{"id":11040,"date":"2014-11-23T13:00:42","date_gmt":"2014-11-23T13:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=11040"},"modified":"2014-11-23T11:52:53","modified_gmt":"2014-11-23T11:52:53","slug":"nova-especie-de-peixe-e-descoberta-no-pampa-gaucho-ja-ameacada-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nova-especie-de-peixe-e-descoberta-no-pampa-gaucho-ja-ameacada-de-extincao\/","title":{"rendered":"Nova esp\u00e9cie de peixe \u00e9 descoberta no Pampa ga\u00facho, j\u00e1 amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/austrolebias_bagual.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-11041\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/austrolebias_bagual.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Pesquisadores brasileiros catalogaram nova esp\u00e9cie de peixe da fam\u00edlia <em>Rivulidae<\/em>, na bacia do Rio Camaqu\u00e3, no munic\u00edpio de Encruzilhada do Sul (RS), que j\u00e1 surge \u201ccriticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou na \u00faltima quarta (19) o coordenador do Instituto Pr\u00f3-Pampa (IPPampa), Matheus Volcan, respons\u00e1vel pela pesquisa.<\/p>\n<p>A nova esp\u00e9cie (Austrolebias bagual) faz parte do grupo de peixes com distribui\u00e7\u00e3o bastante restrita. \u201cEles ocorrem em ilhas de \u00e1gua, em pequenas po\u00e7as d&#8217;\u00e1gua ou charcos banhados, como a gente chama aqui no Sul, isolados por terra. Esses ambientes s\u00e3o, em geral, muito pequenos e isolados. O isolamento faz com que ocorra um grau muito alto de especia\u00e7\u00e3o desse peixe\u201d.<\/p>\n<p>Volcan informou que em cada bacia hidrogr\u00e1fica se encontra uma esp\u00e9cie diferente. \u201cS\u00e3o ambientes aqu\u00e1ticos cercados por terra. Essa esp\u00e9cie n\u00e3o ocorre em ambientes permanentes, como rios e riachos\u201d. Por isso, a capacidade de sobreviv\u00eancia \u00e9 baixa.<\/p>\n<p>A \u00e1rea n\u00e3o tinha sido ainda estudada por pesquisadores para levantamento de fauna, em especial de esp\u00e9cies de peixes. \u201cA gente teve a sorte de achar essa esp\u00e9cie na bacia do m\u00e9dio Rio Camaqu\u00e3, que \u00e9 pouco estudada, embora seja muito degradada\u201d, relatou Volcan.<\/p>\n<p>O projeto Peixes Anuais do Pampa foi iniciado em 2011 pelo IPPampa, para busca de esp\u00e9cies e \u00e1reas novas, patrocinado pela Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza. A descoberta foi descrita oficialmente em outubro passado na Revista Internacional de Ictiologia Aqua, dedicada a estudos e pesquisas sobre peixes. Segundo o pesquisador, outras quatro esp\u00e9cies est\u00e3o em processo de descri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Volcan explicou que a nova esp\u00e9cie tem um ciclo de vida relacionado com a seca do ambiente. Os peixes vivem em po\u00e7as de profundidade m\u00e1xima de 60 cent\u00edmetros, em \u00e1reas campestres, o que os deixa isolados. Quando o casal atinge a maturidade sexual, os peixes depositam os ovos no lodo. \u201cE quando o charco seca, todos os adultos morrem. Os ovos ficam vivos no substrato para o seu desenvolvimento embrion\u00e1rio. Se o ambiente n\u00e3o secar, este \u00e9 o maior problema para esta esp\u00e9cie, porque pode afetar o desenvolvimento embrion\u00e1rio\u201d, explicou.<\/p>\n<p>No ano seguinte, quando as novas chuvas come\u00e7am e alagam o local, os ovos se abrem e surge novo ciclo de vida. N\u00e3o h\u00e1 sobreposi\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00e3o, acrescentou Volcan. Da\u00ed a esp\u00e9cie ser conhecida como peixes anuais ou sazonais.<\/p>\n<p>Matheus Volcan salientou a import\u00e2ncia da descoberta porque, embora sejam peixes pequenos, eles t\u00eam um perfil ecol\u00f3gico. Ou seja, eles controlam a biodiversidade dessas \u00e1reas. \u201cEles comem todas as larvas de mosquitos, os microcrust\u00e1ceos dentro dessas po\u00e7as. Eles t\u00eam papel importante para o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico das \u00e1reas \u00famidas, que s\u00e3o ambientes associados a rios e lagoas. Este tipo de ambiente \u00e9 o mais amea\u00e7ado do planeta\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, a amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada \u00e0 perda de habitats. Toda a \u00e1rea onde ocorreu a descoberta est\u00e1 degradada, devido \u00e0s planta\u00e7\u00f5es de arroz, soja e trigo. \u201cA esp\u00e9cie est\u00e1 restrita a uma \u00e1rea de apenas um hectare\u201d. Ela est\u00e1 completamente isolada, e tem uma matriz, no seu entorno, dominada por lavouras, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores brasileiros catalogaram nova esp\u00e9cie de peixe da fam\u00edlia Rivulidae, na bacia do Rio Camaqu\u00e3,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11041,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/austrolebias_bagual.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/austrolebias_bagual.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/austrolebias_bagual.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/austrolebias_bagual.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/austrolebias_bagual.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/austrolebias_bagual.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/austrolebias_bagual.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/austrolebias_bagual.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/austrolebias_bagual.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/austrolebias_bagual.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores brasileiros catalogaram nova esp\u00e9cie de peixe da fam\u00edlia Rivulidae, na bacia do Rio Camaqu\u00e3,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11040"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11040"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11040\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11041"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11040"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11040"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11040"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}