{"id":110431,"date":"2019-08-04T21:40:21","date_gmt":"2019-08-05T00:40:21","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=110431"},"modified":"2019-08-04T21:40:21","modified_gmt":"2019-08-05T00:40:21","slug":"apos-9-anos-nenhuma-meta-da-gestao-do-lixo-foi-cumprida-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/apos-9-anos-nenhuma-meta-da-gestao-do-lixo-foi-cumprida-no-pais\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s 9 anos, nenhuma meta da gest\u00e3o do lixo foi cumprida no Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<h2>Brasil ainda tem cerca de 3 mil lix\u00f5es a c\u00e9u aberto, segundo associa\u00e7\u00e3o de empresas de limpeza; produ\u00e7\u00e3o de lixo aumentou 28%, quando meta era reduzir<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/img.estadao.com.br\/thumbs\/550\/resources\/jpg\/1\/3\/1555194973931.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para Ap\u00c3\u00b3s 9 anos, nenhuma meta da gest\u00c3\u00a3o do lixo foi cumprida no Pa\u00c3\u00ads\" width=\"640\" height=\"418\" \/><\/p>\n<p class=\"text\">Nove anos ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos (PNRS), o Brasil n\u00e3o conseguiu cumprir nenhuma meta para a gest\u00e3o do lixo. Em alguns aspectos, o Pa\u00eds inclusive caminha na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria de diretrizes que levaram duas d\u00e9cadas para serem aprovadas no Congresso.<\/p>\n<p class=\"text\">A produ\u00e7\u00e3o de lixo aumentou 28% de 2010 a 2017, segundo os dados mais recentes da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (Abrelpe), divulgados nesta sexta-feira, 2. A meta para este ano era reduzir, na mesma propor\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos destinados a aterros.<\/p>\n<p class=\"text\">O Pa\u00eds ainda tem 3 mil lix\u00f5es a c\u00e9u aberto, que deveriam ter sido extintos em 2014. A taxa de reciclagem ficou praticamente estagnada &#8211; foi de 2% para 3% no per\u00edodo. Cerca de 7 milh\u00f5es de toneladas de lixo por ano continuam fora do sistema de coleta regular e n\u00e3o v\u00e3o sequer para os lix\u00f5es, segundo a Abrelpe.<\/p>\n<p class=\"text\">&#8220;As pr\u00e1ticas de gest\u00e3o de res\u00edduos no Brasil v\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria daquilo que \u00e9 recomendado, e que j\u00e1 foi entendido como a dire\u00e7\u00e3o correta a ser seguida&#8221;, diz o presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho. &#8220;Ningu\u00e9m se mobilizou at\u00e9 o momento para tirar a lei do papel.&#8221;<\/p>\n<p class=\"text\">Os motivos apontados por especialistas para o fracasso da PNRS v\u00e3o da pen\u00faria financeira de prefeituras \u00e0 falta de articula\u00e7\u00e3o entre munic\u00edpios, Estado e a Uni\u00e3o. Boa parte das normas previstas na lei, que servem para regulamentar a pol\u00edtica, n\u00e3o foram publicadas pelo governo federal. Segundo Silva Filho, isso deixou munic\u00edpios sem orienta\u00e7\u00e3o para como desativar lix\u00f5es, por exemplo, ou incentivos para a reciclagem.<\/p>\n<p class=\"text\">O \u00cdndice \u00cdndice de Sustentabilidade Urbana (Islu), elaborado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb) e pela consultoria PwC Brasil, mostra uma esp\u00e9cie de abismo entre o desempenho de cidades que cobram taxas para a gest\u00e3o do lixo e aquelas que dependem apenas de or\u00e7amento pr\u00f3prio. Quase 80% dos munic\u00edpios que t\u00eam arrecada\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para o lixo usam aterros sanit\u00e1rios. Entre as cidades que n\u00e3o cobram pelo servi\u00e7o de coleta, s\u00f3 35% est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o regular.<\/p>\n<p class=\"text\">&#8220;Precisamos modernizar nosso modelo de custeio. Estamos com um modelo de custeio do s\u00e9culo passado&#8221;, diz o diretor de sustentabilidade do Selurb, Carlos Rossin.<\/p>\n<h3>Preju\u00edzo<\/h3>\n<p class=\"text\">A Abrelpe estima que o Pa\u00eds desperdice entre R$ 13 bilh\u00f5es e R$ 15 bilh\u00f5es por ano com as falhas no cumprimento da PNRS. S\u00f3 o preju\u00edzo pela falta de reciclagem do que vai para aterros \u00e9 calculado entre R$ 8 bilh\u00f5es a R$ 10 bilh\u00f5es por ano. S\u00e3o gastos, ainda, cerca de R$ 5 bilh\u00f5es com medidas de recupera\u00e7\u00e3o ambiental e com tratamentos de sa\u00fade por problemas causados pelo descarte irregular de lixo.<\/p>\n<p class=\"text\">H\u00e1 uma enorme desigualdade entre regi\u00f5es, como mostram dados do Islu. O uso de aterros sanit\u00e1rios chega a 88,6% dos munic\u00edpios pesquisados na regi\u00e3o\u00a0<strong>Sul<\/strong>. O \u00edndice foi praticamente igual ao do ano anterior. A regi\u00e3o\u00a0<strong>Norte\u00a0<\/strong>piorou seu desempenho &#8211; de 14,1% para 12,8%. O maior avan\u00e7o foi no\u00a0<strong>Sudeste<\/strong>, onde subiu de 51,1% para 56,9%. No\u00a0<strong>Centro-Oeste<\/strong>, foi de 14,4% para 18,6%. O\u00a0<strong>Nordeste\u00a0<\/strong>\u00e9 a regi\u00e3o com o pior resultado, mas melhorou seu \u00edndice de 11,4% para 12,6%.<\/p>\n<p class=\"text\">Dos 3,3 mil munic\u00edpios pesquisados, o \u00edndice mostra 51% com desempenho considerado m\u00e9dio. Outros 35% t\u00eam desempenho baixo ou muito baixo, e apenas 14% n\u00edvel alto ou muito alto. Para o economista Jonas Okawara, respons\u00e1vel pelo estudo que elabora o Islu, a dificuldade de se adequar \u00e0 lei do lixo foi agravada pela crise econ\u00f4mica que o pa\u00eds viveu, especialmente a partir de 2014.<\/p>\n<p class=\"text\">&#8220;Os munic\u00edpios que j\u00e1 tinham dificuldade para pagar a execu\u00e7\u00e3o da coleta e o custeio da destina\u00e7\u00e3o (<em>aterros<\/em>), e acabam optando por solu\u00e7\u00f5es &#8216;mais baratas&#8217;, reativando lix\u00f5es&#8221;, diz Okawara. &#8220;Aqueles que tinham a possibilidade de manter o custeio por causa da arrecada\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, eles sim conseguiram mantar a gest\u00e3o de res\u00edduos adequada e avan\u00e7ar no cumprimento da PNRS.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil ainda tem cerca de 3 mil lix\u00f5es a c\u00e9u aberto, segundo associa\u00e7\u00e3o de empresas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Brasil ainda tem cerca de 3 mil lix\u00f5es a c\u00e9u aberto, segundo associa\u00e7\u00e3o de empresas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110431"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110431"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110431\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110431"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110431"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110431"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}