cientistas, de 52 pa\u00edses.<\/p>\n<p>Entre as medidas propostas no texto para melhorar a gest\u00e3o do uso da terra est\u00e3o reduzir o desmatamento de florestas tropicais, replantar vegeta\u00e7\u00e3o nativa para sequestrar e retirar di\u00f3xido de carbono (CO2) da atmosfera e compatibilizar o aumento da produ\u00e7\u00e3o de alimentos com a sustentabilidade ambiental.<\/p>\n<p>Um \u00a0<b><a href=\"https:\/\/www.ipcc.ch\/report\/srccl\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sum\u00e1rio para os formuladores de pol\u00edticas<\/a><\/b> do relat\u00f3rio especial sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e uso da terra do IPCC tamb\u00e9m foi lan\u00e7ado ao fim de um encontro de cientistas em Genebra, na Su\u00ed\u00e7a, ap\u00f3s ter sido aprovado por 195 pa\u00edses.<\/p>\n<p>Elaborado ao longo dos dois \u00faltimos anos, o documento avaliou como o uso da terra contribui para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e, reciprocamente, como as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas afetam a terra. Para isso, foi feita uma revis\u00e3o de mais de 7 mil artigos cient\u00edficos publicados sobre o tema.<\/p>\n<p>\u201cEsse relat\u00f3rio \u00e9 diferente dos demais j\u00e1 publicados pelo IPCC porque foca pouco na redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e muito mais nos impactos das transforma\u00e7\u00f5es que t\u00eam ocorrido nos ecossistemas terrestres no clima\u201d, disse \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP <b>\u00a0<\/b><b><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/438\/paulo-eduardo-artaxo-netto?q=Paulo%20Eduardo%20Artaxo%20Netto\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Paulo Artaxo<\/a><\/b>, professor do Instituto de F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo (IF-USP), membro da coordena\u00e7\u00e3o do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Globais (<b><a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/pfpmcg\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">PFPMCG<\/a><\/b>) e um dos coautores do segundo cap\u00edtulo do relat\u00f3rio .<\/p>\n<p>Outros autores brasileiros da publica\u00e7\u00e3o s\u00e3o Humberto Barbosa, pesquisador do Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise e Processamento de Imagens de Sat\u00e9lites (LAPIS) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), \u00a0<b><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/9911\/luis-gustavo-barioni?q=Lu%C3%ADs%20Gustavo%20Barioni\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Lu\u00eds Gustavo Barioni<\/a><\/b>, pesquisador da Embrapa Inform\u00e1tica Agropecu\u00e1ria, e Regina Rodrigues, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, desde 1961, 5,3 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados (km2) de terra \u2013 o equivalente a cerca de dois ter\u00e7os da \u00e1rea da Austr\u00e1lia \u2013 foram convertidos para o uso agr\u00edcola no mundo. A partir desse mesmo ano, o uso de fertilizantes inorg\u00e2nicos aumentou nove vezes e o uso de \u00e1gua para agricultura de irriga\u00e7\u00e3o duplicou.<\/p>\n<p>O consumo de carne mais do que dobrou em todo o mundo tamb\u00e9m desde 1961 e, consequentemente, aumentou 1,7 vez as emiss\u00f5es de metano pelo gado. As emiss\u00f5es de \u00f3xido nitroso para a atmosfera, em fun\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o de fertilizantes nitrogenados em pastagem, tamb\u00e9m mais do que duplicaram.<\/p>\n<p>\u201cEstamos vendo que est\u00e1 ocorrendo um crescimento enorme das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa por atividades agropecu\u00e1rias\u201d, disse Artaxo.<\/p>\n<p>Estima-se que 23% do total das emiss\u00f5es humanas de gases de efeito estufa no per\u00edodo entre 2003 e 2012 derivam da agricultura, silvicultura (produ\u00e7\u00e3o de madeira) e outros tipos de uso da terra, e que as emiss\u00f5es de CO2 pelo desmatamento diminu\u00edram no in\u00edcio dos anos 1960 e se estabilizaram em altos n\u00edveis entre 2008 e 2017.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa da agropecu\u00e1ria, juntamente com todos os outros setores econ\u00f4micos, ser\u00e1 essencial para que o aquecimento global seja mantido abaixo dos 2 oC, aponta o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u201cTerrenos j\u00e1 em uso poderiam alimentar o mundo em um clima em muta\u00e7\u00e3o e fornecer biomassa para energia renov\u00e1vel. Mas \u00e9 necess\u00e1ria uma a\u00e7\u00e3o precoce, de longo alcance, em v\u00e1rias \u00e1reas e a implementa\u00e7\u00e3o de medidas de conserva\u00e7\u00e3o e de restaura\u00e7\u00e3o de ecossistemas e biodiversidade\u201d, disse Hans-Otto P\u00f6rtner, copresidente do grupo de trabalho II do IPCC, em comunicado da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Efeito sin\u00e9rgico<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, quando a terra \u00e9 degradada, ela se torna menos produtiva, restringindo o que pode ser cultivado e reduzindo a capacidade do solo de absorver carbono.<\/p>\n<p>Esse processo exacerba a mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Reciprocamente, esse fen\u00f4meno agrava a degrada\u00e7\u00e3o do solo por meio do aumento do n\u00edvel do mar, da intensidade de chuvas, de inunda\u00e7\u00f5es e de per\u00edodos de seca, entre outros eventos clim\u00e1ticos extremos.<\/p>\n<p>Como destacou Barbosa, a perda da produtividade das terras (desertifica\u00e7\u00e3o) tamb\u00e9m tem como consequ\u00eancia a migra\u00e7\u00e3o de pessoas das \u00e1reas rurais para centros urbanos. \u201cNo relat\u00f3rio, o n\u00famero de pessoas cuja subsist\u00eancia depende de terras degradadas foi estimado em 1,5 bilh\u00e3o de pessoas no mundo. Provavelmente, a maioria vive na pobreza, nos pa\u00edses em desenvolvimento. Esses grupos sociais, incluindo mulheres e jovens, com op\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o limitadas, s\u00e3o especialmente vulner\u00e1veis \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o da terra e \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d, disse.<\/p>\n<p>A exacerba\u00e7\u00e3o da degrada\u00e7\u00e3o da terra pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tem ocorrido, notadamente, em \u00e1reas costeiras de baixa altitude, deltas de rios, terras secas e em \u00e1reas de permafrost \u2013 o tipo de solo encontrado nas regi\u00f5es polares \u2013, apontou o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O n\u00famero de pessoas que moram em \u00e1reas que sofrem de desertifica\u00e7\u00e3o no mundo aumentou em quase 300% desde 1961, atingindo, aproximadamente, 500 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>As popula\u00e7\u00f5es mais afetadas est\u00e3o no sul e no leste da \u00c1sia, na regi\u00e3o do deserto do Saara, que inclui o norte da \u00c1frica e o Oriente M\u00e9dio. Outras regi\u00f5es de terra seca, como no semi\u00e1rido brasileiro, tamb\u00e9m t\u00eam sofrido desertifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma tend\u00eancia de achar que no Brasil, por exemplo, n\u00e3o h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o de desertos. Mas o desmatamento da Caatinga e a degrada\u00e7\u00e3o do solo desse bioma fizeram com que j\u00e1 tenhamos \u00e1reas des\u00e9rticas no semi\u00e1rido brasileiro, onde a terra \u00e9 improdutiva, embora registre chuva anual superior a 300 ou 400 mil\u00edmetros\u201d, disse Barbosa, que coordenou o cap\u00edtulo sobre degrada\u00e7\u00e3o da terra.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio estabelece op\u00e7\u00f5es para combater a degrada\u00e7\u00e3o do solo e prevenir ou adaptar-se a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas adicionais. Tamb\u00e9m examina poss\u00edveis impactos de diferentes n\u00edveis de aquecimento global.<\/p>\n<p>Segundo a publica\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um aumento nos riscos de escassez de \u00e1gua, seca, danos causados por inc\u00eandios, degrada\u00e7\u00e3o do permafrost e instabilidade do sistema alimentar, mesmo para o aquecimento global em torno de 1,5 \u00b0C.<\/p>\n<p>Altos riscos relacionados \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o do permafrost e \u00e0 instabilidade do sistema alimentar s\u00e3o identificados a 2 \u00b0C de aquecimento global.<\/p>\n<p>\u201cEm suma, o que o relat\u00f3rio aponta \u00e9 que o mundo tem de tomar muito cuidado em rela\u00e7\u00e3o a como aloca o uso da terra, pois isso ser\u00e1 cr\u00edtico para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, avaliou Artaxo.<\/p>\n<p><strong>Seguran\u00e7a alimentar<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio destaca que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o afetando todos os quatro pilares da seguran\u00e7a alimentar: disponibilidade (produ\u00e7\u00e3o e rendimento), acesso (pre\u00e7os e capacidade de obten\u00e7\u00e3o de alimentos), utiliza\u00e7\u00e3o (nutri\u00e7\u00e3o e culin\u00e1ria) e estabilidade (interrup\u00e7\u00f5es na disponibilidade).<\/p>\n<p>A seguran\u00e7a alimentar ser\u00e1 cada vez mais afetada pela mudan\u00e7a clim\u00e1tica devido a quedas na produtividade dos solos \u2013 especialmente nos tr\u00f3picos \u2013, aumento de pre\u00e7os dos produtos, redu\u00e7\u00e3o na qualidade de nutrientes e interrup\u00e7\u00f5es na cadeia de fornecimento.<\/p>\n<p>Os efeitos desses impactos ir\u00e3o variar nos diferentes pa\u00edses, podendo ser mais dr\u00e1sticos nos de baixa renda da \u00c1frica, \u00c1sia, Am\u00e9rica Latina e Caribe, aponta a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio registra que cerca de um ter\u00e7o dos alimentos produzidos \u00e9 perdido ou desperdi\u00e7ado. Causas de perda de alimentos e res\u00edduos diferem substancialmente entre pa\u00edses desenvolvidos e em desenvolvimento, bem como entre regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Reduzir essa perda e desperd\u00edcio diminuiria as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e melhoraria a seguran\u00e7a alimentar, indica a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio conclui que existem maneiras de gerenciar riscos e reduzir vulnerabilidades na terra e no sistema alimentar.<\/p>\n<p>Um foco geral na sustentabilidade, juntamente com a\u00e7\u00f5es antecipadas, oferece as melhores chances de enfrentar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Isso implicaria baixo crescimento populacional e redu\u00e7\u00e3o das desigualdades, melhor nutri\u00e7\u00e3o e menor desperd\u00edcio de alimentos.<\/p>\n<p>Esses resultados poderiam permitir um sistema alimentar mais resiliente, tornar mais terra dispon\u00edvel para bioenergia e, ao mesmo tempo, proteger florestas e ecossistemas naturais. No entanto, sem uma a\u00e7\u00e3o antecipada nessas \u00e1reas, mais terra seria necess\u00e1ria para a bioenergia, levando a decis\u00f5es desafiadoras sobre o futuro uso da terra e a seguran\u00e7a alimentar, pondera o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Um dos estudos que embasaram a publica\u00e7\u00e3o foi o relat\u00f3rio Bioenergy &amp; Sustainability: bridging the gaps, produzido por pesquisadores do BIOEN e dos programas BIOTA e PFPMCG para o Comit\u00ea Cient\u00edfico para Problemas do Ambiente (Scope, na sigla em ingl\u00eas), ag\u00eancia intergovernamental associada \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco).<\/p>\n<p>Lan\u00e7ada em 2015, a publica\u00e7\u00e3o fez uma an\u00e1lise de diversas quest\u00f5es relacionadas com a produ\u00e7\u00e3o e o uso de bioenergia e sustentabilidade no mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O modelo de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria extensivo praticado nas \u00faltimas d\u00e9cadas para atender \u00e0 demanda global<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":110762,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/alimentos_producao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/alimentos_producao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/alimentos_producao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/alimentos_producao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/alimentos_producao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/alimentos_producao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/alimentos_producao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/alimentos_producao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/alimentos_producao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/alimentos_producao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O modelo de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria extensivo praticado nas \u00faltimas d\u00e9cadas para atender \u00e0 demanda global","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110761"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110761"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110761\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/110762"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110761"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110761"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110761"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}